sábado, abril 21, 2012

Es.Col.A - Espaço Colectivo Autogestionado do Alto da Fontinha


Há 5 anos que existia uma escola abandonada e degradada no Bairro da Fontinha no Porto que já só era frequentada por ratos. Um grupo de cidadãos ocupou esse espaço, restaurou-o e fez dele uma zona de liberdade e democracia em perfeita colaboração e partilha com as populações desse bairro. Naquilo a que chamam de Es.Col.A, ajudam-se as crianças nos estudos, criam-se actividades para os jovens do bairro e apoio para os mais idosos de uma forma solidária e desprendida. Xadrez, Yoga, Capoeira, Musica, Dança, Bibliotecas, um sem número de actividades que deram vida e criaram esperança num espaço construído em democracia e liberdade. Num só ano o Es.Col.A passou a ser o centro daquele bairro e o único apoio de muitos que passam por dificuldades devido às desumanas políticas de austeridade e roubo a que este país tem sido sujeito. Aí se partilham refeições confeccionadas com produtos das hortas comunitárias que têm surgido na zona e se reforça a solidariedade e a cidadania. Não a solidariedade da esmola ou da caridadezinha, mas uma solidariedade feita da partilha e da união de todos. Isso parece assustar o sistema receoso que os cidadãos compreendam que existem alternativas possíveis ao mercantilismo e à subjugação aos grandes poderes económicos e que as leis só devem ser válidas e obedecidas quando forem justas. Ver nas televisões ministros a saírem sorridentes de carros de alta cilindrada pagos por todos nós, e depois policias a violentarem cidadãos para lhes retirar aquilo que construíram com as suas próprias mãos é uma imagem que só nos pode causar repulsa e indignação.

Exige-se por isso que o poder aceite a soberania dos cidadãos sobre as suas terras, bairros e cidades e que, se não são capazes ou não têm a vontade de os apoiar, pelo menos não envie os seus cães de guerra para impedir a sua auto-organização.

Exige-se que o Es.Col.A da Fontinha seja devolvida ao bairro e aos seus habitantes.
"O Es.Col.A não será nunca despejado, porque não se pode despejar uma ideia".

http://indignadoslisboa.net

sexta-feira, abril 20, 2012

Um Portugal exempl'ar



O ministro Vítor Gaspar defendeu que Portugal deve servir de exemplo para todos os que apoiam políticas expansionistas, baseadas no investimento público, concluindo que esse exemplo não deve ser repetido. O ministro português participou numa conferencia em Washington e foi lá que sustentou que os cortes na despesa são preferíveis ao aumento de impostos porque não afetam o crescimento económico.

Não me parece nada que prove a inviabilidade de politicas expansionistas baseadas no investimento público. Prova sim que os dinheiros que em certa altura, a troca da destruição do sistema produtivo, quer na industria como na agricultura, choveu em Portugal foi, bem investido em algumas coisas e muito mal em muitas mais. Se tivesse sido investido na industria, na agricultura, no ensino e na saúde e não em BPN's, BPP' e outros da mesma laia, se tivesse procurado melhorar os serviços e as empresas públicas em vez de as utilizarem como emprego para boys e corrupção para depois, sob o nome de privatizações, as oferecerem aos Bancos e aos grandes grupos financeiros, nada prova que esse investimento não seria bem sucedido. É que não sendo público, o investimento tinha de ser privado e não se vêm muitos com vontade de investir.

Uma Missa para o Macedo


Gestão de Paulo Macedo chumbada, diz estudo ‘Os Portugueses e a Saúde’. Inquérito ‘Os Portugueses e a Saúde’ dá nota negativa ao desempenho do ministro da Saúde, Paulo Macedo. Um em cada três entrevistados considera “mau ou muito mau" e cerca de 50 por cento considera que está a ser feito um trabalho “muito mau”, no ministério da Saúde.

Está na hora de lhe rezarmos uma missa de finados antes que seja ele a dar a extrema unção ao Serviço Nacional de Saúde.

quinta-feira, abril 19, 2012

Ir a espanha para libertar o gás.


O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, está em Madrid para analisar com o ministro espanhol da Indústria, Energia e Turismo, o dossier da energia. O encontro com José Manuel Soria, marcado para as 17 horas, pretende, analisar «todo o dossier» relativo ao sector da energia. O Governo comprometeu-se a criar condições para o aumento da concorrência no sector do gás, com o objectivo de reduzir o preço, no dia em que de manhã o regulador propôs um aumento das tarifas de 6,9 por cento.


Ainda me lembro quando se falava do Mercado Ibérico da Electricidade e de como isso iria produzir concorrência e a baixa dos preços. Uma concorrência tão útil que o preço da electricidade aumenta exponencialmente. Ou a famosa concorrência na gasolina que não pára de subir. Agora é a vez do gás ser libertado nas mãos dos mercados pelo nosso Super-Álvaro.
Enquanto não se entender que existem bens essenciais, bens que não podem estar sujeito ao livre arbítrio, à ganancia e à avidez, que têm de servir as pessoas e não os mercados esta espiral de loucura só tende a aumentar. Perceber isto é perceber que o discurso do inevitável deixa de o ser para se tornar no discurso do assim não pode ser para a inevitabilidade passar a ser a busca de outras alternativas e a prática de outras soluções.

A "Madame" do bordel


O secretário-geral da UGT, João Proença, ameaçou hoje denunciar o acordo de concertação social se o Governo continuar a não o cumprir, adiando as medidas para o crescimento e o emprego. «Deixo um aviso claro ao Governo e aos empregadores: ou respeitam na íntegra o acordo tripartido ou a UGT denuncia o acordo», disse Proença em Conferência de imprensa. "O desemprego aumentou num ano cerca de 20 por cento mas parece que a única preocupação do Governo é a desregulação laboral e a redução das prestações sociais". Embora garanta que não denunciará o acordo no curto prazo, também diz que tudo depende do clima social. Se o desemprego continuar a aumentar ao ritmo dos últimos meses tudo se pode “precipitar”.


Isto é o que se chama cuspir no prato onde se andou a lambuzar. Este odioso personagem que serviu de moleta e propaganda a este neo-liberalismo vampiro de promover o despedimento, a precariedade e o trabalho sem direitos vem agora armar-se em defensor não se sabe muito bem do quê. Será medo que o "Clima social" lhe caia em cima, o governo está a demorar a garantir-lhe um abastado futuro ou tem medo que os trabalhadores não compareçam no seu 1º de Maio? Calem a boca a esta coisa que quase me apetece vomitar quando ele abre a boca.

quarta-feira, abril 18, 2012

Um palhaço real no Botswana


Enquanto a Espanha está sob pressão dos mercados, aproximando-se de uma quase inevitável ajuda externa e os Espanhóis sofrem um violento aumento da austeridade e onde o desemprego já ultrapassa os 24%, a viagem do rei Juan Carlos de Espanha ao Botswana, para caçar elefantes, durante a qual sofreu uma queda e fracturou a anca, continua a suscitar uma imensa indignação.

Pode ser rei ou o raio que o parta, se caiu e partiu a anca enquanto se divertia a matar por simples prazer um animal majestoso como é um elefante. então devia era ter partido os cornos de vez.

Se ainda escutas a alegria de viver ouvirás o sinal para ficar (ES.COL.A)


Declaração Conjunta de Apoio
Lá do Alto da Fontinha dá vontade de planar. Vê-se outra cidade a ser construída. Tijolo a tijolo, dia-a-dia, mão a mão, sorriso por sorriso. Aquilo que parecia um abismo – uma escola vazia, abandonada e arruinada – tornou-se o próprio espaço do sonho.
Com os pés assentes na terra, constrói-se a solidariedade, o espiríto comunitário, uma ideia de utilidade pública alicerçada na ajuda mútua e na partilha livre do conhecimento. Ali faz-se ainda a democracia directa e participativa que falta. Ali aprende-se a estar vivo. Ali vê-se que a crise que nos quer amedrontados e pieguinhas, foge a sete pés. Não, nem a crise, nem um rio seco e sequioso, nem as cajadadas dos falsos democratas, vão estancar o fluxo desta Fontinha…
Neste momento decisivo, por uma exigência recíproca, cada um deve colocar ao outro as questões humanas e colectivas essenciais.
Esta declaração conjunta de apoio ao Es.Col.A já foi abraçada por dez colectivos e associações, e está aberta a mais adesões de quem quiser e quando quiser. Escreve-nos!
Lá do alto, diremos à cidade que rejeitamos o despejo decretado pela actual gestão do Município do Porto e estenderemos a mão a quem veio por bem e para ficar.

Abaixo reproduzimos a última CARTA ABERTA do Es.Col.A. que fala por si e por todos nós.

A promessa de suspensão do despejo do Es.Col.A revelou-se um logro. Politicamente forçada a dialogar com os ocupantes da antiga Escola Primária do Alto da Fontinha, a Câmara Municipal do Porto (CMP) mais não queria do que anunciar que o despejo se mantinha, embora adiado. Em reunião com dois delegados da Assembleia do Es.Col.A, os representantes da câmara exigiram que o projecto assinasse a sua sentença de morte, traduzida num contrato de aluguer com fim em Junho. A continuidade imediata do Es.Col.a dependeria da assinatura desse papel.
Recapitulando: a 10 de Abril de 2011, um grupo de pessoas ocupou a antiga escola primária do Alto da Fontinha, devoluta e abandonada há mais de cinco anos pelo município que a devia manter. Depois de um mês de ocupação do espaço e já com inúmeras actividades a decorrer, a CMP mandou a polícia despejar violentamente os ocupantes e emparedar o edifício. Depois de um longo processo negocial, o Es.Col.A voltou à Escola da Fontinha onde se mantém até hoje, com a indiferença da CMP.
Esta farsa é, para nós, inaceitável, tal como o é o despejo em si - seja agora, em Junho, ou em qualquer altura. Perante quem tem, repetidamente, falhado no cumprimento da sua própria palavra e que entende o ultimato como forma de negociação, a posição do Es.Col.A só pode ser a de não aceitar a decisão de despejo. Fazê-lo seria desistir do sonho com que partimos para esta aventura, o de transformar as nossas vidas com as nossa próprias mãos, ensinando e aprendendo com quem se cruza connosco, nas ruas da Fontinha.
Porque o Es.Col.A, muito mais do que uma escola, é um laboratório dum mundo já transformado, resistiremos.
Precisamos do sentido solidário de toda a gente que se identifica com o projecto. Em todo e qualquer lado, que a ocupação e a libertação de espaços sejam a resposta generalizada ao ataque às iniciativas de emancipação popular dum sistema que prefere a propriedade, mesmo que abandonada, ao usufruto, mesmo que colectivo.
Que a moda pegue! ai, ai

terça-feira, abril 17, 2012

Impostos e a curva de não sei quem


Há uns tempos ouvi um daqueles economistas que as televisões gostam de por a debater para no fim todos chegarem à mesma conclusão, o inevitável sacrifício dos nossos direitos, falou da Curva de um outro economista qualquer que nem tenho paciência para ir procurar o nome, que demonstrava que existe um ponto a partir do qual o aumento de imposto não produz mais receita, pelo contrário a reduz. Com muitos impostos a economia estagna, cresce o desemprego, as famílias têm menos rendimento disponível para gastar, reduz-se o consumo e baixam as receitas dos impostos. Isto é, há um ponto a partir do qual não se pode espremer mais a vida das pessoas porque já não deita sumo. Não me parece que seja necessário ser economista, ou esperar que venha um inventar uma curva num gráfico para nos dizer isso pois é uma evidência. Só para este Gaspar e este governo parecem acreditar que não existe lógica no pensamento económico e que a mesma causa nas mesmas situações podem dar resultados diferentes. Pagamos nós hoje e ainda vamos ter de pagar muito mais quando esta politica criminosa estourar.

Discurso mal cheiroso


O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou em entrevista à revista brasileira "Veja" que a actual situação da economia portuguesa foi gerada por "más decisões internas", que nada têm a ver com a política europeia. "Os desequilíbrios existentes em Portugal são resultado de más decisões tomadas por nós mesmos. Usámos mal o dinheiro, seleccionámos mal os projectos de obras públicas, aumentámos os impostos, não abrimos a economia. Os líderes europeus não agravaram os nossos problemas, pelo contrário, ajudaram-nos".
O primeiro-ministro defendeu ainda que a crise deve ser encarada como uma "oportunidade" para corrigir, entre outros erros, os "desvios existentes nos serviços sociais".

Para quem disse que nunca recorreria ao discurso de culpar o passado para desculpar a sua governação não está mal. Já não culpa só o governo do Sócrates, vai até ao próprio Cavaco e as suas politicas quando chovia dinheiro da Europa. Tem razão, aí há muitas culpas, mas não espere que nos esqueçamos que foi líder da JSD, deputado e sempre defendeu as politicas do seu partido quando este foi governo. Mudam-se os tempos, mudam-se os sapatos para engraxar. Agora são os da Merkosy e do grande poder financeiro. Mas, mesmo vivendo uma crise que só é culpa dos outros ele vai transformar esse fardo que lhe atiraram para cima numa oportunidade para acabar com as politicas que arruinaram este país. Não a merda que fizeram a banca e os mercados, não a destruição do sistema produtivo imposto pela Europa, mas as politicas sociais. A culpa é dos mais pobres, dos desempregados, dos pensionistas, dos doentes. Para ele foram estes que esbanjaram o dinheiro do país e o conduziram à bancarrota. Cheira mal quando esta personagem fala.

segunda-feira, abril 16, 2012

Cavalo de Pau do Poder

Uma Segurança Social para ricos e outra para pobres


A Segurança Social pode evoluir para um sistema misto público/privado, disse neste sábado o ministro da Segurança Social, Pedro Mota Soares. «É importante podermos introduzir mudanças que garantam uma base pública do sistema de Segurança Social, que a base essencial seja pública, mas que ao mesmo tempo seja dada liberdade de escolha, nomeadamente às novas gerações». Liberdade de poder descontar-se para o sistema público ou para outros sistemas como mutualistas ou privados, explicou. E isso, para Pedro Mota Soares, significa «introduzir limites nas contribuições mas, acima de tudo, introduzir limites nas pensões que são pagas pelo Estado».

Este governo continua a por em prática a sua agenda neo-liberal de destruição da Escola Pública, do Serviço Nacional de Saúde e agora da Segurança social. Há muito que os grandes grupos económicos se babam pelos dinheiros da Segurança Social e há muito que a desculpa da insustentabilidade do sistema é utilizado para promover a sua destruição. Em todos os governos este assunto é levantado, aumenta-se a idade da reforma, diminuem-se as prestações sociais e todos garantem que dessa forma a sustentabilidade está garantida para as próximas décadas, até chegar o governo seguinte e tudo voltar ao principio. Agora é a solução é criar um limite máximo para as pensões pagas pelo estado para reduzir a despesas. como se isso não faça reduzir também as contribuições e com isso as receitas dessa mesma Segurança Social. Esse dinheiro passa a ir para os Privados que podem garantir o pagamento daquilo que o estado não pode. Ninguém questiona que os mesmos descontos no Estado não cheguem para pagar as pensões mas nas mãos dos privados dêem enormes lucros. É que, mesmo nas mãos do Estado a Segurança Social acaba sempre com lucros o que para o neo-liberalismo é um horror. Milhares de milhões que podiam colocar nos seus bolsos a serem utilizados para o bem comum.

domingo, abril 15, 2012

O Narciso

Já todos vimos muitos Narcisos por aí, embora poucos tão Narciso como o Paulinho das Feiras. O que nunca tinha visto é um que fuja de mostrar a cara. Não que esteja em desacordo com as politicas deste governo, mas não está com muita vontade de ser visto como seu mentor. A imagem sempre foi mais importante e deu mais votos que a honestidade e ele sabe-o muito bem.

Super-amontoados


Ainda sobre as prisões, embora superlotadas e mal equipadas ainda se destingem de alguns países em que o superlotado se transforma em super-amontoado. Talvez por isso os nossos governos olhem com tanta displicência para o crime de corrupção, pois se prendessem todos os corruptos também Portugal transformaria o lotado em amontoado. Ou, se calhar não é por isso?

sábado, abril 14, 2012

Desafinado


A disciplina de voto dos Deputados na Assembleia sempre foi algo que me causou alguma estranheza num regime que se apelidava de Democrático por ser limitativo da liberdade e da consciência de cada um. Pareceu-me por isso bem quando na altura da sua eleição o To-zé Seguro tivesse afirmado que iria libertar os deputados do PS dessa disciplina que só seria obrigatória para promessa eleitorais e para garantir a governabilidade do país. Mas, como todos os lideres fracos rapidamente as boas intenções se desvaneceram nessa fraqueza e emergiu a necessidade de se impor pela força do cargo. Uma deputada já foi publicamente repreendida por ter votado contra as aberrantes leis do trabalho deste governo e agora vai impor a disciplina de voto a oito deputados que tinham afirmado ir votar contra o novo tratado europeu imposto pela Merkel e Cª.Lda. Infelizmente há, não só no governo, mas também por toda a oposição muito medo da liberdade individual e da democracia sem correntes e é por isso mesmo que a necessidade de uma democracia verdadeira e livre é essencial e urgente.

Silencio e realidade


«Tenho que dizer muito claramente que lamento profundamente que tenha sido tornada pública uma carta que fornece informação a quem não devia, isso indica debilidades que podem ser aproveitadas, pondo em causa a segurança», sublinhou a ministra, garantindo que o Ministério da Justiça irá «apurar responsabilidades» nessa matéria. Paula Teixeira da Cruz falava aos jornalistas a propósito da divulgação de uma carta enviada ao director-geral dos serviços prisionais pelos chefes do corpo da guarda prisional em que se alerta para um cenário de ruptura nas cadeias, nomeadamente sobrelotação, torres de vigia desactivadas em cadeias, por falta de pessoal e carrinhas avariadas.

A Ministra parece preferir que a verdade seja calada e que ninguém saiba o estado em que se encontram os estabelecimentos prisionais utilizando o argumento da segurança. Quer-nos fazer acreditar que quem vive nas prisões, sejam eles presos ou guardas, não sabem as condições em que vivem nem aquilo que se passa por lá, quando na verdade o que pretende é esconder a realidade em que o sistema que tutela se encontra. Se existem funcionários das Finanças que já não podem sair para fazer avaliações ou penhoras por não haver dinheiro para a gasolina ou os policias que não fazem as rondas por os carros estarem avariados não podemos estranhar que neste recanto obscuro e que todos procuramos esquecer que existe que são as prisões também não haja dinheiro para nada. Quem só sabe fazer cortes e impor austeridade era bom que não se esquecesse que quem planta ventos colhe tempestades e elas, mais cedo ou mais tarde são vistas e sentidas por todos por mais que a tentes esconder ou silenciar.

sexta-feira, abril 13, 2012

As novas ditaduras na Europa do Sec.XXI


José Durão Barroso, antigo primeiro-ministro de Portugal e actual presidente da Comissão Europeia alertou os sindicatos e movimentos populares na Europa que, se não aceitarem os pacotes de austeridade, se podem instalar ditaduras militares em Espanha, Grécia e Portugal.

Quero acreditar que o "Cherne" nos está a avisar e não a ameaçar. Quero mas tenho dificuldade porque o que nos pede é que aceitemos abdicar dos nossos direitos e da nossa liberdade para evitarmos que nos tirem esses direitos e essas liberdades e a razão para termos de fazer esta escolha vem da politica económica e neo-liberal que ele próprio defende. O que nos está a dizer é que aceitemos bovinamente a pobreza, o fim dos direitos laborais e sociais ou então nos põem a bota cardada em cima. Se isto não é uma declaração de guerra e o desrespeito total pela já minimalista democracia que temos então não sei o que será. Sinais não faltam, desde a nova lei que em Espanha pretende criminalizar e até associar ao terrorismo quem faça desobediência civil pacifica ou em Portugal quando se procura diabolizar e provocar os movimentos sociais que se recusam empacotar-se na "contestação bem comportada" e inócua dos partidos mais è esquerda da nossa Democracia Par(a)lamentar. Já vivi no tempo de uma bota, a salazarenta, e não tenho vontade nenhuma de viver debaixo de outra pelo que não me vou calar nem deixar de lutar por todos os meios à minha disposição pelo fim deste sistema e destas politicas.
De tudo isto há pelo menos uma coisa positiva, é a demonstração de que os movimentos sociais, pacíficos, apartidários e que defendem uma nova forma de democracia mais verdadeira os começa a assustar. Como sempre o poder ameaçado responde com violência, mas não há força bruta que alguma vez vença a força da razão. Pode oprimi-la, mas um dia, mais cedo ou mais tarde, vence sempre.


Um aborto laranja


A inseminação artificial segundo Passos Coelho

Passos Coelho descobriu um destino a dar aos serviços públicos de excelência, divide-os em bocados pequenos e usa estes para os inocular nos outros serviços que apresentem problemas de qualidade, isto é, usa-os num processo de inseminação artificial com vista à sua clonagem.
Esta é a teoria do Passos Coelho que entende que os portugueses são idiotas, a realidade é outra, ao desmembrar os serviços de excelência está a destruí-los e a promover a competitividade dos serviços privados. Ao encerrar a Maternidade Alfredo da Costa o governo está a promover o negócio das maternidades privadas que em tempos já floresceu em Lisboa. Só que a partir de determinada altura a classe média e os mais endinheirados percebeu que era melhor esquecer a criadagem dos hospitais privados e apostar na qualidade dos públicos, o negócio privado caiu.
Um serviço público de excelência não tem boas equipas por coincidência, é o resultado de um processo que demora anos, a qualidade atrai profissionais de qualidade mesmo quando a remuneração não é estimulante, as equipas de qualidade criam condições para investigar e promover novas técnicas e o uso de novas tecnologias. Ao distribuir as equipas da MAC o governo não está a destruir excelência, está a destruir o ambiente que favoreceu essa excelência e está a criar condições para que os hospitais privados contratem os excelentes médicos da MAC que não vão querer servir para "inseminação".
O que Passos Coelho pretende não é melhorar o SNS ou poupar dinheiro, é destruir a concorrência que um serviço público de excelência faz ao sector privado, é isso que o irmão Macedo pretende, conseguir com o que não conseguiu como gestor da MEDIS; assegurar que o sector privado passa a ser competitivo e ter uma grande fonte de receitas num sector onde ficou sem clientela, a maternidade.
Texto "roubado" ao blog "O Jumento"

quarta-feira, abril 11, 2012

A Dupla face do poder


Uma questão de confiança


O congelamento das reformas antecipadas foi feito sem conhecimento do público. "Se o Governo tivesse comunicado com grande antecedência que ia proceder nesse sentido, evidentemente que o objectivo que pretendia seria furado pelo recurso ainda mais intenso a esse mecanismo", disse o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho. "A decisão que o Governo tomou teve apenas a preocupação de garantir que o efeito que o recurso a pensões antecipadas estavam a ter sobre o orçamento da Segurança Social não pusesse em risco a execução do nosso orçamento para este ano". "Esta é daquelas medidas que os governos ou tomam, e têm de ser assim, ou não tomam".

Curiosa filosofia esta em que um governo considera que há medidas que devem ser escondidas aso cidadãos, quebrando uma relação de confiança que deve existir entre ambos. Vindo de quem vem, que já provou que mentir e enganar não é coisa que o incomode muito, não é coisa que possamos estranhar e, se lhe juntarmos a incompetência e desumanidade de que já deram provas mais que suficientes, só prova mais uma vez mais aquilo que aqui digo há muito tempo, que este governo já não tem legitimidade para governar e já devia ter sido demitido. Se não temos um Presidente, e não temos, com coragem para o fazer cabe aos cidadãos fazer ouvir a sua voz e correr com esta canalha.

terça-feira, abril 10, 2012

Os Artistas da mentira


O primeiro-ministro admitiu, numa entrevista ao jornal alemão “Die Welt”, que Portugal pode não regressar aos mercados em 2013 e lembrou que se for necessário está garantida a ajuda financeira do FMI e da União Europeia.

O ministro-Adjunto dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, garantiu que “Portugal está e vai conseguir cumprir o programa” da troika e que “em Setembro de 2013 voltará aos mercados”.

Há o discurso para estrangeiro ouvir e outro para enganar os portugueses. Embora tentem continuar a atirar areia para os olhos de todos nós, já é evidente que Portugal vai receber uma nova ajuda e com ela um novo acordo com a Troika o que equivale a mais sacrifícios, mais austeridade e mais perda de direitos . Podemos por isso esperar mais pobreza, desemprego, precariedade e miséria se nada for feito e os únicos que o podem fazer somos todos nós. Vem aí o 25 de Abril, o 1ºMaio e a Primavera Global com o dia 12 como epicentro de todos os protestos e todas as alternativas. Só com todos a ocuparem as ruas e os espaços públicos poderemos correr com esta canalha e derrubar este sistema e implantar uma democracia verdadeira em que a nossa palavra e os nossos desejos sejam respeitados.

Não há vida sem água


A ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, Assunção Cristas, reafirmou o interesse do Governo em concessionar os serviços de abastecimento de água, Assunção Cristas sustentou que o preço terá "de reflectir o custo" desse abastecimento, pelo que inevitavelmente esse preço terá de aumentar.

Tudo pode e deve ser privatizado até a água um bem essencial à vida. Não existe limite na ganancia desta gente. Começa-se por, inevitavelmente, aumentar o preço da água para que o negócio se torne mais atractivo e lucrativo para aqueles que vierem a ser os seus donos. A água, um bem publico e que devia ser de todos vai ser entregue nas mãos gulosas de alguns que, como aconteceu com os combustiveis e está a começar a acontecer com a electricidade, poderão aumentar os preços a seu belo prazer por não nos deixarem qualquer alternativa. É pagar ou morrer de sede.
Até quando vamos aceitar que sejam alguns a enriquecer com aquilo que devia ser de todos? Até quando vamos permitir que a especulação e a ganancia nos roubem os nossos direitos e até os bens essenciais à vida? Se há luta que valha a pena lutar e em que não podemos vacilar é esta. Ou confiam que os grandes tubarões da finança não vão utilizar a água para nos roubarem uma vez mais?

segunda-feira, abril 09, 2012

Beliscões de baixa política


Quem tem paciência para aturar estes dois?

É só mamar na mangueira


A relação entre resultados e remuneração foi inexistente em 2011. Os administradores do PSI-20 receberam 12.8 milhões (o equivalente a 35 mil euros por dia). O mais bem pago foi Manuel Ferreira de Oliveira: o CEO da Galp Energia recebeu 1,6 milhões, mais 23% que em 2010.

Hoje os preços da gasolina nas bombas bateu um novo recorde com mais um aumento de preços. Para além dos problemas que isso causa ao orçamento de milhares de famílias e empresas é a economia que sofre numa altura em que já passa por uma grave recessão. São os mercados responde o governo lavando as mãos, mas os lucros das gasolineiras e de todos os que delas mamam não param de aumentar. Quando se cortam salários e subsídios a milhões outros aumentam os seus rendimentos em 23%. É a riqueza de uns feita à custa da miséria de outros.

domingo, abril 08, 2012

Feliz Páscoa 2012

Portugal no reino dos piratas

Estou fora do meu ambiente natural, com uma net ainda a "válvulas " e um PC que já viu melhores dias pelo que durante algum tempo este blog vai funcionar a meio gás. Vai ter bonecos que andavam guardados à espera da sua oportunidade para serem publicados e pouco mais. As minhas desculpas, mas a minha família, e eu, também temos direito a aproveitar um pouco do tempo que temos para estar juntos.
Um abraço a todos e uma boa Páscoa dentro das possibilidades que ainda nos vão restando.

sábado, abril 07, 2012

Portugal! Um Titanic em 3D


EM EXIBIÇÃO POR TODO O PAÍS

Mentiras, mentiras e mais mentiras


Imagem "roubada" do excelente blog "O Jumento"

Um caramelo qualquer ao serviço da dita União Europeia e lacaio dos Mercados veio afirmar que provavelmente , subsidio de férias e de Natal provavelmente nunca deveriam ser repostos mesmo que isso fosse inconstitucional. Imediatamente todo o governo saiu para rua gritando que era mentira, que o que estava dito era que o corte nestes subsídios só seria aplicado durante dois anos, 2012 e 2013. É tanta a mentira que desta vez nem nos deram tempo para não acreditar e à noite já o Passos Coelho vinha dizer que o roubo continuaria até ao fim da validade do Memorando de acordo com a Troika, meados de 2014, pelo que só seriam repostos em 2015 (ano de eleições), progressivamente e provavelmente divididos pelos 12 meses de salário. Questionado sobre as suas afirmações anteriores no que está cada vez mais transformado na Assembleia Nacional, o salazarento Gaspar simplesmente justificou as mentiras, dele e dos seus capangas, com um foi um lapso. Uma mentira transformada em lapso que não passa de outra mentira.
Quantas mais mentiras teremos de sofrer até que todos compreendam que este sistema mercantil em que nos rouba para oferecer aos grandes banqueiros tem de ser erradicado e substituído por um novo em que sejam as pessoas o centro e a razão da sua existência. Aproxima-se o mês de Maio e aquilo que um pouco por todo o mundo já é chamado de Primavera Global. Em Portugal também esta Primavera tem de florir e isso só será possível se todos nos juntarmos numa enorme massa humana de repudio e exigência de mudança. Vamos todos levar para as ruas deste país, juntando-nos às ruas de todo o mundo exigindo uma nova forma de democracia, de liberdade e de futuro. Em Maio as ruas são nossas.

sexta-feira, abril 06, 2012

Das mentiras do Macedo ao beijo de Judas do Filipe


Desculpem lá voltar ao assunto da carga policial que aconteceu no Chiado no dia da Greve Geral, mas fico chateado quando há gente a partir cabeças à minha volta de pessoas que simplesmente estavam ali a exercer o sei direito de cidadania, seja a tomar uma bebida numa esplanada, passear, ver montras ou manifestar pacificamente o seu desagrado contra o vergonhoso sistema que enriquece alguns à custa da pobreza de todos os outros. Agora para comentar a visita do Ministro ao "paralamento". «Não houve uma intervenção gratuita no Chiado», disse Miguel Macedo aos deputados da comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias. «Só depois de estar instalada uma situação de desordem pública» e dos manifestantes terem «provocado» e «praticado agressões aos agentes de autoridade» é que polícia interveio. «Quando foi forçada a intervir fê-lo de forma legítima em reacção às agressões e para repor a ordem pública», «nos termos da lei». «Não é o excesso de um, dois, três ou quatro agentes, que tiveram um comportamento desadequado que deve desmerecer o comportamento da PSP».

Chateia-me que este Ministro, a quem a minha companheira já há muitos anos dizia lembrar-lhe a cara de um nazi, vir fazer afirmações falsas, sabendo eu que são falsas porque estive lá e vi e até pelos vídeos que já correm a net, e atirar com todas as culpas para as costas de dois ou três policias que tiveram o azar de ser filmados em acções de violência gratuita e dois dos atingidos serem jornalistas. Fico sem saber se o castigo é por terem abusado da violência ou se por se terem deixado filmar a praticá-la.

Mas não fica por aqui, Miguel Macedo esclareceu ainda que os acontecimentos no Chiado surgiram numa manifestação que nada teve a ver com o desfile organizado pela central sindical CGTP. Segundo o ministro, a manifestação da CGTP decorreu sem incidentes.
Podia discordar relembrando também as cabeças partidas pelos gorilas da segurança da CGTP entre o grupo dos precários que tiveram a ousadia de tentar entrar na praça de São Bento, mas prefiro as afirmações do Deputado António Filipe que disse que não se poder responsabilizar apenas um agente, considerando que a intervenção no Chiado foi «particularmente» infeliz, porque as imagens percorreram o Mundo. Porém, sublinhou que não punha «as mãos no fogo por alguns manifestantes».
Primeiro não me parece que para um deputado de um partido que viveu a clandestinidade, a perseguição, a falta de liberdade e de democracia, fique bem considerar que aquilo que aconteceu no Chiado só é particularmente infeliz por haver imagens a correr o mundo. Não, isso não foi o mais grave, o mais grave foi o ter acontecido. Talvez para o deputado que não gosta de ver movimentos sociais independentes a desmascararem a inócua contestação social que mais não parece desejar que retirar a pressão à panela para que tudo fique como está. Talvez o deputado não ponha as mãos no fogo por alguns manifestantes, mas eu por si também não ponho as minhas e muito menos o meu voto.

As crónicas do Professor Martelo


O Professor Martelo já devia ter vários recordes inscritos no Guiness, a começar na pessoa que mais fala de coisas que não entende nada, a que mais veneno insuflou na politica e da mais longa pré-campanha eleitoral para a Presidência da Republica. É sobretudo essa pré-campanha que parece balizar tudo o que diz e todas as suas opiniões. Recentemente quando atiçou o António Costa contra o Seguro na tentativa de que ele tentasse concorrer à liderança do PS mais não tentou fazer que afastar o mais que provável candidato do PS à presidência. Como politico sempre foi uma negação como provaram a sua liderança no PSD ou as eleições sempre perdidas seja para Primeiro Ministro ou Presidente de Câmara. Como comentador não passa de um cómico que, sempre sorridente e bem disposto, não pára de largar veneno. Uma personagem que acaba sempre por me fazer perder tempo a dedicar-lhe um post por ser irrelevante mas a quem não consigo resistir ao prazer de lhe fazer um boneco. Que se lixe, afinal se faço este blog é por ser o espaço onde faço o que me apetece e digo o que quero, mesmo que não diga nada de jeito.

quinta-feira, abril 05, 2012

Os policias não são máquinas,


Alguns agentes da PSP envolvidos em agressões no Chiado, em Lisboa, no dia da greve de dia 22 de Março deverão ser punidos. O relatório da Inspecção-Geral da Administração Interna sustenta a abertura de processos disciplinares aos polícias que agrediram manifestantes e jornalistas.

Não tenho nenhuma simpatia especial por policias, sobretudo por alguns a quem muitas vezes o poder que lhes é concedido pela profissão lhes sobe à cabeça. Sei que como nós também são gente com vidas próprias, sentimentos, emoções, problemas e que também passam por dificuldades financeiras criadas pelo sistema mercantilista em que vivemos.
Sendo as policias forças altamente hierarquizadas não se compreende que os processos sejam aplicados somente aos policias e não às suas chefias tendo como responsavel final o próprio Ministro que, confirmada as agressões a cidadãos livres na prática do seu direito constitucional de manifestação, se deveria demitir. Mesmo não havendo qualquer justificação para uma acção tão brutal, ou a carga policial foi mal executada e isso nos remete para uma deficiente formação dos policias ou então foi ordenada por um superior a mando do Ministro, coisa que não estranho se notarmos que os casos de atropelo ao nosso direito à indignação se tornaram mais frequentes após a posse deste governo, o que evidentemente não é coincidência. Demita-se Sr. Ministro.

PS: Se os policias acabarem por ser os únicos a sofrerem punições por aquilo que aconteceu o melhor que têm a fazer é passarem-se para o lado dos manifestantes e ajudarem a correr com este governo e esta canalha que nos governa. Afinal a sua função é prender ladrões e os seus cúmplices.

Um Ministro sem bitola nenhuma


A linha de bitola europeia de Sines para Badajoz que o Governo quer construir, com início já em 2014 a fim de facilitar as exportações portuguesas para a Europa. não tem continuidade assegurada nos mais de 1000 quilómetros que separam Badajoz da fronteira francesa, não existindo por parte de Espanha qualquer plano calendarizado para a sua construção.

Este Álvaro é um pandego, quando andava lá pelo Canadá lembrou-se disto e na sua cabecinha esqueceu-se deste pequeno detalhe, após a fronteira ainda ainda existe um país chamado Espanha. Já não bastava ao super ministro ser desrespeitado por todos no governo, gozado por todos nas ruas e ainda vem a publico mostrar a sua incompetência. Andavam todos a chatear-lhe a tola e agora até a bitola. Mandem lá o homem para o lixo que este nem reciclado lá vai.

quarta-feira, abril 04, 2012

Está a agarrar o poder ou o a deixá-lo fugir?

Um partido tão partido que ainda se parte.

A besta mascarada de anjo


O Governo apresentou hoje um pacote de alterações legislativas que prevêem a redução do subsídio de doença para os 55% do salário para baixas inferiores ou iguais a 30 dias, 60% para baixas entre 30 e 90 dias, 70% se forem inferiores as 365 dias e 75% se forem superiores. "O combate à fraude e o desincentivo para que as pessoas recebam mais com um subsídio e estando em casa do que estando a trabalhar é muito importante", disse Pedro Mota Soares. O governo pretende também a limitar subsídio por morte a 2.500 euros.

Para o Ministro que chegou de Mota mas anda num Audi de Luxo o facto de já termos 15% de desempregados preocupa-o menos que garantir que mesmo doente ninguém tem dinheiro para faltar ao trabalho. Numa altura em que as despesas aumentam na farmácia e nas taxas moderadoras é quando se corta nos já espremidos orçamentos familiares. (Talvez se lixem porque não haverá um trabalhador com gripe que não acabe por a transformar em epidemia dentro da empresa). Pior já nem a morte nos dão como opção.

terça-feira, abril 03, 2012

Pare-se o país, bloqueio total


Preço da gasolina bate novo recorde fazendo com que Portugal tenha os mais elevados preços dos combustíveis antes e depois dos impostos, de acordo com um relatório da Comissão Europeia.

Quando na semana passada, após semanas e semanas de aumentos constantes dos combustiveis e perante o som dos protestos que se começavam a ouvir, como normalmente acontece anunciaram a queda de um cêntimo no preço. Sol de pouca dura e na semana seguinte já os aumentaram em mais dois cêntimos para compensar. O petróleo nos mercados internacionais sobe umas vezes e baixa outras mas por cá é sempre a subir como também não param de subir os lucros das gasolineiras. Ainda me lembro desta cambada que está agora no governo criticar o governo do Sócrates por os preços da gasolina estarem em valores incomportáveis para a a economia portuguesa, questionar a entidade reguladora sobre os lobies das gasolineiras e apregoar um abaixamento dos impostos sobre os combustiveis como forma de minorar o problema. Agora, depois de mais aumentos nos impostos, desculpam-se com os mercados e nada fazem. Mas, se em nome da Troika e da Europa a economia parece não ser uma prioridade e o super-Ministro da pasta parece já não ter pasta nenhuma, o governo prefere arrecadar mais uns milhões em impostos. Ganham as gasolineiras, ganha o Ministro das finanças, ganham os especuladores financeiros, pagamos nós.

Quem quer esta ajuda?


Vítor Constâncio, o número dois do Banco Central Europeu, decidiu furar este fim-de-semana a linha de comunicação definida entre Lisboa e Bruxelas, ao admitir que o País poderá precisar de um reforço da assistência financeira, em função da evolução dos mercados e do seu próprio desempenho. "É uma questão que tem de estar sempre em avaliação" e "debaixo de análise", disse à margem do Ecofin informal de Copenhaga.

O ex-Governador do Banco de Portugal e actual vice-presidente do Banco Central Europeu, ganhou 318.132 euros em 2011, mais 73% do que no ano anterior.

Há gente que vive numa espécie de paraíso económico a quem as dificuldades , muitas vezes criadas por eles, que obrigam os outros a passar passam ao lado. Esse paraíso chamado Bancos Centrais, seja ele o de Portugal ou Europeu passam ao lado de qualquer austeridade, permitem-se a viver rodeados de mordomias que nem nababos, erram previsões atrás de previsões, deixam escapar por entre os dedos ilegalidades que lhes passam à frente da cara, (BCP, BPN,...) e ainda vêm aconselhar mais austeridade e pobreza.
Neste caso o Vítor Constâncio, que durante o reinado do Sócrates foi também conhecido pelo ceguinho hipócrita do BdP antes de ser "premiado" pelo seu mau desempenho com um lugar de Vice-presidente no BCE, veio desmentir os nossos governantes ao assumir a possibilidade de mais um empréstimo que como sempre virá acompanhado de mais austeridade e miséria.
Este é o futuro que inevitavelmente nos está destinado se continuamos a acreditar no discurso da inevitabilidade das politicas que nos querem impor. Politicas que estão a destruir a economia, a criar pobreza enquanto para os principais responsáveis pela crise e pela divida que nos atribuem, os bancos, continuam a ser beneficiados com empréstimos a 1% (mais de 37 mil milhões nos últimos três meses) com que depois compram divida publica a taxas de cinco ou seis por cento. Para alguns esta crise é mais que uma oportunidade é um autentico maná, para outros é a condenação à miséria. De que estamos à espera para correr com a canalhada e criar um novo futuro?

segunda-feira, abril 02, 2012

A morte lenta de um poder


Este foi para o governo e, com um Primeiro Ministro como o Passos Coelho que tudo o que fazia era recitar receitas neo-liberais sem saber o que dizia, durante algum tempo parecia o dono daquilo tudo. Era ele quem puxava os cordelinhos, que distribuía os tachos e pagava com favores os favores da campanha. Tudo lhe corria bem não fosse a obrigação, devido ao acordo da Troika, de reduzir Municípios e Freguesias. Aí o problema era que aquilo está pejado de gente do partido e é uma força muito importante nas eleições internas. Meter-se com eles é mexer num ninho de víboras e interesses instalados, desde os cargos "eleitos", aos assessores, às empresas municipais e às negociatas. A solução foi, como fazem os mais cobardes, não mexer com os mais poderosos, os municípios, e atacar a arraia mais miúda, as freguesias. Esqueceu-se é que a união faz a força e todas as freguesias do país são milhares e com o poder de proximidade com as populações. Mais de 200 mil a desfilar por Lisboa são um aviso sério ao seu poder e às suas politicas e pode representar problemas locais a acontecerem simultaneamente por todo o país. Com a Troika a pressionar para que também os municípios sejam reduzidos e o Vitor Gaspar (uma espécie de novo Salazar) a assaltar tudo quanto são poderes no governo u um Passos os problemas começam a ser muitos. A perda de força no Partido e no governo começa a ser evidente e falta saber como vai reagir ou o que Conselho de administração vai exigir para, mais cedo ou mais tarde, se afastar. Do mais poderoso ministro deste governo já pouco parece restar e não me surpreenderia que na próxima remodelação do governo fosse fazer companhia ao Álavarinho da Economia. Quanto mais super são os ministros mais depressa parecem cair.

Abstenção violenta sobre quem trabalha


Quando da votação do orçamento para 2012 o António José Seguro informou-nos que iria aplicar um novo conceito de oposição, a "abstenção violenta". Na altura estranhei a ideia e muito provavelmente entendi mal o que ele queria dizer. A abstenção do PS no caso da nova lei laboral que este governo nos quer impor esclareceu-me. A "abstenção violenta" refere-se não ao governo mas, neste caso, a quem trabalha. A abstenção do PS nesta lei que retira direitos, facilita os despedimentos sem justa causa e escraviza os trabalhadores é realmente uma violência sobre todos nós e uma vergonha para um Partido que insiste em ter o nome de Socialista. Necessário mesmo é que, quando nos pedirem de novo que votemos neles não nos esqueçamos de fazer uma violenta abstenção no voto a estes partidos que promoveram esta lei e aqueles que, hipocritamente, não a recusaram linearmente. Vamos todos abster-nos violentamente de votar nesta cambada de aldrabões vendidos aos interesses dos mercados e dos grandes grupos económicos.

domingo, abril 01, 2012

Paulo Rangel na Ordem do Dia


Um dia destes ia a passar em frente da minha televisão e reparei que o WeHaveKaosInTheGarden ocupava todo o seu ecran. Rapidamente procurei o comando para ligar o som e o que passava na altura era o programa, "Ordem do dia", um programa de comentadores residentes, com a Joana Amaral Dias, uma outra Senhora que não sei quem era e o Paulo Rangel. Para surpresa minha quem se referia ao meu blog, sugerindo a sua visita, era o próprio Paulo Rangel que afirmou visita-lo regularmente para se rir um pouco.
Agradeço a recomendação, mas aviso que para quem pertence aos partidos, que este blog é de esquerda e não só contesta as actuais politicas e práticas de todos aqueles que vivem a mamar no sistema (e que por isso o defendem uns ou só fingem querer derrubar outros), como defende a apregoa a queda desta falsa democracia e a construção de uma mais verdadeira e participativa em que a palavra dos cidadãos seja respeitada e em que sejam as pessoas e não os mercados e os interesses económicos o centro e o objectivo da governação. O Sr. Rangel pode gostar dos bonecos mas certamente não gostará das ideias que os suportam sobretudo porque aquilo que aqui defendo é que acabe a farsa em que alguns continuem a viver acima das suas possibilidades à custa da miséria de muitos outros.

PS: Já agora, Sr. Rangel, peça lá ao seu amigo da Administração Interna, o Miguel Macedo, que avise os policias que não me abram a cabeça à trolitada, como podia ter acontecido no dia da Greve Geral, ou não poderei vir criar os bonecos e publicar o blog.

1º de Abril


Como hoje é o dia das mentiras não podia deixar de assinalar a data e escolher para o ilustrar o seu maior símbolo na actualidade.