Terça-feira, Março 20, 2012

As Presidências abertas aos olhos do "Arrebenta"


Chegado a Lisboa mas sem tempo para fazer novos bonecos aqui deixo um que me foi pedido pelo meu amigo "Arrebenta", há muitos anos o autor dos melhores textos da blogosfera.

Cavaco Silva: Das presidências abertas às presidências completamente fechadas

Quando Garibaldi teve aquelas pretensões de unificar a Itália, para que Berlusconi, quase século e meio depois, já a encontrasse unificada, embrutecida e putificada, Sua Santidade Pio IX, um dos papas mais estúpidos, ignorantes e reaccionários, de toda a longa história de crimes da ICAR (hoje declarado "Santo" (!) pelo pedófilo nazi, Ratzinger), declarou-se "prisioneiro" do Vaticano, situação de que, para aqueles que gostam de História, só o Tratado de Latrão, assinado entre a Santa Sé e os Papas-Reis dos Estados Pontifícios, os libertou, entregando, doravante, na situação de monarca absoluto, o Vaticano, S. Pedro, uns jardins e sanitários anexos, onde a Guarda Suíça, durante dia e noite, se entrega a atos contra a natureza, e Castel Gandolfo, uma quinta destinada a repousos e retiros pedófilos, como a Casa de Elvas, onde Carlos Cruz nunca esteve, mas só costumava ir.

Toda a gente sabe que os abismos que separam Itália de Portugal, para lá dos milénios de Civilização, e de Neanderthal nunca ter escolhido o ninho de Leonardo, Rafael e Dante, para a sua postura fora de época, são flagrantes, ao ponto de toda a Europa culta sentir alguma vez, a necessidade de fazer a "Viagem a Itália", e, só com o cinto já muito apertado, a viagem a Portugal, excepto em caso de absoluta necessidade, ou para ajustes de contas familiares, como os McCann, que não sabiam onde livrar-se da sua Maddie.

Portugal, curiosamente, tornou-se agora muito Italiano, ou, melhor, mesmo muito pontifício, com um "Presidente" que se encontra tecnicamente prisioneiro dos Jardins do Palácio de Belém, com algumas escapadelas para a Quinta da Coelha, ou idas à campa do Cavaco pai, a Boliqueime, terra que até produziu duas aberrações, uma, na política, e outra, na Língua, a Lídia Jorge, que chegou ao estrelato por não saber escrever, mas levar porrada do Capitão de Abril que lhe pacobandeirava a boca da servidão, mas é melhor eu não me esticar muito sobre isso, não vá a Escandinávia nobélizá-la, para mais uma vergonha nossa.

Voltando ao tema, o Sr. Aníbal, cuja senilidade é uma verdadeira preocupação para os notáveis conselheiros que o cercam, e, sobretudo, a equipa clínica do Doutor Lobo Antunes, que já lhe introduziu um chip no cóccix, para saber, por GPS, com uma aproximação de 1 metro, se Sua Excelência está a conseguir circular regularmente, de sala em sala, sem se borrar pelas pernas (abaixo), apesar daquela casa de banho intermédia, que já teve de ser incrustada no Palácio, não tenha ele uma daquelas aflições que o poderiam levar ao estádio do fraldário presidenciado avançado.

Ora, dado o estado de penúria da Nação, e o avançado estado de degradação do seu Supremo Magistrado, é sabido que o orçamento da Casa Presidencial dificilmente suportaria a construção de retretes de metro a metro, não fosse o Palácio de Belém começar, penosamente, a assemelhar-se à Fundação Amélia das Marmitas.

Decidiram, então, os Doutores que era melhor, mal por mal, pôr a carcaça do Sr. Aníbal a arejar de vez em quando, com o pretexto de a sua Maria, de Centro Esquerda ir inaugurando presépios, ao logo do Portugal dos Pequeninos, sob a tutela do Anísio, ou Anaísio, ou lá como é que o gajo se chama, que, quando não está nisto, anda a apanhar no cu com um ar de compungido, mas isso seria um mero escólio deste texto, e não é para hoje, que o tempo é grave.

O Sr. Cavaco Silva, prisioneiro da sua senilidade, das insustentáveis intervenções públicas, que puseram em causa a magistratura que exerce, ao ponto de os Militares, enquanto garantia da Soberania Nacional, estarem à beira de ter de intervir, e substituir a III pela IV República, pela obscena repetição de um Américo Thomaz, mas incapaz de despertar qualquer humor ou anedota.

Matematicamente, o fenómeno Cavaco Silva, se alguma coisa essas criaturas pardas, que nós pagamos para manterem de pé um cadáver, percebessem de Matemática, já entrou na fase irredutível da Catástrofe da Cúspide, de René Thom, ou, para os apreciadores de Engenharia dos Materiais, de acordo com a Lei de Hook, o Aleijão de Boliqueime já passou da fase elástica para a fase plástica, ou seja, já não é preciso mais nenhum esforço de tensão, para que se deforme e afunde, por si mesmo: basta, agora, sociologicamente falando, que apareça, ou tente aparecer, em público, para imediatamente se desencadearem imprevistas reacções sociais, como iremos assistir, nos tempos breves que nos separam do fim da coisa.

Em Democracia é insustentável que exista um Presidente que está impedido de sair à rua, pelo que o colapso da situação, que, a mim, indefectível inimigo da criatura que gangrenou o Regime e destruiu económica e financeiramente Portugal, já tem uma ampulheta a correr, variando as apostas sobre o tempo, mas sendo todas coincidentes na sua iminência, está a dar particular prazer.

Para os que são de memória curta, o gasolineiro filho foi o único primeiro ministro de Portugal que se enfiou dentro de uma viatura blindada, ato de pavor e cobardia, a quem nem Salazar, que muito mais teria, pelas evidências, a temer. A Maria, pelo seu lado, mal o aborto conjugal se tornou primeiro ministro de Portugal, mandou pôr vidro à prova de bala, nas miseráveis salas de aulas que frequentava na Católica, nas raras vezes que lá, nos intervalos das faltas, como se alguém se desse ao trabalho de desperdiçar uma bala, que fosse, com tão patética figura...

Acontece que os tempos mudaram radicalmente. O Portugal do respeitinho ao Sr. Doutor, ao Sr. Engenheiro e ao Sr. Arquitecto, colossalmente estrangulado por um Sistema, que dia após dia, se revela impiedoso com os fracos, e cada vez mais submisso com os fortes; o Portugal da Senhora de Fátima, cobarde por essência, e que prefere violar crianças, espancar mulheres, e esquartejar avós, em vez de se voltar para os carrascos, que estão acima, tem assistido aos sucessivos trambolhões do Sr. Aníbal, um cúmplice de uma das maiores fraudes e assaltos de há memória no Regime, o BPN; que foge de adolescentes, em idade escolar; incapaz de viver com 20 000 € de reforma, e que se dessolidarizou dos problemas reais, de uma população envelhecida e de faca escolaridade, que era a sua base eleitoral de apoio, como o fora, durante décadas, do Vacão de Santa Comba Dão, que nunca se atreveria a humilhar o seu povo, dizendo-lhe que, ao contrário da outra, roesse côdeas, já que o Sr. Aníbal mal tinha dinheiro para meio brioche, desse Senhor Aníbal, cujos poderes constitucionais teriam atempadamente permitido que demitisse o "Engenheiro" Sócrates, quando a sua cáfila estava a dar cabo do que restava da má saúde do país, mas prefere, cobardemente, aparecer a lamentar-se, num prefácio de um livro que nunca ninguém lerá, e que dificilmente ele terá escrito, mas que já lhe serve de epitáfio, pelo grotesco da forma e a prova de insanidade de quem subscreve tal conteúdo, sem, mais grave ainda, se retractar. Cavaco Silva vive imerso num delírio de neurocompensadores, para a sua degenerescência neurológica, coisa que já vem de muito atrás, como refere a raposa Soares, que revela que, o então primeiro ministro, Cavaco Silva "tinha visões (!)" (procurem a entrevista, que hoje não me apetece...), e ainda não percebeu que já resvalou para aquele limiar perigoso, onde o povo português, turvo, sonso, e falso, já não o vê como uma figura "acima", mas alguém que rasteja no patamar dos seres fracos sobre os quais costuma exercer os seus atos de vingança sádica.

Cavaco Silva caiu naquela zona crepuscular dos que incendeiam os gatos, apedrejam os vidros dos comboios, e queimam os caixotes do lixo. É natural que, de um povo turvo, se esperem, pois, perigosas reacções turvas, mas os dados já estão irremediavelmente lançados: aparentemente, os conselheiros querem agora fazer um derradeiro esforço, e levar, no seu "Cavacamóvel", o cadáver político a inaugurar, este sábado, mais um presépio..., perdão, um passeio a Mirandela. Com as instabilidades barométricas em curso, pode ser que as secretas, ou um comissário da polícia, mais avisado, se lembre de o fazer recuar, à última hora, como aquando da António Arroio. De qualquer maneira, está irremediavelmente condenado.

É dramático, e pungente, quando um povo perde o respeito pelos seus governantes, mas é totalmente lícito, quando os seus governantes também deixaram de os respeitar.

Sinceramente, não tenho pena nenhuma do Sr. Aníbal, mas, por favor, se se decidirem livrar dele hoje, por favor, evitem imagens chocantes: no estado em que ele está, basta que puxem, silenciosa, e piedosamente, o autoclismo.

Sim, até pode ser em Mirandela, pois pode, aliás, neste momento, qualquer sítio serve, desde que seja eficaz...

Sábado, Março 17, 2012

Oscares do Ano - Paulo Portas

Nota blogosférica - Volta brevemente


Por razões pessoais não vou poder fazer os meus bonecos nos próximos dias, mas como gostava de continuar a manter vivo este blog, vou tentar publicar alguns bonecos que tenho guardados e que, por uma razão ou outra, nunca aqui publiquei. Não são por isso dedicados a nenhum assunto especial mas que me na altura me pareceram ficar bem nos personagens retratados.

Sexta-feira, Março 16, 2012

António Mexia e a Marioneta made in China


Quatro mil milhões de rendas só para o sector energético e a electricidade mais cara da Europa. Assim também eu sou um grande gestor e defender que mereço um ordenado de milhões todos os anos. Quem paga?

Estrada para Belém


20 Anos na vida política descritos ao longo de 447 páginas, é este o cartão de visita do livro Caminho Aberto, da autoria de António Costa, presidente da Câmara Municipal de Lisboa.
A Sala do Rei na Estação do Rossio, em Lisboa, foi pequena para acolher as milhares de pessoas que quiseram assistir à apresentação do livro de António Costa. Na sessão de lançamento, estiveram diversas personalidades da vida política e onde destacavam-se os três antigos Presidentes da República Mário Soares, Jorge Sampaio e Ramalho Eanes.

Já aqui tinha dito que este ia directo para Belém sem passar pela liderança do partido. Se lhe juntarmos o Professor Martelo já temos o problema dos candidatos à presidência resolvidos.

Quinta-feira, Março 15, 2012

O poder eléctrico


«O secretário de Estado da Energia é a primeira baixa no Governo de Pedro Passos Coelho. Henrique Gomes - que foi substituído no cargo por Artur Trindade, director da entidade reguladora do sector energético (ERSE) - apostou na reestruturação do sector e no corte de custos que têm um impacto na tarifa energética, mas fê-lo contra os operadores do sector e acabou numa guerra que resultou na sua demissão.
Os verdadeiros motivos para a sua demissão prendem-se com as tensões entre Henrique Gomes e os principais ‘players' do sector, em especial a EDP, que começaram praticamente desde que tomou posse há oito meses. O mais recente caso terá sido o estudo encomendado pelo Governo a uma entidade independente para avaliar o custo das rendas excessivas pagas pelo sistema eléctrico nacional às grandes produtoras de electricidade, e que apontava para um ‘cheque' de 3,9 mil milhões de euros a essas empresas. O objectivo do Governo seria cortar 2,5 mil milhões deste montante, seguindo assim as orientações da ‘troika' que exigem uma forte redução dos custos de interesse económico neste sector.»

Uma renda de quase 4 mil milhões de euros corresponde quase a um BPN por ano para a empresa que num ano pagou 4 milhões ao seu António Mexia de salários e prémios, e que todos os anos bate os recordes de empresa com maiores lucros (este ano acima dos mil e duzentos milhões). Paga e sobra os cortes nos salários e nos subsídios ou no Serviço Nacional de Saúde. É para aí que são canalizados os sacrifícios que nos pedem num país onde pagamos os mais altos preços na conta da electricidade. Oferecem os dividendos da EDP e da REN, aceitam que a lusoponte receba as portagens e a compensação paga pelo estado para não as receberem e descarregam milhares de milhões nas contas dos Senhores do capital.
Será que temos de aceitar um país atirado para a miséria para encher o papo a esta gente?

O Prefácio

Quarta-feira, Março 14, 2012

A liberdade e os direitos são bens que temos de defender


Num só dia li uma noticia e recebi uma informação que nos devem assustar a todos e que mostra que algo não vai bem nesta democracia e na liberdade que a deve acompanhar.

«O CDS-PP quer saber quanto custaram ao país as greves realizadas no sector dos transportes nos últimos 10 anos e, para isso, enviou ao Parlamento um conjunto de perguntas que pretende ver respondidas pelo ministro da tutela. »

Hoje de manhã fui constituído único arguido, pela Polícia de Segurança Pública, pelo crime (político) de desobediência civil por, alegadamente, ter permitido que a manifestação do 15-O do passado dia 24 de Novembro se tenha realizado pelas 15h00, portanto, antes das 19h00 - horário legalmente permitido para as manifestações aos dias de semana. Este (mais um) ataque à Democracia, pelos comandos da PSP, a mando do governo de Passos Coelho, visa-me (curiosamente só à minha pessoa) na medida em que fui um dos promotores oficiais da dita manifestação, segundo a informação obrigatoriamente prestada às autoridades (ex-governador Civil de Lisboa, hoje presidente da Câmara Municipal de Lisboa).


Porque anda tão preocupado o CDS a questionar o custo de greves quando se sabe que quem perde o dia de salário é o próprio trabalhador? Será que deseja acabar com mais este "direito"? Porque não questiona quanto tem custado todas as ajudas aos bancos ou as negociatas com as privatizações ou os favorecimentos e empregos para os amigos? Quantos nos custou já o BPN? E a compra de submarinos? E as viagens do Paulinho?
Seria bom também saber porque está a PSP tão interessada e acusar um cidadão que cumpriu com o procedimento de comunicar atempadamente às autoridades o dia e hora de uma manifestação, que decorreu de forma ordeira e vigiada pela policia num dia em que se realizava uma greve geral? Também constituíram arguido algum dirigente da CGTP que convocou uma outra manifestação uma hora antes no mesmo dia? Porque teme tanto a PSP e o poder a voz e o protesto de cidadãos deste país? Porque procura amedrontar aqueles que assumem nas suas mãos a vontade de mudança e de combate às injustiças?
Se já era urgente lutar por uma democracia mais verdadeira e pela defesa das liberdades estes dois casos mostram bem que não podemos parar nem ceder ao medo. A luta é de todos e no próximo dia 22 apoiar a greve geral é essencial assim como ir para a rua mostrar o nosso descontentamento. Seja no dia 22, no 25 de Abril, no 1º de Maio ou na Primavera Portuguesa no dia 12 Maio. Para se ter direito à liberdade e à justiça temos de lutar por elas.

Já brilha o futuro para o Passos Coelho


O primeiro-ministro insistiu, mais uma vez, que não vai pedir mais tempo nem mais dinheiro à troika e reafirmou que o País vai regressar aos mercados em Setembro de 2013. «Já dissemos que vamos voltar aos mercados de dívida em Setembro de 2013 e é o que vai acontecer. Nessa altura, deixaremos de precisar de financiamento externo para a economia», afirmou Pedro Passos Coelho.

Mesmo que o Passos Coelho acredite que vê a luz lá para o fim do ano que vêm, noto nestas declarações algumas incorrecções. Primeiro parece evidente que neste sistema o país vai necessitar de mais tempo e mais dinheiro, segundo que Portugal tenha dinheiro para pagar os juros que vamos estar a pagar em Setembro de 2013 e terceiro que nessa altura já não será ele o Primeiro-ministro do país. E já agora, ir aos mercados não é precisar de financiamento externo?

Terça-feira, Março 13, 2012

Carregamentos de laranjas



Não faltam "laranjas" para distribuir pelos boys do PSD, sejam em cadeiras ou em tachos. Estas laranjas não sofrem com a seca como a vida dos portugueses.

O rumo do Pina Moura


«Joaquim Pina Moura disse acreditar que o país já ultrapassou o pior da desorientação da política económica. "Goste-se ou não se goste é preciso reconhecer que temos com este Governo um rumo no sentido nacional", concluiu o economista e político cada vez mais afastado das suas origens comunistas.»

Um trajecto de fazer inveja a qualquer trafulha. De delfim do Cunhal passando por Ministro do Partido Socialista para administrador da espanhola Iberdrola. Um trajecto, um rumo e muitos milhões de euros de recompensa. Ele tem um rumo, o país duvido.

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