sábado, dezembro 10, 2011

A Nova Europa

Um buraco insaciável


O secretário regional do Plano e Finanças, Ventura Garcês, revelou nesta terça-feira que a dívida pública da Madeira ascendia a seis mil milhões de euros, em Outubro, mais 200 milhões do que inicialmente contabilizado.

Um grupo de cientistas revelou a existência dos maiores buracos negros alguma vez encontrados no Universo, sendo que o maior tem aproximadamente 10 vezes o tamanho do nosso sistema solar.

Não sei se estas notícias estão relacionadas, mas para encontrar grandes buracos não é necessário olhar para o espaço infinito. A Madeira, o BPN, tudo aqui tão perto, tão à vista de todos mas que todos parecem preferir esquecer. O Bicho da Madeira, depois de ter enviado os seus lacaios eleitos para a Assembleia da Republica fazerem chantagem o governo no orçamento do Estado, vem agora exigir ao Coelho o cumprimento das promessas feitas por debaixo do pano. Desbocado como é, abre a bocarra e sai tudo cá para fora, já o Coelho, mentiroso como já mostrou ser, atrapalha-se e tem muito para sofrer com o Jardim da Madeira. Não fosse o dinheiro nosso, pago com os nossos subsídios, reduções de salários, impostos e cortes nos direitos sociais até poderia ser um espectáculo interessante de assistir. Assim é mais uma vergonha para juntar a tantas outras com que nos têm presenteados estas duas personagens.

sexta-feira, dezembro 09, 2011

Mais meia-hora de retrocesso civilizacional


No país com os salários mais baixos da Europa, em que ainda cortam os subsídios de Natal e de Férias, em que a precariedade, os falsos recibos verdes, os contratos a prazo são cada vez mais longos, em que em nome da flexibilidade os horários ficam cada vez mais à vontade do patrão sem que a vida pessoal do trabalhador interesse para nada resolveram agora alargar o em meia hora diária o tempo de trabalho. Tudo em nome de um falso conceito de produtividade que a única coisa que vai fazer é criar mais desemprego e mais pobreza. O capitalismo selvagem impõe a sua lei forçando um retrocesso civilizacional do qual não se conhece ainda os limites. Será que ainda voltaremos um dia a ver de volta os velhos mercados de escravos? Vontade parece não lhes faltar e tudo em nome da ganância dos especuladores. O povo lutou durante séculos para conquistar os seus direitos e a possibilidade de viverem uma vida com dignidade e talvez tenha chegado a altura de voltarem a pegar nas "armas" da revolução e da revolta para os reconquistar. A luta por uma nova democracia mais participativa e verdadeira é o caminho e a solução, porque como já muitos afirmam, o mal não é a crise, é o sistema.

Europa amestrada


Há para aí mais uma cimeira Europeia, (custa cerca de 10 milhões de euros,segundo a agência EFE), para discutirem a forma como vão alterar os Tratados Europeus transferindo soberanias nacionais para debaixo da pata dos Senhores da Europa. Os povos, esses nada podem dizer porque só essa ideia deixa a Merkle nervosa. Mas não é da Cimeira que quero falar, mas de dois "cãozinhos amestrados" que por lá vão andar, (são mais mas vou referir só estes dois). Quem não se lembra de ver o Durão Barroso a fazer grandes discursos inflamados em defesa dos Eurobonds e o diferendo do Sarkozy com a Merkle sobre o assunto? Ambos os defendiam mas bastou a patroa Alemã dizer NEIN, e já ambos vêm dizer que os Eurobonds são um disparate e que nem se deve pensar nisso. O que gostava mesmo era ver, durante a Cimeira, era a Merkel dizer-lhes, -Deita! Rebola! e eles a atirarem-se, logo ali, para o chão às voltinhas com as patinhas para o ar.

quinta-feira, dezembro 08, 2011

Diga Aaaaaaaah!


Só duas notícias tão diferentes tão iguais.

«O ministro da saúde, Paulo Macedo, revelou ontem o valor das novas taxas moderadoras. Uma ida a uma Urgência num hospital polivalente passa a custar 20 euros, em vez de 9,60 euros, e uma consulta num centro de saúde custará cinco euros, em vez de dois euros e vinte e cinco cêntimos.»
[CM]

«A história repete-se. Em algumas das mais recentes nomeações para conselhos de administração de centros hospitalares voltou a acontecer a tradicional dança de cadeiras, apesar das recomendações da troika: saíram gestores do PS, entraram gestores com ligações ao PSD e ao CDS. E, noutras nomeações ainda em preparação, fervilham as movimentações partidárias para a escolha de militantes ou simpatizantes dos partidos no poder.
O memorando de entendimento assinado com a troika refere expressamente que os presidentes e membros das administrações hospitalares "deverão ser, por lei, pessoas de reconhecido mérito na saúde, gestão e administração hospitalar" - uma medida a aplicar já no quarto trimestre deste ano. A assessoria do Ministério da Saúde defende, porém, que a obrigatoriedade de concursos para novos dirigentes apenas se aplica "nos casos dos institutos públicos e das direcções-gerais", ou seja, na administração directa do Estado. E alega que os hospitais EPE (entidades públicas empresariais) "não têm o mesmo estatuto" e a escolha fica nas mãos dos accionistas - que são os ministérios da Saúde e das Finanças.» [Público]


Sobem-se as taxas moderadoras em mais de 100% transformando-as em co-pagamentos inconstitucionais e sobem a falta de vergonha, de decência e de moral.

Como se constrói uma ditadura


Já nos cortaram nos direitos sociais e nos salários, já nos fazem viver numa democracia de fachada mas cada vez mais se nota um ambiente de insegurança e medo. Não a normal acontecer com o aumento de roubos e assalto sempre que a fome e a miséria se tornam no dia a dia de milhões de cidadãos, mas a praticada pelo próprio poder e pelas forças que nos deviam defender dessa insegurança e desse medo. A violência criada e fomentada por agentes policiais infiltrados à civil na manifestação do dia 24 de Novembro é disso uma prova concreta e a falta de resposta dos responsáveis a demonstração de quem a promove.
Mas há mais a acontecer, as ilegalidades e inconstitucionalidades do orçamento, e agora o desrespeito do Ministro Miguel Macedo perante a opinião da Comissão Nacional de Protecção de Dados que considerou inconstitucional a proposta do Governo sobre a instalação de câmaras de video vigilância, afirmando que o parecer da comissão como uma «declaração política» e argumentando que «o Governo não legisla sobre o parecer da CNPD». O que o Ministro faz tábua rasa dos órgãos criados para garantir o respeito pela lei, pela Constituição e pela defesa do direito e das liberdades e garantias dos cidadãos. Este governo desrespeita tudo e todos pelo que antes que o Gaspar se transforme em Salazar temos de correr com esta gente.

quarta-feira, dezembro 07, 2011

Anda por aí um travo salazarento


«Agora é tempo de acabar com os direitos adquiridos e encontrar uma carta dos deveres atribuídos a todos os portugueses, de alto a baixo. Agora é tempo de acabar com utopias e ilusões, soberanias e independências. Agora não é tempo para o exercício de democracias directas ou indirectas. Agora já não há tempo para hesitações ou referendos sobre o que se vai passar na Europa e em Portugal. Se Vítor Gaspar tem razão quando diz que “não há dinheiro”, não é menos verdade que Portugal não tem tempo a perder com formalismos próprios de gente rica. A ordem está falida e os frades famintos. »
(Editorial do i de António Ribeiro Ferreira)

A falta de decoro, de vergonha e dos mais básicos princípios democráticos que começam a surgir na nossa sociedade é preocupante e mostra a importância de todos nos unirmos na defesa de um valor fundamental que é a liberdade. Sem ela somos escravos de um qualquer Senhor que imporá a sua lei à força da perseguição e da violência. Este texto deste tal António Ribeiro Ferreira é um atentado à própria liberdade que lhe permite escrevê-lo e dar a sua opinião. Mas, o que se torna mais grave é que este texto reflecte em grande parte a postura e a forma como este governo se tem comportado. Como muito bem escreveu o "amigo" do blog o Jumento, "Este artigo é a melhor opinião que já se escreveu em apoio dos valores ideológicos de Vítor Gaspar".

2.000 milhões de euros. Querias? Toma!


O primeiro-ministro revelou numa entrevista a existência de um excedente de 2 mil milhões de euros, mas reforçou, no Porto, que não há almofadas.

Não há almofadas mas há dois mil milhões que lhe caíram do céu e que nós ainda iremos ter de pagar. Isto vem dos 6 mil milhões conseguidos com a transferência dos fundos de pensões da banca para o Estado. Quatro ficam já com os bancos e sobram dois para poder gastar neste Natal em prendas para os amigos. Com este dinheiro, se o desejasse, podia dispensar o corte no subsidio de Natal, podia aliviar um pouco a violência com que está a sobrecarregar os portugueses e a miséria e pobreza que está a criar. Podia mas não quer.
Seis mil milhões que todos nós acabaremos por pagar pois a segurança social vai passar a ter de pagar as pensões da banca que segundo parece são mais de 500 milhões de euros por ano. Depois lá virá a velha conversa da necessidade de mais anos de trabalho e menores reformas para a sustentabilidade da Segurança Social.

terça-feira, dezembro 06, 2011

Um Cabal de Natal cheio de hipócritas


O presidente da Assembleia Municipal de Cascais (em exercício) teve de usar o seu voto de qualidade para garantir que este Natal, apesar da crise sem precedentes, não será diferente. Perante os 16 votos a favor e os 16 votos contra uma moção do PS que propunha que, este ano, os cabazes de Natal e os bolos-reis que a autarquia costuma oferecer aos seus deputados fossem antes destinados a famílias carenciadas, "nomeadamente aquelas em que o casal se encontra numa situação de desemprego", Gabriel Goucha (Presidente do PSD Cascais) não teve dúvidas: solidariedade natalícia sim senhor... para com os deputados municipais.

Sei que o desemprego sobe em flecha, que este governo rouba os funcionários públicos, que o sector empresarial do Estado está a saque com as privatizações que se anunciam, que o Estado Social está a ser transformado em caridadezinha, que há milhões de portugueses que já vivem na pobreza, que a miséria, fome e o desrespeito pela Constituição, pelos direitos e dignidade dos cidadãos não pára de aumentar, mas há pequenos gestos que mostram bem a hipocrisia e a indignidade daqueles que, sentados nas suas cadeiras do "poderzinho" representam.
Perante a proposta de cederem um Cabaz de Natal, que lhes está a ser pago com o dinheiro dos cidadãos, a quem mais necessita e vai ter um Natal mergulhado na pobreza, esta gente vota não o fazer por puro egoísmo. Esta é a cara da nossa classe política. Esta é a vergonha que temos de erradicar das cadeiras do poder. Esta gente não presta e não merece qualquer consideração. Rua com eles.

A subserviencia dos miseráveis


O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, apelou hoje a um consenso nacional em volta de uma posição portuguesa face à possibilidade, defendida pela Alemanha e por França, de aprovar um novo tratado europeu. A chanceler alemã Angela Merkel e o presidente francês Nicolas Sarkozy debateram formas de "repensar e refundar a Europa", um plano que prevê um novo tratado europeu que reforce a governação económica na Europa.

A Europa é uma ditadura Germano/Gaulesa, em que os seus lideres põem e dispõem de como os governos, subservientes, devem governar.
Sei que muitos defendem uma Europa e um país, que muitos defendem o federalismo, que os países deixem de o ser para se tornarem em simples regiões de um país maior e que se abdique da independência. Não vou agora aqui defender um lado ou o outro mas só realçar que com a forma como a Alemanha e a França se têm portado, mandando e impondo as suas opiniões a todos os outros, não podemos ficar descansados de que a Democracia continue a existir, (se é que ainda existe), que a liberdade não passe a ser uma memória e que não passemos a ser considerados cidadãos de segunda às ordens de uma raça ariana armada em raça superior.
Paulo Portas fala em procurar o consenso nacional, abrindo já a porta ao compadrio politico e renegando a possibilidade de dar a voz e a decisão do povo através de um referendo. O poder não gosta de referendo, como se viu na altura do Tratado de Lisboa e até, mais recentemente, na Grécia com a ajuda externa e os pacotes de miséria que a acompanhavam. O poder não gosta de dar a voz aos seus povos pois podem decidir de forma diferente daquela que eles querem e desejam. Não sei qual é a definição que alguns dão à Democracia, mas na minha, mesmo numa democracia minimalista como é aquela que temos, isto é ditadura. Vamos exigir que nos devolvam a democracia que nos estão a roubar e aproveitemos para exigir uma outra democracia, mais participativa e onde a palavra dos cidadãos conte mais que as opiniões de um qualquer politico. Uma democracia em que a Constituição não seja feita palavra rasa.
Esta não é uma luta que nos podemos dar ao luxo de perder porque é todo o futuro, o nosso, o dos nossos filhos e netos que está em causa. Esta é uma luta que cabe a todos, uma luta que não é travada no sofá em frente da televisão, uma luta que tem de ser feita na rua, na ocupação do espaço público e na exigência da mudança. Não é hora de resignação nem de comodismo porque não há outra hora que não esta para o fazer.

segunda-feira, dezembro 05, 2011

Uma Constituição que até (os) queima


«O empresário Joe Berardo diz que o Presidente da República não tem conseguido manter o compromisso de "defender os portugueses", nem explicar o seu envolvimento em algumas situações polémicas, pelo que deve "pedir a resignação" do cargo.»

Eu normalmente não concordo com aquilo que este Joe diz, e não é por nem saber falar um português minimamente português, mas sim pelas suas opiniões e oportunismo. Mas, neste caso até tenho de concordar com ele que este Sr. Silva devia resignar. O melhor mesmo era que nunca tivesse sido eleito por todo o mal que já tinha feito a este país e, se não resignar todo o que ainda virá a fazer.
As funções do Presidente no nosso regime é quase de figura institucional, mas algumas funções importantíssimas como a obrigação de velar pelo cumprimento da Constituição. Este governo já deu mostras de não ligar nenhuma à lei fundamental da republica Portuguesa e cabe ao Presidente a obrigação de pôr cobro a isto. terá o Sr. Silva coragem para isso? É que ao que parece a Constituição começa a queimar-lhe as mãos.

PS: Já agora Sr. Silva, se fizer um favor ao seu país e antes de resignar, agradecíamos que demitisse o Passos Coelho e toda aquela cambada de Álvaros, Relvas e Gaspares que o acompanham.

Autarquias: Uma aventura perigosa


O ministro Miguel Relvas foi fortemente contestado neste sábado, quando foi encerrar o congresso da Associação Nacional de Freguesias. Metade dos 1600 congressistas abandonaram a sala onde decorreram os trabalhos, em Portimão. Uma forma de virar as costas à proposta de extinção de freguesias defendida pelo Governo. No final, Relvas disse que o clima de contestação foi gerado e estimulado propositadamente contra si. Uma acusação sem destinatário, dado que se recusou a identificar os autores.
Interrompido diversas vezes por vaias e palavras de contestação, o ministro garantiu que a reforma administrativa do país irá para a frente. “Vamos ser claros. Esta reforma da Administração Local é uma exigência geracional e o Governo está determinado na sua concretização”.

Este governo acobardou-se quando soube que teria de mexer nas autarquias, onde é o partido com mais Municípios e Freguesias e onde mantêm muita da sua força e satisfaz muita da sua clientela, interna e externa. O cartão do partido é garantia de empregos e tachos e negócios para muitos empresários, empreiteiros e comerciantes. Resolveu por isso poupar os municípios, de onde sabiam vir muito maior contestação, e atacou os mais fracos; as freguesias.
Mas, as freguesias, até mais que as Câmaras Municipais, são a ligação mais próxima das populações ao Estado para a resolução dos problemas locais e, se nas grandes cidades isso não se faz sentir muito, nas pequenas aldeias isoladas do interior é uma necessidade. São também, para todos aqueles que desejam e exigem uma nova forma de democracia, mais participativa e que respeite a opinião dos cidadãos, o local indicado para conseguirem iniciarem a mudança. Movimentos de cidadãos podem concorrer às eleições para criarem uma relação muito mais próxima e directa com os fregueses, levando para as Assembleias de Freguesia as propostas decididas por Assembleias Populares convocadas para discutir os problemas e encontrar as melhores soluções.
Fizeram por isso muito bem todos aqueles que o vaiaram
e lhe viraram as costas. Agora é iniciar a luta para tentar travar mais este ataque do poder à qualidade de vida de todos nós.


domingo, dezembro 04, 2011

Afinal quem é que é violento?


A actuação da polícia, com agentes infiltrados na manifestação da greve geral de 24 de Novembro, que se mostrou serem os responsáveis da violência que aconteceu, tanto provocando eles próprios os confrontos, agredindo civis ilegalmente e acabando mesmo por entram em confronto com a própria policia que fazia o acompanhamento do protesto.
As declarações iniciais do Ministro e das forças policiais foram deploráveis, o comentários da Direcção Nacional da PSP ainda piores e há um coro de protestos de exigindo o apuramento de responsabilidades pelas ilegalidades cometidas e pela forma como pretenderam "contaminar com violência" um protesto pacifico e legal. Por exemplo o bastonário dos advogados Marinho e Pinto diz que actuação da PSP “vergonhosa e indigna” merece inquérito parlamentar. “Devem ser exemplarmente punidos os comandantes policiais ou membros do Governo que permitiram essas práticas.” “O objectivo dos agentes provocadores é desacreditar a contestação social à política do Governo”.“Pelo que me apercebi, tiveram atitudes mais radicais, para levar as pessoas a segui-los”. “Ficámos com dúvidas sobre se não foram outros agentes da PSP que lançaram cocktails molotov para as repartições de finanças.” Toda a informação, fotografias e videos no blog 5 Dias
Esta gente há muito que renegou a constituição e a lei e age como se de uma ditadura se tratasse. O pior é que não se pode ser uma ditadura enquanto houver cidadãos que não se calam e que teimam em denunciar e combater a prepotência e o ataque ás liberdades. Mas ainda pior para eles é que cada vez há mais gente a indignar-se, a ganhar consciência que uma mudança, não de governo, mas de sistema é urgente, a querer ter voz activa nas decisões. Há mais gente a debater ideias com outros, por todo o lado surgem grupos que se reúnem e pensam alternativas. Grupos todos unidos pela ideia de uma democracia mais participativa e mais verdadeira. E, não é só espalhadas por Portugal, por todo o mundo a indignação contra os governos submissos aos mercados criando desemprego, pobreza e miséria. Grupos todos diferentes na sua postura, todos independentes na sua acção, todos iguais nos objectivos.


Um salário mínimo digno de gente abastada


"O salário mínimo [485 euros], em termos relativos, não é realmente baixo em Portugal." A afirmação do secretário de Estado do Emprego, Pedro Martins, feita ontem no Parlamento, levou alguns deputados à gargalhada.

Temos de agradecer a este burgesso o fazer-nos sentir ricos pois afinal viver com 485 euros não é um salário baixo. Os deputados deram gargalhadas com as afirmações do Secretário de Estado e como sei que vão aparecer muitos que não sabem a sorte que temos em estar num país onde quem recebe o salário mínimo vive na abastança, faço já aqui a proposta de que esse passe a ser o valor dos salários deste e todos os outros membros do governo. Afinal, em termos relativos, não seria uma remuneração realmente baixa, mas seria merecida.

sábado, dezembro 03, 2011

A conquista da Europa

O Presidente francês, Nicolas Sarkozy, colocou-se hoje ao lado da Alemanha para defender “um novo tratado europeu” que refunde a Europa e reforce o governo económico da União Europeia.

A cada crise económica por que passou a Europa no século XX, segui-se uma guerra em que a Alemanha assumiu o papel do conquistador e que resultaram em muitos milhões de mortos. Na primeira crise do novo século há quem diga que a guerra será só económica e que, como nas anteriores, lá está a Alemanha a lançar uma nova ofensiva de conquista, desta vez não pela força das armas mas pela força da chantagem e da ameaça financeira. Certo é que a cada dia, a cada decisão da dupla Merkle/Sarkozy mais um pouco da soberania dos países é alienada e com um novo tratado pouca ou nenhuma restará. Isto, se entretanto a coisa não descambar para a velha via do tiro e da bomba.

A Assombração cavaquista


Sobre as críticas feitas por Manuela Ferreira Leite, Passos Coelho afirmou que «Não vivo com fantasmas. Não tenho medo, como primeiro-ministro e líder do PSD, de fantasmas internos». Até porque, acrescentou, «apesar de haver sempre vozes discordantes dentro do PSD».

Que a velha te assombre as noites entre os teus pesadelos com tumultos. Se isso não te fizer ir embora então teremos de ser nós a ir para a rua e correr contigo. É que estamos fartos de aturar mentirosos.

sexta-feira, dezembro 02, 2011

A Abóbora do Cavaco

Cavaco Silva Agricultor não teme comparações e afirma, pegando na abóbora de um outro agricultor, que as abóboras dele são muito maiores. Não fala sobre o orçamento porque ainda não conhece o documento na totalidade. Nós, mesmo os que também não conhecem o orçamento na totalidade podemos esperar porque todos sabemos que é um documento que inclui inconstitucionalidades. Esperemos que também aí tenha uma grande "abóbora" e tenha a coragem de enviar tudo para o tribunal constitucional.
Como tenho algumas dúvidas o melhor mesmo é começarmos a pensar em juntar-nos todos para ir a Belém mostrar-lhe a nossa indignação.

Pirataria Orçamental


Um Orçamento acabadinho de aprovar à tarde para à noite o Passos Coelho já admitir que "o maior risco que nós enfrentamos nesta altura é o de declínio económico", acrescentando que se a recessão económica no próximo ano for superior aos três por cento previstos pelo Governo teria de adoptar novas medidas. Não quero nesta altura dizer que medidas poderão ser. Julgo que não é a altura adequada para estar a falar disso".
Pois é, lá mais para a frente dirão que mais nos vão roubar e avisarão de quando o voltarão a fazer. O Sócrates chamava-lhes PEC, este tem-lhe chamado buracos e agora simplesmente medidas. Será que também se vai chamar, Medidas um, medidas dois, medidas três,...?
Esta gente não sabe o que anda a fazer, destrói a economia e o crescimento forçando a recessão, faz uma previsão que nem eles mesmo acreditam para assim justificarem mais destruição da economia e mais recessão. Até quando vamos aguentar?
É certo que alguma coisa vai ter de acontecer, cabe-nos a nós tentar garantir que a solução passe por uma democracia mais participada, uma sociedade mais livre e não em mais repressão e autoritarismo.

quinta-feira, dezembro 01, 2011

Antenora de Dante(s) mas agora


"Antenora é o segundo giro do nono círculo onde são punidos os traidores de sua pátria ou partido político. As almas ficam submersas no nível do pescoço, com apenas suas cabeças fora do gelo. O nome foi tirado de Antenor, o príncipe troiano que traiu o seu país ao manter uma correspondência secreta com os gregos."

Depois de um anónimo e o amigo Joãopft me terem relembrado Antenora, da Divina Comédia de Dante, senti-me na "obrigação" de lhe fazer um "boneco". Claro que neste caso o segundo giro do nono circulo não se deveria chamar de Antenora, mas sim Passoscoelhora, porque como Antenor também ele está a trair o seu pais, não por simples correspondência secreta, mas por submissão ao poder Franco-Alemão e condenação dos portugueses à miséria. Ninguém conhece por aí algum lago gelado disponível?

O dia da Restauração


A 1 de Dezembro de 1640, Miguel Vasconcelos era secretário de Estado (primeiro-ministro) da duquesa de Mântua, vice-Rainha de Portugal, em nome do Rei Filipe IV de Espanha (Filipe III de Portugal). Era odiado pelo povo por, sendo português, colaborar com a representante da dominação filipina. Foi a primeira vítima tendo sido defenestrado.
Depois de entrarem no palácio, os conspiradores procuraram Miguel Vasconcelos, mas dele nem sinal. E por mais voltas que dessem, não encontravam Miguel de Vasconcelos. Já tinham percorrido os salões, os gabinetes de trabalho, os aposentos do ministro, e nada. Ora acontece que Miguel de Vasconcelos, quando se apercebeu que não podia fugir, escondeu-se num armário e fechou-se lá dentro, com uma arma. O que finalmente o denunciou foi o tamanho do armário. O fugitivo, ao tentar mudar de posição, remexeu-se lá dentro, o que provocou uma restolhada de papéis. Foi quanto bastou para os conspiradores rebentarem a porta e o crivarem de balas. Depois atiraram-no pela janela fora.
O corpo caiu no meio de uma multidão enfurecida que largou sobre ele todo o seu ódio, cometendo verdadeiras atrocidades, sendo deixado no local da queda para ser lambido pelos cães, símbolo da mais pura profanação.

Este é o último ano em que o dia 1 de Dezembro vai ser feriado. A este junta-se o dia 5 Outubro e mais dois feriados religiosos. Curiosamente são duas datas que representam, uma a independência e outra a Republica, ambas conquistadas com revoluções apoiadas por populares. É que para este governo, revoluções não são boas de lembrar nem de festejar. É porque confundem muito tumultos com revoluções e tumultos é um pesadelo que os assola.