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domingo, março 29, 2009

A conversa que incrimina Sócrates

Freeport corrupção

«É corrupto». É desta forma que Charles Smith fala de José Sócrates no DVD que é fundamental para a investigação do processo Freeport em Inglaterra. A TVI revelou, no Jornal Nacional desta sexta-feira, o som de uma conversa de 20 minutos em que é mencionado o nome do primeiro-ministro.
Veja aqui o vídeo
A reunião juntou três pessoas: Charles Smith, já arguido em Portugal, João Cabral, ex-funcionário da Smith e Pedro, e Alan Perkins, administrador do Freeport, que sem conhecimento dos outros intervenientes no encontro, fez a gravação.

A conversa que incrimina Sócrates

Alan Perkins: O que desencadeou a acção da polícia? A queixa era sobre corrupção...
Charles Smith: O primeiro-ministro, o ministro do Ambiente é corrupto.
Alan Perkins: Quando tudo estava a ser construído qual era a posição dele?
Charles Smith: Este tipo, Sócrates, no final de Fevereiro, Março de 2002, estava no Governo. Era ministro do Ambiente. Ele é o tipo que aprovou este projecto. Ele aprovou na última semana do mandato, dos quatro anos. Em primeiro lugar, foi suspeito que ele o tenha aprovado no último dia do cargo... E não foi por dinheiro na altura, entende?Isto foi mesmo ser estúpido...
Alan Perkins:Quando foram feitos os pagamentos? Como estava em posição de receber pagamentos se aprovou o projecto no último dia do cargo?
Charles Smith: Foram feitos depois. Ele pediu dinheiro a dada altura, mas não...
Charles Smith: João, foi aprovado e os pagamentos foram posteriormente?
João Cabral: Certamente... Houve um acordo em Janeiro. Eles tinham um acordo com o homem do Sócrates, penso que é em Janeiro.
Charles Smith: Sean (Collidge) reuniu-se com o tipo. Sean reuniu-se com funcionários dele, percebe? Sean e Gary (Russel) reuniram-se com eles.
Alan Perkins: Houve um acordo para pagar?
Charles Smith: Para pagar uma contribuição para o partido deles…..
Charles Smith: Nós fomos o correio. Apenas recebemos o dinheiro deles. Demos o dinheiro a um primo... a um homem...
Alan Perkins: Mas como o Freeport vos fez chegar esse dinheiro?
Charles Smith: Passou pelas nossas contas
Alan Perkins: Facturaram ao Freeport, ok?
Charles Smith: Ao abrigo deste contrato. Era originalmente para ser 500 mil aqui, desacelerámos, parámos a este nível, certo? Isso foi discutido na reunião, lembra-se? Ele disse: «Nós não queremos pagar». Se ler esse contrato, diz aí que recebemos três tranches de 50, 50, 50... Gary disse: «Enviamos o dinheiro para a conta da vossa empresa»….
Alan Perkins: Facturaram profissionalmente...
Charles Smith: Sim!
Alan Perkins: Entrou na vossa conta...
Charles Smith: Entrou e saiu logo a seguir.
Alan Perkins: Como sacou o dinheiro?
Charles Smith: Em numerário. Foi tudo transacção em numerário durante dois anos... Tem de compreender, não sou assim tão estúpido. Posso ter sido estúpido para fazer isto, mas fui esperto o suficiente para em pequenas quantias de 3 mil, 4 mil euros. É por isso que demorou dois anos a pagar isso!
Alan Perkins: Era do género pequenos envelopes castanhos por baixo da mesa.
Charles Smith: Por baixo da mesa, exactamente.
Alan Perkins: A quem? Imagino que o ministro...
Charles Smith: Ele tinha agentes. Ele, o próprio, não está envolvido
João Cabral: Um primo
Alan Perkins: Ele tem um primo?
Charles Smith: Sim …
Alan Perkins: Você só tinha de se encontrar com ele num sítio qualquer e...
Charles Smith: Pois. Mas Gary e Sean encontraram-se inicialmente com eles num hotel de Lisboa e discutiram o assunto. Eles queriam um milhão.
Alan Perkins: Um milhão!
Charles Smith: Compreendo que a Freeport se queira distanciar...
Alan Perkins: 150 mil passaram pela vossa conta... você pagou isso?
Charles Smith: Sim!
Alan Perkins: E agora ficou com a conta dos impostos.
Charles Smith: Exactamente….
Alan Perkins: Pois. E foi este tipo, o Sócrates, não foi?
Charles Smith: Eh... não, não foi... Ele não esteve pessoalmente envolvido nisso. Inicialmente esteve, mas...
Alan Perkins: É ele o ministro?
Charles Smith: Ele agora é o primeiro-ministro!
Alan Perkins: Ele agora é o primeiro-ministro. Portanto, ele recebeu o dinheiro, mas recebeu-o através do primo, ou...
Charles Smith: Sim, sim!...
Alan Perkins: Esses pagamentos foram feitos quando?
Charles Smith: Foi em... deixei-me ver a tabela. João foi em Março de 2002?
João Cabral Foi aprovado.
Alan Perkins: Então, quando foram efectuados os pagamentos?
Charles Smith: Em 2002, 2003…
Alan Perkins: Por que foi necessário pagar se o tipo já estava fora do cargo? Foi só por ter havido um acordo...
Charles Smith: É. Tinha havido um acordo.
Alan Perkins: Mas a aprovação do projecto foi quando ele estava no poder.
João Cabral Sim.
Alan Perkins: Como ministro do Ambiente deu aprovação. Havia um acordo sobre o pagamento e os pagamentos foram depois, embora ele já não estivesse no Governo.
João Cabral: Certo…
Alan Perkins: Esses pagamentos foram honrados, não foram?
João Cabral: O Sócrates tinha grandes ligações. É por isso que a gente tem medo de não pagar... É melhor continuar a pagar.
Charles Smith: O que aconteceu foi na fase em que ele disse: «Eu consigo que vos aprovem isto».
Alan Perkins: Sim...
Charles Smith: «Falem com o meu primo». Então eu e o Sean reunimo-nos com o primo e o primo disse: «Vamos conseguir essa aprovação».

Sem necessidade de mais comentários.

sábado, janeiro 31, 2009

A Moda na Justiça

 Modas da justiça

O «caso Freeport» que está sob investigação «está na moda, mas é um caso como tantos outros», referiu esta quarta-feira o Procurador-Geral da República (PGR).
«Agora a comunicação social pegou no caso Freeport. Isso é por épocas: temos a época Casa Pia e agora, em vez de ser o futebol, é o caso Freeport». «O caso Freeport é um caso como tantos. Há 70 mil só no DIAP [Departamento de Investigação e Acção Penal] de Lisboa».
Garantia de Cândida Almeida (procurador-geral adjunta) em relação ao caso Freeport: «Os cidadãos são todos iguais, mas há uns que os representam e esses não podem estar sob suspeita durante muito tempo»

Para Pinto Monteiro o Freeport está na moda, mas é só mais um caso do 70 mil que há só no DIAP. Já para a sua Cândida adjunta, os cidadãos são todos iguais, mas como no “Triunfo dos Porcos”, uns são mais iguais que outros”. Se tudo correr normalmente o resultado desta investigação acabará com a acusação a jornalistas por “violação do segredo de justiça”.

quinta-feira, julho 29, 2010

Freeport sem surpresas

Justiça freeport

Hoje ouvi contar que parece que o Engenheiro não ficou surpreendido com o se ter livrado do "esqueleto" do Freeport. Acredito que ninguém tenha ficado surpreendido, como não ficámos com o caso da TVI ou o da sua "Independente" licenciatura. Que outra coisa se poderia esperar neste Jardim à beira-mar plantado?

quarta-feira, maio 13, 2009

Impressões sobre pressões

Piratas da Justiça Freeport

O Conselho Superior do Ministério Público aprovou esta tarde a instauração de um processo disciplinar contra Lopes da Mota, presidente do Eurojust, por alegadas pressões a magistrados para arquivamento do caso Freeport. Segundo avança o “Correio da Manhã”, no relatório é dado como “fortemente indiciado que Lopes da Mota exerceu pressões sobre os magistrados Paes Faria e Vítor Magalhães para que procedessem a um arquivamento parcelar do inquérito sobre o alegado pagamento de luvas para licenciar o centro comercial Freeport”.As alegadas pressões dizem respeito a conversas que o presidente do Eurojust terá mantido com os procuradores que investigam o caso, fazendo considerações sobre a delicadeza do caso, comparando-o ao processo Casa Pia, e adiantando que ambos os magistrados estariam sozinhos, adiantou hoje o DN. Lopes da Mota admitiu depois que disse que o primeiro-ministro queria o caso resolvido rapidamente, não o considerando, porém, uma pressão. Segundo os procuradores alegadamente pressionados, os “recados” terão sido enviados pelo próprio ministro da Justiça, Alberto Costa, que confirmou em Abril no Parlamento que reuniu com Lopes da Mota. O titular da pasta da Justiça referiu ainda nessa altura que iria “retirar todas as consequências”, caso se confirmassem as suspeitas de pressões no caso que envolve o nome do actual primeiro-ministro José Sócrates.

Mais um bocadinho de luz sobre a Campanha Negra.

segunda-feira, abril 06, 2009

Verdade ou consequência?

Men in pink freeport

Lopes da Mota invocou os nomes do primeiro-ministro, José Sócrates, e do ministro da Justiça, Alberto Costa, para pressionar os magistrados do caso Freeport a arquivar o processo. A TVI sabe que foi isto mesmo que os procuradores Vítor Magalhães e Paes Faria relataram à hierarquia do Ministério Público. Lopes da Mota terá deixado aos dois colegas a mensagem de que a continuação do inquérito envolvendo o nome do primeiro-ministro poderia acarretar consequências.

Será que o tal Mota terá feito o pecado de invocar o nome do Engenheiro e do Ministro em vão? Terá ele estado a jogar ao "verdade ou consequência" com os magistrados do caso Freeport? Pode este país e esta gente descer ainda mais baixo? Que falta para corrermos com toda esta gente dos cargos públicos?

sexta-feira, janeiro 30, 2009

O trambulão

 O trambulão

“A minha convicção é que, até agora, nada foi provado. Houve muitas acusações, insinuações, especulação, nervosismo e muita raiva, o que me parece que deixa ficar mal as pessoas que estão a fazer este jogo de lançar suspeitas e acusações, num estado de desespero e de raiva”, afirmou Freitas do Amaral sobre o caso Freeport.
A procuradoria-geral da Republica veio dizer que não existiam nem arguidos nem suspeitos neste caso.
A polícia inglesa suspeita que José Sócrates facilitou, pediu ou recebeu dinheiro para o licenciamento do Freeport. A carta rogatória entregue às autoridades portuguesas pela polícia indica que José Sócrates facilitou, pediu ou recebeu dinheiro no processo de licenciamento do Freeport de Alcochete.

E agora? Vamos bombardear Londres em protesto ou demite-se esta justiça portuguesa e o Sócrates?

quarta-feira, janeiro 28, 2009

O Primo, rico Primo

O Primo

Sócrates avisa primo e afasta-se da família
"Ilegítima e inadmissível." É assim que Sócrates considera a atitude alegadamente cometida por Hugo Monteiro, filho de Júlio Monteiro, que terá enviado um e-mail para a administração do Freeport, pedindo contrapartidas pelo encontro promovido pelo seu pai e José Sócrates, na altura ministro do ambiente. 'Se existe, como dizem que existe – eu não conheço – um e-mail de um filho do meu tio para o Freeport, reclamando uma qualquer vantagem para si e invocando o meu nome, considero isso um abuso de confiança. E considero que essa invocação é completamente ilegítima e inadmissível', afirmou o primeiro-ministro, ontem de manhã, num dos dias mais difíceis da sua já longa carreira política.

Ora deixa cá ver, se é o filho do meu tio, então ele é…..é…o teu primo. Pois é Sócrates é o teu Primo. Vê lá a lata do puto que também queria ficar com uma fatia dos quatro milhões que andam desaparecidos pelas off-shores. Ele há cada marmanjo por aí.
– “Ele estava aflito. A empresa de marketing e publicidade que geria – a Neurónio Criativo – não conseguia facturar. Ele deve ter visto no projecto Freeport uma oportunidade para fazer um contrato, para facturar. E achou que falando no nome do primo poderia facilitar”, afirmou o pai do filho do tio do Sócrates, sobre as afirmações do primo do seu sobrinho.
Desculpa-o lá Sócrates, o gajo estava aflito, queria facturar e primo é primo.

domingo, agosto 01, 2010

Justiça sem tempo

justiça freeport

Seis anos de investigação no caso Freeport e a justiça não encontrou tempo para fazer 27 perguntas ao Engenheiro. Incompetência? Safar o Engenheiro? Deixar sempre a duvida no ar sobre a culpabilidade do dito? O sistema funciona tão mal que seis anos é pouco tempo para investigar um caso de corrupção? Ou será tudo junto?

quinta-feira, abril 16, 2009

David e Golias ou a Caneta contra a espada

 David e Golias

O Engenheiro resolveu Processar o jornalista João Miguel Tavares por uma crónica que este escreveu no DN. Não um processo-crime normal, mas um processo cível que custa dezenas de milhares de euros. Não atacou o jornal nem jornalistas conhecidos como o Pacheco Pereira ou o Mário Crespo, escolheu como alvo um freelancer. Uma vez mais atacou os mais fracos e logo com um processo caríssimo, para lhe criar maiores dificuldades na sua defesa. Uma luta de David contra Golias, mas a verdade virá ao de cima e a pena vai vencer a espada. Este blog aqui lhe envia a sua solidariedade e coloca-se desde já à disposição de João Miguel Tavares para tudo o que ele necessitar. Numa altura em que tanto se questiona a justiça e se falam de pressões, esta actitude do Engenheiro só mostra que já treme.
Em baixo transcrevo o texto em causa:

JOSÉ SÓCRATES, O CRISTO DA POLÍTICA PORTUGUESA (João Miguel Tavares)
Ver José Sócrates apelar à moral na política é tão convincente quanto a defesa da monogamia por parte de Cicciolina. A intervenção do secretário-geral do PS na abertura do congresso do passado fim-de-semana, onde se auto-investiu de grande paladino da "decência na nossa vida democrática", ultrapassa todos os limites da cara de pau. A sua licenciatura manhosa, os projectos duvidosos de engenharia na Guarda, o caso Freeport, o apartamento de luxo comprado a metade do preço e o também cada vez mais estranho caso Cova da Beira não fazem necessariamente do primeiro-ministro um homem culpado aos olhos da justiça. Mas convidam a um mínimo de decoro e recato em matérias de moral.
José Sócrates, no entanto, preferiu a fuga para a frente, lançando-se numa diatribe contra directores de jornais e televisões, com o argumento de que "quem escolhe é o povo porque em democracia o povo é quem mais ordena". Detenhamo- -nos um pouco na maravilha deste raciocínio: reparem como nele os planos do exercício do poder e do escrutínio desse exercício são intencionalmente confundidos pelo primeiro-ministro, como se a eleição de um governante servisse para aferir inocências e o voto fornecesse uma inabalável imunidade contra todas as suspeitas. É a tese Fátima Felgueiras e Valentim Loureiro - se o povo vota em mim, que autoridade tem a justiça e a comunicação social para andarem para aí a apontar o dedo? Sócrates escolheu bem os seus amigos.
Partindo invariavelmente da premissa de que todas as notícias negativas que são escritas sobre a sua excelentíssima pessoa não passam de uma campanha negra - feitas as contas, já vamos em cinco: licenciatura, projectos, Freeport, apartamento e Cova da Beira -, José Sócrates foi mais longe: "Não podemos consentir que a democracia se torne o terreno propício para as campanhas negras." Reparem bem: não podemos "consentir". O que pretende então ele fazer para corrigir esse terrível defeito da nossa democracia? Pôr a justiça sob a sua nobre protecção? Acomodar o procurador-geral da República nos aposentos de São Bento? Devolver Pedro Silva Pereira à redacção da TVI?
À medida que se sente mais e mais acossado, José Sócrates está a ultrapassar todos os limites. Numa coisa estamos de acordo: ele tem vergonha da democracia portuguesa por ser "terreno propício para as campanhas negras"; eu tenho vergonha da democracia portuguesa por ter à frente dos seus destinos um homem sem o menor respeito por aquilo que são os pilares essenciais de um regime democrático. Como político e como primeiro-ministro, não faltarão qualidades a José Sócrates. Como democrata, percebe-se agora porque gosta tanto de Hugo Chávez.

domingo, janeiro 25, 2009

Os Piratas do Mar da Palha

Freeport

Quando eu era rapazote
Dei o primeiro calote
Uma corrupção bem sucedida
Ganhei e gostei dela
E lá me atraquei a ela
P'ró resto da minha vida

Às vezes uma pessoa
O suborno não perdoa
Faz bater o coração
Mas tenho grande vaidade
Em ser uma sumidade
Na arte de aldrabão

Sou Engenheiro
Dos Piratas companheiro
Dedicado embusteiro
Pequeno ladrão do povo
E governando
A idade vai chegando
Ai... O cabelo branqueando
Mas o Freeport é sempre novo

Todos vão para a rua
Na empresa que não é sua
Mas eu tenho outro desejo
Eu navego em outras águas
Portugueses cantam as suas mágoas
Eu cá não os invejo

sábado, janeiro 24, 2009

Os 80 anos do Popeye

Freeport

O Popeye fez 80 anos. Desde miúdo, que nunca foi dos meu bonecos preferidos, (nem gostava dos famosos espinafres que nos tentava impingir). Havia também um outro personagem, o Wimpy, certamente um Inglês, que não se cansava de lhe dizer "I'll gladly pay you Tuesday for a Freeport today".

quinta-feira, maio 24, 2012

Um Pínóquio filósofo e a falar francês


José Sócrates foi ontem acusado por Alan Perkins, administrador do Freeport entre Julho de 2005 e Dezembro de 2006, de ter recebido "pagamentos ilícitos" - cerca de 200 ou 220 mil euros - enquanto ministro do Ambiente para viabilizar o outlet em Alcochete. Segundo a testemunha, "Pinóquio" era o seu nome de código.

"Foram tantos os pedidos, tão sinceros, tão sentidos que" lá fiz mais um Pínóquio filósofo e a falar francês. Quanto ao caso em si já pouco mais tenho a dizer que aquilo que já foi dito pois com a justiça que temos nada de muito relevante se pode esperar, mesmo sendo o Sócrates uma personagem que fez muitos inimigos. Será mais um caso a juntar a tantos outros que mais cedo ou mais tarde será arquivado por erros processuais ou que prescreverá.

sexta-feira, janeiro 07, 2011

O peso de uma pergunta

O Sócrates falou de campanha negra no caso do Freeport, agora o Cavaco escolheu campanha suja para se defender no do BPN. Manchas que nem com lexívia algum dias deixarão de lhes estar coladas à pele e no caso do Sr. Silva quanto mais tempo demorar a responder, se puder, mais a nódoa se vai entranhar.

segunda-feira, fevereiro 15, 2010

Quem quer a cabeça do procurador?

 Procurador geral da republica

Não sei se é do cargo ou de quem é escolhido para ele, mas parece que temos tido azar com os Procuradores Gerais da República que nos saiem na rifa. Foi o Soto Moura com a Casa Pia, os Envelopes de Belém e os voos da Cia e agora este ainda com os voos da Cia, o Freeport, a Operação Furacão e a Face oculta. Ambos anunciaram resultados para um amanhã sempre adiado, ambos sempre pareceram mais preocupados em não tocar no poder que em limpar a porcaria que nos rodeia e ambos aparecem como mais uma face e um problema deste sistema poder que a sua solução. Se calhar, porque são nomeados e sustentados por esse sistema e esse poder.

segunda-feira, setembro 07, 2009

Oh primo, oh rico primo

os filhos dos tios

Há mais um primo de José Sócrates alegadamente envolvido no caso do outlet de Alcochete. Chama-se José Paulo Bernardo Pinto de Sousa, mais conhecido por ‘Bernardo’ ou ‘Gordo’.

Porra, que rica família esta em que não há um “filho de um tio” que não esteja implicado no caso Freeport ou outra trafulhice qualquer.


sexta-feira, agosto 28, 2009

Prémios da Legislatura - Pinóquio

Premio legislatura ponoquio

Sem surpresa, embora todos os possíveis candidatos, e são muitos, com óptimos desempenho e longos narizes o Prémio Pinóquio para esta legislatura vai direitinho para o dito Engenheiro Sócrates. Um prémio unanimemente reconhecido como merecido, mesmo para quem se expressa em Inglês técnico ou compra fatos Armani no outlet do Freeport.

sexta-feira, maio 15, 2009

Habemos Pilatos...2

Pilatos

Quando questionado sobre a continuidade da presença do Dias Loureiro como Conselheiro de Estado depois do escândalo BPN, o Sr. Silva disse que acreditava na sua palavra e lavou as mãos do assunto. Agora foi a vez do Engenheiro, quando confrontado com a demissão do Presidente da Eurojust, Lopes da Mota, a que um inquérito da Procuradoria acusa de ter feito pressões sobre os magistrados que investigam o Caso Freeport, de passar a batata quente para o Procurador Geral da Republica, lavando dai as suas mãos. Acredito que por mais que lavem as mãos há sujidade que não sai assim com tanta facilidade.

domingo, abril 05, 2009

Figura de palhaço

Palhaço

Em declarações à TVI, Pires de Lima diz que a novela à volta do caso Freeport é uma «vergonha» a começar no protagonista. José Sócrates, diz o ex-bastonário, deve dizer o que se passa e não mandar recados por outros ministros.
«Para mim, isto é uma figura de palhaço. Estão convencidos que enganam o público ou que somos todos estúpidos e não percebemos o que eles estão a fazer. Estou a referir-me ao Sr. ministro Santos Silva. Foi uma vergonha a reacção dele. Um verdadeiro escândalo. (...) Estamos a cair no ridículo», defendeu Pires de Lima.
O ex-bastonário da Ordem dos Advogados disse ainda que as pressões na forma de «cunhas», exercidas junto dos magistrados do Ministério Público, são reais

E o circo continua com palhaços, ilusionista, malabaristas e muitos mais artistas. Pena é quer o espectáculo seja tão triste e que estes palhaços sejam utilizados mais para meter medo que para nos fazer rir embora se há quem chora de alegria porque não havemos de rir de tristeza.

sábado, abril 04, 2009

Anda Pacheco

Sancho Pança

Como disse, esta semana estou de férias e isso dá-me tempo para fazer algumas coisas que normalmente nem pensamos em fazer. Neste caso ler as opiniões do Pacheco Pereira na revista Sábado. Confesso, ler, ler não é bem o caso, li na diagonal que ele encontra “Dez razões por que o caso Freeport é importante”. Dez razões que são todas uma só, o Engenheiro ser Ministro, Primeiro-ministro, responsável, ter assinado, ter estado lá, ter a policia Inglesa à perna, mas sempre por ser o Engenheiro. Para mim esqueceu-se da décima primeira e provavelmente a mais importante, não é do seu partido.
Para mim só há uma razão, a de não aceitarmos ter governantes corruptos, sem olhar a partidos ou a posições. A corrupção na administração pública é a corrupção feita com aquilo que é de todos nós. Quem se provar ser corrupto uma vez, nunca mais pode mexer em dinheiros públicos de novo. Os casos como os do Névoa do Bragaparque, entre tantos outros, não podem ser admissíveis. Enquanto não se resolverem os problemas da justiça neste país nunca resolveremos os problemas do próprio país.