quarta-feira, outubro 31, 2012

Contra os Salazarentos, insultemos o Gaspar


O ministro de Estado e das Finanças considerou hoje "insultuosas" afirmações dos deputados João Galamba (PS) e Honório Novo (PCP) que o aproximaram ou da linguagem ou das teses ideológicas do regime do Estado Novo.

Obrigado Sr. Ministro por considerar que compara-lo a Salazar é insultuoso. Já lhe chamei ladrão, gatuno, incompetente, mentiroso, aldrabão e muitos outros nomes de mais forte vernáculo mas pelos vistos nunca consegui ser considerado insultuoso. Agora já sei como o insultar e o atingir e ainda por cima nem tenho de mentir ao abusar. És Salazarento. E, na actual situação em que vivemos nem fica mal esta comparação, porque se temos um Ministro das Finanças, Vitor Salazar, um Primeiro-ministro que se comapara bem com o Marcelo Caetano e um Presidente que em nada fica a dever ao velho cabeça de abóbora, o Américo Tomaz.  Com gente desta a ocupar os mais altos cargo do poder não admira que o país esteja como está e por isso parece que lá teremos de fazer um novo Abril só que no Outono.
Para o boneco escolhi um das mais famosas fotografias desse glorioso dia em que, como aconteceu umpouco por todo o lado, escolas, hospitais e serviços públicos as fotografias dos fascistas eram retiradas da parede e parece que está na hora de fazermos ficar vazias mais umas paredes. è que o 25 de Abril, sempre, mas também quando um homem quiser, e eu quero.
 

terça-feira, outubro 30, 2012

Está na hora de refundarmos a nossa soberania


Passos Coelho quer refundar e para isso conta com o António José Seguro. Não é que vivamos no paraíso, mais no purgatório mas se o PS morde a laranja então caímos no inferno de vez. Refundados já nós estamos e se acabam com o Estado Social que esta escumalha tem vindo a destruir passa a passo então é que não restará nada deste país e deste povo. Dia 1 de Dezembro comemora-se a restauração, amanha há uma manifestação em São Bento e talvez seja uma boa oportunidade para uma nova restauração da nossa soberania. Eu estou lá.


A Era dos crápalos vampiros


Esta gente é toda muito amiga da inevitabilidade pois assim facilmente se convence o obriga todos a aceitar o inevitável.  Primeiro rebentaram com toda a economia produtiva enquanto se atafulhavam dos milhares de milhões da Europa. Depois chegou a fase do endividamento com os mesmos a atafulharem-se ainda mais. Com o pais sem produzir e endividado arranja-se uma Troika para justificar austeridade e assim se podem aumentar todos os impostos e mais alguns. A austeridade agravou a recessão e o desemprego o que permitiu o desbaratar dos dinheiros da segurança social no apoio aos mais aflitos. Entretanto o país e as suas grandes empresas estão a saque dos mercados e entregue aos mesmos de sempre.
Agora sim o longo caminho chega ao fim e é hora de acabar com o estado social por não haver dinheiro suficiente para a sua sustentabilidade. Escolas, hospitais, segurança social, tudo é para destruir. O que ainda nos vai valendo é a Constituição, mas mesmo ela, entregue nas mãos do Sr. Silva e que o Tóto José Seguro ainda fica embebido na inevitabilidade das medidas e, se é assim tão necessário até se revê a Constituição, único garante que ainda nos resta.  São vampiros e são cráuplas

PS: Cuidado que já soltaram os comentadores encarregues de convencer os cidadãos da necessidade para o país que morram de fome ou de doença. 

segunda-feira, outubro 29, 2012

Será um saco ou um saque





O Conselho Económico e Social (CES) considera que o cenário macroeconómico apresentado na proposta de Orçamento do Estado para 2013 será difícil de concretizar e classifica como "irrealista" a previsão de uma contracção do Produto Interno Bruto de apenas um por cento no próximo ano, dificultando o regresso aos mercados e podendo conduzir Portugal ao "incumprimento". O CES receia que o país esteja a entrar "num círculo vicioso de recessão e aumento da dívida, aproximando-se da situação grega".
O CES adverte ainda que a proposta do Orçamento do Estado irá determinar uma recessão "mais profunda do que o previsto, o que terá efeitos na redução do nível de emprego e no agravamento do desemprego, que seguramente será também mais elevado do que o previsto, com as previsíveis consequências em matéria orçamental que decorrem do crescimento das prestações sociais".
O CES manifesta alguma preocupação perante o facto de a proposta do Orçamento "consagrar uma diminuição significativa do nível de protecção social e da despesa social em geral, sendo relevante salientar o elevado número de desempregados sem prestações de desemprego, a diminuição do valor das prestações de desemprego e de doença".
Neste âmbito, "o CES não pode deixar de alertar para as possíveis consequências, no plano político, decorrentes de situações de desamparo, miséria, incerteza, insegurança e intranquilidade que poderão contribuir de forma muito grave para situações de rotura social".

Há um ano que os miseráveis que ocupam o poder andam a dizer que Portugal não é a Grécia mas não passam um dia que não tomem medidas que nos conduzem a uma idêntica tragédia grega. Outros há que há um ano andam a dizer que somos todos gregos e que temos de seguir um caminho diferente daquele que foi seguido pela Grécia ou inevitavelmente teremos um futuro idêntico. O maior problema não é que os nossos governantes não saibam o que estão a fazer. Sabem e têm consciência que estão a atirar este país para o buraco sem fundo da miséria e do desespero. A sua loucura ideológica neo-liberal de matar tudo quanto seja estado, seja ele social ou outra coisa qualquer, é tanta que não se importam de condenar todo um povo para a desgraça há muito anunciada. Esta gente é assassina porque vai matar muita gente por falta de alimentos, de cuidados médicos ou dos mais básicos princípios de dignidade social. São criminosos e têm de ser tratados como tal. Já chega de aceitar a treta da dívida, da honra e da troika. Esta terra é de quem nela vive e não de quem está ao serviço de mercados e interesses económicos de grandes capitalistas. Basta e tem de parar já. Que pensas fazer para que isso aconteça?

Tranparente mais transparente não há


Ontem fiz um post em que falava de duas afirmações do Relvas e uma notícia. Um desperdício, porque cada um dos temas dava um novo boneco. De cada vez que ele fala é mau para o país, e fala muitas vezes, mas é bom para mim pois dá-me sempre ideias e motivos para lhe fazer mais um boneco. Gostei de ver o Relvas confirmar que tem “uma vida aberta, transparente e clara”. Logo o Relvas que já todos sabem está metido em tudo quanto é trapalhada, das secretas aos jornais, da licenciatura às privatizações, que é o homem cuja liste telefónica do telemóvel deve valer muitos milhares de milhões. Do mais transparente e imaculado homem deste governo, quiçá deste país. É tão clara que até ofuscava se não fosse transparente. Haver um homem assim num governo a que todos chamam gatunos é, no mínimo, surpreendente. 

Perigo para a segurança nacional


O ministro da Defesa, Aguiar-Branco acusou os comentadores "de fato cinzento e gravata azul" de serem o maior adversário das forças armadas e tão perigosos para a defesa nacional como qualquer outra ameaça externa."Este adversário é tão corrosivo, tão arriscado e tão perigoso para a Segurança Nacional como qualquer outra ameaça externa", afirmou José Pedro Aguiar-Branco depois de acusar os "comentadores de fato cinzento e gravata azul" de fazerem "o discurso da inutilidade das Forças Armadas" e de serem o seu "o maior adversário". "O nosso maior adversário não é a adaptação que nos é exigida à situação que o país atravessa", nem tão pouco "as medidas da 'troika ou a contenção orçamental". Mas sim, "o sentimento, inegavelmente crescente, de que as Forças Armadas, num contexto de carência geral, não são necessárias" e os comentadores "que olham para o Orçamento de Estado e dizem que é aqui que está a despesa que se pode cortar sem que o país sinta a sua falta" questionando "para que servem as Forças Armadas". Um discurso "perigosamente demagógico" que o ministro quer ver combatido "dentro dos quartéis".

Também considero que
os comentadores "de fato cinzento e gravata azul", assim como os de fato azul e gravata cinzenta, são uma praga e que com as suas opiniões condicionam, e muito, a cabeça daqueles que vivem à frente da televisão. (Talvez por isso também chamados de opinion makers). Agora isto de os chamar de perigo para a defesa nacional é querer justificar o silenciamento das opiniões. Ainda me lembro quando um tal de Salazar o fazia com muita eficiência. É que isto de ser um perigo para a segurança nacional é coisa grave. É por isso que esse é o problema mais grave que temos e a precariedade, o desemprego, a fome, a miséria e a destruição do estado social para não falar da própria independência e dignidade do país, são coisas de somenos importância. Era bom que dentro dos quartéis lhe dessem o combate que merece. É que o maior perigo para a segurança nacional é este governo de vendidos ao poder dos mercados e das Merkels.
 


domingo, outubro 28, 2012

O gigante Relvas


Miguel Relvas sustentou que, embora se assista a uma «crescente crispação em Portugal» e «a gritaria» tenha ocupado o debate público, não há «alternativa à austeridade e às reformas estruturais» do Governo. «Temos consciência dos custos elevados para as famílias e da coragem com que os desempregados estão a suportar estes tempos difíceis». Mas, mesmo quem contesta a austeridade «sabe que não tem outra saída» e comporta-se como um doente que «vai pensando todo o tempo em evitar aquela medicação» indispensável para a sua cura, que exige «sacrifícios, paciência e disciplina».

“Quero que tudo seja apurado, porque, como disse, fiz de acordo com a lei, de consciência tranquila, de boa-fé. Era assim que estava, é assim que estou e é assim que continuarei a estar”, insistiu o governante, depois de sustentar que prossegue “uma vida aberta, transparente e clara” e que “quem desempenha cargos públicos tem de estar sempre disponível para poder responder sobre todas as dúvidas que existem”.

O relatório da Inspeção-Geral da Educação e Ciência, noticia o semanário Expresso na sua última edição, mostra que Miguel Relvas foi não só o aluno que recebeu mais equivalências a maior número de cadeiras (32 num total de 36, o que equivale a 160 dos 180 créditos exigidos para a licenciatura em Ciência Política e Relações Internacionais) como contou com equivalências a cadeiras que tão-pouco existiam no ano lectivo de 2006/2007, quando esteve matriculado na Universidade Lusófona.

Dois recentes momentos em que o Miguel Relvas fez afirmações, primeiro sobre a austeridade onde exigiu sacrifícios, paciência e disciplina chamando às vozes que a contestam, gritaria. No segundo para mostrar toda a sua beatitude apresentando-se como senhor de uma vida aberta, impoluta e transparente. Só não se viram crescer-lhe asinhas  nas costas porque foi agora conhecido, não que já não se soubesse que era Senhor Doutor por equivalência, mas porque se formou com equivalências até a cadeiras que não existiam na faculdade.
Um governo que tem um Relvas como Ministro não é um governo, é um covil de hienas, é um antro de compadrio e aldrabices, é uma vergonha a que nenhum povo devia ser sujeito. Se lhe juntarmos que é essa gente que está a vender o que resta de público em nebulosas privatizações, então temos a certeza que este país está a ser saqueado. Está o país e estamos todos nós com roubos de salários e reformas. Se pensam que isto é muito mau então juntem-lhe a destruição do emprego, da saúde  e escolas públicas, do estado social, dos direitos laborais e civis e vejam o que restará quando esta gente terminar a pilhagem. Isto não vai acontecer no futuro, está acontecer agora e se o não travamos já não vai restar nada para salvar mais tarde. 
Se todos não percebermos que não podemos ficar sentados à espera que outros resolvam os nossos problemas, temos de ser nós, todos a fazê-lo e já.

Dia 12 já aí vem


Somos governados por marionetas dos mercados, somos espoliados dos nossos direitos, da nossa dignidade e do nosso país por lacaios dos grandes senhores do capital. Dia 12 uma outra marioneta, mais gorda e anafada, vem visitar mais uma das suas colónias do sul da Europa. Vou estar a trabalhar, (pois é, ainda sou dos felizardos que têm emprego),  pelo que dificilmente poderei ir recebe-la, mas se lá mais para o fim da tarde houver quem queira demonstrar a nossa indignação e desprezo por toda essa canalha lá estarei. Todos os que puderem não deixem de lhes demonstrar o nosso determinação e de fazer com que saibam que nunca desistiremos.

sábado, outubro 27, 2012

O Grande patriota da Nação


Paulo Portas defendeu que se deve convocar os partidos e as instituições do «arco da governabilidade» para um «esforço especial de consenso e coesão» para a redução da despesa estrutural. Portas sublinhou que «a estabilidade num momento de emergência nacional é muito relevante» e que, sem ela, a última tranche do programa de assistência económica e financeira não teria chegado. «Ser deputado da maioria em tempos de emergência nacional não é cómodo nem é fácil, mas é precisamente porque são tempos de emergência nacional que é necessário e importante. É tão necessário e importante garantir a identidade de cada um como a resiliência de todos a bem do país», afirmou Paulo Portas.

Se eu já não conhecesse o tratante até solicitava àquela múmia que está em Belém que lhe desse uma medalha de patriotismo. O homem sacrifica as suas ideias e as suas promessas eleitorais, aceita reconhecer que mentiu, involuntariamente, aos portugueses em nome de um desígnio nacional. Se o Gaspar disser que se aumenta o IRS para 99% dos salário, aceita, se o Coelho resolver aumentar a TSU para 40%, aceita, se o Mota Soares resolver acabar com o subsidio de desemprego ou retirar as pensões aos mais idosos, abana a cabeça em assentimento, se o Macedo propuser dar uma injecção atrás da orelha a todos os idosos com pensões inferiores a 10 mil euros, resigna-se, tudo em nome do patriotismo. Ele não quer mas tem de ser em nome da nação. São homens como este que Portugal realmente não necessita se deseja voltar a ser um país com dignidade. Paguem-lhe mais uma passagem de avião, afinal já pagámos tantas e vamos pagar ainda muitas mais, e mandem-no fazer diplomacia económica para o Burkina Faso (já pode levar a medalha ao peito).

O Gaspar da maratona


O ministro das Finanças comparou o programa de ajustamento português a uma maratona. Portugal tem «uma maravilhosa tradição de corredores de maratona, portanto sabemos o que significa correr e triunfar na maratona». «Quando nós estamos a dois terços de uma maratona, estamos por volta do 27º quilómetro, e como sabem os corredores de maratona, em geral, não desistem ao 27º quilómetro», referiu. O que Vítor Gaspar quis dizer é que o pior está para vir: «Os atletas têm os seus maiores desafios já na fase final da maratona. É isso exactamente que acontece com o programa de ajustamento».O ministro das Finanças comparou o programa de ajustamento português a uma maratona.

O Homem da Maratona foi um excelente filme com o Dustin Hoffman que passou pelos nossos cinemas poucos anos depois da revolução do 25 de Abril e que me deu a ideia para o boneco. Quanto às afirmações do Gaspar só me apetece responder-lhe, vá à merda Sr. Ministro. Com aquela carinha aparvalhada, aquela voz arrastada e monocórdica, tem a mania de fazer este tipo de comparações, acompanhadas de uns sorrisinhos de quem se acha ter muita graça, mas só para anunciar mais desgraças. Já vos andei a lixar no último ano, já vos prometi lixar no próximo mas ainda quer salientar que o pior ainda está para vir. Não quer correr o risco de quando nos está a lixar, haja alguém que se atreva a ainda ter esperança que algo possa melhorar. Não só pisa como ainda nos cospe em cima para sua grande satisfação. Para além de incompetente, nunca acertando nenhuma previsão, é um sádico que tira prazer da desgraça que impõe aos outros. Um canalha do pior que já passou por este país.



Palhaços que não me fazem rir


Desculpem lá não conseguir estar a fazer este blog sem deixar que a minha má disposição se transponha para ele. Estou triste, zangado e cansado de tudo isto. Viver num país governado por gatunos, viver indignado todos os dias e ainda ver por aí tanta falta de respeito e companheirismo, tanta hipocrisia custa-me muito. Confesso que estou magoado mas desta vez não vou deixar que a cabeça quente me faça desistir de fazer este blog, um local onde me sinto livre e onde posso sentir-me bem, sobretudo por ver que há tanta gente que me acompanha todos os dias nesta minha aventura. Isto é algo que não me podem tirar e vão ter de levar comigo. Podem tirar-me o sorriso da cara durante algum tempo mas não me podem fazer deixar de ser aquilo que sou. Não se livram de mim tão facilmente e por aqui vou continuar a dizer o que quero, quando quero e de quem quero. Há um país para resgatar das mãos dos aldrabões que o estão a desbaratar, há muitas mentiras que não podemos aceitar ficando calados e por isso o que peço a todos é que não parem de confrontar todos os canalhas com as suas canalhices, sejam eles quem forem. Todos juntos podemos mudar tudo isto.

PS: Mais uma vez as minhas desculpas pelo meu mau feitio e por vir para aqui chorar as minhas mágoas, mas precisava de desabafar. O meu muito obrigado a todos.

sexta-feira, outubro 26, 2012

Estão a roubar-nos a nossa dignidade


Há coisas nas atitudes das pessoas que me deixam surpreendido. Cada um de nós se vier alguém e nos meter a mão no bolso para nos roubar a carteira não se pouparia a esforços e tudo faria para o impedir. Acredito que muitos recorreriam até à violência  física se isso se mostrasse necessário. Porque razão, essa mesma gente, quando há quem todos os dias nos roube dinheiro dos bolsos, nos roube direitos sociais e de trabalho conquistados com tanta luta e esforço, nos roube empregos, futuro e dignidade, não mexam uma palha para o impedir? Pior ainda, estão a roubar-nos as nossas boas empresas para entregar aos amigos em privatizações, estão a roubar-nos o nosso património entregando-o à gestão privada, estão a roubar-nos um bem essencial à vida, a água, colocando-a nas mãos de gente em quem não podemos confiar, estão a roubar-nos o nosso próprio país e nós nada fazemos. Que está à espera este povo para sair à rua e correr com esta gatunagem toda? Não sei a resposta pois é algo incompreensível para mim, mas já há alguns que todos os dias protestam e criam as condições para quem desejar também possa sair à rua e lutar pelo seu futuro. Vamos todos sair de casa, começar por nos juntar nos bairros, nos jardins, em todo o lado onde possamos debater e encontrar soluções, para depois todos juntos correr com esta canalha toda. Está nas mãos de todos nós, mas sobretudo na vontade de o fazermos.


quinta-feira, outubro 25, 2012

Vivemos no caos, mas ainda não no fim do mundo


O post anterior foi aquele que, no tempo que dura este blog, o que mais me custou a escrever, não só porque me estava a despedir de um companheiro de viagem mas também porque estava magoado e triste. E, é difícil querer fazer rir ou sorrir os outros quando nós não o conseguimos fazer. Ainda estou e talvez por isso também este me está a custar a escrever por não saber muito bem o que dizer ou o que fazer. Li os comentários que foram fazendo nos blogs e no facebook e isso fez-me repensar se devo deixar que problemas, que são só meus, me impeçam de continuar e se devo acrescentar a alguma mágoa que ainda sinto a tristeza de deixar este blog, meu companheiro de tantos anos . Há momentos em que temos de repensar muita coisa porque há muita coisa a mudar. Agradeço a todos a simpatia e a muita força que me deram com as vossas palavras e, embora não garanta que vá continuara a ter a regularidade anterior, cá virei sempre que possível colocar mais um dos meus "bonecos". Como alguns disseram não podemos dar descanso à canalha que nos anda a destruir as vidas e a roubar o futuro. Mais uma vez o meu muito obrigado a todos e que nos encontremos muitas vezes em tantas lutas que ainda, (cada vez mais), há para travar.


sábado, outubro 20, 2012

Seis anos, dez meses e vinte dias


Faz hoje 6 anos, 10 meses e 20 dias que criei este blogue. Cavaco Silva era candidato ao seu primeiro mandato " The great portuguese disaster" e isso representava um retrocessos civilizacional para Portugal, que como podemos constatar hoje, acabou por acontecer. Durante todo este tempo falei do passado, do presente e de um futuro muito negro. Ele aqui está, consequência do capitalismo, do liberalismo e da politica de mercados imposta pelo Senhores do Mundo. Tudo isto só pode é implodir mais tarde ou mais cedo. Acreditei , e ainda não desacredito, que muitas vezes um sorriso pode ter mais força que um grito. Ininterruptamente tentei fazer deste blogue um espaço de liberdade e de opinião, a minha. Assumo a responsabilidade de tudo o que escrevi e dos erros que cometi.
Não foram pressões pessoais, os comentários ordinários de lacaios do poder, ou qualquer problema cibernético ou jurídico. Sou eu que preciso de parar e repensar o sentido daquilo que quero dentro daquilo que posso. Não é parar, baixar os braços ou desistir. Não é deixar de acreditar ou de aceitar o que há. Não é deixar de sonhar e de perseguir o futuro. É simplesmente repensar-me a mim, ao tempo que vivemos e ao tempo que gostava de viver.
Não sei quanto tempo vou parar com este blog. Dois dias? Uma semana? um mês? Dez, anos? Ou para nunca mais. Sinceramente não sei mas custa-me porque, ao longo de todos estes anos este blogue fez parte da minha vida. Talvez um dia volte, talvez não, mas para todos os que me visitaram o meu muito obrigado e o pedido de, por favor, não desistam, não deixem de acreditar e de lutar por um futuro melhor. Somos nós, cada um de nós, que pode vir a fazer a diferença. Até sempre.

O pai do morto


Parece não haver dúvidas  que este governo já é um cadáver adiado e por mais retoques e remodelações que lhe fizerem não passa do inverno. O ódio que o Sr. Silva de Boliqueime tinha pelos Sócrates levou-o a fazer tudo o que lhe foi possível para garantir a sua queda mesmo que para isso tenha tido de promover o casamento entre um ódio político chamado Paulo Portas e um incompetente vindo da JSD que ele sabia não estar minimamente preparado para ser Primeiro-ministro.  Como diz o povo, cá se fazem, cá se pagam e vê-se agora com o problema que causou nas mãos. Se o governo for a enterrar tem de assumir fazer novas eleições não se sabendo muito bem o que dali poderá advir, mas certamente será um governo fora da sua área politica, se nomear um governo de salvação nacional, sem recorrer a eleições, terá de acarretar com todas as culpas e ódios que ele inevitavelmente, pela politica de submissão aos mercados e à Frau Merkel, irá criar entre a população. Se, pelo contrário, conseguir ligar este governo à máquina para fingir que ainda governa, tendo já o CDS dito que vai votar o orçamento, será ele a ter a última palavra na altura da promulgação. Nesse momento, promulga o orçamento e assume as inconstitucionalidades e a partilha das culpas e do odioso que ele representa, se não promulga dá a possibilidade ao governo para fugir a atirar-lhe para cima com o incumprimento.
Todos sabem que nunca gostei do Sr. Silva e sempre lhe dediquei algum do meu desprezo, mas mesmo assim penso que lhe devíamos poupar este sacrifício, derrubando já este governo e, só para ele não se ficar a rir, pedir-lhe que deixe o Palácio de Belém para quem o possa merecer. Esta gente toda há muito tempo que estão a mais.


sexta-feira, outubro 19, 2012

Paulo Ratão e o Coelho no caldeirão


Pedro Passos Coelho afirmou ontem, no final duma reunião da direção do partido, não estar disponível para que ele e o ministro das Finanças continuem, durante a discussão do Orçamento de Estado, a "ser cozidos em lume brando".

Por mim até pode ser assado directamente no fogo que é um Coelho que não presta. Se não é o Paulinho a fechar-lhe a Porta do poder serão os portugueses. Já não falta muito.

Angela Merkel, persona non grata em Portugal II


Há dois dias atrás fiz um post que me pareceu igual a todos os outros, no caso a "noticiar" a visita da Frau Merkel a este território ocupado chamado Portugal e onde apelava às pessoas para pensarem em formas de a recebermos como merece. Nos blogues tudo correu normalmente, com algumas pessoas a concordar e outras a discordar, mas o mais surpreendente aconteceu quando o publiquei no facebook. Em menos de 24 horas já tinha sido partilhado por mais de seis mil pessoas, na sua grande maioria concordando mas com algumas, poucas, a considerar pouco apropriado que a tenha vestido de Hitler e outros por não concordarem ser ela uma das culpadas da situação a que chegou Portugal.
O que gostava de dizer a todos os que gostaram e aos que partilharam é que seria bom que todos participassem em algum protesto contra a presença em Portugal deste "cancro" que está a destruir a Europa, para os outros fiz esta imagem da Merkle santinha  para não ficarem zangados comigo. É claro que de santa não me parece que tenha muito, mas que importa isso agora. O que importa é que dia 12 de Novembro lhe demonstremos o nosso desprezo e asco por aquilo que tem feito e lhe mostremos que não é bem-vinda a este país. Rua com ela.

quinta-feira, outubro 18, 2012

Violência doméstica


Estes casaram por conveniência mas a coisa está a correr tão mal que um já só quer é fugir. O pior é que sabe que se fica e se co-responsabiliza por estas políticas de austeridade e de destruição do país transforma-se no partido da motorizada, se sai e cria uma crise politica acontece-lhe o mesmo e se calhar ainda leva um tiro submarino da justiça. Ele sabe que o seu companheiro é vingativo e não lhe ia perdoar. Já os portugueses não lhe perdoaram de maneira nenhuma.

3 Idiotas


Hoje estou um pouco mais cansado do que o habitual, cansado porque quase não dormi e cansado de notícias só vão de imposto em imposto, birras na coligação do governo e pouco mais. Tinha por isso de fazer um boneco rápido para poder ir dormir mais cedo e lembrei-me que o melhor era fazer uns idiotas. Fiz.

quarta-feira, outubro 17, 2012

Por uma questão de saúde pública


Há por aí tanto cagalhão
Que neste governo habita
Vamos carregar no botão
Enviá-los pela sanita


Angela Merkel, persona non grata em Portugal


Depois da Grécia, Angela Merkel deve visitar Portugal no próximo dia 12 de Novembro. Depois de conseguir vergar os governos dos países do sul da Europa chegou a vez de vir exibir-se nas suas novas colónias. Cabe-nos a nós mostrar-lhe que os nossos governos lhe podem lamber as botas cardadas mas que os povos não se vergam à sua arrogância nem ao seu poder. Somos gente pobre mas somos gente honesta, mas não aceitamos que os nossos filhos passem fome, os nossos vizinhos desesperem por não terem trabalho e os nossos idosos morram mais cedo por não terem dinheiro para comprar medicamentos só para sustentar o império do IV Reich. A Frau Merkel não é bem vinda a Portugal. A nossa dignidade não o permite.
É por isso que lhe temos de preparar uma boa recepção onde ela compreenda que não nos verga e que estamos disposto a lutar pelo nosso futuro contra ela e contra todos que nos queiram condenar à miséria. Que cada um pense em alguma forma de lhe mostrar isso e a partilhe com os outros de forma a que de uma maneira organizada e unidos lhe digamos Não. Se o poder tem medo e fecha as portas aos cidadãos, como aconteceu no 5 de Outubro, então vamos para as ruas que são nossas. O medo e a resignação não nos leva a lado nenhum e só a luta e a determinação nos podem garantir um futuro.

terça-feira, outubro 16, 2012

Vão de burro mas zurrem baixo


Depois de um fim-de-semana  e de protesto contra a Troika e a situação de miséria a que está a condenar os portugueses e de um serão de segunda-feira bem quentinho à porta do Parlamento para renegar o roubo este orçamento  representa finalmente volto a casa e me sento em frente do computador. Posso agora dizer aqui que estes políticos que têm passado pelo poder não têm a mínima ideia daquilo que sentem os cidadãos e que por isso já há muito perderam o direito de falar em seu nome. Quem não tem o discernimento para entender que num momento em que a austeridade está a destruir a vida de milhões de pessoas, quando há gente a passar fome, sair a noticia de que a Assembleia da Republica gastou duzentos mil euros em quatro carros para a liderança parlamentar do PS é algo que choca e ofende as pessoas. Mas, vir alguém que já foi liderou essa bancada, mostrando-se muito indignado e perguntar se queríamos que o lider parlamentar do PS andasse de Clio é inimaginável. É não entender o sofrimento, é não entender o desespero, é não entender a raiva que cresce contra os políticos profissionais da treta, é não compreender todo um povo. Nós não queremos que ele vá de Clio, nós queremos que ele vá a pé, de transportes públicos (talvez ai aprendesse alguma coisa e entendesse o que sentem as pessoas), de carroça ou a cavalo num burro, Queríamos que ele andasse como quisesse se fosse pago por ele. Se quer ir de carro, compre um que ganha o suficiente para isso e para pagar a gasolina, o imposto automóvel, as revisões e as inspecções e os parquímetros e as portagens e tudo o resto. Queríamos que ele fosse um cidadão e não alguém que se considera valer mais que os outros. Queríamos que ele fosse gente como nós e que por isso pudesse representar-nos. Assim, só representa uma classe de parasitas que vivem à custa do sofrimento daqueles que deviam representar. Assim não passam de uma praga que temos de correr do poder.


Ai as despesas dos Silvas de Belém


Será que com este aumento de impostos e os cortes nas reformas o Sr. Silva de Boliqueime ainda terá dinheiro para as suas despesas?

domingo, outubro 14, 2012

Uma Laranja chamada PSD


As tesouras do Gaspar


Este corta, corta e recorta mas só os salários e direitos de quem trabalha. Para as mordomias e grande capital a tesoura está ferrugenta e a necessitar de ser amolada. Talvez de tanto cortar acabe por cortar os arames que ainda o seguram e caia de vez e não haverá muitos a estenderem-lhe a mão mas certamente haverá muitos a pisá-lo. Ele merece.

sábado, outubro 13, 2012

Um fim-de-semana para lhes acabar com a raça


Se há coisa que eu sempre tive muito foram dúvidas e com o passar dos anos cada vez tenho mais. Mas há uma coisa que sei, é que não quero continuar a ver o meu país e as suas pessoas a serem desrespeitadas e atiradas para a miséria, até porque tenho filhos e responsabilidades no seu futuro. Sei por isso, também, que este governo, este acordo com a Troika, este caminho que seguimos tem de acabar e já. Não posso por isso ficar calado e quieto quando ouço o Passos Coelho dizer que pertence à raça dos homens que cumpre com as suas responsabilidades mesmo que isso represente a fome e até a morte de muitos. Não posso quando sou governado por aquela raça de homens que são muito corajosos no seu "custe o que custar" aos outros,  aos mais fracos e indefesos e cobardes com os poderosos que vão enriquecendo à sombra das suas politicas e da riqueza do país.
É por isso que dentro de pouco tempo vou sair de casa para ir exigir a mudança nas manifestações da Praça do Comércio (14:00 horas), na chegada dos desempregados a São Bento (17:00 horas) e nas Manifestações Culturais na Praça de Espanha (18:00 horas), fazendo muito barulho em resposta ao apelo internacional do "Global Noise (17:00 e 21:00 horas) para depois finalmente voltar para São Bento e participar na Vigília que vai durar até às 18:00 horas de segunda-feira altura em que se vai iniciar uma Concentração em protesto contra o Orçamento de Estado.
Não vou por tudo isto poder manter este blog actualizado e provavelmente saltarei algumas postagens. Vou no entanto procurar imagens nos arquivos das imagens nunca publicadas por uma ou outra razão e tentar manter o blog activo.

O Filme da Semana



sexta-feira, outubro 12, 2012

Anjinhos o caraças


O presidente da Comissão Europeia disse ser fundamental que se perceba que os Governos nacionais são responsáveis pelas medidas de austeridade que aplicam, e não a Comissão Europeia, o Banco Central Europeu ou o Fundo Monetário Internacional (Troika). Segundo Durão Barroso, “é muito importante que se clarifique esta questão da responsabilidade”, porque “alguns governos dizem ao seu público que têm problemas porque ‘eles’, aqueles ‘fulanos’ em Bruxelas, ou em Frankfurt, no caso do BCE, ou em Washington, no caso do FMI”, estão a impor-lhes algo, “e isto simplesmente não é verdade”, e dificulta ainda mais a aceitação de medidas já de si “dolorosas”.

Isto da TROIKA afinal não são os malvados que os acusam e acabam a ser uns anjinhos que só nos querem ajudar e são os governos que nos lixam. Afinal os memorandos são só um papel a que os governos podiam limpar o cu e só não o fazem porque cagam nos povos. Isto é como o fisco que nos diz quais os impostos que temos de pagar mas somos nós que decidimos se pagamos o não. A decisão é nossa e o Ministro das Finanças um anjo.
Esta gente não tem vergonha na cara e basta ver o Cara de Cherne a querer limpar a cara da Comissão Europeia lavando as mãos das suas responsabilidades na miséria a que condenam os povos, o BCE e o FMI advertem para as consequências na economia da austeridade mas não deixam de a impor.
Amanhã, na Praça de Espanha, os artistas vão dizer à Troika que se lixe e todos nós lá estaremos c bater panelas e a fazer muito barulho no Global Noise para os apoiar. Depois muitos irão até São Bento para ai permanecerem  protestando, debatendo e realizando actividades que vão do Ioga à recolha e distribuição aos mais necessitados de roupa e comida, até às 18 horas de segunda feira altura em que se iniciará uma concentração de protesto contra este Orçamento de Estado e o seu "colossal" aumento de impostos. Que se lixe a Troika e que se lixe este governo. Queremos as nossas vidas.

Vejam aqui o Fim-de-semana da Resistência [AQUI]
e procurem os protestos que vão acontecer um pouco por todo o país.

Mais uma Reunião do Conselho de Ministros



quinta-feira, outubro 11, 2012

Vai-te embora oh peçonhento


O Passos Coelho parece que tem peçonha. A Berta Cabral que concorre ao Governo Regional dos Açores pelo PSD, já afirmou que não vale a pena o Coelho passar por lá pois tem muito que fazer por cá e que não governará a região com as mesmas politicas com que ele governa Portugal. Neste momento ninguém que queira concorrer a umas eleições quer ser visto ao lado do peçonhento. É como se tivesse lepra. Já ninguém o defende e tenho vários conhecidos que o elogiavam que agora lhe chamam de gatuno para cima. Nem patrões nem empregados o podem ver à frente e até já me questiono se os filhos ainda falarão com ele e se a mulher ainda o aceita na cama. Mas ele merece.

Um legado e um futuro sombrios


Fiz esta imagem devido a um pedido de uma amigo, respeitando as personagens pedidas e até o facto de haver vampiros nela, mas entusiasmei-me e quando olhei para ela compreendi logo que não servia os propósitos para que tinha sido solicitada. (Desculpa meu amigo, amanhã tento outra vez e quem sabe acerte). Mas, para não desperdiçar o tempo e o trabalho que levou resolvi publica-la e afinal também acaba por representar bem aquilo que, se o povo português não tiver coragem e capacidade de resistir à máquina de propaganda dos média, nos pode vir a acontecer; um futuro cheio de sombras com um Partido que devia ter vergonha de se chamar de socialista  por não passar de mais uma das forças que servem os interesses dos mercados e dos grandes interesses económicos do capital. (Afinal o Mário Soares guardou-o na gaveta que alguém já limpou e atirou para o lixo). Mas, isto são histórias de que se falará certamente mais lá para a frente quando os mortos-vivos que nos governam forem finalmente a enterrar e se vir o que faz o Sr. Silva de Boliqueime. Até lá fica desde já o boneco feito.

quarta-feira, outubro 10, 2012

Golfe Para Lamentar


Estado paga torneio de golfe a deputados e não só. Associação dos ex-deputados e grupo desportivo receberam 286 mil euros do Orçamento da Assembleia da República nos últimos cinco anos
Saiu do orçamento da Assembleia da República dinheiro para financiar, este ano, um torneio de golfe para deputados, na Quinta da Marinha, entre 11 e 13 de Julho.
Segundo o jornal a Associação dos ex-deputados do Parlamento (AEDAR) e o Grupo Desportivo receberam à volta de 286 mil euros do orçamento da Assembleia da República nos últimos cinco anos. Só em 2012, a primeira encaixou 42,5 mil euros vindos do Estado e a segunda outros 15,2 mil euros.
Um montante que se destina também a custear o gabinete que a associação possui na assembleia, com uma funcionária a tempo inteiro e um técnico de contas, para além de apoiar antigos deputados com reformas baixas.

Contrariamente a muitos que defendem a diminuição do número de deputados eu prefiro que se lhes reduzam as mordomias. Olhe-se para o exemplo da Suécia em que os deputados vindos de fora da capital vivem em pequenos apartamentos com cozinha e sala de lavagem comuns onde cada um faz a sua comida e lava a sua roupa. Não Têm empregada, assim como o Primeiro Ministro, nem assessores ou secretárias. Afinal o deputado devia ser visto como alguém que ser o país e não como alguém que se serve dele. Temos de procurar uma nova forma de democracia mais verdadeira e participativa e modificar tanto na forma como são escolhidos como na forma como representam e são avaliados pelos seus eleitores. Aquilo que temos é uma vergonha que faz da democracia que temos uma palhaçada.

No Centro do desemprego


Segundo parece este também está próximo de se juntar à grande massa de desempregado, mas pelos seus bons serviços ao país talvez lhe arranjem um lugar ao sol numa qualquer empresas a privatizar em breve. O desemprego com cada vez menos protecção e até protecção nenhuma é para os piegas e cigarras do nosso país. Afinal ainda somos o melhor povo do mundo.
 

terça-feira, outubro 09, 2012

Um governo que é um filme de horrores


O Governo uma vez mais escolhe a Função Pública como inimigo e culpado de todos os males do país. São os médicos e os enfermeiros porque trabalham no Serviço Nacional de Saúde, os Professores porque ensinam nas escolas públicas, os polícias porque não trabalham para empresas privadas e por aí fora. Para este governo, tudo o que seja público é mau pois podia pertencer a um privado menos os seus tachos como políticos, trabalhadores do banco de Portugal ou assessores. Esses fazem falta à democracia, os outros são despesa.  Assim uma vez mais são eles a sofrer a maior talhada ao que o governo se viu obrigado a somar alguma coisas dos trabalhadores do privado por imposição do Tribunal Constitucional. Claramente este orçamento não cumpre com essa imposição, mas já se está a tornar natural ver a constituição metida na mesma gaveta em que o Mário Soares meteu o socialismo. A Justificação para a disparidade entre privado e público é porque estes têm regalias. Quais serão? Ganham mais? Já foi provado que não é verdade. Não podem ser despedidos? Pelos vistos já podem e o governo vai tratar disso. Reformam-se mais cedo? A partir de agora já não. Quais são as vantagens então?
Este governo é composto por gatunos, por vampiros que comem tudo e não nos deixam nada. Dráculas FP.

11 Ministros, 11 horas de Conselho


Um só pensa em números, em como roubar cada vez mais salários e como vai conseguir transformar este país numa zona de trabalho escravo, o outros berra "que se lixem as eleições, carrega ainda mais nesses piegas" e o outro já começa a ver a ter de ir para o parlamento de lambreta. Nem consigo imaginar o berreiro que deve ser aquele conselho de Ministros com o CDS a dizer que assim não pode ser senão o partido acaba, o Passos Coelho a mandar SMS à Merkel a pedir conselhos e o Vitor Gaspar aflito e aos murros ao Computador porque nem com o Excel consegue acertar nas previsões de nada. Nada de novo.

segunda-feira, outubro 08, 2012

Mais uma poupança do governo...para os amigos


«O Governo decidiu extinguir a Fundação das Salinas do Samouco, instituição que o Estado se comprometeu a criar junto de Bruxelas como contrapartida do financiamento comunitário para a construção da Ponte Vasco da Gama.   
A fundação tinha por objectivo preservar as salinas que se encontram na Zona de Protecção Especial do Estuário do Tejo. Entre as entidades presentes na génese da fundação, está a Lusoponte, presidida por Ferreira do Amaral, que, como concessionária da ponte, assumiu o compromisso de contribui r com 300 mil euros anuais, até 2030, para o funcionamento da fundação. Com a extinção decretada, o Estado liberta a Lusoponte de qualquer compromisso e transfere todas as responsabilidades para o Instituto Nacional de Conservação da Natureza.
» [CM]

Mais uma enorme poupança. Não para o Estado mas para a Lusoponte. Vivemos tempos loucos em que uma vezes por incompetência, noutras por desespero e noutras por compadrio este governo vai destruindo o país e quem nele vive. Esta noticia prova-o e mostra que temos de mudar e quanto mais depressa melhor. Tem de ser antes que destruam o pouco que ainda nos resta e já não é muito.

O funeral


Este governo está morto há tanto tempo que já cheira mal. Mesmo que não apareça muita gente a chorar, que no dia dos mortos não lhe apareça ninguém a chorar na campa, faça-se-lhe o funeral e enterre-se a coisa de vez. Já tresanda.

domingo, outubro 07, 2012

Chamem o Lucky Luke


Em Portugal, neste momento, quem rouba um pão é ladrão, quem rouba um povo é Ministro. Está na hora de se mudar isto e quem rouba como esta gente rouba são gatunos e merecem ser tratados como tal. Se a justiça não tem capacidade para tratar disso então tratamos nós.


Em Exibição por aí


sábado, outubro 06, 2012

O dia em que o Coelho se fez galinha


Bratislava, Eslováquia - O primeiro-ministro considerou hoje que a sua presença na reunião do grupo "Amigos da Coesão", em Bratislava, que o levou a faltar às comemorações do 5 de Outubro, era "indispensável". "Eu fiz-me representar na anterior reunião e não quis deixar, como primeiro-ministro, de estar presente naquela que poderia ser a última reunião antes da maratona negocial que se vai realizar em Novembro.

Isto até podia ser considerada uma atitude louvável se não se soubesse que os Primeiros Ministros de Espanha, Itália e Grécia faltaram à reunião o que prova que de "indispensável" não tinha nada. O que realmente fez foi fugir do seu povo num dia em que se sabia que a contestação podia sair à rua. Foi medo porque se fosse vergonha já não seria mau. Medo do povo que diz governar, medo do povo que a que o seu Ministro das Finanças chama de "o melhor povo do mundo". Este 5 de Outubro foi o dia em que o Coelho se transformou em galinha.

Democracia verdadeira, já


O "Cara de Cherne" já veio a Portugal, mesmo antes de os portugueses saberem a roubalheira a que vão estar sujeitos no próximo ano, dizer-nos que a Comissão Europeia está de acordo e celebra essa roubalheira. Vivemos tempos de vergonha e de miséria, vivemos tempos em que somos governados por gatunos que roubam salários, empregos e esperança. Vivemos tempos em que esta Europa mostra a sua verdadeira face de vampiro. Vivemos tempos difíceis, vivemos tempos em que temos de assumir as nossas responsabilidades e o nosso futuro. A democracia como a conhecemos já está morte e não responde às necessidades dos portugueses. Quem nos governa e quem nos diz representar na AR já não nos respeita e não cumpre a sua tarefa democrática. Fantoches às ordens de interesses. Pantomineiros. Está na hora de construirmos uma nova democracia mais participativa e onde a nossa voz seja ouvida e a nossa vontade seja cumprida. Uma democracia em que quem nos governa não tenha medo do povo do seu país. Uma democracia em que o 5 de Outubro não tenha de ser celebrado à porta fechada por medo. Está na hora de dizermos que a rua é nossa.

sexta-feira, outubro 05, 2012

Pânico no 5 de Outubro


5 de outubro: a República proclamada... à porta fechada. Sem primeiro-ministro, longe do povo e pela última vez antes do fim do feriado, esta será uma data comemorada quase às escondidas. 112 anos depois chegámos ao dia em que pela primeira vez o chefe de Governo não vai estar nas comemorações e as cerimónias oficiais (com direito a discurso do Presidente da República) não decorrerão no Largo do Município, mas num outro espaço logo ali ao lado, o Pátio da Galé.

Desde que Cavaco Silva chegou à Presidência, em 2006, os jardins do Palácio de Belém estavam abertos ao público no dia da República, e próprio chefe de Estado costumava aparecer e contactar com os visitantes mas este ano os jardins de Belém não abrirão ao público por «razões de contenção de custos», disse à Lusa fonte oficial da Presidência da República.
Bem podem falar de contenção de custos que é evidente que é medo que os faz esconderem-se por detrás de portas. Quando se chega a um momento em que os governante têm medo do seu povo isso quer dizer que a democracia já não existe. Quando só saem à rua com reforços policiais, entram pelas portas das traseiras para evitar contactos com os cidadãos e levam para dentro de portas e transformam em privadas celebrações que sempre foram públicas é porque o medo já se transformou em terror e vivem num constante pânico. Esse é um momento em que já só representam os seus donos e a democracia está morta. Também é este o momento em que temos nós que reconstruir uma nova democracia, mais participativa e mais verdadeira. Uma democracia que vai exigir o empenho e a participação de todos mas que vale a pena pois assim poderemos construir um futuro para todos alternativo a este a que nos querem condenar de precariedade, desemprego, fome e miséria. Está na hora de a exigirmos e a construirmos.



Gatunos

Gatunos, gatunos, gatunos....

quinta-feira, outubro 04, 2012

O roubo continua


Vítor Gaspar admitiu um enorme aumento de impostos e anunciou novas medidas de austeridade. A grande novidade é a sobretaxa de 4% no IRS. As mexidas no IRS não ficam por aqui e o número de escalões vai diminuir dos actuais 8 para apenas 5. Também se mantêm o corte de um subsidio para os trabalhadores da função pública e reformados.
 
Já não vamos pagar na TSU mais 7% mas vamos pagar mais que isso em IRS. Não rouba com uma mão, rouba com a outra. A questão está que, se já havia muitos a quem a austeridade estava a atirar para a miséria, muitos outros acabarão inevitavelmente por lá cair. Não se compreende que haja um governo que governe para os números esquecendo os cidadãos e acabe por mostrar sempre números muito piores. Os números do défice, recessão e desemprego são corrigidos para pior de dois em dois meses e servem para justificar mais e mais austeridade. Porra, já chega. Só espero que os portugueses não se calem e corram urgentemente com esta canalha. Se a economia do país não aguente os portugueses muito menos. Já não há guito.

A nulidade de Boliqueime


Portugal já chegou a uma situação em que não podemos tolerar mais a escumalha que assaltou o poder. Vivemos numa democracia que tem os seus mecanismos constitucionais as ferramentas para resolver o problema; demitir este governo. O pior é que o personagem que tem nas suas mãos poder fazê-lo é a Múmia de Boliqueime que ocupa Belém e que já mostrou nem ser capaz de defender a Constituição quanto mais assumir uma responsabilidade. O homem já está na reforma, já deve sentir-se bem é sentado no sofá, de chinelos a ver umas novelas para não ter de ouvir a Maria enquanto faz tempo para mais uma viagem que lhe possibilite não ter de falar da situação de Portugal. O personagem é uma nulidade completa num momento em que o país necessitava de um homem corajoso que colocasse os interesses dos portugueses acima dos seus. Infelizmente não existe outra forma constitucional de correr com a escumalha, mas se vivemos numa democracia a vontade do povo tem sempre de prevalecer sobre tudo e todos. Se o Cavaco não o faz pois que o façamos nós, ocupemos as ruas, não um milhão como no dia 15 de Setembro mas dois, três, quatro, os que forem necessários para eles compreenderem que já são cadáveres políticos. Vamos para as ruas e vamos ficar lá o tempo que for necessário até eles sairem a bem ou a mal.

quarta-feira, outubro 03, 2012


Daqui a umas horas vamos ser finalmente informados da forma que o governo escolheu para nos assaltar mais uma vez e nos roubar salários, direitos, dignidade e futuro. O Ministro Vitor Gaspar virá uma vez mais anunciar austeridade e sacrifícios em nome de um défice e de uma Troika mercantilista. Para nós ainda faltam umas horas que para a Comissão Europeia, a Merkle e o FMI já são conhecidas e até já deram o seu ámen. Nós somos como o marido traído, os últimos a saber e na realidade estamos a ser traídos todos os dias por esta gente mais interessada em agradar aos seus patrões do grande capital que em servir os portugueses. Esta corja que mente todos os dias, que nos promete uma coisa e arranja sempre forma de justificar porque não cumpre acabando a culpa por ser sempre nossa, ou porque somos piegas, cigarras ou ignorantes. Puta que os pariu a todos que já estou farto. Correr com esta cambada já é um dever de todos nós porque o país não aguenta mais continuar a ser assaltado todos os dias e ver-se humilhado por uma Europa de gananciosos. Gatunos para a rua.

Censura, cada um tem a sua


A desunião da esquerda é uma história longa de mais de 38 anos, para não ir mais longe. Tivesse havido uma base de entendimento entre todas as esquerdas e esquerdinhas que surgiram no pós-25 de Abril e talvez nunca tivesse sido possível um 25 de Novembro. Desgastaram-se mais a lutar uns contra os outros que a derrotar aqueles que, de então até hoje, têm vindo a destruir o país.
Eu que tenho andado em muitos movimentos sociais e plataformas sempre senti da parte do PCP uma relutância a qualquer união, tendo sempre para contrapor uma qualquer organização interna mesmo que para isso a tenham de ressuscitar de uma longa inactividade. Lembro-me do caso da Pagan em que foram recordar uma qualquer estrutura cuja página na Internet não tinha nenhuma noticia há vários anos ou agora com os desempregados em que aconteceu exactamente o mesmo. Quem se desejar juntar e submeter a eles é bem vindo, quem desejar ter voz própria é para derrubar. Mas o Bloco não se fica muito melhor pois tem sido visível a sua tentativa de por um lado criar as suas próprias organizações satélites por outro tentar infiltrar-se e controlar as que se criam fora da sua esfera partidária.
Mas, este post nem era para falar disto mas sim do acordo alcançado entre Bloco e PCP para a apresentação de, não uma como deveria ser, mas duas moções de censura. É bom que tenham falado e que haja um acordo mínimo que pelos vistos passa só pela data da apresentação, porque dai para a frente é cada um com a sua porque a minha é sempre melhor que a tua. Mas é bom que tenham falado uns com os outros mesmo que o PCP se mantenha na sua de "nós, nós nós", (para não dizer orgulhosamente sós o que seria demasiado ofensivo pelo peso que esta frase tem e por ter sido proferida por quem foi), e o bloco continue a tentar juntar os cacos de alguns anos de desnorte e de disparates. É bom que tenham falado porque enquanto falarem não se andam a combater o que já é uma avanço quando há um inimigo comum para derrubar. Bom seria que uma das moções fosse mais soft e não recusasse o memorando da Troika (o que me custa estar a escrever isto), para não dar ao PS a possibilidade de se desculpar por não votar contra com os compromissos que assumiu.
Estas moções estão derrotadas à partida pois existe uma maioria na Assembleia que as vai chumbar e um PS que não as vai aprovar, mas na verdade se há um governo que merece ser severamente censurado e apeado do poder é este. Saúde-se o dialogo entre o PCP e o Bloco pois juntos serão sempre mais fortes.

terça-feira, outubro 02, 2012

O homem da Varinha Mágica


António José Seguro afirmou durante a reunião da Comissão Nacional do PS «A manifestação que houve no dia 15 de Setembro foi maioritariamente e esmagadormente contra as políticas do Governo, mas há uma parte daquela manifestação que também é contra a forma como se faz política em Portugal. E o Partido Socialista tem que entender isso».  «Essa gente que sofre, precisa de nós, e a nossa responsabilidade, que estamos na política, é de encontrar soluções para essas pessoas e não a varinha mágica que tudo se resolve de um dia para a outra».

Este "Passos Coelho" do PS, quando parece que o governo lhe pode cair ao colo sem nada ter feito para isso, como tinha acontecido com o Coelho, também vem com a conversa do falar verdade, do não enganar e depois viu-se como foi. São gente vinda das Jotas partidárias, que nunca fizeram nada na vida que não seja puxar cordelinhos nos aparelhos partidários. Este, o Seguro,  diz não ter uma varinha mágica para resolver os problemas, que como já podemos adivinhar desde já só irá agravar fazendo uma politica que não será muito diferente do Coelho. O que talvez devêssemos fazer era uma cotização, oferecíamos-lhe um "varinha mágica" e mandávamos o homem para a cozinha. Quem sabe não se perdia um mau político e se ganhava um bom cozinheiro. 

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