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domingo, janeiro 29, 2006

Quando Pensar Grande é Pensar pequeno


A candidatura de Manuel Alegre vai constituir um movimento cívico. A decisão foi tomada este sábado à tarde, numa reunião da comissão politica que acompanhou alegre na corrida às presidenciais.
A comissão politica que apoiou Alegre na corrida a Belém, não teve dúvidas de que é preciso aproveitar mais de um milhão de votos depositados em Alegre no último domingo.
Manuel Alegre diz que o movimento de cidadãos nada vai ter a ver com os partidos, nem sequer lhe parece que o movimento seja incompatível com os lugares políticos que ainda tem. Alegre garante que ainda não decidiu o que fazer com os cargos de deputado e vice-presidente da Assembleia da República.
In”TVI”


Nada tenho contra movimentos cívicos. Antes pelo contrario, eu próprio estou há já algum tempo, a trabalhar na formação de um, direccionado para a resolução dos problemas de Algés. Acredito que são as pessoas que têm de se juntar, lutar e colaborar na resolução dos problemas que os afectam. Acredito que a democracia participativa é muito mais que o direito de ir colocar um voto numa urna de quatro em quatro anos. É o direito de cada um de nós poder exprimir e defender as posições que acha mais correctas em todos os assuntos que influenciam as suas vidas. É ter o direito a uma palavra activa.
Assumo aqui que votei Manuel Alegre nas últimas presidenciais. Os motivos porque o fiz não são agora importantes, mas sim as consequências que daí querem tirar. O movimento cívico agora formado corre o perigo de se tornar num enorme bluff. A ideia de “que fazer com o milhão de votos no Manuel Alegre”, parece-me falsa. Esse foi o número de pessoas que votou nele na escolha do Presidente da Republica. Uns porque concordavam com o que ele dizia, outros porque lhes parecia o mal menor, outros ainda só para “chatear” o Sócrates ou o Soares e ainda outros por ser a alternativa mais viável para derrotar Cavaco Silva. Razões há muitas e cada um tem a sua.
Que pode este movimento fazer? Não poderão falar em nome de um milhão de pessoas porque não foi para isso que os cidadãos votaram. Aparecerem um grupo de pessoas a levantar um ou outro problema a quem os políticos acabam por nada ligar. Que ligação conseguirão eles ter com uma base de apoio popular que realmente os apoiem. E, se a tiverem como o podem demonstrar ao poder que contestarem. São muitas questões que podem acabar por realmente desperdiçar esse milhão de votos.
O que me parecia mais correcto era direccionar esta “força” para a criação não de um, mas de centenas de pequenos movimentos cívicos locais, ao nível de freguesia. Depois tentar integrar estes pequenos movimentos em federações concelhias e depois distritais e finalmente numa nacional. É de baixo que se tem de começar a construir. Não se pode construir uma cúpula se não existir uma base que a sustente. O lema da tal Associação de amigos de Algés, em que estou empenhado na criação é “Se não posso mudar o mundo posso pelo menos mudar a minha rua”. O caminho parece-me ser o de começar a pensar pequeno, resolver aquilo que está ao nosso alcance. Motivar as pessoas com pequenas vitórias e aproveitando a inércia por elas criada alargar os horizontes para novas lutas.

segunda-feira, março 09, 2009

Trovas ao vento que passa

Chapéus há muitos

O deputado socialista José Lello acusa Manuel Alegre de uma "inadmissível e inaceitável falta de solidariedade e de camaradagem com o PS", uma atitude que diz revelar "falta de carácter". Em causa as sucessivas votações de Alegre aos lado dos partidos da oposição, na Assembleia da República, e em sentido contrário ao voto da sua bancada.
Ernesto Silva, que integra o Movimento Intervenção e Cidadania, mostrou-se este domingo «magoado» e «triste»com as críticas dirigidas a Manuel Alegre. «Contestem Manuel Alegre nas posições políticas que toma, mostrando-lhe que ele está errado, e não nas questões pessoais». «A acusação da falta de carácter feita pelo meu camarada José Lello, num programa que eu tenho alguma dificuldade de ver porque está no meio do caos como um idiota qualquer que vê o mundo a cair e continua a subir, deixou-me triste e magoado», acrescentou. Ernesto da Silva disse ainda que «pode perder os sonhos mas não a ideologia», pelo que continua a ser socialista. Ainda assim, pondera não votar no PS.

Não sou um fã do Manuel Alegre, terá sempre a minha gratidão por me ter possibilitado ouvir o Adriano Correia de Oliveira cantar as suas Trovas ao Vento que passa e que tanto contribuíram para esta ânsia de liberdade de um jovem a despertar para o mundo e que nunca mais me deixou. Mas, numa coisa o tal Ernesto Silva tem razão, «pode-se perder os sonhos mas não a ideologia». Tem nisso e quando diz que o Lello “está no meio do caos como um idiota qualquer”. Eu não diria melhor.
Estes Lellos, esta gente que gravita em torno do poder, que se agarra às lideranças, que tudo faz e tudo aceita para servir, para viverem desse poder. São estes Lellos, a “coisa” da DREN, os Augustos, os Santos e os Silvas, essa gente que só quer agradar, que transforma o “Serviço publico” em servilismo. Gente que desprezo.

terça-feira, janeiro 24, 2006

So ares e ventos de mudança


Folhear a imprensa local às vezes pode ser gratificante. Principalmente se é antecedente à eleição presidencial deste nosso portugalezinho meio alaranjado ( faz lembrar a Meia-Laranja, até é familiar, fica bem), meio descontente da outra metade estar podre. Mas o que encontrei eu na imprensa regional? O relato de uma arruada feita mesmo aqui no Mercado Municipal Algés por Mário Soares, cujo optimismo era ipsis verbis o que Mourinho vende no anúncio do BPI - «"se não fosse para ganhar eu não estaria aqui"». Aspas de aspas, Soares usa as palavras de Mourinho para mostrar confiança aos populares. Propaganda política sobre propaganda bancária, sobre propaganda pessoal, e muito optimismo à Soares. Este optimismo gaiato mas não de todo inocente, que soou ridículo aos ouvidos do publicuzinho ensinado a rir dos idosos, valeu-lhe uma derrota two in one a favor de Cavaco e de Manuel Alegre. Mas não foi só isso. O Soares das meias tintas tornou-se uma imagem gasta. Soares já não é o presidente de todos os portugueses. É um Soares demasiado de esquerda para agradar aos direitistas; um Soares com um passado demasiado triste para a esquerda , e contaminado pelo apoio público de um governo impopular. Além disso a esquerda tinha muito mais em quem votar. Soares não podia desta vez agradar a gregos e a troianos, por isso teve e a votação que teve. Só os fiéis ao soarismo o acompanharam na sua loucura fixe. E mesmo esses a sós nas urnas devem ter feito outras escolhas. Muitos votaram Manuel Alegre deliberadamente para que não fosse Soares a ir a uma segunda volta, outros se calhar votaram mesmo no Cavaco. Por isso Manuel Alegre teve a votação que teve e também por se apresentar sem apoio partidário. A sua maior falha foi não se ter apresentado como candidato mais cedo, para deixar o PS de Sócrates ainda mais comprometido se insistisse em arranjar outro candidato como fez. De Manuel Alegre guardemos a ideia da aposta numa cidadania mais empenhada em defender os seus direitos, a convicção numa política mais social. De Mário Soares conservemos a memória de que manteve a vitalidade até ao fim da sua campanha, que só o rejuvenesceu, e do debate que teve com Cavaco Silva no qual nua e cruamente procurou lembrar aos portugueses quem realmente é Cavaco Silva. Foi um candidato necessário. Ousou erguer a voz contra Cavaco Silva e contra o cavaquismo e não lhas popou. Além disso recolheu votos que sem ele provavelmente teriam ido parar a Cavaco Silva. Por isso lhe perdoamos as suas falhas, mas só as de memória, não as de outros tempos quando negociava acordos com a CEE mais o "mon ami Miterand". Damo-nos por felizes por termos tido outras escolhas. Se bem que antes queria engolir outro sapo destes do que ter que mamar com a múmia de Boliqueime à frente dos destinos de Portugal. Soares também não queria a múmia e isso marca um ponto a seu favor. Ficamos à espera que Soares possa continuar a dizer a frase de Mourinho, mas noutras circunstâncias. E que desta vez a use relativamente a ganhar juízo.

sábado, junho 07, 2008

Canas, Lello e Companhia Lda

 “Canas e Lell Lda

"Há uma certa incomodidade ou mesmo incompreensão da nossa parte em relação a uma iniciativa que manifestamente é feita ou ignorando o PS ou contra o PS", referiu Vitalino Canas. “O socialista Manuel Alegre" mostrou uma “quebra de solidariedade” com o PS ao juntar-se ao Bloco, “desvinculando-se” dos socialistas.
A direcção socialista não perdoa Manuel Alegre pelas duras críticas que dirigiu ao Governo e ao partido e acusa-o de se "aliar à cruzada de quem quer derrotar o PS". "É um problema de carácter e atitude", declarou o secretário nacional, José Lello. Acusou-o ainda de “parasitar o grupo parlamentar” do PS, viajando às suas custas para lançar um livro nos Açores. (Viria a ser desmentido por Carlos César que afirmou que o livro tinha sido uma encomenda e a viagem paga pelo governo Regional.)

Não sou um admirador confesso do Manuel Alegre mas entendo perfeitamente o seu desespero. Vindo dos tempos da Luta contra o Regime Salazarento, sendo parte integrante da história de um Partido chamado de Socialista, ver naquilo que os Socretinos o transformaram deve ser difícil. Aturar esta gentinha a dizer o que dizem ainda mais. Um triste retrato daquilo que é actualmente o Partido Socialista.

Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

sábado, maio 16, 2009

E alegre se fez triste

Don Quixote

O ex-candidato presidencial Manuel Alegre quebrou o “tabu” ao anunciar que não vai integrar as listas de candidatos a deputados do PS nas próximas eleições legislativas. Apesar de sair da Assembleia da República, Alegre garantiu aos seus apoiantes que vai continuar como militante do Partido Socialista.

Como sempre o Manuel Alegre continua a sua batalha quixotesca sem se perceber muito bem onde quer chegar. Esta sua posição, ao facilitar a vida ao Engenheiro, por obrigatoriamente acabar por ter de entrar na campanha eleitoral com o argumento de derrotar a direita, só pode indicar a sua vontade de ser candidato às Presidenciais em 2011 pelo PS. Se esse é o seu sonho que o persiga, mas esse sonho que trespassa, as notícias no meu país, esse sonho cala a desgraça, esse sonho nada me diz.

quarta-feira, julho 16, 2008

Porque corre Alegre?

Código Trabalho

«O deputado socialista Manuel Alegre disse que, "Como socialista jamais poderei aceitar um Código Laboral que agrave ou mantenha uma situação de desfavor nas relações laborais contra os trabalhadores. Isso é impensável para qualquer socialista", dizendo esperar que o diploma do Governo se "equilibre" até à votação no Parlamento.
"Flexibilizar os horários, não pagar horas extraordinárias, a caducidade da contratação colectiva e fragilizarem-se as organizações sindicais podem favorecer um dos lados na relação de trabalho, mas desfavorece os trabalhadores", advogou.»

O Manuel Alegre diz que espera que o Governo “equilibre” o Código Laboral até ao dia da votação na AR. Eu não acredito nisso e certamente também ele não, pelo que, ou votará contra ou não estará na sala na hora da votação, fazendo depois uma declaração de voto vencido. Está mais que visto que o Código vai passar com os votos de todos os outros deputados do PS e tudo aquilo que ele critica nos cairá em cima. Para que servem então estas declarações do Alegre? Para alertar consciências? Limpar a sua? Vender a ideia que ainda há esquerda no PS? Minimizar a perda de votos para o PCP e BE? Como já aconteceu em tantas outras vezes, a sua voz discordante em nada trava as intenções socretinas e ele por lá se mantêm. Por mais que diga e critique, acaba sempre a participar no sistema. Vamos ver se quando chegarem as eleições não o veremos fazer campanha, defender que o voto PS e no Engenheiro contra o perigo do PSD?

PS: Porque raio será que já nem consigo confiar naqueles que dizem coisas com que concordo? Porque tenho sempre aquela sensação que, também eles, cumprem um papel nesta ilusão em que transformaram a realidade e já nem nos nossos olhos e nos nossos ouvidos podemos confiar? Eu, pelo menos, desconfio sempre.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

terça-feira, junho 01, 2010

Passar de Quixote a Sancho

Quixote e Sancho

O PS, apesar das vozes discordantes, decidiu apoiar o o Manuel Alegre como candidato às presidenciais. José Sócrates disse partilhar com Alegre um valor: "O do progressismo".
Boas noticias para o Cavaco e vai ser interessante ver como vai o Manuel Alegre gerir os seus discursos entre o destrambelhado governo dos Sócretinos e o discurso crítico do Bloco de Esquerda, sobretudo numa época de de crise e com furiosos ataques aos direitos dos que menos têm.

sexta-feira, julho 27, 2007

O Alegre Socialista

Manuel Alegre deu ontem ma entrevista em que fala do clima de medo que se sente no ar de Portugal. Infelizmente, digo eu que não creio que seja um caso português, e que esse cheiro já se sente em outros países europeus. Ao colocarem o dinheiro como referencia para todas as politicas, é normal que surja a necessidade de calar as vozes daqueles que vêm o seu mundo, a sua segurança e o seu futuro transformados em números de estatísticas. Mas é da entrevista do Manuel Alegre que estava a falar e da forma como o Sócrates desvalorizou as suas críticas, acusando-o de paranóico do medo. Não seria altura de o PS deixar o Sócretismo e voltar a ser um pouco mais socialista? Não será a altura de aqueles que acreditam que Portugal ainda é um país e não a coutada de interesses financeiros de meia dúzia de chulos, se levantar e falar claro? Não terá chegado a altura de acabar com as meias-palavras, com as falinhas mansas, com o politicamente correcto e confrontar os militantes socialistas com a ideologia do Partido? Não estará na altura de fazerem uma revolução no partido enquanto é tempo? Não sei se o conseguiriam, mas pelo menos tinham tentado.

Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN

domingo, junho 10, 2007

Cavaco, Alegre e os Lusíadas

Hoje, é dia 10 de Junho, dia de Portugal, dia de Camões e dia das Comunidades, mais conhecido por dia da Raça, dia em que o salazarento regime condecorava os “heróis” da guerra colonial, os seus estropiados, as suas viúvas e mães chorosas. Lembro-me de o ver em directo pela televisão, com os desfiles da Mocidade e das tropas em parada. Tudo a preto e branco, tudo triste. O dia do Portugal cinzento e amordaçado.
Hoje, dia 10 de Junhos, Cavaco Silva e Manuel Alegre juntam-se para dizerem Camões, para lerem os Lusíadas. Será que não têm nada de mais útil para nos dizer antes disso. Será que não era importante que o Sr. Silva nos viesse dizer se ainda está totalmente em concordância com o governo, como fez numa entrevista há já alguns meses atrás. É que desde aí, muita lei passou pela Assembleia, muita coisa foi dita, muita arrogância cresceu. Diga-nos se continua a concordar com a política, medidas e atitudes deste governo. Se sim, estamos entendidos, se discorda então tenha a coragem de o dizer. E o Sr. Manuel Alegre, o poeta, o homem do movimento de cidadãos, o homem a quem ninguém cala, não tem nada para dizer? Perante os atropelos à liberdade que vamos vendo acontecer, perante este sabor a autoritarismo, este cheiro a medo de falar que já se sente, o homem que gritou a liberdade, não tem nada mais a dizer que uma ou outra critica desgarrada, a uma ou outra medida do governo, quase parecendo o boneco do Sócrates para controlar os “perigosos esquerdistas” do PS?
Será que antes de dizerem os Lusíada, não nos deviam deixar saber o que pensam e, mais que isso, o que vão fazer? Depois disso, então leiam lá os Lusíadas, distribuam umas medalhas e essas coisas que costumam fazer.

Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN

domingo, junho 06, 2010

A guerrinha de Boliqueime

presidenciais

Paulo Portas e Santana Lopes tem mostrado a vontade de a direita apresentar um candidato alternativo ao Cavaco Silva nas próximas eleições presidenciais. Tal como o Mário Soares em relação ao Manuel Alegre há vinganças que não se esquecem. Vozes criticas a esta posição não têm faltado pois ninguém se pode esquecer que o Cavaco é o Presidente eleito com somente 50,5% dos votos e todos esperam que neste segundo mandato ele coloque finalmente os seus amigos no poder. É que com a reeleição da "Múmia de Boliqueime" uma desgraça nunca virá só.

Pela parte que me toca o que realmente desejava era ver eleito um candidato que fizesse respeitar a constituição e não um badameco que faz discursos de ocasião e que ande mais preocupado com a sua reeleição que com o estado calamitoso a que o país chegou, sobretudo se esse candidato é um dos principais responsáveis pelo desastre. Infelizmente até agora tudo o que temos como candidatos, é um Manuel Alegre que de manha critica o governo e à tarde lhe dá a mão e um Fernando Nobre que ma mesma manha é de direita e à tarde de esquerda. Falta o tradicional candidato do PCP que nada virá a acrescentar à alternativa de voto.

sexta-feira, março 13, 2009

Dá-me chutos, dá-me chutos

kick my ass

Como deveria o Manuel Alegre responder ao ex-deputado socialista Carlos Candal que afirmou “Não é pensável que o Manuel Alegre faça o que tem feito, e continue a fazer, sem levar um chuto”.

quarta-feira, novembro 19, 2008

Manuel Alegre. Um novo partido?

Don Quixote

Manuel Alegre não é a imagem do politico competente, do politico de secretária, pragmático e que nos dê confiança como governante. É um político mais de ideias e ideais que de contas e governanças, um homem mais poeta que politico. Mas não é de exactamente dos políticos tecnocratas, que se preocupam mais com os números que com as pessoas, que governam sem coração nem ideologia, aquilo de que nos queixamos tanto. Claro que tem muitas pedras no sapato e, quem aguenta tanto tempo a suportar um governo destes, quem se tem limitado a uma ou outra discordância naquilo que de mais aberrante fez este governo, mas aceita e vive com o sistema, não é certamente impoluto e inocente.
Se nada mudar, se algo de diferente não acontecer, o Engenheiro já canta vitória em 2009 e o que se discute é se vai ser Primeiro-ministro de um governo com ou sem maioria absoluta. Um novo partido à esquerda do PS (não é muito difícil, de tanto que o PS se tem chegado para a sua direita), um partido que lhe retirasse uma fatia de 5, 10 ou 15% do eleitorado podia mudar tudo. Pode não ser a solução ideal, mas viria certamente a baralhar tudo.

quarta-feira, junho 04, 2008

Manuel Alegre

Retrato

Não que eu acredite muito que enquanto o PS cheirar a poder, o Manuel Alegre consiga mudar alguma coisa, mas sempre serve para incomodar o Engenheiro. E saber que o Engenheiro pode perder o sono com medo da votação do Bloco de Esquerda e do PCP só por si já é uma satisfação. Só por isso merece o retrato.

Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

sábado, fevereiro 25, 2006

A Ditadura da Democracia


O líder do PSD, Marques Mendes, quer que os militantes que se candidatem em listas adversárias às do partido sejam expulsos automaticamente. O objectivo é evitar que casos como os de Isaltino Morais e Valentim Loureiro - que se candidataram em listas independentes nas últimas autárquicas - se arrastem durante meses no Conselho de Jurisdição Nacional.
Ao que o Expresso apurou, esta é uma das propostas de alteração aos estatutos que a direcção do PSD vai levar ao Congresso de 17 e 18 de Março. De acordo com o semanário, na sua edição de hoje, a proposta da Comissão Política do PSD, que ainda está a ser finalizada, prevê que militantes do partido nessas circunstâncias sejam imediatamente expulsos.
Actualmente os estatutos admitem a cessação de militância ou a expulsão do partido.

Que o PSD expulse um ou mil militantes a mim não me aquece nem me arrefece. O que me custa ver é partidos ditos democráticos a utilizar tácticas totalitárias no seu interior. Faz pensar qual seria a sua atitude se um dia tivessem a possibilidade de alterar a constituição ao seu gosto e medida. A consciência das pessoas não se compra nem se pode filiar num partido. Numa sociedade realmente livre também a nossa consciência o tem de ser. Não é possível exigir o seguidismo como regra.
Se observarmos bem os partidos, quando atingem o poder ou a ele concorrem, aceitam a ideia de usar independentes nas suas listas. A esses, inevitavelmente, têm de conceder espaço de opinião e aceitar o seu desacordo sempre que ele acontecer. Porque não o poderão fazer os militantes? Qual é, então, a vantagem de se ser militante de um partido se não se pode fazer nada para alterar o que se passa lá dentro?
As respostas a estas perguntas só poderão ser dadas pelos próprios militantes de partidos, (que eu não sou), mas das duas uma; ou desejam alcançar cargos políticos importantes ou simplesmente inscrevem-se nos partidos como o fazem nos clubes de futebol. No futebol, pelo menos, podem contestar as opções do treinador ou das direcções enquanto nos partidos só o “Ámen” é aceite.
Se numa eleição autárquica, ou presidencial, eu discordar da decisão do meu partido quanto à escolha de um candidato isso deveria ser aceite normalmente e não como um acto de indisciplina sujeito à expulsão imediata. Haverá casos em que isso se justificará mas o que me choca é que a ideia de tornar a expulsão automática sem se tentar sequer compreender as razões da escolha feita. O direito à defesa deveria ser sempre permitido. O PS, com todos os seus defeitos, foi capaz de engolir a candidatura do Manuel Alegre, e com maior ou menor dificuldade está a aceitar esse facto. Que viria, Marques Mendes, dizer se o PS tivesse expulso Manuel Alegre?

quarta-feira, janeiro 25, 2006

Telhados de vidro


A chuva de criticas sobre a atitude tomada pelo PM Sócrates ao falar ao mesmo tempo que o Candidato Manuel Alegre na noite das eleições é totalmente justificada. É inaceitável que, a ser verdadeira a justificação dada, não tenha havido pelo menos o cuidado de verificar se a sua declaração não ia colidir com uma qualquer outra.
Como disse, é inaceitável. E um pedido formal de desculpas, obrigatório. Mas, bem pior é o critério jornalístico assumido pelas televisões. O que estava em causa nesse dia era a eleição de um Presidente da República. Cada um dos candidatos deveria ter sempre primazia sobre qualquer outra declaração que fosse proferida fosse por quem fosse. Numa televisão civilizada, Manuel Alegre, teria terminado a sua declaração sem qualquer interrupção. Quem deveria ter ficado a falar para o boneco era o Secretário-geral do PS. Esse foi o grande erro, e ainda mais ridículas se tornam as críticas feitas pelas próprias televisões à atitude de José Sócrates. Primeiro deviam fazer uma auto-crítica e reconhecer a sua falta de cultura jornalística, profissionalismo, isenção, bom senso, e só depois criticar. Assim acabam por só mostrar incompetência.

sexta-feira, janeiro 06, 2006

Está na hora de engolir o sapo


À medida que o dia das eleições se aproxima continuo dividido na minha opção de voto. A questão que aqui se põe é a de engolir um ou dois sapos. Um é certo já que na segunda volta votarei sempre contra o Cavaco independentemente de quem for o outro candidato. Na primeira volta a minha vontade volta-se para o voto no Louça. A questão aqui é a da quase impossibilidade da sua passagem à segunda. Ai a luta trava-se entre o Manuel Alegre e o Mário Soares. Muito honestamente não me apetece nada ter de votar no Mário Soares pelo que o voto útil seria votar Manuel Alegre. Só que assim estaria a engolir mais um sapo. Espero que os próximos dias me iluminem nesta decisão. Honestamente não sei se o meu estômago está preparado para digerir tanto anfíbio.

quarta-feira, novembro 19, 2008

E alegre se fez triste

Bye Bye Socrates

E alegre se fez triste
(Adriano Correia de Oliveira)

Aquela clara madrugada que
Viu lágrimas correrem no teu rosto

E alegre se fez triste como se

chovesse de repente em pleno Agosto


Ela só viu meus dedos nos teus dedos

Meu nome no teu nome e demorados

Viu nossos olhos juntos nos segredos

Que em silêncio dissemos separados


A clara madrugada em que parti

Só ela viu teu rosto olhando a estrada

Por onde o automóvel se afastava


E viu que a pátria estava toda em ti

E ouviu dizer adeus essa palavra

Que fez tão triste a clara madrugada

Que fez tão triste a clara madrugada


Música: José Niza Letra: Manuel Alegre

sábado, janeiro 16, 2010

Aqui estou euuu, com voz de trovão e rabo pesado

Aqui estou eu

Manuel Alegre anunciou que se vai candidatar às eleições presidenciais. Realmente este anúncio era escusado que já todos sabíamos. Não sou fã do Alegre nem me parece que seja o homem certo para o lugar, mas honestamente não vejo por aí outro de que não possa dizer o mesmo. O sistema está errado e poder e não é um homem que o pode alterar. Nem acredito sequer que este venha a impor uma politica que nos devolva a fé nas instituições, que limpe a nossa politica da corrupção, do compadrio e da falta de vergonha que vemos por aí. Há algum tempo li que na Noruega, uma candidata a ministra não tinha chegado a ocupar o cargo porque foi descoberto que não tinha feito todos os descontos que devia à segurança social de uma mulher-a-dias que trabalhava em sua casa. Por cá, podem ter fugido a impostos, estar envolvidos em tramóias, haver suspeitas de corrupção, de negociatas, nada é suficiente para impedir que ocupem cargos de responsabilidade e tenham acesso a negócios de milhões. Não é o Alegre que vai mudar isto, pior acredito que nem sequer vai tentar. A ele deve-lhe um pouco daquilo que sou hoje, quando ainda um adolescente, antes de lhe ter visto a cara sequer, me emocionava com a sua poesia nas canções do Adriano, mas também muita da desilusão da promessa que foram os momentos de maravilhoso deslumbramento e esperança que o 25 de Abril representou. Pena que este candidato seja só o que resta do homem que então parecia ser. Muitas horas sentado naquela Assembleia fizeram-lhe mal.

sábado, novembro 24, 2007

O Alegre se fez triste

Quixote alegreExtracto das "Variações sobre O POEMA POUCO ORIGINAL DO MEDO de Alexandre O'Neill" de Manuel Alegre.

Não estará na hora de deixarmos todos de ser ratos?

Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN

sexta-feira, dezembro 19, 2008

Um Alegre Lar o do Manuel

Estatua ps

O Partido Socialista, preocupado com a sua maioria absoluta em 2009, não se cansa de mandar os seus arautos relembrar ao Manuel Alegre que o PS é a sua casa. o seu lar Falam-lhe ao coração e ao seu quixotesco romantismo. Isso e a reclamarem o seu lugar na esquerda, esquecendo que para isso não basta a propaganda em torno de algumas medidas sociais avulsas. Esquecem que ser de esquerda é estar ao lado dos trabalhadores, garantir-lhes melhores condições de vida e mais direitos, laborais e sociais. Ser de esquerda pressupõe a defesa de valores e princípios que este PS não tem. Para ser de esquerda não basta proclamar-se , tem de agir-se como tal. Quem é de esquerda nunca apresentaria uma lei laboral como a que este governo nos quer impor.