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sexta-feira, agosto 17, 2012

Há subornos sem subornados?


«Foi literalmente aos molhos que os funcionários da sede nacional do CDS-PP levaram nos últimos dias de Dezembro de 2004 para o balcão do BES, na Rua do Comércio, em Lisboa, um total de 1.060.250 euros, para depositar na conta do partido. Em apenas quatro dias foram feitos 105 depósitos, todos em notas, de montantes sempre inferiores a 12.500 euros, quantia a partir da qual era obrigatória a comunicação às autoridades de combate à corrupção. Os dados constam do relatório final da investigação da Polícia Judiciária (PJ) no caso Portucale, que, no entanto, nada conclui em relação à origem daqueles montantes.
Quanto ao negócio da compra dos submarinos pelo Estado português, este foi finalizado com o consórcio alemão GSC (German Submarine Consortium) em Abril de 2004 pelo então ministro da Defesa Paulo Portas, e tem sido alvo de investigações, tanto em Portugal como na Alemanha, por suspeitas de corrupção. No processo alemão, os dois gestores acusados decidiram admitir a actuação criminosa para obter uma pena suspensa, tendo dito que entregaram ao cônsul honorário de Portugal em Munique o montante de 1,6 milhões de euros. Este, por sua vez, disse perante a justiça alemã que manteve encontros com o ministro Paulo Portas e o primeiro-ministro Durão Barroso, para a concretização do negócio.»

Tenho aqui dito que a solução para os nossos problemas passa por uma mudança do sistema, acabando com esta democracia de alterne, transformando-a numa mais verdadeira e participativa. Mas isso só será possível com uma Justiça realmente preocupada em fazer justiça e não só em cumprir com o "Direito" que pouco mais é que um conjunto de leis, muitas delas feitas em escritórios de advogados para servir os interesses dos mais poderosos. Não sou jurista, juiz ou advogado, mas se há quem confesse um crime de suborno e seja condenado por isso, estranha-se que do outro lado não haja ninguém condenado por o ter aceite. Mas, com a justiça que temos já nada se estranha.

sábado, outubro 01, 2011

O Monopólio do Isaltino


Isaltino Morais, presidente da Câmara Municipal de Oeiras, foi detido esta quinta-feira ao final da tarde pelo Grupo de Investigação Criminal da PSP, no cumprimento de um mandado de detenção emitido pelo Tribunal de Oeiras, e foi conduzido à cadeia anexa às instalações da Polícia Judiciária, em Lisboa.
O autarca deverá agora iniciar o cumprimento da pena de dois anos de prisão efectiva confirmada pelo Supremo Tribunal de Justiça.
Recorde-se que depois de em 2009 ter sido considerado culpado pelos crimes de corrupção passiva para acto ilícito, fraude fiscal, abuso de poder e branqueamento de capitais, Isaltino Morais recorreu da sentença que viria a ser reduzida pelo Tribunal da Relação de Lisboa de sete para dois anos de prisão.

Há anos que espero por ver este dia. A espera já me ensinou a não lançar logo os foguetes porque as festas da justiça são muitas vezes adiadas. Pode só dormir uma noite na choça e de manhã o advogado tirá-lo de lá, mas já esteve lá dentro, desta vez não como Presidente da Câmara em visita oficial, mas do outro lado, o dos residentes. Já vai ficar com o sabor e com o cheiro do que poderão ser alguns meses da sua vida próxima.

segunda-feira, setembro 20, 2010

O Caso dos Contentores

PJ na Liscont à procura de ‘luvas’
A Direcção Central de Combate à Criminalidade Económica e Financeira da Polícia Judiciária fez ontem buscas à sede da Liscont, firma do Grupo Mota-Engil, onde é administrador executivo Jorge Coelho, por suspeitas de tráfico de influências.

Em vez de luvas não deviam procurar contentores?

sábado, outubro 17, 2009

Visita de médico

 fim da festa

Ainda muitos deputados estavam a entrar na Assembleia da Republica pela primeira vez, já alguns renunciaram ao cargo ou o suspenderam. Uma autentica visita de médico,o
João de Deus Pinheiro, cabeça de lista do PSD por Braga foi logo dos primeiros, alegando razões pessoais, razões que já tinha quando se candidatou. Só o fez para ajudar o seu partido, mesmo que com isso tenha mostrado que só esteve a enganar as pessoas de Braga e que a politica de verdade da sua líder, a Manuela Ferreira Leite não passava de palavras escritas em cartazes.

Quanto ao outro caso, o do António Preto, aquele que andava de um lado para o outro com malas de dinheiro e fingiu partir o braço para poder não fazer prova da sua assinatura na Policia Judiciária, já é mais incompreensível. Porque raio concorreu ele se não era para assumir o cargo? Se é para tentar limpar a imagem da Manuela Ferreira Leite, parece-me que já veio tarde.

sábado, abril 18, 2009

Trabalho em horas extraordinárias

 Fuga para Vabo Verde

Joaquim Coimbra, accionista de referência da SLN, detentora do BPN, garantiu desconhecer a existência do Banco Insular, explicando que quando ouvia a sigla BI pensava que se referia a «Bilhete de Identidade».

Ricardo Pinheiro, ex-director de operações do BPN e actual quadro do banco Sol, em Angola, admitiu no Parlamento que “de facto, quando a Operação Furacão entrou no BPN, os arquivos contendo toda a informação de clientes com contas em offshores já tinham sido retirados e estavam preparados para ser enviados para Cabo Verde”.
Ao que o CM apurou, o BPN foi avisado das buscas por telefone. Nesse mesmo fim-de-semana, accionou um conjunto de funcionários que retirou a papelada da sede do banco. Ricardo Pinheiro explicou aos deputados que foi um dos elementos do banco que participou no processo de remoção, avançando que “o processo ocorreu em várias estruturas do banco em vários pontos do país”.
Ricardo Pinheiro garantiu ainda que a ordem foi dada por Oliveira Costa, “na sequência da decisão do conselho de administração”. “Eram documentos que tinham a ver com BPN Cayman e BPN IFi e processos de clientes que tinham contas em estruturas offshore”, referiu o bancário.

Um diz-nos que quando ouvia falar de problemas no BI pensava que Oliveira e Costa estava a falar do Bilhete de Identidade, outro que participou no envio de documentos para Cabo Verde quando foram avisados de uma busca da Policia Judiciária.
Será que não há motivos para mais ninguém ir preso? Quem telefonou a avisar? A falta de supervisão e a possibilidade que os bancos tinham e ainda têm de fazer trapalhadas é fantástico e mais fantástico ainda é que não vamos ser feito nada para que as impedir. A quem dá jeito este estado de coisas? Quem beneficia com isso?

domingo, dezembro 07, 2008

Ensaio sobre a cegueira

Historias Portugal

«Manuel José Dias Loureiro e Jorge Coelho são accionistas da Valor Alternativo, uma sociedade anónima gestora que administra e representa o Fundo de Investimento Imobiliário Valor Alcântara, que foi constituído com imóveis adquiridos com o produto de reembolsos ilícitos de IVA, no montante de 4,5 milhões de euros. A Valor Alternativo e o Fundo Valor Alcântara têm a mesma sede social, em Miraflores, Algés, e os bens deste último já foram apreendidos à ordem de um inquérito em que a Polícia Judiciária e a administração fiscal investigam uma fraude fiscal superior a cem milhões de euros.»
in "Publico"

segunda-feira, dezembro 01, 2008

Tudo o vento Levou

Operação Operação

As declarações de Cândida Almeida, directora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), declarou que “não é por razões normais” que a PJ está fora das investigações à Operação Furacão, dando conta de “problemas” que se escusou a revelar. “Tenho muita pena porque admiro muito a Polícia Judiciária", mas "neste caso, houve uma situação que nos obrigou a afastar essa colaboração”, acrescentou a responsável, quando questionada sobre os motivos do afastamento.

Uma situação? Qual situação? Numa investigação em que estão em causa Bancos, empresas e muita da corrupção que percorre todo o poder, do político ao financeiro a nossa polícia de investigação é afastada porque houve problemas? Quais problemas? Temos o direito de saber as razões e sobretudo quem fará futuras investigações necessárias para apanhar os corruptos. Ou vai este processo acabar como tantos outros…em nada.

domingo, junho 29, 2008

A festa, os foguetes e até apanham as canas

Shot the Sheriff

Ontem alguém se lembrou de disparar uns tiros para o ar perto do pavilhão onde algum tempo antes tinha estado o Engenheiro a falar da sua maravilhosa politica social que tantos pobrezinhos tem retirado da miséria. Fossem esses tiros dados na Musgueira, na Cova da Moura ou outro bairro do género e isso só faria com que os polícias saíssem da zona para não terem problemas. Assim juntaram-se em volta do pavilhão de Portimão desde a GNR, à Judiciária, passando pela PSP, Policia científica e de intervenção, as secretas mais a Brigada anti-terrorista e a de minas e armadilhas, o SEF e a ASAE. Muito provavelmente também lá terá estado a Brigada Veterinária, Ministros e Secretários de Estado, a Guarda Costeira, os Escuteiros de Portimão e os de Faro, Detectives Privados, Bombeiros e pensa-se a CIA, o MI5, a Mossad e o FBI. Há quem diga que se viram por lá também gente do KGB mas aí não há certezas.

O ministro da Administração Interna, Rui Pereira, garantiu que o autor dos disparos contra o pavilhão onde tinha estado o primeiro-ministro não passará impune.

Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

sábado, junho 28, 2008

O regresso dos mãos encardidas

 O retornado

«O líder do PSD/Lisboa, “António Preto” terá recebido numa mala 40 mil euros em plena campanha para as eleições na distrital de Lisboa, que se realizaram a 17 de Maio de 2002.
A Polícia Judiciária (PJ) interceptou, pelo menos, quatro telefonemas entre António Preto e Virgílio Sobral de Sousa, empresário que estava a ser investigado por situações de corrupção de branqueamento de capitais na gestão do centro de exames de condução da Tábua.»
in “Portugal Diário

«O deputado do PSD António Preto foi pronunciado pelos crimes de fraude fiscal e falsificação de documentos.
Neste processo foram feitas escutas em que António Preto aparece a conversar com Virgílio Sobral de Sousa a fazer referências a uma mala cheia de dinheiro: “Uma mala? Porra! Isso até me assusta [...] Estou aqui a receber dinheiro, pá, como nunca vi na vida! Meu Deus.”»
in “Correio da Manhã

Não sei no que deu este processo, se já se safou ou se o processo ainda anda de recurso em recurso, mas o que não podemos esconder é que este Senhor foi escolhido pela Manuela Ferreira Leite para conselheiro nacional do PSD. Se a isso juntarmos o José Luís Arnaut e as suas trafulhices no caso Somague podemos ver que agora é que o PSD vai entrar no caminho da transparência, da rectidão e a seriedade. Ou será que alguém tem dúvidas.

PS: Já agora, a cereja em cima do bolo. António Preto foi recentemente nomeado relator da comissão que vai fazer a transposição da directiva europeia de combate ao branqueamento de capitais. Só podem mesmo estar a gozar connosco.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

quarta-feira, outubro 03, 2007

Chega de baixar as calcinhas

Gonçalo Amaral, o coordenador da PJ de Portimão, responsável pela investigação ao «caso Maddie» foi demitido esta terça-feira, na sequência das declarações ao «Diário de Notícias» em que criticava a actuação da polícia inglesa. Entretanto, o director nacional da Polícia Judiciária, Alípio Ribeiro, afirmou “Foi uma decisão tomada pelo director nacional” explicando apenas que Gonçalo Amaral foi demitido pelas “razões óbvias”, numa alusão directa à entrevista dada ao Diário de Notícias, em que Gonçalo Amaral afirmou: «A polícia britânica tem estado unicamente a trabalhar sobre aquilo que o casal McCann pretende e lhe convém». Acrescentou que os seus colegas ingleses «têm vindo a investigar dicas e informações criadas e trabalhadas pelos McCann, esquecendo-se que o casal é suspeito da morte da sua filha Madeleine».

Pelos vistos a resposta “razões óbvios” está a tornar-se moda. Depois de Luís Amado no caso da recusa do governo em receber o Dalai Lama, durante a sua visita a Portugal, chegou agora a vez do Director da PJ. Pelos vistos todos temos de entender as suas “razões óbvias”. Pelo menos tenham a coragem de dizer aquilo que pensam, ou temem que, se o fizerem, lhes aconteça o que aconteceu ao coordenador da PJ?
Como não tenho paciência para novelas, não tenho seguido o “Caso Maddie”, mas mesmo assim tenho visto Portugal e a policia portuguesa serem espezinhados pela comunicação social Inglesa, muitas vezes com declarações da sua própria polícia. Não sei se há ou não razões para criticas, mas quem não se sente não é boa gente. Teve a coragem de responder e assim mostrar que a verdade não é só aquilo que nos “impingem” mas que quem há uma outra que ninguém diz. O mediatismo deste caso a isso obriga.
Chega de vermos os nossos governantes baixarem-se tanto em reverência aos mais poderosos. Tenhamos o orgulho daquilo que somos, mas sobretudo a coragem de termos opinião. Ver o Ministro Alberto Costa aparecer logo a falar de “cooperação profícua”, para deitar água na fervura, irritou-me. Estou farto de ver Portugal baixar a cabeça perante Chineses, Europeus, Americanos, Australianos, Africanos e sei lá mais quem. Tenhamos a coragem e o orgulho de sermos portugueses e honremos a nossa história.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

quarta-feira, setembro 26, 2007

A hora da limpeza

Juíza mandou destruir escutas entre Arouca, Sócrates e Morais
Nenhuma das intercepções telefónicas feitas pela Polícia Judiciária, a partir do telemóvel de Luís Arouca, antigo reitor da Universidade Independente, em que são mantidas conversas com José Sócrates e com o ex-professor deste, António José Morais, foi transcrita para os autos do inquérito judicial feito à conclusão da licenciatura do primeiro-ministro, e arquivado em Julho pelo Ministério Público.
Uma juíza do Tribunal de Instrução Criminal (TIC) de Lisboa negou a sua validação e, consequentemente, ordenou a destruição das gravações, alegando que estas não haviam sido sujeitas, dentro do prazo previsto por lei, a um controlo por um juiz de direito.
in “PÚBLICO”

Não podemos contestar que as escutas tenham sido mandadas destruir, só estão a cumprir a lei. Mais estranho é que não tenham sido controladas por um juiz dentro dos prazos após toda a confusão que foi criada com a Independente e com a licenciatura do Engenheiro. Foram feitas investigações, o Ministério Público concluiu que tudo tinha sido legal na sua “aquisição”, mas pelos vistos, para chegar a essa conclusão, não considerou importante as conversas existentes nas escutas feitas aos suspeitos. Eu não sou da polícia e não entendo nada de investigações, mas isso não me obriga a ser cego e a não poder pensar e considerar estranho que estas escutas não tenham sido “ouvidas” com alguma atenção. Não poderia haver aí factos que esclarecessem todas as dúvidas? Mais uma vez, mesmo depois de tudo ter sido bem limpinho, não podemos deixar de sentir que o pó da suspeição ficou no ar. Esta gente podem ser especialistas em limpeza, mas parece-me que varrer o lixo para debaixo do tapete não demonstra nem profissionalismo nem inteligência.

Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

segunda-feira, setembro 24, 2007

Desmentido Governamental

A ampliação da concessão das pedreiras da SECIL na Arrábida, em Setúbal, por mais 37 anos, foi desmentida por uma nota enviada à imprensa pelo Ministério do Ambiente.

O Ministério da Administração Interna desmente uma alegada proposta para reduzir poderes ao Procurador-geral da República ou à Polícia Judiciária.

Estes são só de hoje, que este governo, não há dia que não tenha de emitir desmentidos. Ou este governo não dá noticias e outros têm de inventá-las, criando a noticia em forma de desmentido ou, tenta lançar o barro à parede e se houver reacções foge na forma de desmentido ou, é tudo inventado por gente politicamente baixinha, obrigando o governo a emitir desmentidos por tudo e por nada ou é tudo verdade e os desmentidos são só para enganar. Uma coisa é certa, quem fica sem perceber nada somos nós, que entre notícias e desmentidos fica sempre a duvida no ar. Há quem diga que não há fumo sem fogo, mas também anda por aí muito incendiário à solta.

Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

sábado, setembro 08, 2007

Casa roubada, trancas na porta

«Estamos serenos, mas não impávidos»
Rui Pereira, Ministro da Administração Interna


O ministro da Administração Interna diz que apesar dos crimes que têm ocorrido recentemente, como os homicídios na noite do Porto e assaltos a instituições bancárias, as forças de segurança têm a situação controlada.

Quando parecia que tinha conseguido passar incólume pela época de terror dos Ministros da Administração Interna, o Verão, em que a falta de noticias, trás para as primeiras páginas dos jornais e para a abertura dos telejornais, os incêndios e ou assaltos, o mundo virou-se-lhe ao contrário. Chegou o calor e, com ele, os incêndios a que se juntou uma vaga de assaltos a bancos, gasolineiras e ourivesarias e a guerra mafiosa das “noites” do Porto e Lisboa. Como se isso não bastasse para lhe tirar o sono ainda foi chamado à Assembleia para dar explicações sobre a actuação da GNR no caso da “Verde Eufémia” e a destruição do milho trangénico.
Claro que tudo o que pode fazer agora, é mandar os bombeiros apagar os fogos e às polícias que, ao menos tentem dar uma imagem de capacidade e segurança. Saiu-lhe mal a perseguição e cerco a uns assaltantes que a esta hora se devem estar a rir em Espanha, bem como a troca de tiros, entre outros assaltantes e a PSP, com o anuncio da prisão de uns bandidos, para depois a Judiciária vir confirmar que afinal esses também fugiram. Ou estes assaltantes andam a correr muito, ou os nossos polícias pouco, que não há maneira de os agarrarem. Mas, para aparecerem em filmes na Internet em cenas de agressão gratuita já mostram boa capacidade. A afirmação de desconhecimento daquele acontecimento, por não haver registo de nenhuma queixa, para no dia seguinte o sindicato mostrar que estava a par de todo o assunto, também não deixou as chefias da PSP muito bem na fotografia, ou melhor no filme.
Quem se deve estar a rir é o António Costa que, com a ida para a CML, se safou a tempo. Apanha uns lixos do chão, limpa umas paredes, pinta passadeiras para peões e multa uns carros mal estacionados, enquanto o seu substituto leva com a pancada. Quem o mandou sair do Supremo Tribunal só para ser ministro.

Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

domingo, outubro 01, 2006

A coisa está preta para o Preto da mala preta

Há duas almas pardas na vida política portuguesa que sempre me fizeram alguma confusão.
Um é o Dias Loureiro, que aparece sempre em segundo ou terceiro plano em todos os lugares, com toda a gente e em qualquer tempo. Até no Conselho de Estado ele está. Uma assustadora omnipresença.
O outro é António Preto, o homem da mala, que percorre o PSD, quer nos congressos, nas Câmaras Municipais ou na Assembleia da Republica. Figura sinistra que trata daquilo que os outros não querem, não sabem ou não podem. Agora, talvez vá ser julgado por fraude-fiscal e falsificação. Mesmo assim já conseguiu ser ilibado dos crimes de corrupção e tráfico de influências, por faltarem provas de ter recebido os 150 mil euros, por favores a terceiros, que recebeu para apoiar a sua campanha à Presidência da Distrital e pagar quotas de militantes, para que pudessem votar.
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Preto conta a um empresário, a propósito de uma reunião na DGV:
Correu bem. Ele (o subdirector geral) diz que vai despachar o processo. Tinha tido parecer negativo dos serviços, mas já vai despachar”.

Este homem que apareceu com o braço ao peito, quando foi chamado à Polícia Judiciária para comparar assinaturas, desculpando-se com um acidente no Hospital onde o seu cunhado lhe engessou o braço, muito possivelmente vai, pelos últimos exemplos de julgamentos por corrupção, continuar por ai a assombrar-nos.
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Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

quarta-feira, agosto 23, 2006

Mais sobre "A estratégia da aranha" -3

O nosso, por razões de segurança, o funcionário camuflado da CML, deixou-nos mais um comentário anónimo. Por ser de interesse para todos aqueles que querem saber como funcionam as negociatas aqui o reproduzimos.
PS: Por uma questão de aspecto os links para as páginas referidas no comentário estão feitas directamente nas palavras ou frases. Cliquem e vão ver para melhor entenderem as “trapalhadas”.
Um obrigado ao nosso “Funcionário camuflado”

Como prémio por ter publicado - embora sem os links, o que é uma pena para quem lê -, dou-lhes mais uma (como já perceberam, sou o mesmíssimo funcionário que tem de estar camuflado):
Relativamente à construção ilegal da Infante Santo, gostava que dessem atenção a dois ou três pormenores.
O Bibi é que arca com as culpas todas. Mas isso é injusto: não é só ele. Na Infante Santo estão envolvidas as empresas Bragaparques e FDO: dois elefantes «cheios» de investigações da Judiciária. Mas estas, nem se percebe porquê, nunca passam disso: «investigações» … Se não acreditam, vejam bem.

1. Não é só o Bibi.
a) FDO tem parte na Infante Santo com Bibi.
b) FDO é dada como subsidiária da Bragaparques.
c) … e até constituíram em conjunto lá em Bragança uma empresa: «Posteriormente, a Câmara Municipal obrigou a empresa construtora a estar sedeada em Bragança, pelo que a «Bragaparques» e a “FDO” constituíram a “Parq B – Estacionamentos de Bragança”, com o capital social de 10 mil contos, para quem passaram a obra.» (in “A Voz do Nordeste”)
d) BragaParques é participada pela FDO.

2. Tem interesse ver também um Relatório do Tribunal de Contas de 2004 relativo à Câmara de Bragança:

O funcionário camuflado despede-se por hoje. Até breve...

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

quarta-feira, maio 03, 2006

Congresso do PSD: Haja vergonha

O Conselho de Jurisdição nacional do PSD investigou ontem, terça-feira, as assinaturas apresentadas pelo candidato Pereira Coelho à liderança do partido. Vários militantes cujos nomes figuravam no documento foram contactados e negaram ter assinado. Havia ainda um nome que pertencia a um militante que já morreu, afirmou o presidente do Conselho de Jurisdição do PSD, Guilherme Silva.
Devido ao "elevado número de assinaturas falsas", o Conselho de Jurisdição decidiu não aceitar a candidatura de Pereira Coelho, disse Guilherme Silva. Marques Mendes passa assim a ser o único candidato à liderança do PSD, a dois dias das primeiras directas
Guilherme Silva disse que vai ser instaurado um inquérito e que os documentos vão ser enviados à Polícia Judiciária.
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Será que também telefonaram para os militantes que assinaram a candidatura de Marques Mendes para confirmar a honestidade das assinaturas entregues ou é um procedimento só executado para candidaturas alternativas à liderança?
Só de pensar que era esta gente que, governou o nosso país, e que se quer apresentar de novo, como alternativa ao actual governo, faz-nos pensar no pior.
Será que, esta gente não tem vergonha na cara para andar a fazer estas tristes figuras?
Será que é este o nível a que chegou a politica no nosso país?
Se esta gente se comporta desta maneira, só para ser líder de uma longa travessia de oposição, como poderemos confiar neles, quando o que estiver em jogo, for a possibilidade de ficarem responsáveis pela governação deste país. Claramente não podemos.
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Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

domingo, abril 30, 2006

O Arraial do Marques Mendes

O que Marques Mendes anda por ai a dizer na sua campanha solitária para uma liderança que mais ninguém quer (por agora):
«Incapaz de impor austeridade nas despesas do Estado».
Com os protestos do próprio Mendes cada vez que o tenta fazer.
Criticando o
«brutal aumento dos impostos».
Não fez mais que o governo de que também ele, Marques Mendes, fez parte. Ou será que já se não se lembra do aumento do IVA feito pela Manelinha no governo do Cherne.
«Visão do passado do Governo, de quem pensa que o investimento público é o motor da economia», o «futuro está no investimento privado».
Vejo os grandes grupos económicos a ter lucros fabulosos, a fazerem OPA’s uns aos outros, mas não os vejo investir um cêntimo que seja em unidades produtivas no nosso país. Onde está afinal esse famoso investimento privado, de que todos falam, mas ninguém vê?
«Um Governo sério devia dar prioridade à Justiça, mas foi exactamente o contrário o que aconteceu», afirmou, acusando o Executivo socialista de se centrar no «show-off» da redução das férias judiciais, na «tentativa obstinada» de substituir o Procurador-Geral da República e nos «conflitos gratuitos» com a Polícia Judiciária.
Concordo que a justiça está uma vergonha, nomeadamente ao permitir à classe politica e aos mais poderosos saiam impunes dos crimes que cometem através de estratagemas legais. Quanto às férias, ao Procurador e à PJ pena foi não conseguir aplicar essas medidas na totalidade.
«Onde pára o ministro da Economia? O que faz? O que diz? Se anda desaparecido e nada diz, é preferível acabar com o cargo, sempre custaria menos dinheiro ao Estado e aos contribuintes».
Realmente não sei bem se faz muita falta ao país a sua existência, mas também a do Marques Mendes não me parece ter assim tanta utilidade como isso. Podia desaparecer que não íamos sentir muito a sua falta.
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Também eu não gosto nem concordo com a política cínica do Sócrates, mas ver o Marques Mendes criticar é no mínimo ridículo. Que direito tem aquela coisa de vir criticar, se quando lá esteve, ainda fez pior. Ou pensa ele que o estado das coisas é só responsabilidade de um ano de governação Socretina.
Se nunca estivemos muito bem, podemos agradecer o estarmos agora muito mal a Cavaco Silva, pai do défice, responsável pelo fim da nossa indústria produtiva e guru da política económica que ainda hoje nos mantêm na “eterna crise”. Haja vergonha neste arraial folclórico da política portuguesa.
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Contribuição para o Echelon: Waihopai, INFOSEC

sexta-feira, abril 07, 2006

Tão amigos que nós fomos até cheirar a poder

Adaptado da obra "Cupid mit ein Fraulein" de Emmeric James Konrad

A Polícia Judiciária realizou esta manhã buscas em edifícios da Câmara Municipal de Oeiras e apreendeu alguns documentos. A operação decorreu nos Serviços de Habitação e estendeu-se depois ao gabinete do auditor municipal. Parece que a queixa foi apresentada pela antiga Presidente, Teresa Azambuja relativamente a factos que terão ocorrido na Câmara em meados dos anos 90. Lembramos aqui que Teresa Azambuja foi a vice-presidente da CMO até assumir a Presidência com a saída de Isaltino Morais para o governo de Durão Barroso. Depois de se ver forçado à demissão do cargo, pelas razões que se conhecem, começaram as hostilidades. Isaltino queria voltar à Câmara, o que veio a acontecer nas últimas eleições autárquicas e Azambuja desejava manter o cargo herdado. De, tão amigos passaram a adversários e como sempre acontece nestes casos, zangam-se as comadres sabem-se as verdades. Bom era que, mais este caso, fosse cavado até ao fundo para se descobrir tudo o que houver para descobrir. A existência de negócios menos claros, sobretudo relacionados com alguma promiscuidade com a construção civil, é uma dúvida que há muito paira sobre Oeiras e voz corrente entre a população. Aqui está uma boa oportunidade para tudo esclarecer, possibilitando culpar quem tiver culpas e limpar o nome daqueles que se concluir estarem inocentes. Vamos estar atentos.

quarta-feira, fevereiro 15, 2006

Não matem o mensageiro


Os jornalistas Joaquim Eduardo Oliveira e Jorge Van Kriken, autores das notícias sobre os registos telefónicos de figuras do Estado apensos ao processo Casa Pia, foram constituídos arguidos por «acesso indevido a dados pessoais», revelou fonte do 24 Horas agência Lusa, adiantando que o director daquele diário, Pedro Tadeu, foi igualmente constituído arguido no âmbito do mesmo processo. Quatro elementos da Polícia Judiciária (PJ), um procurador do Ministério Público e uma funcionária judicial entraram esta manhã na redacção do jornal na Avenida da Liberdade, em Lisboa, onde dedicaram particular atenção ao computador de um dos jornalistas autores das notícias sobre os registos telefónicos de várias figuras de Estado. «Tirem já as mãos de cima dos teclados, parem tudo o que estão a fazer e saiam da redacção» foi a ordem dada por um dos elementos da PJ quando entrou na redacção, cerca das 12h45, contou um jornalista à agência Lusa. Segundo outra fonte do jornal, simultaneamente, as autoridades fizeram uma busca à casa, no distrito de Portalegre, do jornalista freelancer Jorge Van Kriken, outro dos autores da notícia que originou a instauração de um inquérito pela Procuradoria-Geral da República. O caso dos registos telefónicos de várias figuras do Estado inseridos no envelope 9 do processo de pedofilia na Casa Pia foi denunciado há um mês pelo jornal 24 Horas. Na altura, o Procurador-geral, José Souto Moura, anunciou a abertura de um inquérito com carácter de urgência para apurar como tinham ido parar ao processo os registos telefónicos, mas até agora não foram divulgadas conclusões.
In "Visão"

Boa solução para o inquérito de urgência. “Mata-se o mensageiro”.
No lugar de assumir as suas responsabilidades neste, como em outros casos, em que o segredo de justiça tem mais buracos que um passador, e a liberdade e a privacidade dos cidadãos são constantemente colocadas em causa, ataca-se os jornalistas que denuncia o caso. Vemos processos mediáticos dar em nada por escutas ilegais sem entendermos muito bem qual a estratégia destas investigações. Se existe o conhecimento de que as provas da acusação estão a ser conseguidas através de processos não legais também se deve saber que essas mesmas provas serão contestadas e anuladas em julgamento. Se não fosse tão escabroso apetece pensar que é feito propositadamente para que os acusados possam depois escapar impunes.
Sob a acusação de “Acesso indevido a dados pessoais” acusam-se os jornalistas, quando o mais grave neste caso é a existência desses mesmos dados. Este branqueamento das responsabilidades é mais uma prova da falta de coerência que tem estado associada ao mandato deste Procurador-geral.

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

Mais uma pérola no Atlantico.


Numa sessão parlamentar, o deputado socialista João Carlos Gouveia afirmou que a região da Madeira "está transformada, por inacção do poder judicial, num verdadeiro paraíso fiscal (….) salvo uma ou outra excepção, o poder executivo regional, pelo controlo que exerce sobre toda a sociedade, conseguiu sempre (...) subjugar, aos seus próprios interesses, a maioria dos titulares e agentes desses mesmos órgãos na região".
Na sequência destas afirmações, o vice-presidente do PSD/Madeira, Coito Pitta, avançou com um pedido de exame das faculdades mentais do deputado socialista.
"O Sr. deputado João Carlos Gouveia vem produzindo afirmações que indiciam demência, tal o absurdo e insulto que revestem (…) O PSD pretende que seja procedi da a avaliação das faculdades mentais do Sr. deputado João Carlos Gouveia, até, sobretudo, para interesse do próprio", concluiu.
O requerimento do PSD foi aceite pelo presidente do Parlamento madeirense, Miguel Mendonça, que justificou a decisão com o facto de não rejeitar, por norma, requerimentos. Como consequência deste facto toda a oposição abandonou o parlamento aproveitando o PSD para aprovar 19 diplomas em 15 minutos.

Mais um caso de “doidos” no parlamento madeirense. A Madeira é efectivamente uma pérola de disparates. Já todos estamos habituados às afirmações e atitudes do Presidente do Governo Regional, que levariam qualquer um de nós à barra do tribunal. Ofensas ao país e ao Presidente da Republica, ataques, restrições e proibições à imprensa e até mesmo às investigações da Policia Judiciária na Madeira. Com um poder absoluto e um controle sobre tudo e todos assim reina o Sr. João Jardim. Muito se fala em corrupção e na famosa offshore madeirense mas sem que dai se tirem quaisquer conclusões e resultados. Todos parecem ter medo daquele estranho ser sem que eu entenda muito bem porquê. Este caso deveria ser aproveitado para fazer um inquérito exaustivo a tudo o que se tem passado na Madeira nestes últimos 30 anos bem como uma avaliação não só à saúde mental do deputado socialista mas a todos aqueles que participam na vida politica madeirense. Ia ser uma festa com resultados que só poderiam melhorar o chamado “défice democrático”. Não sei é se haveria lugar para todos nas instituições psiquiátricas deste país.