Se há quem chore de alegria porque não haveremos de rir de tristeza. Todas as imagens deste blog são montagens fotográficas e os textos não procuram retratar a verdade, mas sim a visão do autor sobre o que se passa neste jardim à beira mar plantado neste mundo, por todos, tão mal tratado. A pastar desde 01 Jan 2006 ao abrigo da Liberdade de Expressão.
quinta-feira, julho 23, 2009
Prémios da Legislatura - Mais cega não podia ser
domingo, junho 21, 2009
O paradoxo da mentira politica
Todos se lembram daquela famoso paradoxo do Groucho Marx em que afirmava que não podia ser sócio de um clube que o aceitasse como sócio. O mesmo se passa com os políticos que dizem que não vão mentir aos eleitores pois já estão a dizer a primeira mentira. Até pode partir para esta campanha cheia de boas intenções de não mentir, mas ao longo delas será confrontada com situações em que a verdade a irá fazer perder votos e isso é algo a que nenhum político não é vulnerável. Começam com meias verdades e omissões mas mais cedo ou mais tarde não resistirão á pressão para dizerem aquilo que depois não irão fazer. E a Manuela pode dizer o que desejar que já anda pela política portuguesa há muito tempo e nós já a conhecemos bem dos tempos em que foi uma má ministra da Educação e uma péssima ministra das finanças.
sexta-feira, agosto 15, 2008
O Olho da maroto da justiça
in Correio da Manhã
Castiga-se a instituição e safam-se os administradores. Um pouco como num atropelamento se punisse o carro e não o condutor. Custa um pouco a entender esta decisão de quem tomou as decisões, quem fez os crimes se safe sem castigo, mas quando estão em jogo tantas centenas de milhões, tanto poder, tanta Opus Dei parece haver gente que se torna intocável. Prece que a velha figura da justiça cega em certos casos espreita sob a venda não vá acertar em quem não quer e, o amanhã nunca se sabe o que trará. Paga o banco, que é como dizer que pagam os accionistas que são responsabilizados pelos crimes dos administradores. Um pouco como se o crime também tivesse sido cometido por eles. Eu, se fosse um accionista certamente refilaria.
Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI
quarta-feira, maio 01, 2013
Consenso sem senso nenhum
quarta-feira, janeiro 23, 2013
Portas e espelhos
segunda-feira, janeiro 21, 2013
Contra o Gang dos Gangsters
quinta-feira, agosto 02, 2012
Mais um erro Crato
Como se previa quando gente cega e surda pensa que basta chegar, mudar tudo e tudo vai funcionar na perfeição. Este chegou da sua cátedra e reina a confusão nas escolas, nos professores, nos pais e 15 mil professores do quadro sem horário. O Santana Castilho, figura de proa da luta contra a "Sinistra Ministra", Maria de Lurdes Rodrigues,apoiante declarado do passos Coelho durante a campanha eleitoral, desanca hoje no jornal este Ministro afirmando que nele nunca existiu seriedade intelectual intrínseca, que ofende a dignidade profissional de milhares de professores e de uma prática governativa mais perversa e iníqua que a pior do pior tempo de Maria Lurdes Rodrigues.
Nesta área, como em tantas outras este governo mostra não ter ideia nenhuma da consequência das suas politicas. O Gaspar lixa-nos a todos, lixa a economia, lixa o emprego e sobretudo aprofunda ainda mais a recessão e o desemprego, o Álvaro é o Álvaro e nem vale a pena contar com ele, a Cristas continua às gravatas, o Macedo aguarda resultados de inquéritos atrás de inquéritos, o Macedo receita-nos missas porque para pagar a saúde já há muitos que não têm, o Mota, que agora anda de Audi, encolheu Lares e creches, o Aguiar Branco ninguém o vê, a Justiça continua a ser uma Cruz para muitos e a impunidade de outros, o Relvas anda à procura de equivalências, o Portas continua escondido e abrigado no estrangeiro e o Passos Coelho continua sem dar mostras de perceber onde anda e o que está a fazer. Junte-se um Cavaco em Belém e está tudo dito. Não há outra alternativa que não seja mudamos isto.
domingo, abril 22, 2012
sábado, outubro 22, 2011
Chegou a hora de caçar vampiros

quinta-feira, agosto 04, 2011
Todos Cavaquistas, todos BPN

segunda-feira, julho 25, 2011
O Fisco com portagens
Passar na portagem sem pagar vai permitir ao Estado a penhora do carro do infractor. A decisão, ontem revelada pelo Ministério das Finanças, implica que, no limite, quem passe, por exemplo, na Ponte 25 de Abril sem pagar 1,45 euros de portagem possa ficar sem o carro para pagar a dívida. Um protocolo ontem assinado entre o Instituto de Infra-estruturas Rodoviárias e as Finanças transfere para a máquina fiscal a competência de cobrar as dívidas decorrentes do não pagamento das taxas de portagem. O Fisco, numa altura em que é preciso equilibrar as contas públicas, promete ser eficaz nesta tarefa ", dada a experiência da máquina tributária em matéria de cobrança coerciva. Segundo o que ficou estipulado, quem passar sem pagar portagem e que não proceda à regularização voluntária pagando uma coima verá automaticamente o seu carro penhorado. Assim que isto acontece, a informação sobre o veículo entra para uma base de dados das autoridades, para que PSP e GNR possam encontrar e apreender o automóvel. Uma vez apreendido, o carro vai a leilão para pagar a taxa de portagem, coimas e custos administrativos da infracção.
É para isso que servem os nossos impostos? A Lusoponte, a Brisa e tantas outras concessionárias de auto-estradas não são empresas privadas? Porque razão é o Estado a ter o trabalho e os custos de fazer as cobranças? E considera-se normal, como primeira alternativa penhorar um carro e vendê-lo em asta publica, nem que a divida seja irrisória e sem procurar outros meios de o fazer. Esta nova filosofia fiscal, esta justiça cega em que se penhora um qualquer bem, seja o carro a casa ou a vida de alguém, nem que a dívida a cobrar seja de cêntimos, é lesiva da própria dignidade dos cidadãos. Sem tribunal. sem juiz, sem justiça nem contraditório.
Não tem o fisco mais com que se preocupar? Não há enormes fortunas e muita gente a fugir ao pagamento dos seus impostos? Preocupem-se mais é em apanhar essa gente e acabar com esta vergonha. Ou, como tenho ouvido a tantos comentadores, já se considera impossivel cobrar impostos aos ricos, com as suas offshores e jogos especulativos, pelo que já nem o tentam fazer?
quarta-feira, outubro 21, 2009
Caim
segunda-feira, fevereiro 02, 2009
SIRESP - Sistema Implantado das Rotinas Eleitorais e Segurança dos Partidos
A reabertura do caso, que foi arquivado em Março de 2008, é uma hipótese em cima da mesa, tendo em conta alguma documentação apreendida a José Oliveira Costa, ex-presidente do BPN, no âmbito da investigação a este caso. Para já, o gabinete de impresa da PGR apenas diz que o caso "está a ser analisado no contexto de todas as informações fornecidas até agora".
Em causa está a adjudicação do contrato para o SIRESP (Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança de Portugal) a um consórcio liderado pela Sociedade Lusa de Negócios, liderada, à época, por José Oliveira Costa. A decisão foi impulsionada por Daniel Sanches, o então ministro da Administração Interna, que, antes de entrar para o governo, foi quadro da SLN.» [Diário de Notícias]
SIRESP, recordações de mais uma trapalhada que prometia apanhar muita vigarice e acabou arquivada. Mais um daqueles que tresanda a 500 milhões de euros num sistema que nunca funcionou nem chegou sequer a ser montado na totalidade. O que parece mais incompreensível não é que a justiça o queira investigar, mas o facto de nunca o terem feito e que tenham encerrado o processo.
Vivemos em tempos de coincidências. Desde as datas ás áreas alteradas no caso Freeport, até ser ano de eleições, o SIRESP ter a cor laranja do PSD, tudo são coincidências. Só que como sempre fazem primeiras páginas de jornais até deixarem de ser noticia, entram em fase de instrução do processo ou outra coisa qualquer do mesmo género, há eleições e os casos hibernam até ao dia que alguém se lembra de os arquivar. O direito está salvaguardado, a justiça, essa ainda continua a ser cega para alguns.
sexta-feira, janeiro 30, 2009
A picada do escorpião
O autarca, que cumpre o terceiro mandato à frente de Sines, não poupou críticas à actuação do PCP dizendo estar "impregnado de um conjunto de características dogmáticas com práticas reaccionárias e retrógradas". A decisão foi anunciada após uma reunião extraordinária da câmara, onde foi deliberado retirar a vice-presidência a António Albino por falta de lealdade, coesão e alinhamento para com o restante executivo e "obediência cega aos ditames do partido", do qual deixou agora de fazer parte.
In “CM”
Todos conhecem a história do escorpião que precisava de atravessar o rio e que justificou ter picado o rato que o transportava, condenando ambos a morrerem afogados, dizendo: -É a minha natureza. Esta outra, parece ser a do PCP. É pena.
sábado, dezembro 13, 2008
Teimosa como um Burro
segunda-feira, janeiro 21, 2008
Nacionalizações capitalistas
O ministro da Economia fez um apelo para que sejam disponibilizados «rapidamente» os terrenos necessários para permitir a expansão da Citröen
Manuel Pinho salientou também que para existir competitividade em Portugal é preciso dar «boas condições às empresas, o que deverá acontecer não só ao nível dos «terrenos para expandirem a produção», mas também da «qualificação da mão-de-obra» e «apoios ao investimento».
in "TSF"
Esta noticia não é nova, depois disto já está garantida a manutenção da fábrica e até a produção de dois novos modelos da marca. Tudo parece estar bem quando acaba bem, mas houve nesta notícia lago que me chamou a atenção. A ideia de “expropriar” terrenos para oferecer à Citroen parece-me ser, no mínimo, abusiva. Pensava eu que eram os “terríveis comunistas” aqueles que nacionalizavam a propriedade privada, mas não, são agora os liberais que expropriam a propriedade privada para oferecer a empresas. Já lá vai o tempo em que as grandes empresas compravam terrenos, construíam fábricas e formavam a sua mão-de-obra. Agora, essas empresas simplesmente escolhem quais são os terrenos que desejam e dizem aos estados para os retirarem aos seus donos e lhos oferecerem numa bandeja. Qualquer um de nós pode perder um terreno ou uma casa se uma grande empresa se lembrar de a pedir. Neste momento os estados estão reféns das empresas que fazem chantagem com as deslocalizações. Sabendo as dificuldades porque passam a grande maioria das pequenas e médias empresas portuguesas, á terrível pressão e justiça cega das nossas finanças sobre elas, custa ver os grandes grupos económicos a terem isenções e até a receberem, sob a capa da formação, dinheiro dos estados.
Estou farto de aqui dizer que não sou economista e que até lhes tenho alguma raiva, mas certamente não me parece que este seja o caminho de um país que quer manter a sua dignidade e a possibilidade de decidir do seu futuro. Será que esta ideia do capitalismo globalizante já há muito não ultrapassou tudo o que é admissível? Não estará na hora de arrepiar caminho? Pergunto-me o que será mais justo, nacionalizar os recursos naturais de um país e colocá-los ao serviço dos cidadãos desse país, ou expropriar terrenos para oferecer a privados.
Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN
sábado, janeiro 19, 2008
Aqui há ratoportas
Este post estava para aqui perdido no meio dos rascunhos e como não tive tempo de fazer outro.
Se há coisa que me custa é ver o Paulo Portas defender aquilo que eu também defendo. Custa-me a acreditar que eu e ele possamos ter alguma ideia sobre o que quer que seja e possa ser coincidente com uma que eu tenha. É no mínimo desagradável.
Ao vê-lo, mascarado de Paulinho das Feiras, a andar entre stands de chouriços e enchidos para acabar a criticar a ASAE, dizendo aquilo que se sabe ser um sentimento generalizados de que efectivamente andam a abusar, aproveitando-se de uma Comunicação Social que da idolatria passou à critica, que dos aleluias ás milhares de contra-ordenações, passou à noticia de tribunais atafulhados e processos parados e que claro, prescreverão, o Paulinho vem numa atitude populista considerar tais procedimentos inaceitáveis. Oh Portas, se há alguém que mais pregue a moral, a cega, dura e recta justiça és tu. Vir criticar a aplicação das leis chegadas da Europa e que tu e os teus comparsas têm aceite e aprovado, sem o mínimo cuidado em as adaptar à realidade portuguesa? A culpa não é só da ASAE e do seu Presidente pareça demasiado interessado no show mediático e em mostrar a sua competência e rectidão. A culpa é vossa que lhe fornecem as armas e os argumentos para a ASAE agir como age, ao fazer cumprir a legalidade. É o vosso interesse em controlar tudo e todos nesta sociedade cada vez mais “big brother” o principal culpado daquilo que se passa. Pensar nisto já me faz ficar mais satisfeito. Posso dizer o mesmo que o Paulinho das Feiras, mas as razões, essas nada têm de comum. Felizmente.
Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO
terça-feira, janeiro 15, 2008
As guerras do poder
Ouvi o Cadilhe a dar uma entrevista na SIC noticia num daqueles programas que falam de economia. Era sobre o BCP e foi uma coisa ascorosa, como aliás são normalmente aquilo que se diz naqueles programas. Nem quero falar disso que até me arrepio com só de pensar nas coisas que toda essa gente defende e considera como inevitável. Dizem que o poder corrompe e o ouro cega. Esta gente mexe com ambos. O que tenho notado, desde o dia que o Cadilhe apareceu como candidato ao BCP, é que uma série de órgãos de informação, sobretudo os mais ligados ao Balsemão, não deixam passar um dia sem tentar mostrar a sua viabilidade e virtudes. Ou é um apoio, ou simplesmente a dúvida sobre o voto de um accionista, há sempre algo. Que forças e quem está por detrás de tudo isto? Será simplesmente uma luta Opus Dei versos Maçonaria, como já ouvi? Toda esta gente me dá vómitos.
Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17
terça-feira, agosto 07, 2007
Carta à Ministra da Educação
Recebi este mail que resolvi publicar por me parecer que o texto o merece.
Caro kaos:
Tendo lido os posts e comentários à deseducação em Portugal envio, em anexo, uma carta publicada na «Folha da Educação» a propósito da política da actual ministra. Penso que os textos têm realmente posto «o dedo na ferida». Mais do que professora também tenho filhos na escola e aflige-me a atitude de bulldozer desta ministra que a todos cilindra - pais, professores e alunos, sempre de acordo com «a voz do dono».
Os sublinhados são de minha responsabilidade. O aspecto também foi recentemente focado no blog “A Educação do meu Umbigo”.
Boas férias
M. A. (uma leitora atenta)
Excelentíssima Senhora:
Creia que compreendo o recente elogio do Senhor Primeiro Ministro às suas orientações políticas. Enquadro-as, obviamente, na onda reformista cega e desajeitada de um poder absoluto que arquivou, em 2005, a sua carta de princípios, preferindo alinhar em um dos pressupostos da globalização que, no caso em apreço, o filósofo e Catedrático de Ética, Fernando Savater, consubstancia da seguinte forma: "(...) só os fanáticos supõem que o principal desígnio da educação democrática é criar escravos satisfeitos ". Olhando em redor sabe-se que assim é. Digamos que o objectivo do governo a que Vossa Excelência pertence, segue, sem pestanejar, as cinco armadilhas da Educação preconizadas por Riccardo Petrella, julgo que ainda Conselheiro da Comissão Europeia e Professor na Universidade de Louvain (Bélgica):
1."A instrumentalização da educação ao serviço da formação dos recursos humanos". Isto é, o recurso humano considerado como mercadoria económica;
2. "A passagem da educação do campo do não mercador para o do mercador". É a educação considerada como um grande mercado;
3. A educação "como um instrumento-chave da sobrevivência de cada indivíduo" (...) na era de competitividade mundial, o que transforma a escola num lugar onde, subtilmente, se aprende uma cultura de guerra;
4. A "subordinação da educação à tecnologia", pois a mundialização sendo filha do processo tecnológico logo tem de fornecer à educação os instrumentos de adaptação ao pensamento único;
5. "A utilização do sistema educativo enquanto meio de legitimação de novas formas de divisão social", isto é, uma sociedade dividida entre qualificados e não qualificados, entre os que dominam o conhecimento e os excluídos desse acesso. Portanto, Excelentíssima Senhora, como advertiu Oscar Wilde, citado em El Valor de Educar, de Fernando Savater, "a educação é algo admirável, no entanto, convém recordar, que as coisas que verdadeiramente interessa saber não podem ser ensinadas". O problema está aí. Mundializaram-se os interesses económicos mas nunca os direitos básicos do Homem. Significa isto que não são os professores e, neste caso, o Estatuto da Carreira Docente que limita uma Educação que, uma vez mais, na palavra de Savater, não consegue despertar o apetite de mais educação e, portanto, de novas aprendizagens. Não são os professores os responsáveis pela genérica incapacidade política dos 26 ministros da educação em 32 anos de sucessivos governos. Vossa Excelência, por uma questão de honestidade, não pode, por isso, encostá-los à parede na praça pública, metralhá-los com palavras e actos, espoliá-los dos seus direitos e torná-los bodes expiatórios de erros de processo cometidos por outros. Eles não são os responsáveis, como salientou, recentemente, o Psicólogo Eduardo Sá, pela existência de "pais maltratantes" que não sabem, não podem e não percebem que "as crianças educam-se de dentro de casa para dentro da escola". Não foram os professores, Senhora Ministra, que geraram as assimetrias sociais, económicas e culturais, tornando a escola num local de remediação. Não foram os professores que burocratizaram o ensino e homologaram programas extensos, desarticulados e inconsequentes. Eles não são, na generalidade, os responsáveis pela indisciplina, pelo insucesso, pela violência que brota da sociedade e que entra, na escola, de forma preocupante. Não pode culpá-los pela desresponsabilização dos pais, pela sobrelotação das turmas, pelas erradas opções em sede de Orçamento de Estado para a Educação e pela incapacidade de organizar a escola no sentido da transmissão do amor intelectual e humano.
Saiba, no entanto, que há muito por fazer no sistema. Há muitas roturas programáticas e organizacionais a operar, rotinas a desfazer, disciplina e autoridade a restabelecer, qualidade e rigor a defender. A solução política, parece-me assim óbvia, não passa, permita-me a expressão, por um miserável ataque ao Estatuto da Carreira Docente, nitidamente economicista e absolutamente ineficaz no que concerne à descoberta de um caminho para a excelência.
Eu sei, Excelentíssima Senhora, que aceitou ser Ministra sem um currículo apropriado no Sistema Educativo. Todavia, creia que esperava outra capacidade de observação dos factos e de intervenção política face ao seu Doutoramento em Sociologia. Por isso, espero que não seja Ministra demasiado tempo porque as suas políticas são, do meu ponto de vista, as melhores respostas para um problema errado.
(in Folha da Educação, arquivos)
segunda-feira, outubro 09, 2006
O Regresso do Hipnotizador Mágico
Ontem fiz aqui a previsão da queda do anjo de pau carunchoso, José Sócrates. Defendi que não seriam as manifestações de rua que o iriam abater, mas sim a sua tentativa de subir os impostos da banca. Descobri depois, que afinal o Sócrates é muito mais malévolo do que imaginei, e que me estava a enganar. Até lhe consigo ver a bolinha por sobre a cabeça a dizer: - Oh Kaos, tens a mania que és esperto. Espera ai que já te lixo. E lixou mesmo, porque me fez aqui prever a sua queda, não vendo logo o que ele escondia. Afinal o que ele está a fazer não tem nada a ver com uma vontade de subir os impostos da banca. Como esta, vão aparecer muito mais notícias de ataques a corporações e a privilégios de alguns poderosos. O que o Sócrates está a fazer é calar os protestos de rua. Como já fez uma vez, quando disse que ia retirar privilégios a administradores, acabar com as remunerações milionárias de alguns e as reformas milionárias de outros, enganou meio mundo (basta ver o que se passa no Banco de Portugal) e calou os protestos sobre os sacrifícios pedidos. Iam ser pedidos a todos, mas no fim a montanha lá pariu um rato. Volta agora à carga na “rentré” da época dos protestos, para de novo, nos tentar convencer que os sacrifícios são para todos. Mais uma vez nos vai hipnotizar com a sua “justiça cega” e com o popular ataque aos poderosos. Vamos aplaudir, elogiar a sua coragem e compreender que todos temos de fazer sacrifícios. Depois, enquanto apertamos o cinto, lá nos vamos esquecer de ir verificar se afinal aqueles privilégios, que iam ser retirados aos poderosos, realmente o foram..
Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN













