Se há quem chore de alegria porque não haveremos de rir de tristeza. Todas as imagens deste blog são montagens fotográficas e os textos não procuram retratar a verdade, mas sim a visão do autor sobre o que se passa neste jardim à beira mar plantado neste mundo, por todos, tão mal tratado. A pastar desde 01 Jan 2006 ao abrigo da Liberdade de Expressão.
sábado, julho 13, 2013
Governo à moda dos Silvas
quinta-feira, novembro 10, 2011
A Vergonha vai ao parlamento

E nós, todos os outros que fazemos? Calamos e aceitamos bovinamente ou vamos para a rua exigir que sejamos ouvidos, que a democracia chegue aos cidadãos que querem decidir, eles mesmos, o seu futuro nesta hora de crise. Hoje, à vossa porta enquanto discutem o Orçamento está gente indignada, amanhã às 11 da manhã vão lá estar de novo a mostrar o seu silencio ao som de tachos, e no dia 24 vamos parar este país e voltar aí para vos dizermos que somos gente e exigimos ser respeitados como cidadãos.
quinta-feira, novembro 03, 2011
A Europa e o cadáver Grego

Os lideres europeus caíram de cu, os mercados caíram por aí abaixo. Isto de se perguntar ao povo o que deseja é coisa que nesta democracia não é bem vista. Também lá dentro, na Grécia, a coisa não parece correr muito bem. Há já deputados que levantam a voz contra, outros pedem a cabeça do Papandreou e as chefias militares já foram demitidas com medo de um golpe de estado. A ideia do Primeiro-ministro até lhe pode ter parecido boa. Tentava que o Sim ganhasse com uma campanha forte e assustando com a bancarrota e a falta de financiamento, o que legitimaria as novas medidas de austeridade. Se o Não saísse vencedor limpava as mãos, qual Pilatos, e poderia sempre "chutar" para cima dos Gregos as responsabilidades do não pagamento da dívida e da inevitável saída do euro. A intenção até pode ter sido hipócrita, ao só dar a voz aos gregos quando a escolha já só é entre dois males, mas pelo menos é mais democrática.
A Europa chegou finalmente ao beco sem saída que todos previam mas ninguém evitou. Podem fazer as Cimeiras que desejarem mas o Euro, que já tinha morte anunciada, entrou em coma profundo. Mais um prego no caixão desta Desunião Europeia que tem lideres tão fracos que nem para dirigirem a colectividade aqui da rua serviam.
quinta-feira, dezembro 18, 2008
A Arma branca
Um anónimo deixou esta história na caixa de comentários de um post anterior.
Este país (dos aeroportos, TGV´s, Luso Pontes e contentores, BPN´s e BPP´s, Felgueiras, Torres, Sá Fernandes e Loureiros, magalhães e popós-eléctricos, Casa Pia (poucos dentro e muitos fora), velhinhas e freiras a serem presas por pequenos delitos enquanto os verdadeiros criminosos são mandados para casa, idosos a morrerem de fome em tugúrios a cair enquanto se distribui apartamentos e dinheiro a rodos por traficantes, drogados e por quem nunca quis e não quer trabalhar, Saúde, Justiça e Educação com os maiores orçamentos da Europa com os resultados que todos sabemos, EDP´s com lucros fabulosos mas que o regulador diz que as tarifas deviam aumentar 30%, Galp´s cujos preços sobem com o aumento do crude mas que quando o mesmo desce o regulador afirma que os preços não baixam porque o que interessa é o preço do produto refinado, BdP´s que a única coisa que vigiam são as suas reformas douradas, etc., etc.,) começa a exalar um fedor superior ao que se sentia nos últimos anos do chamado Estado Novo...
Para a queda do anterior regímen dei algum contributo, pequeno certamente, mas era o que estava ao meu alcance.
Agora que sinto que o actual, de tão podre, com um pequeno empurrão pode ser obrigado a regenerar-se, apetecia-me também fazer alguma coisa.
O quê, não sabia, mas, há uns dias ao ler num blog que o autor sonhava em promover um “golpe-de-estado”, só que para além do medo que tinha da ASAE não sabia como, deu-me o alento de que necessitava.
- Golpe-de-estado, logo armas; armas? Armas? Oh diabo, não tenho!
Lembrei-me então de que em tempos muito distantes tinha possuído uma fisga; vai daí, corri para o sótão e comecei e remexer os baús velhos; depois de muito lixo e memórias já esquecidas, voilá, a fisga! Já estava armado!
No entanto a felicidade que me possuiu, cedo de esfumou; soprado o pó, estico as borrachas e, paf!, de ressequidas, partiram! Desilusão, amargura: estava desarmado novamente...
Infeliz, passei dias a tentar encontrar uma solução; pensei, pensei e nada.
(Eu sei que devido à vida desregrada que levo, nada condicente com a via para o admirável mundo novo que está em curso, já muitos neurónios fundiram; tal não é de estranhar dado que eu fumo, delicio-me com um bom cognac, bebo vinho às refeições e barro o pão com manteiga, devoro queijos da Serra, Serpa e Azeitão, adoro presunto de Chaves e bons enchidos alentejanos, prefiro cerveja a bebidas light , bebo água sem sabores e, heresia das heresias, não fumo charros nem me drogo e não arranco de empurrão. Perdoem-me, tentem compreender este pobre decadente, que eu prometo ficar longe dos vossos filhos.)
Mas voltando à vaca fria; armas, onde as encontrar?
Atentos ao meu desespero (ou se calhar para se verem livres de mim) alguns amigos disseram: - “Eh pá, se queres uma arma vai a uma dessas Quintas das Fontes ou Bairros das Boavistas, que é coisa que lá não falta.”
Felicíssimo, agradecido pela ajuda, comecei a planear a incursão; sim, não se vai a um sítio daqueles sem preparação.
Lembrei-me que há uns tempos atrás, algumas figuras de vulto desta praça, por lá tinham feito uma passeata e tinham regressado vivos e com todos os bens, coisa que nem sempre acontece a outros cidadãos, táxis ou até à polícia. Depois de alguma pesquisa encontrei a solução.
Assim, com uma t-shirt branca na qual tinha pintados dizeres como peace, love, somos todos iguais, black is beautiful (pelo sim pelo não acrescentei também gitanes are very good, too), cravo vermelho na mão, sorriso parvo na cara (tipo António Costa) e assobiando o último rap, destemido por fora mas receoso por dentro, para as ditas Quintas eu fui.
Lá chegado, apesar de estar fardado à maneira, cedo pressenti que algo não estava a correr bem; mimoseado com alguns piropos não muito abonatórios da minha pessoa bem assim como de algumas sugestões do uso que gostariam de fazer de algumas aberturas do meu corpo, apercebi-me então que, levado pelo meu entusiasmo, tinha cometido um erro grave: faltava-me o apoio.
As pessoas gradas e importantes, quando visitam aqueles locais, vão às manadas e com um batalhão de repórteres atrás (aliás só lá vão para aparecer nas TVs e debitar coisas que nem eles acreditam).
Eu estava sozinho, nem uma pequenina Kodak apontada para mim, e a ameaça de passarem das palavras aos actos ia crescendo, sem que ninguém levasse em conta o valor das mensagens que eu orgulhosamente ostentava no peito; com o temor quase pânico, comecei a pensar que isto de querer fazer uma revolução tinha os seus perigos!
Quase já acossado, apavorado, corri para um sítio onde a concentração de BMW e Mercedes topo de gama era maior e junta à qual estava um grupo de nativos que me pareceu ser menos perigoso, gritando: - “Meus, mim querer comprar arma!” (não domino muito bem a língua local)
Iniciadas as negociações rapidamente chegámos ao ponto de ajustar a mercadoria que eles podiam disponibilizar (a oferta ia desde mísseis, passando por shot-guns até à singela ponta-e-mola) à minha disponibilidade financeira; na altura, dado que entidades menos bem comportadas têm tido direito a toda a espécie de subsídios, telefonei ao Teixeira dos Santos, mas, não tendo sido bem sucedido (ele disse-me que os pobrezinhos do BPP lhe tinham levado os últimos tostões), acertámos a compra de uma pequena pistola; enfim, rejubilei, o primeiro passo em direcção ao derrube do poder estava dado!
Antes de pedir o salvo-conduto para me poder retirar sem problemas, ao inspeccionar o trabuco que tinha acabado de comprar, constatei que o mesmo não tinha munições: “Oh meus, o que é isto?”
Depois de me explicarem que eu só tinha pedido por uma arma, lá reiniciámos as negociações para que eu pudesse adquirir algumas balas; ao pretender obter pelo menos um carregador cheio, começaram as dificuldades.
Interrogatório cerrado, todos ao mesmo tempo, gritando: “Para que é que queres tanta munição? Quantos são os membros do teu agregado familiar (incluindo a sogra)? Quantos inimigos tens (excluindo os membros do Governo, oposição e toda a classe política)? Queres fazer-nos concorrência?”
Com muito esforço, depois de muito esbracejar para os tentar calar, lá consegui fazer-me ouvir: “Meus, é para dar início a um golpe-de-estado”!
Ao ouvirem tal, o silêncio que se seguiu gelou toda a Quinta e arredores, parecendo que o tempo tinha parado e a terra deixado de rodar; as faces deles empalideceram para rapidamente enrubescerem (na realidade não vi, mas suponho que foi isto que se passou por debaixo da pele); empertigaram-se, fuzilaram-me com os olhos, e o maior deles, qual Adamastor, vociferou: “Ó desgraçado, escória humana, ser abjecto (as palavras não foram bem estas, foi mais para o vernáculo), tu queres destruir este paraíso?”
Eu minguei, encolhi, as cuecas ficaram um bocadinho húmidas; com voz trémula, tentei argumentar, falar dos escândalos, das esperanças desiludidas, bláblá, bláblá, mas quando pronunciei as palavras socialismo e revolução o rugido que se fez ouvir, quase me siderou:
“Ó filho de uma mula sem cabeça (apercebi-me logo que era comigo, não com o inginheiro) então tu não vês que a revolução já está em marcha, que o socialismo está na sua máxima pujança? Olha à volta, burro capado, vês os carros, vês as caixas de multibanco arrombadas, vê as jóias que tenho ao peito, vai ver ao plasmas que tenho em casa, tudo gamado aos ricos para benefício dos pobres; se isto não é socialismo, se isto não é redistribuição da riqueza o que é então?”
Ia abrir a boca para falar, mas atendendo ao desenrolar dos acontecimentos, achei por bem ficar calado; aliás ele nem deixou, agora mais calmo, continuou a arengar:
“Ó filho de um cachorro que até a sarna despreza, és um ignorante que não mereces a classe política que tens! Tu não entendes nada! Porque é que julgas, por exemplo, que se alterou o código penal? Hã, hã, diz lá?”
“Por razões economicist...”, pretendi retorquir...
“Piolho coxo das partes íntimas, nada disso! Incapazes da implantação do socialismo por causa das forças capitalistas do bloqueio (desconfio que este tipo esteve nalgum congresso do PCP ou BE) a nobre classe política decidiu delegar em nós a tarefa da socialização de Portugal! Para que a revolução avance, não podemos ser presos, temos que estar livres! Roubando eles por um lado, nós por outro, somos o garante de uma futura sociedade igualitária sem classes!
Parecendo-me que as águas estavam mais calmas, menos encolhido, mais húmido, baixinho, atrevi-me: “Mas eles não redistribuem; eles comem tudo e não sobra nada.”
“O quê?”, gritou o matulão... mas ficando logo de seguida pensativo.
“Agora vou ter que pensar sobre isso; dá cá a pistola e desaparece daqui, rato de esgoto com hemorróidas (era comigo, não com Jaime Gama).”
Sem dinheiro, sem pistola, com as cuecas em estado lastimoso, apressei-me a obedecer.
Chegado a casa, olhando-me ao espelho, disse para os meus botões (que por acaso era um fecho eclair): “Falhado, como queres iniciar um golpe-de-estado se nem uma arma consegues adquirir”; juro, algumas lágrimas debitei.
Depois das necessárias abluções, retemperadas as forças, sentei-me em frente ao LCD (é menos tentador para os agentes da socialização do que o plasma) para pensar; como para pensar preciso de estímulos inteligentes, liguei nas novelas da TVI (o canal 2 ou os Contemporâneos também me ajudam).
A palavra armas não me saía da cabeça; como conseguir uma... Num dos intervalos das novelas, ao correr canais, deparo-me com um programa a preto e branco no qual um gadelhudo cabeludo, fardado à militar bêbado, exclamava: o voto é a arma do povo!
Qual Arquimedes, mesmo não estando no banho, gritei: Eureka!
Aqui estava o que me faltava para poder levar os meus desígnios em frente: O VOTO!
O voto... mas se o voto é uma arma, como é que a mesma funciona? A minha cabeça fervilha, as orelhas já fumegam, os dentes já me doem de tanto ranger... Como é que aquilo é uma arma?
Não sendo praticante há mais de duas dezenas de anos, a recordação que eu tenho do Voto, é que o mesmo é um pedacinho de papel com uns bonequinhos e quadradinhos impressos no qual é suposto pormos uma cruzinha e depois enterrá-lo numa urna; como não me lembrava de nenhuma guerra, intentona ou agressão com utilização de votos, fui fazer pesquisas nas enciclopédias e até na net ; nada! Virei-me então para aqueles amigos que não falham uma votação e pedi-lhe que esclarecessem!
Eles lá tentaram, mas eu não percebi nada; contaram-me eles que ao votar em determinada força politica em detrimentos de outras, estavam a apoiar quem mais prometia ajudá-los sendo assim o voto como que uma arma, pois que atirava os oponentes para uma espécie de limbo.
Confuso, perguntei: “assim sendo, e tendo os portugueses disparado o voto em todas as direcções por mais de 34 anos como é que estamos todos pior de vida com excepção das classes ditas dirigentes e parasitas que os gravitam?”
Como ninguém me respondeu, lá voltei eu para o meu sofá e telenovelas; triste, acabrunhado, pois que aquilo que eu pensava pudesse ser a minha última tábua de salvação, mesmo que fosse uma arma parecia disparar na direcção errada.
Milhares de horas depois, muitas lágrimas vertidas assistindo aos dramalhões, insidiosamente, uma ideia começou a germinar; durante as minhas recentes pesquisas sobre o voto reparei que os partidos em que poucas pessoas votavam tinham tendência para desaparecer e com eles os políticos que lá se acolhiam; algumas vezes, para sobreviverem iam pedir asilo a outros mais votados; logo, esperto, cabecinha pensadora, concluí:
Político alimenta-se de voto! E político privado de voto fenece e já não tem força para comer mais nada!
Aleluia, os sinos já repicam, tinha a arma que me faltava: a abstenção ou o voto em branco!
Estou convicto que com uma abstenção elevada e/ou um número significativo de votos em branco alguém vai mandar parar o baile e exigir que as cartas sejam dadas de novo; eu sei, já os estou a ouvir, é uma acção perigosa para a democracia (há maior perigo do que o estado a que ela chegou? Até a vergonha já se perdeu)!
Alternativa? Olho, procuro, e só vejo as mesmas caras, com os mesmos vícios e desprezo pelo chamado povo; certamente há, mas as barrigas inchadas, as ancas mais gordas e os cada vez mais recheados sacos das benesses e contas bancárias não deixam ninguém chegar à frente.
Então porque não iniciar uma campanha, junto dos amigos e conhecidos, apelando à abstenção ou voto em branco?
A ser bem sucedida talvez algumas fendas se abram e gente honesta e com vontade de servir, e não de se servir, possa aparecer.
Se nós, vítimas do voto nada fizermos, nada vai mudar!
Ainda hoje li no blog “O Libertário” a frase de Errico Malatesta “Foi o sufrágio universal que fez com que um certo socialismo encontrasse a oportunidade de se situar no terreno parlamentar e de se corromper e de se aburguesar”.
Eu já votei em Branco mais que uma vez, numa tentativa de fazer o voto de protesto que deslocar-me à secção de voto e votar branco devia representar. Surpresa minha, esse voto de protesto é anunciado como “Brancos e nulos”. É misturado com aqueles que se enganaram, que não acertaram com a cruz no quadrado. Que fazer então com o meu voto? Só ir colocá-lo na urna nada resolve. Assim, só me resta uma solução, ir procurar e juntar-me a outros que passem pelo mesmo que eu. Procurar outros a quem a exposição diária à televisão ainda não tirou a lucidez de pelo menos questionar o que nos é impingido pela comunicação social, a voz de todos os poderes. Se não vemos nenhuma alternativa temos de a ir procurar. Ainda há gente honesta por aí e, teimosa suficiente, para assim se manter. Quem sabe um dia a anarquia seja, não um meio para atingir um fim, mas o próprio fim a atingir.
sábado, fevereiro 16, 2008
Batota
«Em Agosto de
Não fico espantado com a notícia. Pelo lado dos casinos todos ouvimos o Assis Ferreira afirmar em directo na televisão, na presença de uma sala cheia e na cara do fundamentalista Director Geral da Saúde que não ia cumprir a lei do tabaco e que não tinha medo de ninguém. Pelos vistos está habituado a fazer as suas próprias leis da forma que mais lhes convenha. Se falarmos do Governo do Santana Lopes, então nada mais natural, sobretudo quando falamos de ministros da área CDS. Cada tiro cada melro, cada cavadela sua minhoca parece ser o resultados dos meses que passaram sentados nos ministérios. Sob a capa da honestidade, da rectidão, da eficiência, da bondade, dos convictos discursos do Paulo Porta, está uma lama fétida de corrupção, compadrios e negociatas. Fica o recorde, ainda não foi homologado e publicado pelo Livro Guinness dos Recordes, do Partido que, com menos pastas e tempo, conseguiu fazer mais aldrabices, num governo.
Um pouco mais a sério, se propor a redacção para o texto de uma lei para benefício próprio, tendo a lata de explicar as razões pelas quais ninguém vai descobrir as verdadeiras intenção dela, de como o golpe as dissimula na perfeição, não é prova suficiente para condenar alguém por trafico de influencias, o que será?
Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17
segunda-feira, maio 14, 2007
Com ordem para matar
Sobre a nova missão dos soldados portugueses em Kandahar no Afeganistão, a Sócretina, comentou:- Não mudou a sua natureza, nada mudou.
Espero que nenhuma mãe ou mulher lhe venha a cuspir na cara, não porque ele não mereça, mas porque não desejo a morte de nenhum filho ou marido portugueses.
Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping
segunda-feira, abril 02, 2007
O Golpe de Estado
Com todas estas engenharias quase me esquecia do golpe de estado que se está a passar no CDS. Num fim de semana com um Conselho Nacional, sem a Zézinha que já se pôs a andar dali para fora, não acabasse por levar mais porrada de um qualquer conselheiro, e com o líder Ribeiro e Castro a atirar com a toalha ao chão passados 25 minutos, consumasse o golpe. Para salvaguardar a imagem de que este golpe não é ditatorial, ai estão as directas marcadas para dia 21, embora como no tempo da famigerada AN com vencedor já antecipadamente conhecido. Depois, silenciosamente, limpar os restos do Ribeirismo e impor a sua lei. O CDS volta a ser PP.Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN
domingo, junho 04, 2006
Miguel Relvas explica problema de Timor
“Como é possível que um país católico como Timor tenha um Primeiro-Ministro Muçulmano”.Miguel Relvas, Deputado do PSD
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“Como é possível que um deputado eleito, questione o direito de alguém, também democraticamente eleito, para desempenhar as tarefas de primeiro-ministro devido à sua crença religiosa.”
Kaos. Bloguista do WeHaveKaosInTheGarden
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Que eu saiba a nossa opção religiosa não é impedimento para concorrermos a qualquer eleição, seja ela para o Clube recreativo do bairro ou para Presidente da Republica. Quem questiona isto só pode ser ou burro ou anti-democrático. E olhe Sr. deputado Relvas que não o quero acusar de não ser um democrata.
Em vez de andarem a dizer estes disparates seria bem melhor que nos explicassem claramente o que se está a passar em Timor. Por aquilo que tenho ouvido parece que é um golpe de estado protagonizado pelo Presidente Xanana contra o sei primeiro-ministro Alkatiri. E, segundo parece não tem nada a ver com religião, mas sim com poder, petróleo e dinheiro. Afinal, onde há petróleo nunca há paz.
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domingo, março 26, 2006
Um patético golpe de estado constitucional
Nesta monótona politica portuguesa, pós gozo “Santanista”, e quando menos se espera, surge sempre alguém que nos consegue divertir. Neste caso, Manuel Monteiro, líder de uma coisa chamada “Nova Democracia”, enviou aos deputados da AR um projecto de revisão constitucional. “Chegou a hora de enviar a actual Constituição para a reforma” afirma Monteiro na carta que acompanha o projecto.
Manuel Monteiro defende, uma ruptura no sistema governativo “atribuindo ao chefe de estado a condução das políticas internas e externas”. No artigo 6º - Competências do Presidente da Republica – passaria a atribuir ao chefe de Estado o poder de “definir as linhas gerais da politica governativa” e o de bem como o de ““convocar e dirigir o Conselho de Ministros “nomear e demitir, livremente, os ministros, secretários e sub-secretários de Estado”. Resumindo, transformar Portugal num regime presidencialista.
Quando, pela primeira vez após o 25 de Abril é eleito um Presidente apoiado pela direita, e num momento em que existe um governo de maioria absoluta do PS, imediatamente esta gente tenta alterar as regras do jogo para lhe concederem todo o poder.
É esta uma proposta totalmente disparatada e sobretudo sem qualquer possibilidade de aprovação. É evidente que o PS nunca aprovará tais alterações pelo que tudo isto não passa de uma forma do “Manelito” tentar dar nas vistas e aparecer na televisão. Aliás é tudo o que ele tem tentado fazer nos últimos anos, felizmente sem grande sucesso. Mais um cromo da nossa politica.




Caro Cretino:
Permita-me que o trate desta forma, mais familiar. Bem sei que todos o tratam por Sócretino, mas eu, devido ao stresse pós-traumático do combate, como hoje se diz, sinto um enorme desejo de o tratar desta forma, sinto-me assim uma pessoa mais próxima do seu restrito círculo de amigos. Cretino, deve estar aflito para descobrir porque é que estou a escrever. Não, escusa de ficar descansado, não é um novo golpe de estado. Os golpes, geralmente são feitos pelos militares de secretaria (funcionários públicos) e não pelos militares combatentes. A razão desta missiva é para lhe dizer que é um político com sorte. Se estivesse na oposição, nem quero pensar nas consequências, era um Regimento (inimigo) de comentadores a abrir fogo sobre o Governo eleito, no qual não faltariam o Vital Moreira, Manuel Alegre e o Francisco Louçã, entre outros, a dizer, nem mais um soldado para o Afeganistão. Como agora está V. Ex.ª à frente dos desígnios desta fraca gente, toda essa trouxa de formadores de opinião está do seu lado, tal como o Graça Moura estava ao lado do Cavaco nos tempos áureos desse trauliteiro. Pois bem, caro Cretino, nós, os militares, somos uns felizardos com a esquerda no poder. A seguir à implantação da república, lá fomos nós para França, levar cacetada que até fervia, mal treinados, mal equipados e sem perceber patavina do que ali andávamos a fazer. Pelo menos, ficámos a saber que havia uma terra em França que se chamava La Lys. Mais tarde, houve um seu ex-colega, de Santa Comba Dão, que nos mandou rapidamente para África e em força. Mais uma vez, sem equipamento militar digno desse nome, levámos no cabedal, de todos os lados e, também aí andámos sem perceber de que lado estava o inimigo, até que alguém disse e bem, … nem mais um soldado p’rás colónias…, tendo terminado assim o forrobodó. Houve alguns que fugiram, antes que se fizesse tarde, não cumpriram o serviço militar, não por medo, claro, Ah Heróis, fugiram porque eram contra aquela guerra, coisa que eu, idealista dos quatro costados, aprovei. Mas hoje, esta guerra, já não tem opositores no regime, esta é uma guerra boa. Sendo assim, Cretino, se os vir, isto é se não foram ainda para Argel, Paris França, ou Genebra, diga-lhes por favor, que estamos à espera deles, que venham também, e já agora que tragam um amigo. Segundo dizem os talibãs, nas montanhas, há lugar para todos. Para terminar, resta-me dizer que, mais uma vez, os equipamentos para o combate, ficámos sem eles, foram comprados mas, para uso exclusivo da GNR no Iraque e da PSP, em Timor. E ainda bem Cretino, manda-os colocar no jardim do teu palacete, pode ser que ainda um dia te venham a fazer falta para te levar ao aeroporto.
O teu soldado, Funcionário Público n.º 1