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quarta-feira, junho 05, 2013

Fábula da semana em que "Miss Fardas" foi a Bilderberg, acompanhada pela sua valise de carton, António José Seguro


O boneco não é novo mas a falta de tempo anda a complicar-me a vida e como foi este o boneco que o grande "Arrebenta" escolheu para ilustrar mais um dos seus fantásticos textos, aqui o deixo para todos poderem ler.

Toda a gente sabe que as teorias da conspiração só são teorias da conspiração até se descobrir que o não são, ou, evitando o trocadilho, quando aquilo que nos parecia um delírio se revela ser a mais concreta das realidades.

Essa história de Bilderberg, que começou por andar pelo anedotário, começou agora a fazer parte do horário, e na escala da descarada. Como defende Estulin -- e a Margarida Rebelo Pinto, honra lhe seja feita... -- não há acasos, ou seja, toda esta porcaria que parece desordem não é mais do que uma fase da Nova Ordem, em formato de pronto a vestir, com direito a toilette de manhã, tarde e noite.

Naquela fase cavernosa em que Portugal andou a votar, através de SMS de valor acrescentado quem era o Maior Português de Sempre, e chegou àquela triste conclusão, devia ter sido imediatamente lançado um debate para se eleger o Português Mais Sinistro de Sempre.

Não vos quero influenciar, mas o meu voto ia para Pinto Balsemão, o político há mais tempo na sombra desta decrepitude, a que chamamos "Democracia".

Contas feitas, se Salazar lá esteve uns quarenta anos, este para lá caminha, e pode ter prolongamento, se o Clube assim o decidir. À sua pobre maneira, é um Kissinger português, uma coisa de aldeia, com algum pedigrée, vindo de D. Pedro IV ter ido à cona a uma sopeira, e deveria ter ficado por aí, não fosse o país estar contaminado por meio século de falta de opinião pública, e o cavalheiro ter encontrado uma receita mágica que era ainda conseguir poupar a esse povo, por mais meio século, o esforço de pensar, inventado o "Expresso", que punha as questões, orientava o debate, abafava os contraditórios, e impunha as conclusões.

Aparentemente, porque já era de família, também o "Expresso", depois, foi à cona a tudo o que estava à mão, e foram nascendo algumas SIC bastardias, umas "Caras", umas "Ativas", uns "Jornais de Letras", umas "Visões", e toda a casta de mobiliário folheante dos cabeleireiros de bairro, que não frequento, nem os cabeleireiros, nem a matéria a folhear, obviamente.

Até aqui tudo bem, porque o papel higiénico, como dizia Gutenberg, divide-se entre o impresso e o não impresso, e eu gosto do branco, ao contrário do pão, que prefiro integral, não fosse o papel higiénico ter tomado uma tal escala que nos começou a impedir de respirar, e, sobretudo, essa sofreguidão de impedir o pensamento livre tivesse tornado um país distorcido num amontoado de gente ainda mais distorcida e esclerosada, tipo Somália, na época dos piratas hibernarem.

No princípio, já que temos sempre de voltar lá, era o secretismo. Na fase em que estamos, é tudo à descarada, desde os olhinhos ávidos da Teresa Guilherme, passando pelo branqueamento de capitais de todos os subterrâneos russos, até desaguar nesta porcaria de Bilderberg, que começou por ser uma anedota, mas acabou numa perigosíssima peregrinação.

Enquanto o Mundo inteiro, o das Sombras, ali se reúne, para retirar o pouco de luz que ainda resta ao Mundo que a tem, o Balsemão vai, penosamente -- tanto quanto lhe permite o furo de coca, pelo qual ainda respira, como os cachalotes -- levar os seus pastorinhos anuais, para ver que tipo de solzinho irá dançar, na próxima "saison", no miserável quintal português. Como dizem os crentes, alguma coisa de importante deve mesmo andar a acontecer por aqui, porque não há a mesma preocupação de muitos outros terreiros, com a escala mínima de Portugal, a levar, ano após ano, os seus beatificados, para que recebam qualquer coisa da mão do próprio Senhor.

Nos últimos anos, a coisa bateu certo: Barroso foi, e Kissinger colocou-o como o supra-sumo da nulidade, para Obama ter tempo de destruir o Euro e a Europa. A seguir, a romaria levou Sócrates e Santana, que logo foram Primeiros Palhaços de Portugal. Houve uns interregnos, com Rui Rio, que deverá ir substituir o lambedor de conas de pretas, como líder do P.S.D., e o Tição, que reinará no Sul Mouro, como António Costa. Pelo meio, Clara Ferreira Alves, a ver se arranjava homem e RTP, mas o Relvas foi-se embora e a Isabel dos Santos resolveu trocar a nacionalidade portuguesa pela russa, porque aquilo vai explodir, e os impostos são mais baixos. E sendo que mais vale uma discoteca em Moscovo do que o bordel da RTP, em Lisboa, a Ferreira Alves preferiu a sua estabilidade de "horizontale", no novo coio do "Canal Q": aparentemente, o seu topo da base já foi pelo cano. Temos pena: houve pernas que, abrindo menos, conseguiram mais.

Agora, vem a parte negra.

Como é sabido, é das regras de Bilderberg que os seus pares interajam interpares, ou seja, um pouco como o Cavaco continuou a apoiar o Duarte Lima e a Beleza, e depois o Relvas recebe, recebeu e recebia, na sua casa, da Rua da Junqueira, já que o Aníbal o não podia fazer diretamente, o escroque, "Conselheiro de Estado (!)", Dias Loureiro.

À margem da Lei, Bilderberg é como as Termas do Vimeiro, depois de lá se banharem, todos perdem os crimes, e passam a meros agentes da Estratégia Global.

Para mim, que sou certeiro nas lotarias negras, pensei que este ano fosse a vez de João Galamba, mas o galambismo fica para depois, como vos irei explicar, ou melhor, aguarda, na retaguarda, que as hostes marchem para as tricheiras, através da Santíssimo Trindade, Vítor, Pai; João, Filho, e a Pombinha do Espírito Galamba, e não pensem que me desviei do assunto, porque, este ano, Balsemão, o Português Mais Sinistro de Sempre, leva, por arrasto, Paulo Portas, uma víbora luminosa, que o demónio dotou com o dom da palavra, e a Vénus Vulgar, com o dom da mamada, e como esta gente não se desloca, nunca, sem criados nem camareiros, enturmaram com o merceeiro António José Seguro, o típico parolo, cara de seminarista, que se percebe que nunca irá muito alto, mas poderá servir de cobertor a quem mais alto queira por ele ascender.

Senil, Balsemão já nem esconde o que procura para Portugal. A morte política de Passos Coelho vai na agenda secreta, e o seu sucessor já está na calha, só que o sucedido só vai perceber, no último instante o que lhe sucedeu. Não percebi -- mas também não chego para tudo -- se Cavaco irá ser empalhado, e exposto, como Lenine, no Mausoléu da Quinta da Coelha, ou se a questão turca se sobreporá ao que fazer com o Cadáver de Boliqueime, embora isso me preocupe pouco, porque a romaria só tem três sentidos: ou é o povinho da Favela PSD que vai enturmar num Governo chefiado pelo Maior Demagogo... bom, maior, não sei, talvez um ex-aequo com o Professor Marcelo, e com o PSD, desvitalizado, a reboque, numa rui risada; ou o povão do Centrão que está preparado para votar, à justinha, no ar, à justinha, do António José Seguras o quê, e segura muita coisa, como as piranhas de extrema-direita, de cariz galambista, que só estão à espera de que lhes abram a porta, como aqueles cães assassinos, que são fechados, semanas, em quartos escuros, para virem cegos de ira e carnificina, ou, se a coisa não funcionar, a velha solução do Tio Soares, um casamento entre pederastas do Largo do Caldas e pedófilos do Largo do Rato.

Creio que seria o governo ideal para Portugal, e, para mim, já teve um efeito profilático e terapêutico: fiquei, hoje, com a absoluta certeza dos sítios onde NÃO irei votar, nas próximas eleições.

Para o ano, se a "branca" ainda o não tiver feito estoirar, talvez Balsemão convide Jerónimo de Sousa. No fundo, este mundo é tão pequeno, e tão escassa a nossa finitude, que nada me espantaria...


domingo, outubro 28, 2012

O gigante Relvas


Miguel Relvas sustentou que, embora se assista a uma «crescente crispação em Portugal» e «a gritaria» tenha ocupado o debate público, não há «alternativa à austeridade e às reformas estruturais» do Governo. «Temos consciência dos custos elevados para as famílias e da coragem com que os desempregados estão a suportar estes tempos difíceis». Mas, mesmo quem contesta a austeridade «sabe que não tem outra saída» e comporta-se como um doente que «vai pensando todo o tempo em evitar aquela medicação» indispensável para a sua cura, que exige «sacrifícios, paciência e disciplina».

“Quero que tudo seja apurado, porque, como disse, fiz de acordo com a lei, de consciência tranquila, de boa-fé. Era assim que estava, é assim que estou e é assim que continuarei a estar”, insistiu o governante, depois de sustentar que prossegue “uma vida aberta, transparente e clara” e que “quem desempenha cargos públicos tem de estar sempre disponível para poder responder sobre todas as dúvidas que existem”.

O relatório da Inspeção-Geral da Educação e Ciência, noticia o semanário Expresso na sua última edição, mostra que Miguel Relvas foi não só o aluno que recebeu mais equivalências a maior número de cadeiras (32 num total de 36, o que equivale a 160 dos 180 créditos exigidos para a licenciatura em Ciência Política e Relações Internacionais) como contou com equivalências a cadeiras que tão-pouco existiam no ano lectivo de 2006/2007, quando esteve matriculado na Universidade Lusófona.

Dois recentes momentos em que o Miguel Relvas fez afirmações, primeiro sobre a austeridade onde exigiu sacrifícios, paciência e disciplina chamando às vozes que a contestam, gritaria. No segundo para mostrar toda a sua beatitude apresentando-se como senhor de uma vida aberta, impoluta e transparente. Só não se viram crescer-lhe asinhas  nas costas porque foi agora conhecido, não que já não se soubesse que era Senhor Doutor por equivalência, mas porque se formou com equivalências até a cadeiras que não existiam na faculdade.
Um governo que tem um Relvas como Ministro não é um governo, é um covil de hienas, é um antro de compadrio e aldrabices, é uma vergonha a que nenhum povo devia ser sujeito. Se lhe juntarmos que é essa gente que está a vender o que resta de público em nebulosas privatizações, então temos a certeza que este país está a ser saqueado. Está o país e estamos todos nós com roubos de salários e reformas. Se pensam que isto é muito mau então juntem-lhe a destruição do emprego, da saúde  e escolas públicas, do estado social, dos direitos laborais e civis e vejam o que restará quando esta gente terminar a pilhagem. Isto não vai acontecer no futuro, está acontecer agora e se o não travamos já não vai restar nada para salvar mais tarde. 
Se todos não percebermos que não podemos ficar sentados à espera que outros resolvam os nossos problemas, temos de ser nós, todos a fazê-lo e já.

segunda-feira, março 26, 2012

Sacrificios e sofrimento do 1º Ministro Passos Coelho


Tinha de fazer um boneco para assinalar o congresso do PSD. Podia ter escolhido o Bicho da Madeira, o mais apalhaçado e desenvergonhado de todos, ou outro qualquer, mas parece-me importante deixar aqui expresso os enormes "sacrifícios" que atingem o Passos Coelho. "Está-nos a sair do lombo, está-nos a sair da pele". As portugueses já lhes sai dos ossos, que lombo há muito se foi e a pele já está mais que gasta.

segunda-feira, outubro 03, 2011

A banana e o martelo


O líder regional do PSD, Alberto João Jardim, manifestou-se hoje contra aquilo que apelida de uma lei para despedir sem justa causa, que o Governo PSD/CDS está "a remoer na Assembleia da República".

Como não estou a ver o Bicho da Madeira como um perigoso comunista que defenda quem trabalhe só posso imaginar que pretendia era evitar o seu próprio despedimento. Esqueceu-se é da, justa causa, que no caso dele se aplica perfeitamente, como prova esta notícia:
Vítor Gaspar diz que o buraco é de 6 mil 328 milhões de euros mas pode ainda ser maior. A auditoria das Finanças conta apenas com os encargos assumidas até ao final de Junho. Segundo o semanário Expresso, este ano, o governo regional da madeira assumiu pagamentos futuros num valor de 357 milhões de euros, com obras lançadas em 2011. O Jornal Público vai mais longe e diz que a dívida poderá chegar aos 8 mil milhões.

segunda-feira, setembro 19, 2011

Estreia a 15 Outubro

«O semanário Expresso escreve hoje que o "receio de uma situação explosiva e reivindicações salariais levam Governo a isentar o MAI [Ministério da Administração Interna] dos cortes [orçamentais] previstos para todos os ministérios". O Expresso refere que o MAI deverá, aliás, ter uma verba superior à deste ano, o que explica pelo receio de contestações devido à delicada situação social e com a urgência em pacificar a polícia, resolvendo os problemas remuneratórios da PSP. (...) "Numa situação de contestação social, ter os polícias ao mesmo nível ou na linha da frente da contestação em nada ajuda a repor a ordem pública", comentou Paulo Rodrigues, presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP).

Quando um governante se começa a "armar" para se defender do seu próprio povo algo vai mal. É da "Rua" que ele tem medo e por isso a luta passa exactamente por a ocuparmos. A rua é nossa e é lá que podemos demonstrar a nossa indignação e exigir a mudança. Em 15 de Outubro vamos todos até à Assemblei da República, a Casa da Democracia, informá-los que chegou a hora da mudança.

quarta-feira, agosto 10, 2011

Um dos mais pobres dos pobres

O amigo Nuno Correia deixou nos comentários de um posts o link para este artigo do Tiago Mesquite no Expresso que não resisti em reproduzir aqui. no WeHaveKaosInTheGarden.

Foi noticiado e salvo erro nunca desmentido, que Dias Loureiro não possuía qualquer bem em seu nome. Custou-me. Chorei. E agora gostava de o ver repatriado para podermos devolver-lhe a dignidade. Vamos todos.

Isto de Dias Loureiro nada ter em seu nome só pode acontecer por dois motivos:
O 1º, mais sórdido e maquiavélico, que desconsidero, teria a ver com o facto de Dias Loureiro ter algo a esconder em relação à origem da fortuna que dizem ter amealhado em poucos anos, e que por isso, dada a possível e aparentemente obscura proveniência dos lucros dos seus negócios, optara intencionalmente por não ter rigorosamente nada em seu nome. Nada. Nem um cão de loiça ou um CD do Angélico. Desta forma, e no caso de correr pelo pior (como veio a acontecer - acusado que está de danos no BPN no valor de 41,16 milhões de euros, conjuntamente com o Oliveira e Costa via SLN, da qual eram ambos administradores), não seria possível fazer qualquer tipo de arresto ou penhora aos seus bens.
O 2º, e no qual acredito sincera e piamente, aponta para que Dias Loureiro esteja efectivamente a passar por muitas dificuldades. E que nunca teve bens em seu nome porque é um verdadeiro altruísta e benemérito. E colapsado que ficou sem empregos, sofre agora silenciosamente de agonia financeira como qualquer outro desempregado comum. Agonia tal que até o Presidente da República lhe tentou garantir o sustento por mais alguns meses como conselheiro de Estado, mesmo após o rebentar do escândalo da SLN, de forma a que ele pudesse, pelo menos, comer uma sopita de nabo e um pão com fiambre por dia. Loureiro, agradecido, continuou sempre a aconselhá-lo: "Aníbal: tens de comprar mais acções do BPN, estão baratas e é de comprar, vais ver que não te arrependerás nunca dos conselhos sábios deste teu fiel amigo e escudeiro"
Partiu-se-me o coração vê-lo ter de pedir boleia a um senhor de Jaguar para poder chegar ao DIAP a horas de ser interrogado. E o senhor do Jaguar também deve ter sentido a mesma angústia pois esperou horas à porta pelo seu regresso.
Será mais um pobre diabo a calcorrear as ruas de Lisboa ou de Cabo Verde? Acabará Loureiro como um indigente, a mendigar para sobreviver? Uma triste e infelizmente cada vez mais comum realidade. Reflexo de uma sociedade desequilibrada, com uma balança mal calibrada que tende a favorecer quase sempre quem não precisa. São tempos difíceis até para Dias Loureiro. E porque o meu sentimento de humanidade e fraternidade não consegue assistir a tamanha falta de dignidade, infortúnio e pobreza, e impelido que está este meu espírito altruísta e desinteressado em ajudar este homem caído em desgraça e numa situação precária, decidi agir.
Desta forma, deixo um NIB de uma conta sita num Banco português de confiança (não pertence ao BPN ou BPP) de forma a devolvermos o sorriso, e quem sabe, os bens, a Dias Loureiro: 0036.0058.99100007846.65
Como sei que Dias Loureiro não pretende ter nada em seu nome, o NIB acima indicado pertence a uma conta minha. "Mas desde já asseguro sob a minha palavra de honra" (onde é que já ouvi isto?) que todo o dinheiro que for amealhado nesta iniciativa terá como único destino a ajuda a Dias Loureiro. Solidarizem-se com apenas 1€ que seja, porque neste caso "nada é tudo"! (literalmente). Obrigado pela vossa generosa colaboração!

Kaos: Como dinheiro não tenho para dar a mais este miserável aqui deixo a sujestão do Cartão de Pobre a que deveria ter direito. Ele precisa.

domingo, julho 24, 2011

O Estranho caso Bairrão


Este caso do Bernardo Bairrão já era confuso e a cada dia que passa mais confusão é atirada para a fogueira. Até já é dificil de resumir. Primeiro ia ser Secretário de Estado mas acabou por ser retirado em cima da hora por eventualmente o Passos Coelho ter rfecebido um SMS da Manuela Moura Guedes em que o ligava a negócios menos claros em Angola e no Brasil ( O Bairrão foi o administrador da TVI que acabou com o Jornal de Sexta). Depois o Expresso publicu a noticia de que o Passos Coelho teria pedido aos Serviços de Informação do Estado um relatório sobre o Bairrão. Após vários desmentidos de todos os implicados o Ricardo Costa, Director do Expresso continuava a afirmar que tinha informações seguras de que tudo era verdade. Agora sabemos que o ex-director das Secretas, Jorge Silva Carvalho, passou informações para a Ongoing antes de ser contratado como assessor da administração da mesma juntamente com mais dois ex-espiões.
Pelo menos ficámos a saber para que servem as Secretas portuguêsas e quem realmente servem. Esperemos pelos próximos capítulos embora o mais certo é tudo acabar em mais um inquérito daqueles que acaba por desaparecer no esquecimento do tempo onde tantos outros se têm perdido.

quinta-feira, julho 07, 2011

A política do SMS


Ainda não tinha aqui falado do caso do Bernardo Bairrão, o Secretário de Estado que foi remodelado ainda antes de o ser. A primeira causa apresentada foi ter havido uma fuga de informação e o Marcelo Rebelo de Sousa o ter apresentado em primeira mão. Depois a de o Bairrão ter feito declarações contra a privatização da RTP e agora o Expresso noticia que foi um SMS enviado pela Manuela Moura Guedes para o telemóvel de Passos Coelhole que levantava suspeitas antigas sobre alegados negócios de Bernardo Bairrão. Os factos remontam ao tempo em que Bernardo Bairrão e José Eduardo Moniz eram muito próximos, para depois Bairrão vir a ficar na administração que negociou a saída de José Eduardo Moniz da TVI, (hoje vice-presidente da Ongoing, grupo interessado na privatização da RTP) e que afastou Manuela Moura Guedes dos ecrãs nas vésperas das legislativas de 2009.

Trapalhadas e trapalhices, ódios e vinganças e, como sempre negócios e dinheiro.

quinta-feira, junho 30, 2011

A divulgação eventualmente nociva



7. O Expresso sabe, também, que em casos muito excepcionais, há notícias que mereciam ser publicadas em lugar de destaque, mas que não devem ser referidas, não por auto-censura ou censura interna, mas porque a sua divulgação seria eventualmente nociva ao interesse nacional. O jornal reserva-se, como é óbvio, o direito de definir, caso a caso, a aplicação deste critério.

Este é o ponto 7 do novo Estatuto Editorial do Jornal Expresso. Tem lá mais coisas engraçadas, mas este ponto sete é elucidativo e faz-nos pensar até que ponto chegou a comunicação social, quando um jornal de referencia assume não se reger por critérios jornalísticos, condicionando-o ao político.
Felizmente que há muito deixei de comprar este jornal, mas sabemos que um canal de televisão generalista, a SIC, e um canal somente dedicado a noticias, a SIC Noticias, têm o mesmo patrão, e esse patrão é o executivo dos Bilderberg em Portugal. E, quando olhamos à volta não vemos melhor porque sabemos que cada jornal e cada televisão têm uma agenda política própria.
Seja por omissão ou por manipulação aquilo que nos informam não são factos, mas a visão em que querem que acreditemos. A comunicação social engana e há muito que perdeu a sua função de informar para ganhar a de criar verdades e formatar opiniões. O pior é que funciona e o conseguem fazer com relativa facilidade, como a realidade demonstra.

quarta-feira, junho 15, 2011

A atração do poder

A conferência anual de Bilderberg, em que Pinto Balsemão é o único português com estatuto de membro permanente, começou ontem e decorre até domingo em St. Moriz, na Suíça.
Quem vai segue as regras: não fala sobre o convite, o local, a agenda, as expectativas, sobre nada. "Faz parte do protocolo, não faço qualquer comentário." Esta foi a única frase que Clara Ferreira Alves aceitou dizer ao DN sobre a sua participação no restrito clube que se reúne uma vez por ano juntando algumas das pessoas mais influentes a nível mundial entre chefes de Estado e de Governo e outros dirigentes políticos, líderes de empresas, banqueiros.
Por indicação de Pinto Balsemão, a jornalista do Expresso e o economista António Nogueira Leite foram os dois portugueses convidados este ano a conviver de perto com o exclusivo grupo que muitos classificam de secreto e a quem atribuem um forte poder. Como uma espécie de "mão invisível" que controla e orienta decisões-chave em momentos chave, pelo mundo fora.

A Clara Ferreira Alves foi convidada para ir à reunião dos Bilderberg? Porquê? Talvez por razões que a razão desconhece, ou então por outra qualquer.

terça-feira, novembro 16, 2010

Estado d'Alma


O Ministro Luis Amado justificou as suas palavras na entrevista que deu ao Jornal Expresso por um "estado d'alma". Talvez tenha sido isso ou simplesmente está a colocar-se a jeito para subir mais uns degraus na carreira.
Os Ministros dos Negócios Estrangeiros são normalmente os menos sofrem com o desgaste do governo e sabendo que este está preso por um fio, nada melhor que vir dar um ar de responsabilidade e oferecer-se para o supremo sacrificio de ser remodelado. O povinho adora estes mártires modernos, e eles adoram as luzes da ribalta politica. Realmente, um "estado d'alma"

domingo, novembro 14, 2010

De bobo a rei sem coroa?


Segundo o Jornal Expresso, António Costa apoia Francisco Assis para a liderança do Partido Socialista. Segundo parece nem mesmo o PS parece acreditar na possibilidade de o partido vencer as próximas eleições legislativas e já prepara uma vitima para fazer a travessia do deserto. Falta saber se ele estará na disposição de fazer o papel de camelo e colocar a coroa na cabeça para se transfigurar de bobo em rei sem trono.

terça-feira, novembro 09, 2010

Artistas portugueses

Li uma noticia, no Jornal I", em que o que mais me chamou a atenção não foi mais um processo para o Armando vara. Isso quase já nem é notícia e duvido que muitos possam dizer em quantos processos é ele arguido, acusado ou suspeito. Foi o artigo em si, com o curriculum da Senhora e toda a história.

"O DIAP de Aveiro abriu um novo inquérito-crime para apurar o que aconteceu a 500 mil eurosArmando Vara entregou em 2008 e 2009 a Conceição Leal, actual administradora do Banif, ex-administradora da PT e antiga número dois da RTP, durante a presidência de João Carlos Silva.
Segundo a notícia avançada hoje pelo jornal Expresso, em causa está um possível crime de branqueamento e fraude fiscal, pelo facto de Conceição Leal ter transferido, na sequência dos movimentos bancários de Vara para a sua conta, através de quatro cheques, uma quantia equivalente para uma empresa detida por uma offshore sedeada no Panamá."

segunda-feira, novembro 01, 2010

A foto do acordo orçamental


O Teixeira dos Santo mostrou-se muito desiludido por não havar mais fotografias do momento da assinatura do acordo para aprovação do orçamento entre ele e o Eduardo Catroga, que uma tirada com um telemóvel. Como este blog presta um serviço público aqui lhe deixamos a fotografia que o telemóvel deveria ter registado. O Jornal Expresso também mostrou uma, mas acredito que esta mostra o que foi toda esta palhaçada com maior fidelidade e muito mais realismo

sábado, junho 05, 2010

Bravo Ambrósio

Ambrósio


Sócrates: O coleccionador de motoristas

Há quem coleccione selos ou moedas, postais, canetas ou porta-chaves. O Primeiro-ministro habituou-nos a ser diferente em quase tudo: colecciona motoristas.
Dizem que são 12. São 12 os motoristas ao serviço do gabinete do Primeiro-Ministro. Uma equipa de futebol com treinador e tudo. Todos nomeados de fresquinho a 18 de Maio de 2010, em plena crise, como se pode ver em Diário da Republica.
José é um coleccionador compulsivo no que toca à arte da condução. E se nesta arte há quem gaste milhares adquirindo automóveis clássicos ou desportivos o Primeiro-Ministro prefere coleccionar os condutores. Dão menos trabalho, lavam-se sozinhos e não precisam de ir à revisão com tanta frequência.
Quando se farta de um deles dá-lhe uma folga para ir ao cinema ver o Herbie e tem outros onze à porta da garagem com a chave na mão e um sorriso na cara. É provável que alguns andem à pancada para ver quem tem a sorte de conduzir o homem que conduz o país. Deve ser difícil decorar-lhes o nome, provavelmente usam numeração na farda. "Amanhã diz ao 1 e ao 3 para virem substituir o 7 e o 9. O 8 apanhou uma gastroenterite e está de cama e o 11 e o 12 foram ver o Papa a Fátima".
José encontra-os em todo o lado e tem um faro para escolher os mais aptos. Seis vieram da PSP, um dos Bombeiros de Colares, outro do ramo hoteleiro, até nos quadros da Segurança Social e da Carris o nosso Primeiro-Ministro conseguiu encontrar malta capaz de fazer parte desta equipa de leais pilotos.
A jóia da coroa é a contratação de um motorista vindo da Deloitte & Touche (empresa de consultoria). Deve ser especialista em ver a pressão dos pneus enquanto faz análise de mercados.
Há quem diga que o gabinete do Primeiro-Ministro está a planear organizar um rally anual para dar quilómetros a esta malta toda. O Rally de São Bento pode arrancar já em 2011. Tem um troço complicado ali na descida para Belém junto ao Palácio.
Por mais voltas que se dê à cabeça é difícil perceber porque razão é que alguém no seu perfeito juízo e que não seja Sultão de um Emirado qualquer precise de ter 12 motoristas ao seu dispor. Ou será que afinal são só 6 mas cada um deles tem o seu motorista particular?

Retirado do Expresso

domingo, janeiro 03, 2010

Vá-se catar Sr. Miguel Sousa Tavares

Sou o maior

Li no "i" online a longa entrevista de Mário Soares, a pretexto dos seus 85 anos. Longa e, como sempre, interessante, porque Soares teve uma vida fascinante e é um notável contador de histórias. ….
Acabo de ler a entrevista e vejo os posts dos leitores a comentá-la: um chorrilho de insultos, de calúnias reaccionárias de sempre, um misto de ódio, inveja e desprezo à flor da pele que arrepiam de nojo. Que gente é esta? Que nação é esta que produz gente assim? Que, pela frente, calam, obedecem e curvam a espinha, e, por trás caluniam, insultam, inventam, e vomitam até à náusea essa tão antiga e fatal característica portuguesa: a inveja. Mais uma vez me convenço de que esse território do anonimato e da impunidade dos blogues e redes sociais foi inventado como uma luva para satisfazer a insaciável frustração desta gente. A inveja e a cobardia escorrem por ali como o mel em terra prometida. Pois que morram de indigestão de tanto prazer solitário!
Miguel Sousa Tavares "Expresso 12 DEZ 2009"

Pois é, este é mais um que se considera um iluminado, um senhor da verdade e que devemos ouvir as suas palavras e criticas como admiração e respeito enquanto as opiniões e criticas feitos pelos outros que não têm o seu estatuto, não têm currículo, são lixo, inveja e metem nojo. Outros há que padecem do mesmo mal, são os Pachecos Pereira, as Claras Ferreira Alves e outros que tal. Todos têm os seus lugares nos jornais, nas televisões e rádios e não querem que mais ninguém tenha a possibilidade de dizer a sua opinião. É verdade que anda por aí muita gente sem ideias e que não sabe o que dizer a não ser palavrões, mas ao generalizar só mostram o medo de que outros possam dizer coisas mais certas e mais bem escritas que a deles. Sei que não é o meu caso, mas há por aí blogues que são muito melhores que os livros deste Senhor e as colunas do Pacheco. Os blogues deram o direito a todos de dizerem o que pensam, bem ou mal, mas é um espaço de liberdade e talvez por isso os assusta tanto. Por mim podem ficar descansados que não desejo nenhum dos espaços de opinião que lhes ajuda a encher os bolsos ao fim do mês. Podem continuar a opinar à sua vontade que eu não os incomodo, mas agradecia que fizessem o favor de deixar os outros também usarem o seu direito à liberdade de expressão.

quarta-feira, dezembro 30, 2009

A Grande Fada

fada

Personagem "pequenino", esta "Grande Fada" do Durão Barroso, de quem ainda o Jornal Expresso desta semana mostra ser um aldrabão e um hipócrita, ao dizer defender a candidatura do António Vitorino à Presidencia da Comissão Europeia e recusando a possibilidade de ele próprio ser candidato ao lugar, quando já tinha tudo combinado com o Presidente do Partido Popular Europeu, vai continuar a ser o lacaio de recados e politicas dos Senhores da Europa. Antes por lá que por cá a azucrinar-nos a cabeça, que desta Europa rendida ao grande capital nada de bom se pode esperar.

domingo, junho 07, 2009

Cominucação ao país de Sua Exª o Sr. Silva

 Comunicação ao país

O Presidente da República, Cavaco Silva, apelou ao voto nas eleições europeias. "No tempo de crise económica e financeira internacional em que vivemos, as políticas europeias vão ter uma influência directa na recuperação da nossa economia e no combate ao desemprego e às situações de pobreza". "Apelo a todos para que não deixem de votar. São eleições importantes para o futuro da Europa e para Portugal". "Não esqueçamos que muitas das leis que vigoram entre nós, que regem as nossas vidas e as nossas actividades, são fruto do trabalho da União Europeia, em que o Parlamento Europeu exerce um papel central”.
Cavaco Silva insistiu que a "abstenção não é solução": "Não deixemos que sejam outros a decidir o nosso futuro. O Parlamento Europeu irá tomar decisões que vão ter uma implicação directa na vida de todos nós, seja no orçamento, seja nos fundos comunitários". "E pergunto: com que direito nos poderemos queixar depois das políticas europeias se, na hora em que fomos chamados a decidir, no momento em que pudemos escolher, optámos por não comparecer?"

Depois de o ouvir fiquei sem nenhuma duvida que o meu voto expresso será na abstenção. O Sr. Silva lembrou-me que as leis que vigoram entre nós, que regem as nossas vidas e as nossas actividades, são fruto do trabalho da União Europeia. Que melhores motivos poderia eu ter para querer sair de lá rápida e expeditamente. Tem toda a razão quando diz "Não deixemos que sejam outros a decidir o nosso futuro”. Não no acto eleitoral, mas nas opções europeias pelo neo-liberalismo e pela globalização capitalista. Só saindo desta falsa democracia poderemos escolher o nosso destino e encontrar as soluções para a crise criada da ganância e da benevolência cúmplice desta Europa. Nesta hora em que somos chamados a decidir temos que dar o sinal que não queremos lá estar e por isso não queremos eleger ninguém para lá estar. Claro que o sistema vai eleger os 22 deputados. Mesmo que só votasse um português, teremos 22 deputados. A questão é saber que legitimidade tem essa gente para nos representar. Que legitimidade terão para falar em meu nome. Eu não lhes a concedo. Como dizia José Régio, “Não sei por onde vou, só sei que não vou por aí”.

sexta-feira, abril 24, 2009

Ser ou não ser, eis a eleição

 12º ano

À margem do fórum Novas Fronteiras sobre Educação, Maria de Lurdes Rodrigues garantiu ao Expresso que neste momento tornar obrigatório o 12º ano "seria um erro, prejudicaria as famílias, os alunos, e não se conseguiria concretizar".
Maria de Lurdes Rodrigues invoca a falta de condições sociais adequadas. "Há muitos jovens que tiram o 9º ano e vão trabalhar para enfrentarem as dificuldades das famílias" e por isso, defende, "o país deve primeiro preparar o sistema de ensino e preparar as famílias e fazer o alargamento da acção social". Só depois, "se verificarmos que ainda assim é necessário, é que o faremos". E deixou em aberto, com um lacónico "vamos ver", a possibilidade de alguma vez o Partido Socialista voltar a ter esta proposta como bandeira sua.
14-Set-2008

“O Governo apresentará ao Parlamento a proposta de lei que passa de 9º para 12º anos a escolaridade obrigatória. Isto significará, para todos os jovens até aos 18 anos, a obrigação de frequência da escola ou do centro de formação profissional”, afirmou hoje Sócrates durante o debate quinzenal na Assembleia da República.

Afinal quem tem razão, o Engenheiro Empinocado que diz que é possível e benéfico para as famílias ou a Sinistra Ministra que disse ser um erro, que prejudicaria as famílias e os alunos, e que não se conseguiria concretizar. Será que o discurso muda de acordo com a proximidade de eleições e com o oportunismo político ou será que em meia dúzia de meses o país melhorou tanto que já existem condições para o fazer?

PS: O Governo estimou hoje em cerca de 30 mil o aumento do número de alunos no ensino secundário tendo em conta o alargamento da escolaridade obrigatória e garantiu que instalações e professores são actualmente suficientes para suportar este crescimento.
“Eu não consigo entender porque a quantidade tem de ser inimiga da qualidade, nós produzimos, por exemplo, Jaguares em grande quantidade e são todos de óptima qualidade. Não é por produzirmos mais um ou mais dois que eles pioram a sua qualidade”, afirmou Maria de Lurdes Rodrigues

Produzimos Jaguares? Aumentar o numero de alunos nas turmas não diminui a qualidade? Compara a construção de carros ao ensino de alunos? Uma aula é uma linha de montagem de crianças?

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

A Solene palavra Honra

A a meaça

O Presidente da República, Cavaco Silva, disse hoje que já falou «uma vez» sobre o assunto «e é suficiente», questionado pelos jornalistas sobre se mantém a confiança no seu conselheiro de Estado Dias Loureiro. Já quando foram feitas as primeiras revelações sobre o caso BPN, Cavaco Silva disse que Dias Loureiro lhe tinha garantido solenemente que nada tinha a ver com as irregularidades do Banco Português de Negócios.
De acordo com a edição de hoje do jornal Expresso, «Dias Loureiro mentiu à comissão de inquérito» parlamentar sobre a nacionalização do BPN quando negou conhecer a existência do Excellence Assets Fund. «Dias Loureiro assinou dois contratos onde esse fundo é parte». Dias Loureiro, justificou ter negado conhecimento do fundo no Parlamento porque não se lembrava da sua existência.

Tinha-se esquecido de um pequeníssimo pormenor. Para quê colocar em causa a palavra deste Sr. se o Sr. Silva acredita nela. Acreditará realmente? Certamente que sabe muito mais que todos nós sobre o assunto e um facto é que Dias Loureiro continua como Conselheiro de Estado. Será o silêncio cúmplice a solução que escolheram? Vamos deixar?