domingo, dezembro 19, 2010

As sereias de ontem, de hoje...e amanhã?

O debate do Cavaco com o Nobre foi isso mesmo, um debate entre um crustáceo (Ceyllarides Latus) e alguém mais honesto nos seus pensamentos e nas suas convicções. Um não conseguiu deixar de tentar sacudir a água do capote com as competências do presidente e o outro de criticar o sistema sem nunca mostrar como o combateria. O Cavaco mostrou não estar à altura do lugar que ocupa, ou outro não mostrou como nesse lugar combateria o sistema. Um falta-lhe poder dizer que fez, o outro como faria. Mesmo assim, entre um e outro, antes o que diz que quer fazer que o que sabemos que nada fez.

Tratado de Psiquiatria

Alberto João Jardim, no encerramento da discussão do Orçamento da Madeira para 2011 - ontem aprovados pelo PSD e com votos contra de toda a oposição -, desafiou a República a fazer um referendo para verificar "se os madeirenses aceitam este estatuto colonial" que "o Estado está a impor a este território".
Sem responder às questões da oposição sobre os números recorde de desemprego, endividamento público, insucesso escolar, pobreza e exclusão social na região, Jardim acusou os deputados do PS de serem "sopeiras de Lisboa, ao serviço do colonialismo", com "mentalidade de escravos, descendentes dos marroquinos e aliados dos ingleses", "um problema cavalar" e "um tratado de Psiquiatria".

Ouvir o João jardim é sempre um momentos capaz de nos fazer soltar uma sonora gargalhada. Já ninguém realmente o leva a sério neste o seu papel de Rei colonizado em luta pela liberdade do seu povo. Um verdadeiro tratado de Psiquiatria.

sábado, dezembro 18, 2010

Belém é por aqui. Eu diria ainda mais, Belém é por aqui

Acabei o segundo debate das eleições presidenciais a pensar que tinha sido entre o Dupond e Dupont. A cada opinião de um o outro repetia a mesma coisa. Nenhum dos dois me convenceu por ambos representarem, também eles, o sistema, mas gostei de ver que em vez de se atacarem, ambos aproveitaram para mostrar que o grande alvo a abater é mesmo o Sr. Silva, esse sim um cancro que há décadas corroer o país.

Sempre a limpar a casa do patrão


João Proença, secretário-geral da UGT, admite que o aumento do salário mínimo não se aplique todo em Janeiro, mas seja feito o mais rapidamente possível para que termine o ano de 2011 em 500 euros.

Mas porque raio tem ele de admitir seja lá o que for? Se há um acordo assinado por sindicatos, governo e patronato e se sabemos que 2011 vai ser um ano terrivel, não só para aqueles que não têm emprego, como também para aqueles que o têm, porque aceitar que os que ganham o mínimo não possam receber um pouco mais. Nem é muito, 25 euros por mês, 80 cêntimos por dia e as Confederações Sindicais dizem que não podem pagar logo em Janeiro? A quem faz mais falta esse dinheiro? Certamente não é ao Sr. João Proença.

sexta-feira, dezembro 17, 2010

Nacional carteirismo

O Governo quer as empresas criem um fundo para financiar os despedimentos que será alimentado através de um desconto na massa salarial, anunciou ontem a ministra do Trabalho.

Ora aí está a forma que o governo escolheu para cumprir com as "ordens" vindas de Bruxelas e do FMI para tornar os despedimentos mais baratos para os patrões. Baixa-se o custo, reduzindo o montante mínimo a que os trabalhadores tinham direito e corta-se-lhes na massa salarial para criar um fundo que mais tarde poderá ser utilizado para os despedir. Isto é, são os trabalhadores que vão juntar o dinheiro que vai possibilitar que os patrões que os possam por na rua. Os mesmos patrões que afirmam não ser possivel aumentar o salário mínimo para 500 euros já em Janeiro. Como se já não bastasse o que aí vem com a redução de salários e o aumento de impostos. Como se o desemprego já não fosse a causa de tanta miséria neste país.

Quando a mentira perde a força


Telegramas disponibilizados pelo site WikiLeaks, dizem que o primeiro-ministro, José Sócrates e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, autorizaram a utilização do espaço aéreo português por aviões norte-americanos com prisioneiros de Guantánamo.

Terem-no feito à revelia dos direitos humanos e do conhecimento dos cidadãos portugueses é grave, mas persistirem na mentira e na negação daquilo que todos já sabem ser verdade ainda é mais, principalmente porque mostra o conluio entre o poder político e o poder judicial que lhe tem dado cobertura. Pelos vistos não faltam Pinóquios por aí.

quinta-feira, dezembro 16, 2010

Quem é o dono da pobreza...e pouco mais.

Começaram os debates entre os candidatos à Presidência da República a que não me foi possivel assistir em directo. Procurei, mais tarde, uma repetição mas que acabou por ser cortada a meio por "problemas técnicos". Assim, pouco ou nada pude entender das propostas dos candidatos pois tudo a que assisti foi a uma luta em que cada um procurou mostrar qual estava mais próximo da pobreza. Fernando Nobre falou de ter visto crianças com fome a correr atrás de galinhas para lhes retirar o pão do bico enquanto o Francisco Lopes foi às suas memórias de criança na sua aldeia natal, onde se ia para a escola de pé descalço.
Que o candidato do PCP tenha utilizado o debate para dizer mal do seu opositor parece-me normal, já que todos sabem que não tem nada de novo para dizer que já não esteja em qualquer comunicado do Comité Central, já do Fernando Nobre esperava que aproveitasse mais o tempo para explicar o que realmente pensa e que propostas tem. É que para além do bom trabalho que fez para a "familiar" AMI pouco se sabe daquilo que realmente pensa.

Oh tempo volta pra trás...


O ministro da Administração Interna, Rui Pereira, revelou que o Estado português irá rejeitar os blindados que sejam entregues fora de prazo e vai accionar as cláusulas penais (as indemnizações) em caso de incumprimento do contrato.
Dos contrato de aquisição das seis viaturas blindadas para garantir a segurança durante cimeira da NATO, que decorreu a 19 e 20 de Novembro, em Lisboa, só duas foram já recebidas. Quanto à escolha de adquirir o material através de ajuste directo (por consulta e não por concurso público) foi justificada com a natureza do equipamento, com a necessidade de trabalhar com empresas certificadas e com a "urgência" da aquisição.

Alguém devia oferecer um calendário ao Sr. Ministro, porque se as viaturas blindadas tinham sido compradas para a cimeira da NATO e a primeira só chegou no dia 21 de Novembro e ainda faltam chegar mais quatro, então nenhuma chegou dentro do prazo. Ou o Ministro tem o relógio a andar para trás, tem uma máquina do tempo no seu gabinete ou então a história do material ser para a cimeira da NATO está muito mal contada.

quarta-feira, dezembro 15, 2010

O Sr.Silva na Casa Branca


Num telegrama divulgado pela Wikileaks, Cavaco Silva é considerado pelos diplomatas norte-americanos como uma personagem vingativa. A causa para a redução de tropas no Afeganistão e com a situação no Kosovo seriam devidas a "sérias vinganças políticas pelo simples facto de não ter sido convidado à Sala Oval na Casa Branca" pelo Presidente Bush.

Já estou a imaginar o Sr. Silva a espreitar pelas janelas da Casa Branca e a dizer, "olha Maria, anda ver, têm um cãozinho de loiça tão lindo ali ao lado da lareira. Temos de comprar um igual para pôr ao lado do galo de Barcelos lá em Belém". O Bush, esse deve ter dito, "fechem as portas depressa e escondam-se sem fazer barulho. Se ele pensar que não está cá ninguém vai-se embora".
Mais grave será se realmente as decisões politicas estão sujeitas às "birras" de um Presidente da Republica e não aos interesses do país, mas desta gente já espero tudo.

Uma Wikileak à portuguesa


Carlos Santos Ferreira reforça que a notícia do El País é "falsa, é falaciosa, é mentira". Santos Ferreira diz que nestas alturas “é preciso mais coragem para ficar do que para ir embora”.
As informações são reveladas pelo "El País", citando a correspondência diplomática entre a Embaixada dos Estados Unidos em Lisboa e a secretaria de Estado norte-americana, divulgada pela Wikileaks.
No âmbito da estratégia de entrada no mercado iranianiano, o presidente do BCP, Carlos Santos Ferreira, é citado várias vezes. "Tentou conciliar interesses tão contraditórios como fazer negócio com o Irão sem que isso afectasse a excelente relação de Portugal com os Estados Unidos. Para isso, propôs fazer trabalhos de espionagem para os Estados Unidos: a troco de entrar no Irão, o BCP ofereceria a Washington informação sobre as actividades financeiras da República Islâmica". Santos Ferreira estaria na disposição de ceder "ao governo dos estados Unidos o controlo sobre as contas iranianas no millennium BCP".
A noticia também informa que "a operação seria do conhecimento do primeiro-ministro, José Sócrates, e de membros do seu governo".

Vejam lá os sacanas do Wikileaks que logo se foram lembrar de inventar um telegrama em que é tudo mentira e logo sobre Portugal, a banca, o governo e ainda por cima com o Irãio, inimigo público nº2, entre a Coreia do Norte e a Venezuela, metido na história. Mesmo assim, se tivesse conta no BCP ia lá tirá-la, que pelos vistos não são muito impremiaveis a "vender" informações sobre contas. Depois, se é preciso mais coragem para ficar que para se ir embora, e não me parece que o que andamos a fazer seja um concurso para saber quem é o mais bravo dos bravos, não se esteja a sacrificar. Nós entendemos.
Quem também parece não saber nada sobre isto é o governo, mas daí também não se esperava uma resposta diferente. Já tem muita prática como se vê pelos voos de aviões da CIA.

terça-feira, dezembro 14, 2010

Integradissimo salazarismo

Em 1967, o general Martiniano Homem de Figueiredo mostrou interesse na investigação de Cavaco Silva, na altura com 28 anos e já casado com a actual primeira-dama. Este pedido veio com a possibilidade de Cavaco poder ser autorizado a manusear documentação restrita na Comissão Coordenadora da Investigação para a NATO.
Cavaco Silva foi então chamado à sede da PIDE para preencher o "formulário pessoal pormenorizado". À alínea "Sua posição e actividades políticas", Cavaco Silva respondeu "Integrado no actual regime político", acrescentando um reparo: "Não exerço qualquer actividade política". Os documentos estão assinados pelo actual presidente da República.

Realmente este é o tipo de noticias que não têm um grande interesse nem se compreende porque terá o Sr. Silva omitido o facto na sua auto-biografia. Vendo bem ele é do tipo de pessoa que tanto teria feito carreira politica na falsa democracia em que vivemos como na bafienta ditadura do Salazar. Estava integrado na altura como está agora. Não presta agora como teria fedido então.

China, Xangai, Cheque, ... Xeque mate!

O Ministro das Finanças, Teixeira dos Santos está de novo na China, desta vez para tentar vender um pouco mais do nosso país e da nossa divida pública. Não sei quantas mais "Lojas do Chinês" teremos de ver abrir em cada aldeia do nosso país, nem quantas mais mercadorias de baixa qualidade, fabricadas por trabalhadores sem direitos nem qualquer lei laboral, (algumas até por trabalho infantil), estarão a concorrer com aquilo que ainda produzimos no país. Não sei que mais teremos de aceitar, nem se algum outro dissidente chinês ou Tibetano voltar a ganhar um Prémio Nobel da Paz, Portugal ainda poderá estar presente. Não sei quanto mais teremos de nos baixar nem que condições nos vão impor. Só sei que cada vez menos somos senhores dos nossos destinos, num país cada vez mais endividado e vendido. Até quando?

segunda-feira, dezembro 13, 2010

Temos sindicatos tão bem educados


Desde o primeiro dia em que comecei a trabalhar sempre fui sindicalizado e continuo a considerar que todos o devemos continuar a ser, mesmo que os sindicatos que temos sejam tão bem comportados que não sirvam os interesses dos que a eles pertencem. Da UGT pouco ou nada há para dizer a não ser que na prática é mais um instrumento do poder capitalista para garantir que esse poder possa dizer que tem o apoio dos sindicatos quando toma decisões que "lixam" os trabalhadores na chamada concertação social. Já a CGTP, a maior confederação social, é o "policia mau", que nunca assina os acordos, faz lindos discursos a criticar o poder por atacar os direitos dos trabalhadores, uma ou outra greve sem resultados e uns passeios a descer a avenida de quando em quando. Na prática nada muda nem há uma luta em que possa reclamar vitória. Mesmo quando, como aconteceu com os professores, a mobilização ultrapassa o esperado, são logo os primeiros a por um ponto final nessa luta indo assinar memorandos de entendimento que na prática só desmobilizam a luta. É também ele uma parte do sistema, servindo-o e alimentado-se dele.
Quando olhamos para a história do movimento sindical mundial, para as grandes alterações sociais e vitórias dos trabalhadores, vemos que as lutas foram sempre feitas contra o sistema e em desobediência às leis burgueses feitas para os controlar. Uma luta nunca é simples, nunca é fácil e nunca se faz sem "baixas". As lutas não podem ser tão "bem educadas", tão legalistas nem feitas sentados em poltronas à frente de uma televisão. É na união de todos os trabalhadores, na sua decisão firme de não parar até conseguirem vencer que está a sua força. O que temos não passa de uma palhaçada sem resultados práticos, uma luta acorrentada por leis feitas para lhe retirarem toda a efectividade. Assumir o controlo dos sindicatos, unir todos os trabalhadores numa mesma luta para mudar as leis burguesas é fundamental se não queremos ver os nossos direitos serem espoliados todos os dias e as nossas vidas cada vez mais precárias e miseráveis.

O fim do sistema...ou talvez não

Alberto João Jardim sustentou ser necessário o PSD-M "ajudar a mudar Portugal, independentemente daquilo que faça o PSD nacional","E não pode haver medo. O sistema politico tem que cair", disse.
Para Jardim, "a luta começa já nas próximas eleições presidenciais e Cavaco Silva é a escolha certa, ele pode ser o primeiro passo para a grande mudança".

Até apanhei um susto quando vi o Bicho da Madeira a defender o mesmo que eu defendo, a queda do sistema. Perguntei-me logo se andaria eu enganado, mas fiquei logo mais descansado quando o vi afirmar que a eleição do Cavaco como o primeiro grande passo dessa mudança. Afinal ele quer que tudo fique como está, se possivel com um governo nacional mais aberto a abrir os cordões à bolsa para pagar os seus desmandos na Madeira. Este só sai mesmo de lá quando uma enxurrada o levar.

domingo, dezembro 12, 2010

Tristes palhaços


Ouvi recentemente pedaços de entrevistas dadas por estas duas personagens. Primeiro Francisco Assis, líder parlamentar do PS, a reafirmar a sua autoridade, garantindo que não permitirá que os deputados do PS se tornem diletantes e não cumpram com as ordens do governo. Depois foi o Sócrates a cantar em louvor do seu governo, mostrando-se como um predestinado a conduzir este país à grandeza e ao saber. Um usa a força, outro o engano para passarem os seus recados e mensagens. Hoje, na minha opinião, ambos já não passam de tristes palhaços sem honra. Ambos não passam de servos do poder económico e dos Senhores do Mundo. Ambos não prestam.

As vergonhas do Sr. Silva


O Presidente da República considerou que os portugueses têm de se sentir "envergonhados" por existirem em Portugal pessoas com fome, um "flagelo" que se tem propagado pelos mais desfavorecidos de forma "envergonhada e silenciosa".

Se há alguém se se deva sentir envergonhado por haver quem passe fome em Portugal não são os portugueses, mas sim aqueles que nos últimos anos tiveram a responsabilidade de estar à frente do estado e nada fizeram para o evitar. Pior, impuseram politicas e soluções económicas que não só não evitaram a fome e a pobreza como contribuíram para o seu aumento. Quem lutou por menos direitos, menores salários e maior precariedade no emprego é que se deve sentir envergonhado pelas culpas que tem no cartório. Eu, não é vergonha que sinto por haver quem passe fome, mas uma vontade enorme de contribuir para o fim das acusas que a criaram, ou seja correr com a corja que se tem alimentado e engordado à custo do que devia ser distribuído por todos. Certamente que o Sr. Silva não se lembra dos que passam fome quando oferece os grandes banquetes com copos de cristal e talheres de prata, nem quando mostra satisfação pela realização de grandes cimeiras, como a da NATO que custou muitos milhões a Portugal. Certamente não era no problema dos que passam fome que pensa quando abraça os Dias Loureiros deste país. Vergonha devia ter quando recebe as confederações patronais e lhes sorri quando estes afirmam que as empresas não podem pagar mais 80 cêntimos por dia a quem recebe o ordenado mínimo.
Mas, realmente há uma coisa de que nós portugueses podemos e devemos ter vergonha, é a de termos como Presidente da Republica uma pessoa como o Sr. Silva. Disso tenho vergonha, muita vergonha.

sábado, dezembro 11, 2010

Um casamento de conveniência...para eles


O Sócrates veio informar que a sua solução para tornar o despedimento mais barato para as empresas passa por uma redução dos valores das indemnizações a pagar pelas empresas, mas também pela criação de um fundo público para financiar os despedimentos.
Depois de, ainda recentemente, para poupar dinheiro ter reduzido o tempo e o valor do subsídio de desemprego para as centenas de milhares de portugueses, vem agora gastar esse dinheiro para facilitar a criação de mais desemprego. Neste casamento por conveniência com os "patrões"uma vez mais seremos nós a pagar a desgraça que nos impõem. Nós pagamos tudo, as aldrabices do BPP e do BPN, as mordomias dos nossos políticos, os prémios vergonhosos dos grandes gestores e agora até os despedimentos. Vamos uma vez mais dar o nosso dinheiro a quem afirma não ser possivel aumentar o ordenado mínimo para 500 euros, (80 centimos por dia). Vamos uma vez mais pagar para ver os lucros e os prémios das grandes empresas aumentarem, para vermos o dinheiro "fugir" para as off-shores sem pagar impostos, para vermos ex-governantes e os seus "boys" nos conselhos de administração de empresas a quem ofereceram lucros de milhões. Vamos pagar por mais submarinos e blindados para guerras que só servem os interesses dos grandes senhores do mundo.
Um governo devia servir para trabalhar para o bem dos cidadãos de um país e não somente para servir os interesses de alguns patrões que só pensam na ganância do lucro sem olhar a meios. Mas isto é o que temos e, se nada fizermos, é aquilo que vamos continuar a ter.

O exemplo daqueles Banqueiros da Irlanda

O Allied Irish Bank, um dos bancos resgatados pelo Governo irlandês, está a preparar o pagamento de 40 milhões de euros em prémios e bónus.

Mirem-se no exemplo daqueles Banqueiros da Irlanda

Roubam prós seus capitalistas, orgulho e raça da Europa

Quando deixados, se afundam

Se banham em ouro, chafurdam

Em suas contas

Quando falidos não choram

Se reúnem, pedem, imploram

Mais alguns milhões

Ladrões

Mirem-se no exemplo daqueles Banqueiros da Irlanda

Roubam prós seus capitalistas, orgulho e raça da Europa

Quando outros enviam, soldados

Eles negoceiam blindados

Milhares de mortos

E quando se sentem sedentos

Querem roubar violentos

Mais alguns milhões

Ladrões

Mirem-se no exemplo daqueles Banqueiros da Irlanda

Roubam prós seus capitalistas, orgulho e raça da Europa

Quando eles se entopem de lucro

Costumam buscar o usufruto

De outras empresas

Mas no fim da noite, consolados

Quase sempre voltam mais anafados

Mais alguns milhões

Ladrões

Mirem-se no exemplo daqueles Banqueiros da Irlanda

Roubam prós seus capitalistas, orgulho e raça da Europa

Elas não têm moral ou decência

Nem honestidade nem consciência

Têm ganância apenas

Não têm vergonha, só têm investimentos

O seus lucros, relatórios, aumentos

Mais alguns milhões

Ladrões

Mirem-se no exemplo daqueles Banqueiros da Irlanda

Roubam prós seus capitalistas, orgulho e raça da Europa

Dos países pobres, lixados

E dos seus povos abandonados

Não fazem caso

Vestem-se de gala, se reúnem

Se apadrinham e se servem

Mais alguns milhões

Ladrões

Mirem-se no exemplo daqueles Banqueiros da Irlanda

Roubam prós seus capitalistas, orgulho e raça da Europa


adaptado da música do Chico Buarque, "As mulheres de Atenas"

sexta-feira, dezembro 10, 2010

Política de ratos


Quem não se lembra da entrada intempestiva do Passos Coelho à liderança do PSD com uma revisão constitucional em riste para acabar com o Serviço de Saúde gratuito para todos e o fim da necessidade de justa causa para o despedimento.
Agora parece que aprendeu com o Sr. Silva a nada dizer sobre coisa nenhuma importante e, quem o queira ouvir, só em discursos em convívios de militantes a apregoar a hora em que chegará ao poder. Com o governo a tomar as medidas que ele gostaria de estar a tomar, com o Engenheiro a governar o mais à direita possivel e as eleições Presidenciais aí à porta, pouco mais espaço lhe resta. É que falar do país, da crise e das idéias que tem para a resolver só lhe podem tirar votos e ele quer tanto ser Primeiro-ministro.

O pensador da economia...capitalista


Daniel Bessa: "A economia está a ser aniquilada pelo Estado social"

Há sempre duas ou mais maneiras de olhar para os problemas e cada um escolhe a que mais lhe convém. Há gente que pode ser muito competente na sua área e até ser um pensador muito conceituado, mas se condicionar todo o seu pensamento numa única direcção acaba por ser mais cego que aquele que realmente o é.
Está a economia a ser aniquilada pelo Estado Social ou é o Estado social que está a ser destruído pela economia? A opinião é certamente oposta consoante se pense nas pessoas como simples números e percentagens ou como gente, como seres humanos com sentimentos e necessidades. Esta é a minha visão e basta pensar que se durante tanto tempo a existência de um estado social foi possivel e viável o mais importante é procurar o que mudou nas políticas económicas, defendidas por estes "brilhantes" pensadores, e que o tem vindo a destruir. Quem apareceu a defender a globalização capitalista, quem defende o liberalismo, quem nos garantiu ser este o caminho para uma maior riqueza de todos? São os mesmos que agora, para garantirem a sua viabilidade atacam o estado social como se fosse dele a culpa da políticas seguidas. Ladrões, mentirosos ou simplesmente incompetentes, cada um que enfie a carapuça que melhor lhe sirva.