sábado, fevereiro 25, 2012

Cegueira financeira


Se em terra de cegos quem tem um olho é rei, em terra de patos quem é cego é o quê?

Desempregado com "Gestor de Carreira"


Os desempregados inscritos nos centros de emprego vão passar a ter um gestor de carreira, de modo a tornar mais fácil o seu regresso ao mercado de trabalho, segundo anunciou o ministro da Economia e do Emprego, Álvaro Santos Pereira, no final do Conselho de Ministros no qual foi aprovada o Programa de Relançamento do Serviço Público de Emprego. O programa prevê ainda aumentar em 20 por cento o número de ofertas captadas pelo centro de emprego e aumentar o número de colocações de trabalhadores desempregados através destes centros em 50 por cento até 2013.

Assusta-me a imagem de desempregado com "Gestor da Carreira". Há carreiras melhores e há ministros que não merecem a que têm. Deve estar a contar com os "Pasteis de Nata" para aumentar em 50% o número de colocações de desempregados pelos centros até 2013. Se estas coisas se fizessem por decreto era tão fácil, não era?

sexta-feira, fevereiro 24, 2012

As aventuras do Gaspar

Torneiras parlamentares


Pela segunda vez, o conselho de administração da Assembleia da República de Portugal rejeitou a introdução de água da torneira nas reuniões parlamentares e explicou a decisão com números. De acordo com a Assembleia da República, a água engarrafada servida nas reuniões da comissão do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Poder Local – sim, porque a hipótese nunca foi colocada a todo o Parlamento – custa €259 por mês.
Servir água da torneira à mesma comissão, de acordo com o Assembleia da República, custa 30 vezes mais. O cálculo incluiu os custos do pessoal “para o enchimento, limpeza, colocação e arrumo dos vasilhames”, no valor de €2,730 – dez vezes o valor da própria água mineral. O Conselho de Administração considerou também o custo dos jarros em si, e avaliou-os em €4.680.

Em que raio de lojas comprará esta gente os jarros de água e que raio de água sai daquelas torneiras do Parlamento e porque raio têm os deputados de ter quem lhes sirva água. Posso dar aqui um contributo, que cada deputado compre uma daquelas canecas de metal com um ilho de prender ao cinto agora muito em uso em festivais e acampamentos. É que, de Janeiro a Novembro de 2010, consumiram-se no Parlamento 35 mil litros de água mineral, em 45 mil garrafas plásticas de 330 mililitros, duas mil garrafas de litro e meio e 78 mil copinhos de plástico. Eu sei que por aquele parlamento anda muito camelo, mas é muita água.

PS: Já agora talvez o ilustre Conselho de Administração do Parlamento devesse contabilizar quanto custa em funcionários a encomenda, facturação, transporte, armazenamento, distribuição e recolha das garrafinhas?

quinta-feira, fevereiro 23, 2012

Onde pára o dinheiro


Do empréstimo de 78 mil milhões de euros, Portugal recebeu até ao dia 19 de Janeiro 39.610 milhões de euros (50,8 por cento do total) do empréstimo internacional na sequência do acordo alcançado com o Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu.

Pois é, está a vir e a ir rapidamente e para os cidadãos tudo o que parece restar são austeridade, sacrifícios, insegurança, desemprego, desespero, recessão, pobreza e miséria. O dinheiro não vem para reactivar a economia, para combater a recessão mas sim para pagar outros empréstimos aumentando ainda mais a dívida pelos altos juros que agora pagamos. Quando este acabar, outro virá com menos soberania e menos direitos mas com muito mais austeridade, sacrifícios, insegurança, desemprego, desespero, recessão, pobreza e miséria. O que também é menor é a esperança e a qualidade de sobrevivência dos nossos filhos e netos. Não estará na hora de procurarmos outras alternativas?

Dança da Chuva


Assunção Cristas, ministra do Ambiente, do Mar, da Agricultura e do Ordenamento do Território afirmou na comissão parlamentar de Agricultura, em resposta a questões dos deputados, que quiseram saber o que está a fazer o Governo em relação ao impacto da falta de chuva no sector agrícola. «Devo dizer que sou uma pessoa de fé, esperarei sempre que chova e esperarei sempre que a chuva nos minimize alguns destes danos. Como é evidente, quanto mais depressa vier, mais minimiza, quanto mais tarde, menos minimiza. Se não vier de todo, não perderei a minha fé mas teremos obviamente de actuar em conformidade».

Umas danças da chuva talvez ajudem.

quarta-feira, fevereiro 22, 2012

A realidade vem sempre ao de cima


Tanto andou a falar que tínhamos de cumprir, custasse o que custasse, (a nós), as condições da Troika em nome do nosso bom nome nos mercados. Renegociar a dívida nem pensar, nova ajuda, nunca, mesmo quando todos já sabiam que isso era impossível. Já vacilou uma vez quando já admite que ainda não sabe se Portugal vai ou não precisar de algum ajustamento no plano de ajuda externa.
Subiram os impostos mas as receitas fiscais estão a baixar, os desempregados, apesar da emigração que não pára de aumentar, já ultrapassam o milhão. a recessão é cada vez mais profunda numa economia que se desfaz de dia para dia. Não sei quanto tempo mais vão esperar os portugueses para correr com esta gente. Será que as novas medidas de austeridade que este governo e as suas politicas obrigatoriamente terão de implementar será a gota de água que vai fazer transbordar o copo?

A escolha natural do Partido Comunista Chinês


No final da Assembleia Geral da EDP, Eduardo Catroga afirmou que “Eu seria um candidato natural para um mandato como presidente. A minha escolha é uma escolha natural, e os accionistas, ponderando alternativas internas e externas, consideraram a mais acertada”.

Ainda bem que esta gente não sabe estar calada porque assim nos vão relembrando da vergonha que a sua existência representa para a justiça social, para a decência e para a hipocrisia reinante. É certamente uma escolha natural quando o Primeiro Ministro que negociou a venda da participação do Estado se chama Passos Coelho a quem tanto ajudou a fazer eleger. Também é certamente a alternativa mais acertada para os accionistas que têm um bom e agradecido amigo no poleiro do poder. Para ele ficam os mais de 40 mil euros mensais, para nós a factura da luz sempre a subir.

terça-feira, fevereiro 21, 2012

Esta carripana chamada Europa já se está a transformar em abóbora


Isto há alturas em que os bonecos me surgem mais por encontrar imagens do que gosto que por haver algo que eu queira escrever e tenha necessidade de o ilustrar. Há alturas em que me parece que já disse tudo o que poderia dizer sobre os personagens que aqui retrato. Já lhes lancei todo o meu asco e todo o meu desprezo que me parece que nada mais vale a pena dizer. Ficam assim os bonecos orfâos de um texto, mas que se lixe, afinal nunca foi a escrita aquilo para que tenho mais queda e jeito. Cada um que lhes faça a leitura que desejar.

Um pesadelo chamado povo


O primeiro-ministro Passos Coelho foi recebido, este domingo, com protestos em Gouveia. Depois, em declarações aos jornalistas, o primeiro-ministro afirmou que não se pode fugir aos protestos, porque é preciso perceber as razões do descontentamento.

Se ainda não sabe nem entendeu as razões dos protestos dos portugueses então este Primeiro Ministro não tem nem condições para ocupar o cargo nem futuro nele. Todos sabemos as razões e só não as posso listar aqui porque são tantas que este texto não teria fim. Habitue-se o "Coelhinho" que daqui para a frente não terá muitos dias em que ponha os pés na rua e haja quem tenha ganas de lhe dar uma cacetada no "cachaço". O discurso do "estamos a cumprir", "não necessitamos de renegociar a dívida" ou de "não necessitamos de pedir uma nova ajuda" começa a ruir e a realidade a ser mais forte que a propaganda. Aumento das falências, dos desempregados, da pobreza e da miséria são factos que não podem ser cobertos por falsas mensagens de esperança que cada vez se torna numa maior ilusão. Já não falta muito para tudo isto rebentar.

domingo, fevereiro 19, 2012

É um Artista português


Ainda não o fui ver, mas já me disseram que é um grande filme e é considerado o favorito a ganhar o Oscar deste ano. Já deste "remake" à portuguesa duvido que ganhe seja o que for.

Um presidente envergonhado que é uma vergonha


Cavaco Silva participou hoje no encerramento da conferência "Nascer em Portugal" mas não eixou que nenhum jornalista se aproximasse dele. Ontem fugiu dos jovens que se manifestavam à Porta da Escola António Arroios e hoje aos jornalistas para não ter de justificar a fuga da véspera. Este personagem já há muito que deixou de ter condições, se ´que alguma vez as teve, para ocupar um cargo onde deveria defender a Constituição e a soberania do país. Demita-se e acabe com este arrastar vergonhoso de uma madato em que ainda nada fez de que se possa orgulhar e de que todos nós não tenhamos de nos envergonhar.
Porra de país este em que os governantes se escondes por detrás de seguranças para evitar o povo que governam e o Presidente dos jovens estudantes e dos jornalistas.

sábado, fevereiro 18, 2012

Gente sem relevo nenhum


O gabinete do ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, encomendou em Dezembro, à Gráfica MaiaDouro, SA, a produção, por ajuste directo, de uma centena de exemplares do programa do Governo, denominado "Compromisso para uma Nação Forte". O preço contratual foi de 12 mil euros, o que significa que cada exemplar, feito em papel couché semimate, custou 120 euros. A capa do livro tem um fundo em tons de cinza-prata e apresenta uma ilustração em alto-relevo. Segundo adiantou ontem fonte do gabinete de Miguel Relvas, os exemplares destinam-se exclusivamente ao Governo. Trata-se de uma edição, toda a cores, cujo conteúdo é idêntico ao programa de Governo e ao balanço dos 100 primeiros dias do XIX Governo Constitucional.

Tirando os 12 mil euros o que achei mais interessante é o pormenor, a iniquidade, a cagança de se darem ao luxo de terem nos seus gabinetes um exemplar do seu, deles, "Compromisso para uma Nação forte" em cima da secretária. A cores, em coché semimate e com capa em tons de cinza-prata e ilustrações em alto-relevo. Um compromisso onde está o compromisso de acabarem com o desperdício do Estado, custe o que custar.

Cavaco escondido com estudantes lá fora


O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, cancelou uma visita que tinha programada para esta manhã à escola António Arroio evitando assim uma manifestação de alunos. Fonte de Belém já justificou a ausência devido a "um impedimento".

Sempre disse que este personagem era medroso e sem o mínimo de categoria para ocupar o lugar que ocupa. Agora até já se fecha no Palácio de Belém com receio de uma manifestação de alunos do ensino secundário.
O que proponho a todos é que sempre que se saiba que ele pensa sair à rua se organize um protesto. Assim ficam as nossas ruas menos conspurcadas e não temos de o ouvir.
Já o Álvaro e o Gaspar preferem esconder-se por detrás de um reforço de segurança pessoal com medo do próprio povo que dizem servir. Haverá melhor confissão de que sabem muito bem o que estão a fazer? Toda esta gente não presta e o que temos de fazer é mostrar-lhes que não há cortinas em Belém ou policias em São Bento que possam substituir a vontade de um povo em luta. Afinal, de que estamos à espera?

quinta-feira, fevereiro 16, 2012

São tão bomzinhos


Pobres passam a ter acesso a refeições take away em 950 cantinas em todo o país. A ideia é que as pessoas em situação de pobreza, que querem manter o anonimato e hesitam em frequentar a tradicional "sopa dos pobres", possam levar para casa refeições já confeccionadas, gratuitas.

Não é fácil criticar as medidas que, de uma maneira ou outra, possam ajudar quem vive em aflição e desespero. Mas fácil é fazê-lo a quem as implementa se foram também os responsáveis pela pobreza em que essas pessoas foram atiradas. Quem se esteve absolutamente nas tintas pelo sofrimento que causaram, pelas vidas que destruíram, pelo desespero do desemprego e da fome. A caridadezinha que agora vêm mostrar não limpa a porcaria e a crueldade das medidas de austeridade que todos os dias atiram mais gente para a miséria. Estão a destruir futuro do país por muitos anos e não é assim que redimem as suas almas.

Cego, burro ou desonesto?


- A agência de notação Standard & Poor's baixou a nota a sete bancos portugueses. As instituições já estavam todas classificadas como "lixo".
- A agência de notação Moody’s baixou a nota de seis países europeus, entre os quais Portugal, Espanha e Itália, e colocou em perspectiva negativa a Áustria, França e Reino Unido.
O PIB português caiu 1,5% no ano passado face a 2010, em resultado de uma queda homóloga de 2,7% no quarto trimestre, segundo dados do INE. A forte queda do PIB no final do ano passado resulta sobretudo da queda da procura interna, “associado particularmente às diminuições mais expressivas do investimento e das despesas de consumo final das famílias”.
- Pedidos de ajuda de famílias em dificuldades quase duplicaram em Janeiro. Deco recebeu 2272 casos de sobreendividamento no primeiro mês de 2012, um aumento de mais de 90% face a Janeiro de 2011.
- A taxa de desemprego em Portugal atingiu um novo máximo em Dezembro e é já a terceira mais elevada entre os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), atingindo os 13,6%.

Podia continuar aqui a colocar noticias sobre a nossa economia que o quadro geral não se ia modificar muito. Portugal está em queda livre, esta politica já mostrou que em vez de travar só acelera essa queda. Quando já não puderem maquilhar a realidade é claro que a culpa vai ser da crise, mas eu digo que não é, a culpa é do sistema e só a sua mudança pode permitir o fim desta desgraça anunciada.

quarta-feira, fevereiro 15, 2012

Emigrante no seu próprio país


O Governo quer criar um regime de mobilidade geográfica que permita a transferência de funcionários públicos, sem o seu acordo, para concelhos que não sejam confinantes com o da sua área de residência

A politica barbara de idiota de austeridade seguida por este governo já condenou à pobreza muitos milhões de portugueses e agora só faltava destruir também a hipótese de se salvarem destruindo-lhes também a vida. Condenar quem já vive com dificuldades a ter de abandonar a sua casa, a sua vida familiar e social para serem desterrados para onde o governo assim o decidir. Imagine-se o que vai acontecer a quem, por exemplo, for casado, com filhos e a pagar a prestação da casa. Tem de alugar uma nova casa no novo local de trabalho, continuando a ter de pagar a que deixa para trás, mudar a escola dos filhos, obrigando a uma nova rotina para os poder acompanhar no seu crescimento, separação do casal por o outro ter o seu trabalho e não puder também ele mudar. Aos professores e aos jovens licenciados aconselham a emigrar para fora, aos que cá ficam obrigam-nos a fazer "emigração" interna.
Como se pode ter tal desumanidade para com as pessoas, gente que trabalha para eles e que eles não se importam de colocar em situações de desespero. Será só por maldade e por poupança? Ou não haverá aqui a tentativa de tentar que no seu desespero ou na impossibilidade real de o fazer o trabalhador prefira pedir a rescisão do vinculo laboral? Mais um funcionário público que não vão ter de despedir.
Esta gente não presta, tecnicamente e humanamente. Não existe nenhuma razão, para além do poder do dinheiro e dos mercados, que justifique que os deixemos continuar a prosseguir neste rumo sem futuro. De que estamos à espera? Ou será que só estamos à espera uns dos outros?

Um Cupído Demo-Crato


Tinha uma divida para com a minha amiga Moriae do Blog Demo-Crato. Sempre me convidou para fazer parte dos seus blogs e eu sempre aceitei sabendo à partida que a minha colaboração seria esporádica já que este blog me consome quase todo o tempo que tenho para estar na Internet. Fiz por isso este boneco para oferecer ao seu blog e que hoje partilho aqui.

terça-feira, fevereiro 14, 2012

O amoroso Coração laranja

Merklelandia


«A ministra alemã do Trabalho disse que os salários no país deviam ser aumentados por uma questão de partilha do sucesso sentido pelas empresas.»

Em ano de eleições na Alemanha canta-se vitória enquanto na Europa os primeiros conflitos de um futuro a ferro e fogo já se sentem. O bem de uns construído à custa do mal dos outros, é o mal dos outros para bem da "deutschland". É por isso que a Merkle tem uma cara para os eleitores alemães e outra para os europeus, é por isso que num lado aumentam salários e no outro os impõem a sua redução, é por isso que para uns canta opera bufa e aos outros dedica o fado dos desgraçadinhos.

domingo, fevereiro 12, 2012

O Negócio da doença


O Hospital Garcia de Orta confirmou a existência de uma circular para que sejam emitidas 17 altas por dia em diversas especialidades, distribuídas da seguinte forma: 10 para o serviço de medicina, uma para o serviço de pneumologia, uma para o serviço de gastrenterologia, uma para o de nefrologia, duas para neurologia, uma para oncologia e uma para o serviço de cardiologia.
«O hospital admite que se trata de um lapso que vai ser corrigido, pois esta é uma circular informativa e não normativa. «O que se pretende é optimizar a resposta do serviço de urgência. Um doente que entra na urgência e se chega à conclusão que vai ficar internado, se não tiver cama, fica na urgência, prejudicando o seu funcionamento».

A circular em si já é uma vergonha, a explicação ainda a agrava mais. O problema está na falta de camas e se não derem 17 altas não têm camas disponíveis para as novas emergências. Bem pode o hospital falar que tudo não passa de um lapso, mas se é um lapso então é um lapso que é consequência da forma como o Serviço Nacional de Saúde está a ser desvirtuado e transformado num sistema para pobres sabendo-se que muitos dos que mandam neste país os desprezam e consideram descartáveis. As afirmações da Manuela Ferreira Leite sobre os hemofílicos com mais de 70 anos terem de pagar o seu tratamento, (cerca de 2000 euros mensais), ou de quem questiona se valerá a pena gastar dinheiro a operar idosos com 80 ou 90 anos é disso uma boa amostra. Reduzem-se em quantidade e qualidade a saúde pública para os que pouco ou nada têm, deixando para os bancos o negócio dos seguros e o da saúde para os grupos privado de hospitais. Ganhar dinheiro com a doença é um negócio que garante sempre muita clientela.

Escutam-se os segredos, destapam-se as mentiras


Em declarações captadas pela TVI, no início do Eurogrupo, o ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schauble disse: "Depois de uma decisão substancial sobre a Grécia se houver necessidade de ajustamento do programa português, nós estaremos prontos para o fazer", explicou Schauble sobre Portugal.
Publicamente, o primeiro-ministro Passos Coelho tem dito que "não quer mais tempo nem mais dinheiro", mas no diálogo privado com Schauble, o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, respondeu com agradecimento. "Isso é muito apreciado".

Todos sabem que as contas de Portugal vão derrapar e já em Abril isso vai ser claro nos relatórios sobre as contas do primeiro trimestre, com o aprofundamento da recessão e a redução das receitas. Todos sabem que Portugal não vai poder pagar o empréstimo e que vai ter de renegociar os prazos e até muito provavelmente pedir nova ajuda. (Por mais que nos digam que Portugal não é a Grécia, as consequências da brutal austeridade a que ambos os países têm sido sujeitos fará com que aquilo que hoje acontece na Grécia seja o prenuncio do destino que nos traçaram).
A solução só pode passar, não só por uma mudança de politicas mas sobretudo pela mudança deste sistema em que os mercados mandam mais que as soberanias dos países. Não se trata aqui de pieguices, mas do futuro de todos nós.

sábado, fevereiro 11, 2012

Ganham pouco mas não se queixam


"A remuneração mensal do primeiro-ministro português é 6% superior ao do seu homólogo espanhol, enquanto o salário mínimo nacional é 20,7% inferior ao dos nossos vizinhos. Ou, dito de outra maneira, Espanha é tão avarenta com o seu chefe de Governo quanto Portugal é sovina com os seus mais desprotegidos."
Diário Económico / 20030818

Passos Coelho ao SOL: 'Não sou bem pago, mas não me queixo' (Estatuto remuneratório de titulares de órgãos políticos)

Não te queixas porque não és piegas, não e? Ou será que não te queixas porque não tens razões para te queixar. Ou ainda porque a febre do poder se sobrepõe a tudo? Piegas são os outros, os que ganham ordenados mínimos e pensões de miséria a quem tu prometeste, custe o que custar, tornar ainda mais pobres. Tu, tu não te queixas.

Ninguém faz mal ao nosso Jotinha


O PCP pediu a audição de Passos porque é o primeiro-ministro que tutela directamente as ‘secretas'. Os comunistas querem explicações sobre as alegadas relações entre o ex-'espião' Jorge Silva Carvalho e o Governo numa eventual reestruturação dos serviços secretos.
O ministro Miguel Relvas, disse que a possibilidade de o primeiro-ministro comparecer na comissão de Assuntos Constitucionais é um «assunto encerrado». «Esse assunto está encerrado», afirmou Miguel Relvas aos jornalistas quando questionado sobre o facto de a presidente da Assembleia da República ter anunciado hoje que, segundo a interpretação do regimento, o primeiro-ministro não é obrigado a comparecer na comissão de Assuntos Constitucionais, conforme foi requerido potestativamente pelo PCP. «O Governo sempre foi claro nessa matéria. O senhor primeiro-ministro de 15 em 15 dias estará no Parlamento para discutir com os senhores deputados.

Tanto trabalho para impedir o Passos Coelho de ir à comissão dos Assuntos Constitucionais mostra que há ali algum receio e como "quem tem cu tem medo" pode-se concluir que também quem faz merda tem medo. É que o assunto é grave e, se vivêssemos numa verdadeira democracia em que a Constituição faz lei e é cumprida, até poderia levar à demissão do Primeiro Ministro. Mas não vivemos e por isso é o untuoso Relvas que vem declarar; assunto encerrado. Para toque final, a hipocrisia que se lhe conhece, "O senhor primeiro-ministro de 15 em 15 dias estará no Parlamento" para responder aos deputados. Como se responder num debate parlamentar, onde já tanto Primeiro-ministro mentiu tanto com todos a consideram isso normal, (é hora de espectáculo e de fazer flores para TWer), ou numa comissão em que é questionado directamente e onde a mentira ganha outro peso institucional.
Que verdade tanto procuram esconder e lhes causa tanto medo?

sexta-feira, fevereiro 10, 2012

Grupo de Arraiolos


O Presidente da República, Cavaco Silva, disse esta quarta-feira, na Finlândia, onde se vai reunir com os chefes de Estado do «grupo de Arraiolos», que vai mostrar que Portugal está a cumprir os compromissos, a promover «reformas estruturais» e alcançou um acordo de concertação social «que alguns podem até invejar».

Talvez os seus amigos presidentes possam sentir inveja, mas certamente os povos desses países não terão inveja nenhuma daquilo que se passa em Portugal. Ou talvez o venham a ter quando, um dia, este povo acordar e correr com esta gente e estas políticas.

Vamos dizer-lhes NÃO

quinta-feira, fevereiro 09, 2012

Um turista nada acidental


Lembro-me ainda dos anos em que o Mário Soares percorreu o Mundo para andar a pedinchar empréstimos para tirar Portugal da bancarrota. O Paulo Portas não sei bem o que anda a fazer mas acredito que já o tenha batido em muitas milhas só nestes meses. De vez em quando lá se lembra de passar por Portugal para fazer prova de vida, aproveita para dizer que o governo está a fazer o melhor que pode e descola de novo sabe-se lá para onde. Longe vão os tempos em que se recusava a aceitar mais aumentos de impostos, que vociferava contra as listas de espera nos hospitais, se mostrava muito preocupado com as baixas pensões dos mais idosos e percorria as feiras de agricultura com um boné na cabeça. Agora prefere esconder-se, dar pouco nas vistas para não o associarem ao desastre económico e social que se aproxima. Mais um que não faz falta nenhuma.

Se a ASAE não fecha este restaurante fechamos nós


Uns comem directamente do tacho enquanto todos os outros até já têm de partilhar os ossos. Cada dia, cada oportunidade de ir ocupar a rua é uma oportunidade de fazer a mudança. Só no dia em que todos os que dizem que não vale a pena, os que dizem hoje não me apetece, hoje estou cansado, hoje tenho de ir às compras, hoje quero ver futebol, todos decidirem não o fazer e sair para a rua poderemos correr com esta escumalha e assumirmos o nosso destino nas nossas mãos. Até lá somos só gado que eles controlas, manipulam e exploram enquanto acumulam riquezas e mordomias. Até lá cada dia em que alguém saia à rua em protesto é um dia a menos para o dia em que todos finalmente ocuparemos a rua. É por isso que já no dia 11 há mais uma boa oportunidade para mostrarmos o nosso protesto. Se forem dez mil pouco mudarão, 100 mil já incomodarão mas se fossem um milhão eles caiam. Cada um de nós conta e é por isso que uma vez mais lá estarei. E tu?

quarta-feira, fevereiro 08, 2012

O Cavalo de Troika


Contrariamente ao discurso do governo que diz que Portugal não é a Grécia, hoje devíamos ser todos gregos. Perante o ataque e a chantagem dos mercados e dos seus supostos parceiros Europeus no formato "Merkozy" deveríamos ser todos gregos por solidariedade. Mas, mesmo aqueles que não o são capazes de fazer por esse motivo, mesmo aqueles que repetem o discurso oficial de terem sido inconscientes e terem gasto mais do que podiam, deviam sentir-se todos gregos por estarem a ver hoje na Grécia o que vai acontecer em Portugal daqui a algum, pouco, tempo. É que a Merkel e os mercados nem escondem as razões pelas quais ameaçam a Grécia de falência se não cumprir com os seus desejos e aceitar atirar o seu povo para a miséria extrema. A única razão é receberem os juros do dinheiro que lhes emprestaram. O acordo tem de ser feito agora ou em Março a Grécia não ia poder pagar a prestação do empréstimo. A Merkel propôs mesmo que fosse criado na Grécia um fundo inviolável só para juntar os dinheiro dos juros a pagar. Até foi levantada a hipótese de a Grécia ter de mudar de nome por ser uma "marca" com muito má fama. Para os mercados, Portugal é o próximo na fila, a politica de austeridade deste governo vai "rebentar" dentro de muito pouco tempo quando começarem a surgir os resultados das receitas fiscais e do aprofundamento da recessão. Todos o sabem mas ninguém parece ter vontade de fazer nada.


O pomposo de merda


Aqueles mais pudicos e que não gostam de ouvir palavrões é melhor não continuarem a ler este texto. Não sei o que vou escrever mas sempre que ouço este palhaço do passos Coelho a falar só me apetece chamar-lhe todos os nomes mais porcos da língua portuguesa. Este pomposo veio agora dizer aos portugueses para serem "mais exigentes", "menos complacentes" e "menos piegas" porque só assim será possível ganhar credibilidade e criar condições para superar a crise. Logo este filhinho da sua mãe que nos chamou de preguiçosos, nos acusa de não assumirmos desde já a nossa condição de pobres, de termos gastado acima das nossas possibilidades, que já nos fez de parvos, que é mentiroso, que é hipócrita. Agora, por reclamarmos dos direitos roubados, nos indignarmos pela politica de empobrecimento por ele assumida e de apelo à imigração dos nossos trabalhadores mais qualificados, promovendo da destruição do futuro, vem-nos chamar de piegas. Razões para corrermos com esta canalha não faltam, só falta mesmo a força a este povo para tirar o rabo do sofá. Custa-me a entender como há quem ouça estas coisas e não sinta logo uma raiva a crescer cá dentro, uma vontade de o correr a pontapé. Isto de só lhe rogar pragas já não chega.

terça-feira, fevereiro 07, 2012

Uma nação com um estranho amor-próprio




"Uma nação que tem amor-próprio não anda de mão estendida, nem a lamentar-se, cumpre os seus compromissos e volta-se a erguer". "Nós simplesmente como gente adulta e madura vamos cumprir o que lá está. Custe o que custar".
Passos Coelho na Assembleia da Republica

Engraxar-lhe as botas e ser obediente à voz da Merkel não é demonstrar ter muito amor-próprio e certamente que cumprir os compromissos nunca pode obrigar uma nação a ser submissa e cobarde. É que para alguém se voltar a erguer tem que se ter coluna. Depois, como o homem com quem o patrão gritou no trabalho, que quando chega a casa descarrega na mulher; o coelho, chega a Portugal e arma-se em durão. Avisa que o que ele decide é para ser cumprido "custe o que custar". É que a ele não lhe custa nada, nem a ele nem aos amigos e compadres que nunca vão passar por necessidades quanto mais por fome ou miséria. A eles nunca faltará empregos nem favores a receber. A eles nunca lhes custará nada nem saberão o que é viver sem perspectivas, sem futuro, sem dinheiro para não perder a casa nem para alimentar os filhos. Não lhse custarás nada porque nunca lhes custou nada porque não sabem o que isso é, porque nunca perceberam que as pessoas são gente como eles. Como eles não, melhor que eles felizmente.

Imagens do passado, avisos para o futuro

Texto e Imagem original roubada do blog "Quatro Almas"

"Sei muito bem o que quero e para onde vou, mas não se me exija que chegue ao fim em poucos meses. No mais, que o País estude, represente, reclame, discuta, mas que obedeça quando se chegar à altura de mandar."
António de Oliveira Salazar
Discurso de tomada de posse como Ministro das Finanças
27 de Abril de 1928

Foi assim que se iniciaram 48 anos de ditadura, tortura e obscurantismo e agora temos um Ministro da Finanças que parece ter aprendido pela mesma cartilha e um Primeiro-ministro que afirma que vai aplicar as suas ideias neoliberais "custe o que custar".
As semelhanças são assustadoras demais para que possamos ficar em casa sem nada fazer.

segunda-feira, fevereiro 06, 2012

Complexo de reisinhos


Luís Filipe Menezes afirmou que "O desenho de Lisboa é que o Norte nunca venha a ter líder. É um pouco essa lógica pitonisesca de que o Norte está condenado a não ter líder. Há quem trabalhe para, na secretaria, conseguir esse desiderato". "É impossível que uma região se levante sem lideranças fortes. Neste novo ciclo político que vem aí, o Norte tem talvez a última oportunidade, numa perspectiva de duas ou três gerações, de se tornar num grande centro alternativo a Lisboa, na segunda grande ponte urbana de entrada na Europa", considerou Menezes, lembrando que "o Norte sempre teve grandes líderes no passado".

Este é da mesma escola do João Jardim. Um ameaçava com a independência apontando o dedo aos "contenentais", o outro vem agora criar uma competição entre o Norte e "o desenho de Lisboa". Um foi coroado Rei da Republica das Bananas e o outro deseja agora ser o Presidente do Reino do Norte. Para alguns, o poder é sempre tão atractivo.

O Guardião da Lingua oficial do CCB


Contrariando a prática adoptada desde Setembro de 2011 pelo governo, o novo presidente do Centro Cultural de Belém, Vasco Graça Moura, ordenou aos serviços internos que não apliquem mais o Acordo Ortográfico. A decisão foi dada a conhecer através de uma circular interna e engloba a desinstalação do software que tem vindo a ser usado para converter automaticamente a grafia dos textos, em conformidade com as regras do Acordo Ortográfico.


O governo deu razão a Vasco Graça Moura e não pode fazer nada para alterar a decisão do novo presidente do Centro Cultural de Belém em não aplicar o novo acordo ortográfico, de acordo com o jornal i. Isto porque, o CCB como «instituição de direito privado, não está sob administração directa ou indirecta» do governo.

Embora concorde que o novo acordo ortográfico é um aborto que vai contra a natural evolução da língua, não posso estranhar que este país tenha tantos outros paísesinhos no seu interior. É o Banco de Portugal que assim evita a austeridade e agora as "instituições de direito privado", seja lá o que isso for, que podem não cumprir com ordens emanadas do governo. Isto tendo sido o Vasco Graça Moura recentemente nomeado por esse mesmo governo.


domingo, fevereiro 05, 2012

É Carnaval e vão-te levar a mal


Passos Coelho foi peremptório: «Essa é uma matéria que está mais que decidida. Sabemos que o Carnaval não é um feriado. Tem sido habitual o Estado dar tolerância de ponto aos funcionários públicos nesse dia, mas eu julgo que ninguém perceberia numa altura em que propomos acabar com feriados, o Governo pensasse sequer dar tolerância de ponto, institucionalizando a partir de agora o Carnaval como um feriado em Portugal. Isso não acontecerá.»

Costumar-se dizer quando é Carnaval ninguém leva a mal, mas suspeito que desta vez vão levar mesmo muito a mal.

Só com um milagre


A ex-ministra Manuela Ferreira Leite defendeu hoje que o novo pacto orçamental europeu não tem nada de novo e que "só com um milagre" Portugal cumprirá as metas do défice no prazo previsto pelo acordo da ajuda externa.

Pelos vistos só o Passos Coelho e o seu Gaspar é que ainda acreditam que o empobrecimento dos portugueses, a criação de desemprego e de miséria através de uma brutal austeridade, atirando o país para uma recessão profunda, sem crescimento económico nem investimento nos vai permitir não renegociar a dívida nem pedir uma nova "ajuda", custe o que custar. Se calhar também acreditam em milagres.

sábado, fevereiro 04, 2012

Sejam e vivam como pobres


O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, defendeu, em entrevista ao Sol, que Portugal só pode crescer se poupar, lamentando que algumas pessoas "tenham continuado a viver como se não fossem pobres".

Oh Pedro, os que são pobres não podem viver de outra maneira que não seja viverem como pobres, os que não o são é que podem escolher viverem como pobres ou não. Com esta conversa ainda te vou ver nas cimeiras da União Europeia vestido de mendigo. Afinal somos ou não somos um país pobre? Ou seremos somente um país de muitos muito pobres e poucos muito ricos?

Quando acabam os tachos, fazem-se mais


O primeiro-ministro Pedro Passos Coelho decidiu nomear António Borges para liderar uma equipa que acompanhará, junto da troika, os processos de privatizações, as renegociações das PPP, a reestruturação do Sector Empresarial do Estado e a situação da banca.

Como o Álvaro parece que não dá uma para a caixa, o Passos lá lhe vai tirando, tarefa a tarefa as atribuições do super-ministério. Primeiro tiraram-lhe e deram ao Portas os negócios externos e agora ao Borges os negócios internos.
Importante mesmo é que ninguém fique sem emprego nesta terra de bustos e embustes, de tachos e panelas, de uns e outros. Será que sou eu que estou farto desta gente e daquilo que andam a fazer? Será que me tenho de calar e conformar?

sexta-feira, fevereiro 03, 2012

Em defesa dos transportes públicos

O secretário de Estado dos Transportes alegou hoje que a greve dos transportes convocada para quinta-feira vai custar 150 milhões de euros à economia portuguesa e destruir num dia o esforço de poupança feito num ano. Numa declaração política no Parlamento, Sérgio Monteiro disse também que as empresas de transportes públicos tiveram prejuízos superiores a 30 milhões de euros com o conjunto de greves de 2011".
Os protestos por todo o país, eu não os sinto. E não os sinto porquê? Porque eles não representem a opinião da generalidade da população, representam a opinião de alguns, através das comissões de utentes, que não são mais que do que extensões de alguns dos partidos que hoje aqui mais vociferaram contra a política do Governo", afirmou Sérgio Monteiro, depois de ter ouvido duras críticas da parte do PCP, BE e PEV.

Este discurso dos milhões somado ao incomodo que a greve causa a quem necessita dos transportes públicos consegue fazer com que muita gente se vire contra os grevistas. São prejudicados, muitos já pagaram o passe e não têm o serviço e custa dinheiro. Mas, na verdade quem está a fazer greve também está a perder um dia de trabalho, a sofrer pressões e ameaças em defesa de direitos, muitos deles que são de todos nós. Quem é mais prejudicado se os preços dos Transportes públicos aumentam brutalmente e o serviço é reduzido? São todos aqueles que dependem deles para se deslocarem todos os dias para os trabalhos e escolas. Somos todos nós que não temos um motorista à porta de casa à nossa espera.
Afirma o Secretário de Estado que o custo vai ser de 150 milhões. É muito dinheiro, mas ainda há poucos dias afirmaram que os 148 milhões que meteram no já privatizado BPN não iam influir no Orçamento de Estado (e já se fala de mais 600 milhões). Só numa coisa ele tem razão, na falta de reacção dos utentes que se lamentam em privado, em casa, nos locais de trabalho mas não assumem a luta na defesa dos seus direitos. Está na hora de dizer não a estes aumentos brutais e não aceitar a privatização dos transportes públicos em nome do lucro privado. Não é contra os grevistas que devemos virar a nossa frustração e indignação mas sim contra este governo e a pobreza e miséria que espalham pelo país.

A Alternativa Real


O manifesto, que tem entre os seus subscritores conta com o arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles, Miguel Esteves Cardoso e Pedro Ayres Magalhães, exige «um Chefe do Estado que esteja ao serviço da nação e que não se sirva dela» e a necessidade de «dignificar a chefia do Estado português», mostrando que há «alternativa» perante «uma ameaça de perda de soberania». «Portugal precisa de uma Monarquia», apontam o duque de Bragança como «único e legítimo pretendente ao trono».

Digo já que discordo totalmente com a existência de monarquias em que o ser-se "filho de" seja suficiente para se ser Rei. Não interessa se é estúpido, burro ou simplesmente parvo que é a sua real peida quem se vai sentar no trono. E depois, como quer este grupo de gente que assinou o manifesto que os levemos a sério se a alternativa que nos dão para nos livrarmos do Cavaco é o Duarte Pio.
Tirando isso da Monarquia não posso deixar de concordar que um Chefe de Estado deva estar ao serviço desse Estado e não que o use para superar as dificuldades em pagar as suas despesas.

quinta-feira, fevereiro 02, 2012

Promiscuidade política



Quem se lixa são sempre os outros ou neste caso todos nós.
PS: Esta imagem tinha sido publicada em 2FEV2012 mas tinha desaparecido do blog.

O Filho da outra


Apesar de Passos Coelho estar diante de uma plateia de militantes da distrital de Lisboa, o seu discurso centrou-se mais na mensagem de que o Governo “não desistirá de cumprir o programa que outros negociaram para Portugal e que os portugueses merecem que seja executado”. Até porque para o PSD, sustentou, as medidas inscritas no memorando de entendimento com a troika convergem com o programa eleitoral do PSD e com o programa do Governo.
“No programa eleitoral que apresentámos no ano passado e no nosso programa do Governo não há uma dessintonia muito grande com aquilo que é o memorando de entendimento”, afirmou Passos, notando que o acordo com a troika não consiste numa “obrigação pesada”. “Não fazemos a concretização daquele programa obrigados, como quem carrega uma cruz às costas”, salientou.

Só não lhe chamo o que me apetece chamar-lhe porque não conheço a Senhora sua mãe e ela até pode não ter culpa de o filho parecer mais filho da outra que dela. Usa-se da troika para justificar as mentiras do programa eleitoral e agora vem dizer que as medidas da troika sempre foram aquilo que desejou fazer ao país. Está por isso a fazer aquilo que queria fazer, com ou sem troika, que sempre pensou empobrecer o país, exportar os nossos jovens licenciados, aumentar o desemprego e lançar o país numa negra depressão de fome miséria e morte.
Quando até os patrões da Troika já falam da necessidade de não apertar tanto a austeridade, na necessidade de pensar no crescimento e na criação de empregos, ao Passos Coelho nada lhe pesa. Afinal são os outros que acabam a carregar a cruz às costas.

quarta-feira, fevereiro 01, 2012

Governo. Um jogo de azar


Na plataforma digital do Governo «O meu movimento», Pedro Passos Coelho explica que «esta ideia simples permite que aqueles que têm boas ideias para o país as possam lançar na plataforma do Governo na forma de movimento sendo que o mais votado terá direito a uma audiência com o primeiro-ministro.

Eu até participava neste concurso mas o prémio não é grande coisa.

O peso da justiça


O despacho do Diário da Republica de 27 Janeiro de 2012 que pode ser visto [AQUI], diz que alguém foi nomeado para o gabinete da Ministra para "prestar conselho técnico no âmbito da área da Informática e das novas tecnologias" com a remuneração mensal de 3892.82 euros, acrescidas dos subsídios de férias e Natal de igual montante, subsidio de refeição, bem como das despesas de representação fixadas para os adjuntos dos gabinetes dos membros do governo.
Um bom exemplo da justiça que podemos esperar de mais uma reforma da justiça feita por esta gente. É o que sempre sucede quando a merda do papel do dinheiro pesa mais que a própria justiça. o que por cá já acontece há tempo demais.