Domingo, Fevereiro 05, 2012

Só com um milagre


A ex-ministra Manuela Ferreira Leite defendeu hoje que o novo pacto orçamental europeu não tem nada de novo e que "só com um milagre" Portugal cumprirá as metas do défice no prazo previsto pelo acordo da ajuda externa.

Pelos vistos só o Passos Coelho e o seu Gaspar é que ainda acreditam que o empobrecimento dos portugueses, a criação de desemprego e de miséria através de uma brutal austeridade, atirando o país para uma recessão profunda, sem crescimento económico nem investimento nos vai permitir não renegociar a dívida nem pedir uma nova "ajuda", custe o que custar. Se calhar também acreditam em milagres.

Sábado, Fevereiro 04, 2012

Sejam e vivam como pobres


O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, defendeu, em entrevista ao Sol, que Portugal só pode crescer se poupar, lamentando que algumas pessoas "tenham continuado a viver como se não fossem pobres".

Oh Pedro, os que são pobres não podem viver de outra maneira que não seja viverem como pobres, os que não o são é que podem escolher viverem como pobres ou não. Com esta conversa ainda te vou ver nas cimeiras da União Europeia vestido de mendigo. Afinal somos ou não somos um país pobre? Ou seremos somente um país de muitos muito pobres e poucos muito ricos?

Quando acabam os tachos, fazem-se mais


O primeiro-ministro Pedro Passos Coelho decidiu nomear António Borges para liderar uma equipa que acompanhará, junto da troika, os processos de privatizações, as renegociações das PPP, a reestruturação do Sector Empresarial do Estado e a situação da banca.

Como o Álvaro parece que não dá uma para a caixa, o Passos lá lhe vai tirando, tarefa a tarefa as atribuições do super-ministério. Primeiro tiraram-lhe e deram ao Portas os negócios externos e agora ao Borges os negócios internos.
Importante mesmo é que ninguém fique sem emprego nesta terra de bustos e embustes, de tachos e panelas, de uns e outros. Será que sou eu que estou farto desta gente e daquilo que andam a fazer? Será que me tenho de calar e conformar?

Sexta-feira, Fevereiro 03, 2012

Em defesa dos transportes públicos

O secretário de Estado dos Transportes alegou hoje que a greve dos transportes convocada para quinta-feira vai custar 150 milhões de euros à economia portuguesa e destruir num dia o esforço de poupança feito num ano. Numa declaração política no Parlamento, Sérgio Monteiro disse também que as empresas de transportes públicos tiveram prejuízos superiores a 30 milhões de euros com o conjunto de greves de 2011".
Os protestos por todo o país, eu não os sinto. E não os sinto porquê? Porque eles não representem a opinião da generalidade da população, representam a opinião de alguns, através das comissões de utentes, que não são mais que do que extensões de alguns dos partidos que hoje aqui mais vociferaram contra a política do Governo", afirmou Sérgio Monteiro, depois de ter ouvido duras críticas da parte do PCP, BE e PEV.

Este discurso dos milhões somado ao incomodo que a greve causa a quem necessita dos transportes públicos consegue fazer com que muita gente se vire contra os grevistas. São prejudicados, muitos já pagaram o passe e não têm o serviço e custa dinheiro. Mas, na verdade quem está a fazer greve também está a perder um dia de trabalho, a sofrer pressões e ameaças em defesa de direitos, muitos deles que são de todos nós. Quem é mais prejudicado se os preços dos Transportes públicos aumentam brutalmente e o serviço é reduzido? São todos aqueles que dependem deles para se deslocarem todos os dias para os trabalhos e escolas. Somos todos nós que não temos um motorista à porta de casa à nossa espera.
Afirma o Secretário de Estado que o custo vai ser de 150 milhões. É muito dinheiro, mas ainda há poucos dias afirmaram que os 148 milhões que meteram no já privatizado BPN não iam influir no Orçamento de Estado (e já se fala de mais 600 milhões). Só numa coisa ele tem razão, na falta de reacção dos utentes que se lamentam em privado, em casa, nos locais de trabalho mas não assumem a luta na defesa dos seus direitos. Está na hora de dizer não a estes aumentos brutais e não aceitar a privatização dos transportes públicos em nome do lucro privado. Não é contra os grevistas que devemos virar a nossa frustração e indignação mas sim contra este governo e a pobreza e miséria que espalham pelo país.

A Alternativa Real


O manifesto, que tem entre os seus subscritores conta com o arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles, Miguel Esteves Cardoso e Pedro Ayres Magalhães, exige «um Chefe do Estado que esteja ao serviço da nação e que não se sirva dela» e a necessidade de «dignificar a chefia do Estado português», mostrando que há «alternativa» perante «uma ameaça de perda de soberania». «Portugal precisa de uma Monarquia», apontam o duque de Bragança como «único e legítimo pretendente ao trono».

Digo já que discordo totalmente com a existência de monarquias em que o ser-se "filho de" seja suficiente para se ser Rei. Não interessa se é estúpido, burro ou simplesmente parvo que é a sua real peida quem se vai sentar no trono. E depois, como quer este grupo de gente que assinou o manifesto que os levemos a sério se a alternativa que nos dão para nos livrarmos do Cavaco é o Duarte Pio.
Tirando isso da Monarquia não posso deixar de concordar que um Chefe de Estado deva estar ao serviço desse Estado e não que o use para superar as dificuldades em pagar as suas despesas.

Quinta-feira, Fevereiro 02, 2012

Promiscuidade política


Quem se lixa são sempre os outros ou neste caso todos nós.

O Filho da outra


Apesar de Passos Coelho estar diante de uma plateia de militantes da distrital de Lisboa, o seu discurso centrou-se mais na mensagem de que o Governo “não desistirá de cumprir o programa que outros negociaram para Portugal e que os portugueses merecem que seja executado”. Até porque para o PSD, sustentou, as medidas inscritas no memorando de entendimento com a troika convergem com o programa eleitoral do PSD e com o programa do Governo.
“No programa eleitoral que apresentámos no ano passado e no nosso programa do Governo não há uma dessintonia muito grande com aquilo que é o memorando de entendimento”, afirmou Passos, notando que o acordo com a troika não consiste numa “obrigação pesada”. “Não fazemos a concretização daquele programa obrigados, como quem carrega uma cruz às costas”, salientou.

Só não lhe chamo o que me apetece chamar-lhe porque não conheço a Senhora sua mãe e ela até pode não ter culpa de o filho parecer mais filho da outra que dela. Usa-se da troika para justificar as mentiras do programa eleitoral e agora vem dizer que as medidas da troika sempre foram aquilo que desejou fazer ao país. Está por isso a fazer aquilo que queria fazer, com ou sem troika, que sempre pensou empobrecer o país, exportar os nossos jovens licenciados, aumentar o desemprego e lançar o país numa negra depressão de fome miséria e morte.
Quando até os patrões da Troika já falam da necessidade de não apertar tanto a austeridade, na necessidade de pensar no crescimento e na criação de empregos, ao Passos Coelho nada lhe pesa. Afinal são os outros que acabam a carregar a cruz às costas.

Quarta-feira, Fevereiro 01, 2012

Governo. Um jogo de azar


Na plataforma digital do Governo «O meu movimento», Pedro Passos Coelho explica que «esta ideia simples permite que aqueles que têm boas ideias para o país as possam lançar na plataforma do Governo na forma de movimento sendo que o mais votado terá direito a uma audiência com o primeiro-ministro.

Eu até participava neste concurso mas o prémio não é grande coisa.

O peso da justiça


O despacho do Diário da Republica de 27 Janeiro de 2012 que pode ser visto [AQUI], diz que alguém foi nomeado para o gabinete da Ministra para "prestar conselho técnico no âmbito da área da Informática e das novas tecnologias" com a remuneração mensal de 3892.82 euros, acrescidas dos subsídios de férias e Natal de igual montante, subsidio de refeição, bem como das despesas de representação fixadas para os adjuntos dos gabinetes dos membros do governo.
Um bom exemplo da justiça que podemos esperar de mais uma reforma da justiça feita por esta gente. É o que sempre sucede quando a merda do papel do dinheiro pesa mais que a própria justiça. o que por cá já acontece há tempo demais.

Terça-feira, Janeiro 31, 2012

Super Egg-man


Ouvir o Marcelo é sempre um momento, que evito, de opinião barata misturado com ferroadas de veneno politico que no dia seguinte são transformadas em notícia e em mais um caso politico. Isso vale o que vale, ou seja muito pouco mesmo quando diz que os "Cavaquistas" que atacam o Passos Coelho devem calar-se e "desamparar a loja", (sem dizer se isso se aplica ao próprio Cavaco) para logo de seguida chamar a Miguel Relvas um erro de "casting" deste governo. Mas onde o gostei de ouvir foi a criticar mais uma medida da União Europeia que obriga os produtores a oferecerem melhores condições de alojamento às galinhas, o que lhes vai custar muito dinheiro (que não têm). Nesta altura a UE devia pensar mais nas condições de vida das pessoas que na das galinhas. Não podemos deixar de concordar com ele, embora também fosse bom saber se há realmente a vontade deste governo e desta Europa em se preocuparem com as pessoas porque até agora nunca o demonstraram.
Mas está errado que a UE se preocupe com as condições de vida dadas às galinhas? Não, como defensor dos direitos dos animais até acho muito bem. Ai a economia, os custos, a concorrência. E, é aí que está o mal, é quando, como também temos feito com os direitos dos trabalhadores, aceitamos baixar os padrões de qualidade, de decência, de condições de vida, para poder competir com outros que não os têm. Esta subserviência ao mercado global, esta aceitação de jogar um jogo já viciado à partida é que nos conduziu ao ponto em que nos encontramos, um ponto em que temos de escolher entre as condições de vida de pessoas e galinhas.

Onde já vai o abismo.


Preocupado com as próximas eleições, onde se espera que o povo francês dê um pontapé no cu, o Sarkozy, enquanto anunciava novas medidas de austeridade afirmou que "A Europa já não está à beira do Abismo". Eu até acrescentaria mais, que o abismo há muito que ficou para trás e que a queda é grande, muito grande para quem não tem para-quedas.

Segunda-feira, Janeiro 30, 2012

Volume 1: A conquista da Grécia


"Há debates e propostas no seio da zona do euro, entre elas uma da Alemanha" para "reforçar o controle dos programas e das medidas" adoptadas na Grécia. "A actuação externa poderia ser dirigida pelas instituições europeias e teria também alguns poderes de decisão". Segundo o Financial Times, um comissário nomeado pelos ministros de Finanças da zona do euro teria o poder de impor um veto às decisões tomadas pelo governo grego em matéria orçamentária.
A Grécia excluiu a possibilidade de ceder soberania à União Europeia (UE).

Esta Europa já nomeia Primeiro-ministros de países sem se preocupar com a democracia e a soberania. É o poder imposto pela força do dinheiro. Mil milhões a mais ou mil milhões a menos a Grécia vai ter de ceder até porque a "Europa" já colocou o seu Cavalo-de-Troia na chefia do governo Grego. Portugal vem logo a seguir.


Arménio Carlos. E agora?


Que vai mudar no sindicalismo em Portugal com a saída do Carvalho da Silva e a entrada do Arménio Carlos para líder da Intersindical? Uns dizem que nada, outros que vai haver uma maior colagem ao PCP e outros que a luta se vai radicalizar mais. Honestamente não sei, mas talvez um pouco a soma de todas elas. Mais ou menos ligado ao PCP vai continuar, como ele, a ser bem comportado e a deixar descansado o poder por saber que não será dali que nascerão os famosos tumultos que o Passos Coelho tanto parece temer?
Alguma coisa vai ter de mudar porque algo vai ter de acontecer. É impossível manter esta paz podre entre os que vêm os seus direitos e o seu trabalho a sua vida, serem destruídos e aqueles que no poder continuam a vender o país e a alma aos assassinos mercados especuladores. Está na hora dos sindicatos deixarem a sua posição de defensiva em relação ao ataque aos direitos dos trabalhadores e assumirem a luta, não só pela sua defesa mas para lançarem um verdadeiro conta-ataque ao grande capital e os seus acólitos. Já não se trata de mais ou menos um direito, mas da própria existência como seres humanos. Há muita gente, crianças, idosos a viverem na miséria e a passarem fome. Como agora se diz, está na hora dos Sindicatos deixarem a sua "zona de conforto".

Domingo, Janeiro 29, 2012

Orçamento armadilhado


O défice do ano passado acabou por ficar abaixo do previsto, mas só porque em cima da hora conseguiram utilizar o Fundo de Pensões da Banca para tapar o incumprimento em quase 3%. Ficámos agora a saber que em 2011 os buracos que o ministro encontrou foi ele que os cavou, pois as despesas até foram abaixo do orçamentado mas infelizmente as receitas também. Para 2012 o Ministro apresentou um orçamento que aumenta ainda mais os impostos, reduz a despesa cortando subsídios e salários sem olhar à economia e à miséria que está a fomentar e onde publica números para recessão muito abaixo do já previsto quer pelo FMI, OCDE, UE ou qualquer pessoa com meio palmo de testa. Já fez uma correcção ao Orçamento sete dias após começar o ano, já informou da necessidade de um Orçamento rectificativo e todos os dias vão surgindo rubricas não orçamentadas, nos Ministérios, nas Autarquias para não falar do BPN onde ainda continuamos a pagar centenas de milhões do dinheiro que outros roubaram ou dos 500 milhões que a tal transferência do Fundo de Pensões da Banca nos vai colocar nas costas todos os anos. Se só isso já mostrava que este Orçamento é uma ilusão mais certeza temos quando vemos as medidas recessivas a destruir a pouca economia interna que ainda temos e com isso a reduzir as receitas futuras. A externa a ser afectada pela recessão em Espanha e na Europa, mais a crise das dividas soberanas a falência da Europa, a especulação e a subserviência dos nossos governantes. Em Abril já vai este país andar com as mãos na cabeça, com mais medidas de austeridade a serem decretadas como inevitáveis, um novo financiamento da Troika na ordem do dia e a economia a implodir assim como as receitas do Estado. Este Orçamento de Estado para 2012 não é um Orçamento, é uma bomba relógio.

Se na familia é mau, no governo é ainda pior


Não há vez que eu aqui coloque um boneco do Álvaro em que não apareça um "Anónimo" a, no mínimo, mandar-me trabalhar, e a louvar as excelsas qualidades do dito. Isso só me faz ter vontade de ainda lhe fazer mais bonecos. Para mais porque este ainda é o único que ainda me faz só-rir entre o vómitos que o ver ou ouvir gente deste governo me causa.

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