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sexta-feira, março 10, 2006

Teorias económicas vão rolar com as cabeças!


Fábrica em Palmela equaciona despedimentos

A fábrica Visteon, em Palmela, pretende rescindir os contratos de trabalho com uma centena de trabalhadores, alegadamente para "melhorar a eficiência da empresa". A confirmação desta intenção foi avançada à Agência Lusa por Dolores Muniz, do Departamento de Relações Públicas da Visteon, produtora de componentes electrónicos para a indústria automóvel.

A proposta avançada aos trabalhadores convidados a rescindir passa por indemnizações de mês e meio de salário por cada ano ao serviço da empresa, havendo agora que esperar pela resposta dos trabalhadores. Dolores Muniz negou no entanto qualquer relação da proposta de rescisão de contrato com eventuais problemas de saúde dos trabalhadores agora convidados a deixar a empresa.


Segundo os sidicatos que representam os trabalhadores da Visteon, muitos dos trabalhadores que estão a ser convidados a rescindir os contratos de trabalho com a empresa porque contraíram doenças profissionais, nomeadamente tendinites, ou porque estão a usufruir de regimes laborais mais favoráveis por se tratarem de trabalhadores-estudantes, ou de trabalhadoras que foram mães há pouco tempo e estão a beneficiar do regime horário de amamentação.


Em Junho de 2003, a Visteon Corporation assinou um contrato de investimento com o Governo português, no montante de 49 milhões de euros, dos quais 18 milhões de euros para projectos de inovação. Como contrapartida, a empresa recebeu um incentivo de 2,7 milhões de euros ao abrigo do Programa de Incentivos à Modernização da Economia (Prime) e um crédito fiscal de 13 por cento do investimento.


A fábrica, que produz auto-rádios e outros componentes para automóveis, em Palmela, onde laboram actualmente cerca de 1700 trabalhadores, é uma das muitas unidades da multinacional Visteon, presente em 23 países em todo o mundo. O grupo tem sede no estado de Michigan, nos Estados Unidos, e está cotada na Bolsa de Nova Iorque. (in Lusomotores.com, 08/03/2006)

Cavaco Silva lança «cinco grandes desafios» (act.)

O Presidente da República, Cavaco Silva, apontou hoje cinco desafios cruciais para abrir caminho ao progresso de Portugal, que passam pelo crescimento da economia e pela qualificação dos recursos humanos.

O primeiro desafio que apontou prende-se com a criação de condições para um crescimento mais forte da economia portuguesa, que considera essencial para o combate ao desemprego e recuperação dos atrasos face à União Europeia. (in Diário Digital, 09/03/2006)

A greve (Lasar Segall, 1956)

Cá está mais uma empresa a criar as tais condições para um crescimento mais forte da economia portuguesa a que se referiu a empossada Múmia de Boliqueime no seu primeiro de cinco desafios aos portugueses no seu dizKurso de tomada de posse. Agora como é que a sumidade em estratégia económica equaciona estes golpes baixos que as entidades empregadoras na mira dos lucros desenfreados com o combate ao desemprego é que nós gostávamos de saber, e ele não explica (ninguém explica, nenhum desses economistas jamais nos explicou o que vai o país fazer ao número crescente de desempregados). É que estas estratégias para melhorar a eficiência das empresas são incompatíveis com o combate ao desemprego, que no dizkurso do dito cujo surge como pura demagogia. No meio disto tudo o nosso governo não se coíbe de fazer o papel de palhaço, dando incentivos e benefícios a empresas que estão bem e se recomendam e que assim que podem lhe tiram o tapete e criam mais problemas de desemprego ao nosso país. Claro que o governo não sofre muito com isso, para já! Esse é um objectivo que não faz mal não estar a ser cumprido porque há-de chegar o momento em que os índices do desemprego hão-de baixar qualquer coisita dado à necessidade de mão-de-obra que obras públicas megalómanas como o TGV trará ao país. Depois, quando as obras estiverem concluídas se verá o que fazer a todos esses desgraçados que todos os dias ficam sem salário para comer. Além disso, tempos vêm em que o desemprego será a fórmula que os ilustres economistas usarão para que os trabalhadores no desemprego passem a trabalhar em troca do… subsídio de desemprego. Algum desses economistas iluminados já deve ter soprado está fórmula mágica no ouvido ávido de Marques Mendes, quando no outro dia veio propor que se pusessem os professores no desemprego a render (ver artigo neste blog). Saberão os senhores economistas que é essa bomba que estão a criar a mesma que acabará por lhes estoirar nas fuças? É porque não devem ter consciência que a situação de desemprego é uma situação desesperada, insustentável, o rastilho que já se começa a acender e que dará lugar à próxima revolução a que vamos assistir. E esta não será certamente uma revolução de cravos, porque nessa altura não serão as patentes e as carreiras dos militares que estarão em causa mas sim a situação desperada de precaridade de uma grande faixa de povo. Essa será a verdadeira revolução do povo e trará sangue, suor e lágrimas. E as brilhantes cabeças dos economistas e dos políticos que seguem as suas obscenas teorias vão rolar!

domingo, fevereiro 26, 2006

Se precisam de mais profissionais, contratem-nos!


O PSD quer que os professores desempregados possam ajudar nas escolas, no combate ao insucesso escolar, e junto das comunidades de imigrantes, para integração na sociedade, contando esse trabalho para o tempo de serviço. (Diário Digital, 25/02/2006)

O PSD QUER. Os professores no desemprego, FAZEM! – assim vê as coisas o nosso pequeno iluminado Marques Mendes, de dedinho no ar, pondo-se tremeliques em bicos dos pés para se fazer grande. E vão trabalhar como professores nas escolas, com os alunos mais problemáticos, combatendo heroicamente o malfadado insucesso escolar. Outros professores pertencentes aos quadros da escola poderão sentir-se até mais aliviados com turmas só de alunos de sucesso. Talvez até o governo ache bem estas brilhantes propostas do Marques Mendes e se ofereça para colocar esses professores-missionários-que-recebem-o-subsídio-de-desemprego a dar aulas em escolas consideradas problemáticas. E pode até canalizar alunos com insucesso escolar todos para essas escolas. O que poderá fazer com que as outras escolas sejam cada vez mais as escolas-modelo. “Isto é que é o modelo” - já estou a ver o primeiro-ministro a vender o seu peixe, assegurando-nos que é muito melhor para todos nós se se criar um fosso destes (porque as tuas políticas neo-liberais, ó menino Marques Mendes, lhe convêm a ele também) . Um fosso entre sucesso/insucesso profissional e financeiro: senão vejamos - uns passam a ser professores de primeira, outros passam a ser professores de segunda, os quais tu consideras beneficiários desta tua proposta tão pim-pam-pum.
Um fosso que se abre debaixo dos pés de milhares de professores em situação desesperada de desemprego, que vem adequar a sua insegurança, institucionalizando-a numa contingente semi-escravatura assalariada. Um professor desses, missionário, D.Quixote-em-demanda-pela-sua-vez-de-ser-colocado-nos-quadros-de-uma-escola em vez de passar a ter a digna profissão de professor, vai trabalhar como tal, mas ganhar… o subsídio de desemprego! Enquanto os outros, que trabalham na sala ou lado da sua ou na tal escola-modelo, vão fazer o mesmo que ele e ganhar como... professores! Mas mesmo estes, será que estão em segurança? Será que com tantos desempregados a poder fazer o seu serviço por menos dinheiro (sem custos para o país, como tu dizes) não deixarão eles de ser precisos a ganhar como professores? Já tens os outros a trabalhar, não é? Quantos mais professores desempregados, mais gente tu pões a trabalhar ao preço de um subsidiozito de desemprego (isso é que é ter uma visão economicista, vais ganhar o Nobel, ou ainda te põem como ministro das finanças!). E esses professores desempregados ainda te devem ficar imensamente gratos pela benesse que lhes dás de contarem os anos de serviço, dizes tu, o que faz com que o prolongamento da idade da reforma para os 65 anos só lhes traga mais hipóteses de um dia ainda virem a ser professores como os outros, dirá o Sócrates. Mais a vantagem de se sentirem úteis à sociedade (tu sabes como é importante sentir-se útil ao país, não é meu inútil?)

“Já são milhares os professores que estão no desemprego e portanto recebem subsídio de desemprego.”

Segundo Marques Mendes, estas duas propostas «praticamente não têm um custo financeiro» e iriam beneficiar profissionais qualificados que são úteis à sociedade.

E está tudo dito, ó Marques Mendes, são desta natureza as conclusões a que chegas. Agora é pôr essa malta a trabalhar, não é ó g’anda nóia? E por que não pôr esses malandros dos professores desempregados também a apoiar as comunidades de imigrantes? Mais uma boa ideia tua! São professores no desemprego mas também podem servir para tapar-buracos, não é? Olha, põe-se os gajos a render, já que recebem o subsídio de desemprego, passam a ter a profissão de “desempregados” mas vão fazendo os trabalhinhos que o país precisar. Porque é que não sugeres pôr uns gajos desses na Assembleia da República, a ganhar menos do que tu e assim já se podiam mandar para casa uns quantos deputados insignificantes como tu que saem bem caros ao país? E acabavam-se as reformas para pessoas com rendimentos como os teus e o país poupava e tu poupavas-nos com as tuas soluções abjectas e já escusávamos de te ouvir propor coisas destas. O que nos vale é que os do teu partido estão a tratar-te da saúde e tu para aí a debitar propostas como se tivesses um GRANDE futuro político à tua frente, um meia-leca como tu… (Poasted by Kaótica)

sexta-feira, março 08, 2013

Borges, o Vampiro sabujo


António Borges defendeu  que “o ideal era que os salários descessem como aconteceu noutros países como solução imediata para resolver o problema do desemprego". "Temos uma emergência nas mãos e a emergência é uma taxa de desemprego acima dos 17%”.

Este pulha miserável lacaio do grande capital e personagem a quem o pior ofensa não lhe faz justiça por ser muito pior que isso, continua a ganhar muitos milhares de euros para fazer ninguém sabe muito bem o quê neste governo e vem defender que quem já nem dinheiro consegue ter para alimentar a sua família devia ver os seus salários reduzidos. Este saco de estrume com pernas, como o fez o outro saco de merda de Primeiro-ministro, vêm agora justificar esta redução com os números do desemprego como se não tivessem sido eles os principais responsáveis por ele. Primeiro facilitam o despedimento e reduzem as indemnizações para, segundo eles, aumentar a competitividade das empresas e facilitar a criação de emprego. Como seria de esperar isso só criou mais desemprego e agora justificam que o seu combate se faz com redução de salários. Uma das razões que tem feito aumentar o desemprego é o menos poder de compra dos portugueses e com isso um menor consumo interno que por seu lado não atrai investimento em novos negócios, leva à falência de milhares de pequenas empresas e com isso à criação de ainda mais desemprego. Reduzindo mais os salários mais baixos da Europa o que se vai fazer é reduzir ainda mais o poder de compra, menos investimento, mais falências e mais desemprego num ciclo sem fim.
Mas este governo de miseráveis parece não gostar dos portugueses e, não sei se por revanchismo ao 25 de Abril ou simplesmente por não passarem de lacaios dos grandes interesses económicos, despreza-os e retira-lhes toda a dignidade condenando-os à miséria. Esta gente é escumalha, porcaria, nojo. Esta gente tem de ser corrida e é urgente encontrar mecanismos que garantam que nunca mais peçonhentos como estes alguma vez mais poderão chegar ao poder. Temos de criar mecanismos que nos permitam controlá-los, responsabilizá-los e em caso de necessidade correr com eles. Temos de ter tolerância zero para com a corrupção e o compadrio. Temos de ter uma justiça justa, igual para os mais pobres e os mais ricos e célere nas suas decisões. Temos que garantir que o poder e a soberania estão nas mãos dos cidadãos e não de traidores a jugo dos mercados e dos interesses do grande capital internacional. Temos de garantir a existência de uma verdadeira democracia onde gente reles como esta não terá lugar.

sábado, julho 23, 2011

Ditadura do desemprego


Vem aí um terramoto liberal no mercado de trabalho. O governo aprovou em Conselho de Ministros o diploma que reduz as indemnizações por despedimento: é primeira medida para revolucionar o mercado laboral, um processo que será directamente conduzido pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.
O secretário de Estado do Emprego, Pedro Martins, considera que o desemprego não vai diminuir por via da recuperação económica e o executivo recusa deixar as coisas como estão. Pedro Martins terá mesmo dito que as reformas laborais "avançam com ou sem o acordo da concertação social" e terá informado os líderes sindicais que compreendia a sua oposição, às reformas, na medida em que elas representam uma perda de poder dos sindicatos.

Será esta a famosa "suspensão da democracia" proposta pela Manuela Ferreira leite e agora adoptada pelo Passos Coelho?
Já não basta aquilo a que chamam concertação social ser quase um pró-forma onde os governos, os patrões e a UGT têm feito aprovar todo o tipo de perda de direitos do trabalho para agora já nem se darem a esse trabalho e imporem a sua vontade à força?
Quando o próprio governo considera que o desemprego não vai diminuir por via da recuperação económica que esperança dão para aqueles a quem esta lei é uma condenação ao desemprego eterno.
Esta gente que não consegue colocar-se no lugar de quem sofre a desgraça do desemprego, de quem não tem a capacidade de compreender o sofrimento de quem vê os filhos com fome, não presta. Esta furia liberalizadora sem razão ou justificação não passa de gente mesquinha que não merece qualquer respeito. Não prestam.

quinta-feira, setembro 23, 2010

Desemprego. Solução: Não há


A ministra do Trabalho, Maria Helena André, admitiu na Assembleia da República que, naquela Assembleia todos sabiam que a tendência do «desemprego não se vai inverter nos próximos tempos».
Afirmou ainda que "o Governo não mascara o desemprego, considera-o o principal problema social", mas que a solução não passa por subsídios, ao seu prolongamento ou ao seu aumento".

Que tenha ido confirmar aquilo que todos nós já sabemos, que não tem uma verdadeira solução para o desemprego, até lhe fica bem. Também é verdade que o subsidio de desemprego não é a resposta para criar novos empregos, mas talvez o seja para minimizar a desgraça que se abateu sobre mais de meio milhão de portugueses. Só olhar para estatisticas, só olhar para a realidade e esquecer as pessoas é um mal deste sistema capitalista. Afinal, são as pessoas que deviam ser a prioridade de quem governa.

segunda-feira, março 15, 2010

As engrenagens do desemprego

tempos modernos

O Governo vai rever as condições para a atribuição de subsídio de desemprego, com o objectivo de os desempregados poderem "com maior rapidez regressar à vida activa", anunciou ontem o ministro das Finanças, no final do Conselho de Ministros extraordinário destinado a aprovar a versão final do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC). Para um regresso mais rápido, o Governo prepara duas medidas: menor tolerância à rejeição de propostas de trabalho e redução do valor do subsídio.
A relação entre o valor do subsídio de desemprego e o salário que o trabalhador auferia antes de perder o seu emprego vai ser revista, no sentido de a tornar mais reduzida. Sem explicações, o ministro acrescenta que passa a ser exigido "um pouco mais de esforço".
A tributação das mais-valias, outra das medidas emblemáticas do programa, só será aplicada quando o quadro financeiro estiver estabilizado, adiantou o governante. "Só serão aplicadas quando a confiança voltar ao mercado", explicou. Sobre as tão aguardadas medidas para estimular a economia e o emprego, nada disse.

Quando o mesmo PEC prevê que o desemprego se deva vir a manter acima dos 10% nos próximos anos, propõe o Ministro reduzir o valor do subsídio de desemprego, para que os desempregados possam "com maior rapidez regressar à vida activa". A quem já está numa situação de total desespero, vai-lhe ser pedido “um pouco mais de esforço”. E que esforço tem feito o Sr. Ministro? Mas, as mais valias sobre a especulação bolsista, lá colocada para fingirem que a crise custa a todos, fica adiada para melhores dias. Imagina o Sr. Ministro o desespero de quem fica sem trabalho e tem uma casa, filhos, compromissos, créditos para pagar? Nunca passou por isso nem nunca soube o que é viver com ordenados mínimos para poder imaginar seja o que for. Pensa em números e esquece-se de que representam pessoas. Esquece-se ou está-se nas tintas que ainda é pior.

sexta-feira, maio 18, 2007

Cada um albarda-se como quer

Desemprego cai 10,4% em Abril
O número de desempregados inscritos nos Centros de Emprego diminuiu 10,4 por cento em Abril, face ao período homólogo de 2006, segundo dados do IEFP (Instituto de Emprego e Formação Profissional).
In "TSF"
Taxa de desemprego nos 8,4% no último trimestre
A taxa de desemprego estimada para o primeiro trimestre de 2007 foi de 8,4 por cento, mais 0,7 pontos percentuais que no mesmo período de 2006, segundo dados divulgados esta quinta-feira pelo INE (Instituto Nacional de Estatísticas).
in "TSF"

Falta saber se as três personagens da imagem estão a festejar o êxito do governo na baixa dos números do IEFP, ou do êxito da teoria para o desenvolvimento económico com os do INE. É que em tempos, ouvi o Santana Lopes afirmar que só haveria verdadeiro desenvolvimento quando a taxa de desemprego atingisse os 12%, apresentando como exemplo o que aconteceu em Espanha. Claro que da parte dos Sócretinos são os números do IEFP que contam, para a oposição os do INE. Lixados, como sempre, são aqueles que sofrem na pele o desemprego e que vão engrossando a pobreza em Portugal.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

segunda-feira, dezembro 03, 2012

Vamos colocar este Coelho no desemprego


O Desemprego voltou a subir e já todos lançam as mãos à cabeça com a desgraça que Janeiro vai trazer. E depois, Fevereiro, e Março e todo o ano que deve terminar com um desemprego nunca visto. A acompanhar este desemprego vai estar muito mais miséria, muito mais tristeza neste país. Receio o que possa acontecer, que este país possa implodir  ou explodir, sem saber o que dai possa advir. Tenho filhos ainda pequenos e receio por eles. Certo é que nada poderá ficar na mesma e que este Coelho já destruiu coisas demais neste nosso jardim à beira-mar plantado. Eu quero mudar isto, todos dizem querer mudar isto, mas poucos mostram coragem e determinação para o fazer. Estamos à espera de quê?

quinta-feira, fevereiro 17, 2011

Afinal quem estava enganado?

Depois de o Eurostat ter divulgado que a taxa do desemprego se manteve em Dezembro em Portugal nos 10,9%, Valter Lemos sublinhou que a tendência quanto ao desemprego é de "estabilidade" e que 2010 foi "bastante melhor" do que as previsões da "esmagadora maioria" dos comentadores e organizações internacionais. "Todos os que pensaram que Portugal ultrapassaria os 11% em 2010 falharam. As previsões do Governo foram as mais certeiras", disse o responsável .
Valter Lemos em 3FEV2011

O secretário de Estado do Emprego admitiu, esta quarta-feira, que os números do desemprego 11,1 por cento registados no último trimestre de 2010 são «valores bastante elevados»
Valter Lemos em 15FEV2011

Com tantos enganos e erros quem devia estar na fila do Centro de Emprego era este Valter, a sua ministra e já agora todo o resto do governo. O país já não os aguenta.

PS: Quem venha a este blog regularmente já deve ter notado que basta o desemprego subir uma ou duas décimas e lá estou eu a fazer mais um post sobre o assunto. É que o problema não está nas décimas, mas nos milhares de trabalhadores e famílias que isso atira para a miséria e desespero. Não se trata de números mas de pessoas.

terça-feira, março 03, 2009

Acabaram os apelos, venham as exigências

Aves raras

O BE e o PCP apelaram hoje ao alargamento do subsídio de desemprego
In [Diário Digital]

Apelaram ao alargamento do subsídio de desemprego? Para quê? Para safar as famílias mais um ou dois meses antes de caírem na miséria final? A resposta está na proibição dos despedimentos. Se os patrões não quiserem continuar dêem aos trabalhadores os meios de produção para que eles tentem levar as suas vidas para a frente. Isso é que deviam, não apelar, mas exigir como uma urgência nacional contra o desemprego, a fome e a miséria. Se o poder os não ouvir então é na rua, braço dado com os trabalhadores que o deverão impor. Já não há mais tempo para falas mansas e conversas de protocolo ou de ocasião. O país afunda-se, a pobreza cresce e ameaça tornar-se numa epidemia que não poupara ninguém. Será que pedir o alargamento do subsidio de desemprego vai resolver alguma coisa?

sexta-feira, janeiro 09, 2009

O Prós e Contras do desemprego

 desemprego

O governo anda a dizer-se muito preocupado com o inevitável aumento do desemprego, que a luta contra ele é a principal prioridade e até está disposto a empenhar o país para garantir que haverá obras publicas só para criar emprego.
Por outro lado, o Partido Socretino veio dizer que, agora mais do que nunca, devido à crise é, mais do que nunca, urgente a aprovação e entrada em vigor da nova Lei Laboral, que foi devolvida à AR por conter um artigo inconstitucional.
Como anda preocupado com o desemprego e dá aos patrões a arma final para o criar, possibilitando o despedimento sem justa causa? " Faz o que eu faço, não o que eu digo", ou " Apanha-se mais depressa um mentiroso que um coxo", escolham vocês.

terça-feira, dezembro 04, 2007

Campeões do desemprego

fote desemprego

O Ministro Vieira da Silva mostrou-se muito satisfeito porque o Eurostat se enganou na divulgação do desemprego em Portugal, tendo corrigido dos 8,5% par 8,2%. Claro que mesmo com 8,2% somos o país com a taxa mais elevada da zona euro, mas isso não parece impressionar nem o Ministro nem o Engenheiro. Afinal eles não correm o perigo de algum dia terem de recorrer às filas do desemprego e estão-se bem nas tintas para todos aqueles que vivem a miséria da falta de trabalho. O que conta para eles é o reconhecimento dos Bilderberg e da sua quadrilha de Comissários Europeus.

Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN

segunda-feira, setembro 03, 2007

Triste destino

Portugal registou em Julho a maior subida homóloga na taxa de desemprego entre os 27 Estados-membros da União Europeia (UE), com uma subida de 0,7 pontos percentuais, tendo passado de 7,5% para 8,2%, segundo dados divulgados esta sexta-feira pelo Eurostat. O desemprego na zona euro recuou 0,9 pontos percentuais em relação aos 7,8% registados em Julho de 2006, cifrando-se em 6,8%, menos uma décima do que em Junho e menos 1,1 pontos percentuais que um ano antes.

Venha de lá agora o Senhor Engenheiro explicar estes números, que nós gostávamos de entender esta filosofia de progresso, que faz com que cada vez mais vivamos pior e nos distanciemos dos números, da bem amada Europa. Mais graves são estes números quando se referem ao verão, época do ano em que o emprego temporário na actividade turística, geralmente possibilita aos governos cantarem aleluias sobre a queda do desemprego. Quando será que entendem que o desemprego só diminuirá com o fim deste liberalismo capitalista e quando as politicas forem feitas a pensar nos cidadãos e não no grande capital. Que eu saiba a especulação bolsista não cria empregos, como também não o fazem os investimentos da banca e das grandes empresas portuguesas nos mercados europeus, pelo menos para os habitantes deste jardim, que tratam tão mal. Será que mais uma vez vamos continuar a assistir ao descalabro para depois ver estes governantes seguirem as pisadas dos anteriores e “fugirem” para outros chorudos tachos lá fora, nas ONU’s , Comissões Europeias ou em outras “ Instituições de pagamento por serviços prestados ao sistema”. Só não entendo que esperam os Portugueses para exigir responsabilidades a esta gente e depois correr com eles daqui para fora. Já chega de tanta “competência” para nos levarem pelo caminho errado, o da pobreza, da subserviência e da miséria.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

domingo, março 05, 2006

O Grito



Em Portugal cada vez é mais notório o fosso entre ricos e pobres. E se quem já nasceu pobre dificilmente poderá compreender ou mesmo imaginar determinadas quantias astronómicas de que hoje em dia se ouve tratar por tu cá tu lá quando se fala de grandes negociatas, também o contrário se parece verificar. A maioria dos nossos neo-liberalistas fala da pobreza alheia como se falasse de um filme. Não tem a mínima noção do que é não ter dinheiro para dar de comer aos filhos ou passar a noite ao relento numa escada. Fala de desemprego como se fosse uma situação banal e corriqueira, sem a qual o mundo não faria qualquer sentido, fazendo lembrar aquela concepção conformista, miserabilista, tacanha, salazarenta e, infelizmente, realista: “desde que o mundo é mundo, sempre houve ricos e pobres”. Só que os pobres estão a aumentar todos os dias, como o desemprego, o que até é normal que aconteça. Hoje em dia não basta nascer pobre, pode-se de repente ser tornado pobre. Não é preciso muito, basta que a empresa onde trabalhamos há vários anos entre em “reestruturação”; ou que a fábrica onde trabalhamos passe a ser mais lucrativa se for deslocada para a Polónia; ou que venha uma OPA e tome conta de empresa onde até então julgávamos ser uns gajos de sorte por ter um bom emprego. Basta isto, ou até menos que isto. Só que andam para aí uns gajos que devem julgar que nasceram com o cú voltado para a lua e que julgam ter direito a tudo (conta bancária choruda, carros de luxo, férias de sonho, Spas a toda a hora, piscinas, condomínios privados, fatos de marca à Padrinho, que agora curiosamente voltou a ser um sinal de status que toda a máfia das negociatas que se preza, desde o economistazeco até ao senhor empresário de sucesso, deve exibir, como uma fardeta distintiva); enquanto existem outros, os pobres coitados, de quem eles na verdade nem sequer sentem pena, apenas um certo nojo por não cheirarem a Boss, mas sim a miséria, que são considerados carne para canhão. Segundo a teoria economicista dos primeiros, estes não devem ter direitos, nem subsídios, nem educação, nem saúde, nem precisam de comer, pois quem não tem dinheiro, não tem vícios!
O meu vizinho era uma pessoa com uma vida normal: não era nenhum maltrapilho, tinha emprego, uma mulher mal empregada, mas que sempre ia levando um dinheirinho para ajudar e, ao menos isso, uma casa própria. Tem uns sessenta anos, o meu vizinho. Deixou de ser preciso como motorista e foi para o desemprego. Recebeu o subsídio enquanto pôde e a mulher lá ia ajudando. Um dia a mulher caiu quando fazia um recado à patroa. Estava perto e insistiu em ir para casa, cheia de dores no pé. Afinal tinha-o partido e a coisa estava feia. Teve que ser operada e quando ia a meio da fisioterapia a seguradora da patroa descartou-se das despesas. Alegou que não pagava nada porque ela tinha tido o acidente em casa.Tem oito testemunhas que viram o acidente e que a ajudaram mas também são uns pobres coitados e o advogado já disse que se a patroa se recusar a falar no tribunal, não vai ter grandes hipóteses. O pé começa a gangrenar e ela certamente não poderá mais ajudá-lo a ele, que está sem emprego, sem subsídio, sem nada. Dentro em breve terá todas as condições reunidas para se juntar à população crescente de desgraçados e só não será mais um sem-abrigo porque a única coisa que terá é a casa que é sua (se conseguir dinheiro para pagar a taxa autarquica ou não acabar por ter de a vender para poder comer).
Mas os senhores bem postos na vida, não falam com gente dessa, nem sequer devem ver filmes ou ler livros onde aparece gente dessa, e por isso não mostram ter a mínima consciência de que estas duras realidades existem. Dentro em pouco tempo tudo se passará como no Brasil. Levantarão de helicóptero do alto do seu condomínio privado e aterrarão na sua empresa privada para nem sequer correrem o risco de se cruzarem com essa ralé. E continuarão obstinadamente a aumentar a fasquia do lucro, a gerar mais desemprego e a subverter todas as formas de protecção social, não olhando a meios para atingir os seus fins, desprovidos de princípios humanistas, sem pensar nos vindouros, vivendo a todo o gás a era do capitalismo desenfreado.

sábado, março 04, 2006

Ora essa, Sr. Daniel Bessa

O economista Daniel Bessa propõe algumas medidas para melhorar a consolidação orçamental em Portugal. Entre elas está o fim do salário mínimo e do subsídio de desemprego.
Em entrevista ao «Semanário Económico», o economista diz ainda que a vida activa não pode deixar de ser prolongada.
Citando uma discussão em curso na Alemanha, Daniel Bessa diz que «as pessoas têm de trabalhar e têm que o fazer enquanto o mercado tiver condições de lhes pagar e se isso as põe abaixo de mínimos considerados indispensáveis, o Estado tem que acudir (...) Imagine uma pessoa que ganhe 5 mil euros por mês e que, de repente, fique desempregado. A solução que temos diz que esse senhor vai à procura de um emprego compatível e enquanto não arranjar 5 mil euros por mês, está no subsídio de desemprego. Não sei se podemos pedir a uma sociedade inteira “e eu estou a dar um caso extremo e demagógico” que suporte isto. Porque a pessoa talvez não consiga 5, mas talvez consiga 4 ou 3 mil euros por mês e pode ter um modo de vida decente».

Se há classe que me irrite mais é a dos economistas. São, talvez, a classe mais desumana e impiedosa do planeta. Para eles as pessoas nada mais são que números, que somam ou subtraem e se necessário se apagam. Imagino até que, vejam as suas mulheres e filhos, como meras despesas dedutíveis em sede de IRS. Até cada fornicadela que dão deve ser contabilizada no défice energético e o seu custo adicionado às despesas relativas à alimentação. E, o pior de tudo, é que são uma espécie que se multiplica com muita facilidade, mesmo em cativeiro. Desenvolvem-se tresandando, todos eles, a neo-liberalismo aprendido nas universidades de economia capitalista catolizados por gente como Cavaco Silva. Uns vómitos. (Peço desculpa aos poucos economistas que não cabem nesta definição, mas as excepções não fazem, só confirmam as regras).
Oh Sr. Daniel Bessa. Acabar com o salário mínimo? Quem o oiça até parece que estamos a falar de uma grande fortuna. Parece que não o informaram ainda que a escravatura já foi abolida em Portugal em 1869. Para garantir uma melhor produtividade, em vez de a preocupar com a melhoria das qualificações (e consequente melhoria de vida dos trabalhadores), parece ainda defender a velha teoria dos salários, o mais baixos possível. Com gentalha como você a dar opiniões, como se estivesse a dizer uma grande coisa, não podemos nós dormir muito descansados. Isso é um facto.
Defende, V. Sumidade também, o fim do subsidio de desemprego. Primeiro afirma a obrigação que todos temos de trabalhar enquanto o mercado tiver condições para me pagar. Não interessa quanto me paguem nem em que condições o vou ter de fazer, sou obrigado a trabalhar (lembrem-se que, para ele, nem haveria salário mínimo). Pior ainda, se com o que me pagarem mesmo assim ainda estiver “abaixo de mínimos considerados indispensáveis” então o estado é que me deve ajudar. O estado poupa portanto em subsídios de desemprego para depois pagar parte do salário dos trabalhadores de forma a colocá-los ao nível do limiar mínimo de pobreza. Será este, portanto, o valor pelo qual todos nós estaremos nivelados. Atingiremos quase a sociedade comunista da classe única, só que neste caso serão três; a de nível zero onde estarão quase todos, a de nível um onde estarão todos os lacaios e capatazes do grupinho dos grandes capitalistas que serão o nível três. Brilhante.
Acaba finalmente por dar um exemplo a que até você classifica como de “caso extremo e demagógico” de alguém que ganhava 5.000 euros mensais e que poderia ter uma vida decente mesmo que tivesse de aceitar um ordenado de somente 4.000 ou mesmo 3.000 euros. Digo-lhe já aqui, e para que não fiquem quaisquer dúvidas, que a grande maioria dos trabalhadores portugueses aceitam a sua proposta, de imediato, se lhes garantir que o nível de miséria em Portugal passa a ser os tais 3.000 euros. O que quer você melhor do que isto?
Afinal, o que você queria dizer, não eram 3.000, mas sim 300 euros, que é quanto o Sócrates se propões pagar aos mais idosos para ficarem no dito limiar de pobreza.
Sr. Daniel Bessa, para terminar, só lhe quero dizer uma coisa: Vá bardamerda.

sábado, fevereiro 23, 2013

Desemprego


O desemprego em Portugal atingiu os 15,7% no ano passado e deverá chegar a 17,5% este ano.
O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, admite que o Governo não está a ter muito sucesso no combate ao desemprego.

" ... de cada vez que sorria à plateia lá se lhe viam os dentes de vampiro."
                                                                   Sérgio Godinho (Cuidado com a imitações)

segunda-feira, outubro 29, 2012

Será um saco ou um saque





O Conselho Económico e Social (CES) considera que o cenário macroeconómico apresentado na proposta de Orçamento do Estado para 2013 será difícil de concretizar e classifica como "irrealista" a previsão de uma contracção do Produto Interno Bruto de apenas um por cento no próximo ano, dificultando o regresso aos mercados e podendo conduzir Portugal ao "incumprimento". O CES receia que o país esteja a entrar "num círculo vicioso de recessão e aumento da dívida, aproximando-se da situação grega".
O CES adverte ainda que a proposta do Orçamento do Estado irá determinar uma recessão "mais profunda do que o previsto, o que terá efeitos na redução do nível de emprego e no agravamento do desemprego, que seguramente será também mais elevado do que o previsto, com as previsíveis consequências em matéria orçamental que decorrem do crescimento das prestações sociais".
O CES manifesta alguma preocupação perante o facto de a proposta do Orçamento "consagrar uma diminuição significativa do nível de protecção social e da despesa social em geral, sendo relevante salientar o elevado número de desempregados sem prestações de desemprego, a diminuição do valor das prestações de desemprego e de doença".
Neste âmbito, "o CES não pode deixar de alertar para as possíveis consequências, no plano político, decorrentes de situações de desamparo, miséria, incerteza, insegurança e intranquilidade que poderão contribuir de forma muito grave para situações de rotura social".

Há um ano que os miseráveis que ocupam o poder andam a dizer que Portugal não é a Grécia mas não passam um dia que não tomem medidas que nos conduzem a uma idêntica tragédia grega. Outros há que há um ano andam a dizer que somos todos gregos e que temos de seguir um caminho diferente daquele que foi seguido pela Grécia ou inevitavelmente teremos um futuro idêntico. O maior problema não é que os nossos governantes não saibam o que estão a fazer. Sabem e têm consciência que estão a atirar este país para o buraco sem fundo da miséria e do desespero. A sua loucura ideológica neo-liberal de matar tudo quanto seja estado, seja ele social ou outra coisa qualquer, é tanta que não se importam de condenar todo um povo para a desgraça há muito anunciada. Esta gente é assassina porque vai matar muita gente por falta de alimentos, de cuidados médicos ou dos mais básicos princípios de dignidade social. São criminosos e têm de ser tratados como tal. Já chega de aceitar a treta da dívida, da honra e da troika. Esta terra é de quem nela vive e não de quem está ao serviço de mercados e interesses económicos de grandes capitalistas. Basta e tem de parar já. Que pensas fazer para que isso aconteça?

sábado, agosto 11, 2012

Somos governados por canalhas e pulhas


O Banco Central Europeu recomendou aos países que estão a sofrer altas taxas de desemprego uma bateria de medidas estruturais que inclui reduzir mais os salários e as indemnizações por despedimento.
Para aumentar a competitividade, o BCE considera «urgente» reduzir os «custos laborais e as margens de lucro excessivas», especialmente nos países com uma alta taxa de desemprego. Primeiro, o banco central sugere medidas como «reduzir o salário mínimo», «relaxar as leis de protecção laboral», «permitir o contrato individual de trabalho» e «abolir a correlação entre salários e inflação».

Para quem tenha dúvidas sobre qual o futuro que estes canalhas têm definido para a Europa este relatório é claro. Menos protecção social e salários mais baixos em nome da economia global e dos mercados. Nos últimos dois anos o salário médio em Portugal já foi reduzido em 107 euros, já reduziram de 30 para 10 dias por cada ano de trabalho as indemnizações por despedimento, já possibilitam o despedimento sem justa causa, já diminuíram o valor do subsidio de desemprego, já aumentaram a idade da reforma e reduziram o seu valor mas ainda não lhes basta. Para esses pulhas 485 euros de salário mínimo ainda é muito e há que reduzi-lo enquanto promovem o aumento dos custos na energia, transportes, justiça, saúde e educação. Para esses FdP somos gado a quem podem explorar e utilizar como desejam e depois atirar para o lixo quando já não servimos. É esta gente que temos de combater e correr do poder assumindo-o como colectivo de cidadãos numa verdadeira democracia. Estamos fartos e está na hora de o demonstrarmos. Juntem-se, debatam e criem alternativas. Só assim podemos derrubar esta gente que nos trata como escravos do mercado.

domingo, junho 03, 2012

A Troika portuguesa


Trabalhar por menos dinheiro, ser menos generoso no subsídio de desemprego e acelerar as reformas estruturais. Estas são as principais recomendações de política económica feitas pela Comissão Europeia a Portugal. A troika já tinha dado a entender que existe uma ligação entre o crescimento do desemprego e a rigidez dos salários. O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, revelou ter assumido, numa reunião com a ‘troika’, a prioridade de acelerar “o ritmo de execução das reformas estruturais”.

Vítor Gaspar, ministro das Finanças, justifica o aumento do desemprego (15,5 por cento este ano e para 16 por cento no próximo ano) com um problema estrutural da economia e recusa que a causa para a perda de postos de trabalho se deva às políticas do Governo e à austeridade da troika.

O Governo está a preparar uma descida da TSU suportada pelas empresas com trabalhadores jovens e salários baixos, portanto, que aufiram o salário mínimo nacional.

Um aprendeu o liberalismo na JSD e como não tem capacidade para pensar pela sua cabeça aplica a receita sem entender as consequências. O outro está-se nas tintas para as pessoas, olha para os números sem assumir as culpas quer nas falhas nas previsões quer nas consequências. Já o outro não sabe o que diz ou o que faz porque não passou de um erro de casting que lê o texto sem entender o que diz.
Com uma "troika" destas às ordens da outra "troika", se nada fizermos, tudo o que podemos esperar é mais pobreza e miséria. Correr com esta canalha não só é necessário como sobretudo urgente.


terça-feira, maio 22, 2012

Vá para "o coiso" senhor ministro.


"Eu desafio aqui o Partido Socialista a colaborar connosco na elaboração deste plano nacional de emprego, porque o desemprego não é uma preocupação deste Governo só, destas bancadas da esquerda, do Partido Socialista. O desemprego tem de ser uma preocupação de todos nós e todos nós temos de trabalhar em conjunto, sindicatos, patrões e partidos para conseguirmos ultrapassar este coiso... este problema"»
 Álvaro Santos Pereira na A.R.

 O Coiso da Economia quando se referia ao desemprego na Assembleia da Republica tratou-o por "o coiso" como se essa calamidade a que as politicas do capitalismo nos condena como se fosse um problema menor. Este coiso que foram buscar a uma faculdade de segunda qualidade ao Canadá não pára de nos surpreender com as suas parvoíces e o sorriso parvo que ostentava quando chegou já há muito que foi substituto pela arrogância e má educação. Um coiso que devia ser mandado para "o coiso" porque coisos destes não merecem outra coisa.