sábado, dezembro 31, 2011

Oh Silva. Demite-te pá.


Cavaco Silva deixou passar os oito dias de que dispunha para enviar o Orçamento do Estado ao Tribunal Constitucional. As polémicas propostas de cortes salariais à Função Pública e pensionistas, que o Presidente tinha criticado, por violarem princípios constitucionais básicos, deverão avançar com a sua bênção.

Se há personagem que mais repulsa me causa na politica portuguesa é este Sr.Silva, medroso, hipócrita, fingido, culpado e também culpado de muito do mal que aconteceu a este país. Nem consegue sequer ser coerente no que diz, nem executar a mais importante função como Chefe de Estado, o defender o cumprimento da Constituição. Afirmar ele próprio da existência de inconstitucionalidades básicas no Orçamento e depois não o enviar para o Tribunal Constitucional é inaceitavel. Podem apresentar-se todos os argumentos, da crise, do Euro, da Troika, da Merkel, da merda que quiserem, que nada poderá justificar o não cumprimento da lei fundamental do país. Aí os direitos não podem ser apelidados de regalias, como têm feito nos direitos laborais e sociais sempre que querem acabar com mais um.
Ao permitir que sejam violados direitos básicos do cidadão consagrados na Constituição, o Presidente da Republica está a quebrar o juramento feito na tomada de posse, perdendo por isso toda a legitimidade para ocupar esse cargo. Demita-se

sexta-feira, dezembro 30, 2011

O ano velho e o novo que vão fiando


O ano velho está a acabar sem deixar grandes saudades e o novo que aí vem já padece dos mesmos males mas agravados pelas politicas de empobrecimento que este Gaspar insiste em impor. Do velho sobra o acordar de muita gente para a necessidade de intervirem na vida deles e dos outros e para o novo que decisões posso eu tomar?
A primeira é evidente e obrigatória; a de continuar a lutar contra este governo e estas politicas, defendendo a liberdade e a necessidade de uma nova democracia. Depois há o deixar de fumar, (uma vez mais), o libertar-me mais do comodismo, passar mais tempo útil com a família, voltar a pintar, fazer uma horta e também continuar a partilhar com os outros, mais ou menos jovens, a aprendizagem, minha e deles, desta nova forma de estar em sociedade e tomada de decisões.
Não é muito, mas já não era mau.

A morte do Sistema Nacional de saúde


Em Setembro, o tempo médio de espera por um exame era de 105,7 dias, mais de três meses, quando em Agosto não passava de 96,4 dias. "Há situações variáveis, depende não só das solicitações como da capacidade de resposta das unidades, mas a proibição de os hospitais recorrerem às unidades com convenção com o SNS veio piorar os tempos de espera. E é provável que ainda subam mais".»
«"Um doente que esteja em estudo pela primeira vez, e para o qual ainda não haja diagnóstico, não pode esperar três meses para fazer um exame. No máximo um mês, e mesmo assim é variável", afirmou José Manuel Silva, o bastonário da Ordem dos Médicos. "E se se descobre que o doente tem um cancro?", questiona, em forma de alerta.

Se tem um cancro a culpa deve ser do doente porque resolveu adoecer de ser produtivo. Acredito que haja quem considere mesmo que só adoeceu para não ter de trabalhar e viver à custa da Assistência social.
É o respeito pela própria vida que estas politicas e estes ataques ao SNS perpetrados por este Ministro e este governo colocam em causa. Quem não se lembra de ver os mesmos senhores a reclamarem das listas de espera para consultas e cirurgias defendendo o recurso ao privado se o serviço público não conseguisse atender os beneficiários em tempo útil. Hoje, que é na sua mesa que caiem as contas para pagar fazem exactamente o contrario daquilo que defendias. Até os Bombeiros já começam a recusar-se a fazer o transporte de doentes não urgentes por considerarem insuficiente o pagamento feito pelo serviço. É o próprio serviço e a saúde dos cidadãos que é colocado em causa. Aumentam as taxas moderadoras para mais do dobro e cortam na qualidade dos serviços e a Troika ainda vem exigir que se corte mais metade do orçamento destinado à saúde. Este é o caminho que vemos seguir se nada fizermos. Indignemo-nos.

quinta-feira, dezembro 29, 2011

Só estes é que não emigram...de vez


Passos Coelho recentemente mandou os professores desempregados emigrar como forma de resolver o problema do desemprego. É grave, pois como disse é aceitar mandar embora os nossos quadros mais qualificados. professores e licenciados, aceitando que Portugal fique um país de mão de obra barata e desqualificada. Mais fantástico ainda tem sido a torrente de comentadores nas televisões e jornais a procurar justificar as suas afirmações com o argumento de que se não há trabalho cá é normal que um Primeiro-Ministro os mande embora.
E o futuro, o amanhã não conta?
Que este governo tem a comunicação social controlada e que não haja quem tenha coragem para o criticar já é mau, que ainda tenham de fazer o frete de vir defender a miséria como proposta para este país já me parece demais. Tenham vergonha na cara.

Um manual de pirataria


O plano de resgate financeiro da Madeira, que envolve um empréstimo cujo valor Alberto João Jardim não quis revelar, implica a transferência da gestão da dívida pública da Madeira para o Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público, proibindo a região de mais endividamento. Todos os impostos pagar pelos contribuintes madeirenses passam a ser equiparados aos aprovados a nível nacional, de que resulta um agravamento médio de 25%. “É o acordo possível, mas sem este acordo seria pior porque estava em causa a sustentabilidade da dívida pública”, afirmou.

Os Madeirenses têm culpa de estarem onde estão porque elegerem repetidamente o Bicho da Madeira, mas quem são os verdadeiros responsáveis por aquilo que foi feito. Quem gastou fortunas em propaganda, festas, inaugurações, quem controlou a comunicação social, quem usou os dinheiros públicos a garantir vitórias eleitorais, quem impôs um "défice democrático" na Região, quem fez negócios chorudos, quem foi beneficiado, quem enriqueceu rapidamente, quem, quem, quem. A coisa está fresca, é possível apontar os culpados, politica, administrativamente e até criminalmente se houvesse vontade para isso. É possível porque eles estão lá e tem nomes e caras, mas lá como cá, uns servem-se e empanturram-se com aquilo que é de todos, mas na hora de pagar é aos cidadãos que entregam a conta ainda os acusando de viverem acima das suas possibilidades. Estas dividas não são nossas, são daqueles que geriram mal os dinheiros públicos e dele se serviram. Eles que a paguem.

quarta-feira, dezembro 28, 2011

Histórias do Zé Povinho

O Instituto de Tecnologia Química e Biológica (ITQB) da Universidade Nova de Lisboa está, como quase todos os centros de investigação, sem dinheiro. Os cortes cegos do ministro Crato, que tanta gente parece elogiar, foi a gota de água num copo cheio de problemas antigos e começa a fazer-se sentir no mais básico dos básicos. Resultado: o sofisticado sistema de refrigeração do edifício do ITQB, fundamental para o funcionamento das máquinas ali utilizadas, não podia ser renovado depois de uma avaria dos chillers. Se nada se fizesse perder-se-iam centenas de milhares de euros em equipamento e o trabalho científico ficaria paralisado.
Para resolver o problema o director da instituição fez um apelo pouco usual aos trabalhadores: que os funcionários doassem dinheiro, tendo mesmo sugerido, talvez meio a brincar, que prescindissem da metade que restava seu subsidio de Natal e o entregassem para pagar uma despesa de manutenção que cabe ao Estado. É também para este trabalho, fundamental para o nosso desenvolvimento, e não para o BPN e para cobrir benefícios fiscais à banca, que pagamos impostos. Apesar de não serem obrigados a faze-lo, 342 doadores (na sua maioria trabalhadores, colaboradores e bolseiros) entregaram 69 mil euros ao ITQB. As funcionárias responsáveis pela lavagem de material e equipamento, que não tinham folga para isso, fizeram rifas e conseguiram mil euros. (Daniel Oliveira7Expresso)

O cheiro podre da impunidade independente


Quase 100 mil euros para o Hotel da Praia. Parece incrível, mas foi quanto o Banco de Portugal pagou para realizar um evento junto ao mar. Assim vai o Banco de Portugal, que tem uma sede gigante na avenida Almirante Reis (Lisboa) que parece não ter espaço suficiente para realizar eventos. Esta não é a primeira vez que a instituição aparece no radar da Má Despesa.

Este é o mesmo Senhor que não se cansa de apelar à austeridade, ao empobrecimento e aos sacrifícios. Claro que nunca refere que o Banco de Portugal é totalmente independente do Estado pelo que não sofre dos cortes de salários e subsídios pelo que todos os outros portugueses têm de passar e decidem do valor dos seus salários, (Este ganha mais que o Presidente da Reserva Federal Norte Americana). É fácil apelar aos sacrifícios dos outros quando podemos viver na abastança e de mordomias. Correr com esta canalhada toda é urgente.

terça-feira, dezembro 27, 2011

MMXII Um ano agoirado


Ainda não entrámos no novo ano, mas este já vai nascer torto. Não sou de acreditar em profecias nem em destinos traçados. Acredito mais em ciclos, em que causas idênticas possam gerar problemas idênticos e muitas vezes soluções também idênticas repetidamente. A verdade é que quem disse que 2012 seria o ano das desgraças parece ter acertado. Vem aí um ano com muito mau aspecto.

Informação e democracia


Recentemente participei numa conversa sobre novas alternativas para uma nova democracia, no Regueirão dos Anjos, organizada pelos Indignados de Lisboa. Se em comum a todos há um desejo evidente de uma democracia mais participativa e todos sabem qual o objectivo final, existe também a urgência de escolher o caminho e a melhor forma de o alcançar. Não vou aqui relatar as alternativas apontadas, as opiniões e as ideias debatidas, até porque foram muitas. Prefiro falar um pouco das razões que nos levam a essa urgência que penso serem principalmente duas. A primeira e mais lógica, as razões económicas criadas pela globalização capitalista, a subserviência do poder politico aos mercados especulativos e a sua voracidade e ganancia, sem respeito pela dignidade das pessoas nem remorsos pela pobreza, miséria e morte que causem. Um retrocesso civilizacional, nas condições de vida, dos direitos e da própria liberdade. A segunda vem das do surgimento dos computadores, da era da comunicação global e nas consequências que isso teve, não só do ponto de vista técnico e da possibilidade da comunicação e partilha da informação, como na nossa própria forma de pensar e raciocinar. Hoje temos uma forma diferente de apreender a realidade, de aceder ao conhecimento que faz com que a democracia que serviu aos nossos avós hoje e insuficiente. Hoje temos o desejo e a possibilidade de conseguir um avanço no conceito de democracia e de participação nas decisões e escolhas para a nossa vida. Por todo o mundo esta vontade surge e manifesta-se, com indignação pelas injustiças e roubos, exigindo a mudança. O mundo mudou, mas também nós mudámos e é isso que o poder teme. É esse medo que a cada grito por mais democracia eles reagem com menos liberdade e mais autoritarismo. A própria democracia que os serviu e de que se serviram para serem hoje poder, começa a ser incomoda porque não cala o protesto e a indignação, cada vez mais global e forte. Novas ditaduras ou uma ditadura global são um dos perigos que temos pela frente, mas também novas democracias, um mundo ligado nas preocupações e nas soluções, na solidariedade entre todos também está à nossa frente. Não podemos por isso ter medo e não exigir essa nova democracia, mais participativa, justa e livre.

segunda-feira, dezembro 26, 2011

Prendas de Natal que ninguém merecia ter recebido


Se há personagem na política portuguesa que se pareça mais com o companheiro da Barbie, o Ken, é o Passos Coelho. Personagem que nunca fez nada a não ser pertencer aos jotinhas do PSD, só conseguiu concluir um curso numa privada aos 37 anos e se teve vida profissional deve-o ao seu mentor político, Ângelo Correia, que lhe arranjou uns tachos como administrador nas suas empresas de lixo. Chegou a primeiro-ministro através da raiva dos portugueses para com o Sócrates e com mentiras e mais mentiras. Ultra-liberal, pouco inteligente e sem muito jeito está a conduzir o país para uma pobreza extrema e sem futuro. Uma prenda que ninguém desejava receber neste Natal.

Porque é Natal


«O ministro da Saúde, Paulo Macedo, afirmou hoje que gostaria que em 2012 todos os portugueses tivessem acesso a um Serviço Nacional de Saúde universal e com qualidade. O desejo foi assumido na cerimónia, esta manhã, em que o presidente do grupo Controlinveste Media, Joaquim Oliveira, ofereceu aos hospitais públicos portugueses a possibilidade de passarem a ver gratuitamente a SportTV.»

Com o governo já de "tolerância de ponto", deixaram ao Paulo Macedo a responsabilidade de "abrir a porta" e lá foi ele numa acção de promoção a uma empresa privada, fingir que se defende o SNS universal e de qualidade, quando todos sabemos que a sua missão passa pelo seu desmembramento e pela entrega dos serviços de saúde aos interesses privados e às seguradoras. Quem fecha urgências, serviços de saúde, hospitais, reduz médicos e enfermeiros, aumenta as taxas moderadoras em mais de 100%, vir falar de qualidade e universalidade não passa de uma triste campanha de propaganda carregada de hipocrisia. Quem deixa de ira a consultas ou não compra todos os medicamentos que necessita por não ter dinheiro sabe que é a sua saúde, ou seja a vida, que é colocada em causa.

domingo, dezembro 25, 2011

O Gaspar odeia o Natal


Já me convenci que o Vitor Gaspar não gosta do Natal. Este ano, à revelia da Troika resolveu cortar metade do subsidio e já nos disse que para os próximos anos nem o de férias nem o de Natal. Acaba-se com isso de dar dinheiro às pessoas para gastarem além do mínimo essencial para sobreviverem. Descanso, prendas, festas, família, lazer são benefícios que devem acabar. Bom mesmo é trabalhar, trabalhar, trabalhar. Acredita certamente que esse é o segredo da vida, a razão pelo qual Deus nos criou. Trabalho, tudo o resto é acessório e desejavelmente dispensável. Os patrões aplaudem, mas parecem esquecer que na sua ânsia de tudo ganharem, muitos deles acabarão falidos por uma austeridade criadora de recessão que levará a mais austeridade, com mais desemprego, mais falências e menos dinheiro agravando a recessão que voltará a a criar a mais austeridade. Quando vai isto parar? Ou melhor, até quando estamos dispostos a deixar?

Um Presépio para 2011


Com tanta coisa a acontecer ainda nem tinha feito um presépio para animar o Natal de 2011. Pouco há a dizer sobre a escolha das personagens, tendo o papel da vaca ficado entregue ao sorriso das vaquinhas que o Cavaco tanto parece apreciar e o do Burro ao Seguro que não aparece na imagem porque anda por aí a fazer abstenção violenta.
Bom Natal a todos.

sábado, dezembro 24, 2011

No escurinho de S.Bento

«O senhor primeiro-ministro solicitou que tivéssemos uma reunião em São Bento. Mas é minha regra de ouro nunca falar sobre as reuniões que tenho com o senhor Presidente da República ou com o primeiro-ministro», afirmou António José Seguro após abandonar a reunião em S. Bento com o Primeiro Ministro Pedro Passos Coelho.

Não sei o que estiveram a falar. mas coisa boa não pode ser. Quando se juntam secretamente um Primeiro-Ministro incapaz e obcecado pelo liberalismo com um líder da oposição que inventou a abstenção violenta e pactua com as ilegalidades do governo só pode representar mais más notícias no futuro. Vivemos num país que na classificação de qualidade de democracia desceu um nível e até já foi ultrapassado por Cabo Verde e onde os governos conspiram com as oposições em segredo para nos tramar. Que novos roubos nos querem fazer em 2012?

Feliz Natal de 2011


Sem saber como será o amanhã, se a esperança vai renascer numa nova forma de democracia mais participativa e justa ou se uma longa noite de fascismo e ditadura vai cair sobre todos nós, preparo-me para passar mais um Natal na companhia da minha família e daqueles que amo acima de tudo, da minha companheira, dos meus filhos e todos os que não me deixam desistir de lutar por um mundo melhor. Estou por isso longe da Internet rápida, do PC com capacidade gráfica e das noticias deprimentes das televisões, rádios e jornais. Como sempre tenho tentado fazer nestes casos vou tentar continuar a alimentar este blog, mesmo sabendo das limitações técnicas que me limitam. Peço por isso desculpa se a qualidade das imagens sofrerem com isso ou os horários das postagens forem alterados e aproveito para desejar a todos um Bom Natal e a esperança de que juntos vamos conseguir fazer deste país uma terra mais justa e livre. 2012 é tempo de luta, de mudança e de vitória se todos o desejarmos.
Um abraço a todos.

Kaos

sexta-feira, dezembro 23, 2011

O nosso Cabo da Tormentas


Passos Coelho afirmou que se 2012 será “um ano muito difícil”, 2013 será diferente: “Tenho a convicção e a certeza de que atingiremos as metas de 2012 e a partir de 2013 estamos confiantes de que Portugal terá dobrado o cabo das tormentas”.

Mas, a nossa maior tormenta actualmente não é ele próprio?

Está na hora de partirem


O eurodeputado Paulo Rangel, do PSD, propôs a criação de uma agência nacional para ajudar os portugueses que queiram emigrar. «Até devemos pensar, se houver essas oportunidades, em gerir esse processo. Talvez fosse uma forma de controlar os danos». A ideia de criar um sistema de apoio à emigração, seria uma mais-valia vocacionada essencialmente para as camadas mais jovens e qualificadas da população portuguesa.

O mais grave de tudo isto é que esta gente acredita mesmo naquilo que está a dizer sem sequer pensar no que afinal aquilo que dizem quer dizer. Propor aos professores e aos jovem licenciados que emigrem é negar o futuro ao país. É aceitar que Portugal tem de ser um país miserável, de baixos salários e baixas qualificações, de rédea curta nos direitos laborais, não soberano e subalterno aos poderes dos mais ricos. É aceitar o que que é inaceitável e, como pelos vistos eles não o conseguem entender então também não têm condições para governar.

quinta-feira, dezembro 22, 2011

A vida fácil do Sr. Silva


O Presidente Cavaco Silva destacou o erro de Portugal ter investido excessivamente na produção de bens não-transacionáveis. Segundo ele, os portugueses beneficiaram do Euro e tiveram "uma vida fácil".

Tem toda a razão, mas um dos principais responsáveis pela destruição da agricultura, pescas e industria foi ele próprio assim como a aposta nos tais bem não-transacionáveis, para não falar no sistema financeiro submisso aos interesses dos mercados. Foi a era dos amigos, dos novos bancos e dos Dias Loureiros, Oliveiras e Costas e Duartes Limas. E, realmente, para alguns o Euro foi uma mina de ouro, fizeram-se muitas fortunas, e houve quem tenha tido a tal vida fácil. O Sr. Silva só se esquece que nem todos tinham dinheiro e a"conselheiros" para poderem comprar e vender acções do BPN, não puderam comprar uma Casa na Coelha, nem têm amigos com Propriedades em Cabo-Verde e contas em Off-shore. Esquece-se que já então os salários dos portugueses eram dos mais baixos da Europa, havia pensões eram de miséria e a fome e a pobreza de uns já coexistia com a abastança e ostentação de outros. Nem para todos a vida era um Cabaret.

A Divina Troika para nos salvar


Chamar-lhes filhos da puta é pouco porque esta gente é aldrabona, mentirosa, esclavagista e subserviente. Passaram todo o tempo a garantir-nos que as medidas de austeridade e os sacrifícios eram parte do acordo com a Troika assinado pelo anterior governo. Todos já tinhamos visto que este governo era mais troikista que a própria troika e onde ela dizia mata o Gasparzinho dizia esfola. Mas com grandes sorrisos o Passos Coelho não se cansava de dizer que estávamos a cumprir todas as exigências. Cortaram nos direitos e salários, taparam "buracos" que nunca ninguém soube quais eram e espalharam a fome e a miséria. Isto antes de o pior que estava previsto nos cair em cima em 2012. Mas, surpresa das surpresas, o governo continua a negociar com a Troika e ao que parece a adequar o acordo àquilo que faz e ainda lhes pede para carregarem mais no lápis vermelho dos direitos. Cumprimos tudo o que exigiam, até fizemos mais, mas agora passamos a ter de cortar nas indemnizações por despedimento (foi de 30 para 20 e agora vai para 10 dias por ano de trabalho), facilitar o despedimento (ao ponto de bastar o patrão pensar que há alguém de quem ele goste mais para o lugar), baixar os ordenados da função pública, cortar mais nos serviços de saúde, aumentar as taxas moderadoras, despedir professores e eu sei lá que mais. Podia aqui perguntar se o PS foi consultado nestas alterações assim como o PSD exigiu ser parte no acordo com a Troika, mas prefiro perguntar-me se já não merecemos a sorte de um balde de bosta, com balde e tudo, lhes cair em cima?

PS: Esta é a mesma gente que já fez com que na Grécia haja crianças que desmaiam nas salas de aula por fome e desnutrição.

quarta-feira, dezembro 21, 2011

O Fim da Festa


O Governo antevê «sérias dificuldades» para atingir a meta de um défice de 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2012, uma vez que não poderá recorrer a medidas extraordinárias semelhantes às utilizadas este ano, cujos casos mais evidentes foram a transferência do fundo de pensões da banca e o imposto extraordinário aplicado sobre os subsídios de Natal.»

A festa está a acabar para este governo. Já meteu a mão em todos os impostos possíveis e imaginários e sabe que o país não aguenta muito mais. Com a pobreza criada, as falências que se anunciam, o desemprego a disparar tudo o que se pode esperar de 2012 é diminuição das receitas e aumento das despesas. O Gaspar fez previsões em que nem ele próprio acredita, a recessão vai ser muito maior que o número que atirou para o ar. Já mandou reforçar a sua segurança porque sabe que a corda está quase a rebentar. Sabe que isto está mau e os mercados não vão parar e que quando decidirem que está na hora de forçar um ataque ao Euro atiram-nos para o lixo. Isto se não forem os portugueses a atirá-los a eles todos primeiro.

terça-feira, dezembro 20, 2011

Salvem os "bifes"


Os britânicos que vivem em Espanha e em Portugal «podem ter ajuda do Governo para deixarem os países se a crise na zona euro arrastar» e deixarem de «ter acesso às suas contas bancárias». A imprensa inglesa avança este domingo que o Governo inglês tem um plano para retirar os seus cidadãos de Portugal e Espanha se o euro colapsar. Navios, aviões e autocarros serão usados para repatriar ingleses que queiram sair.

Que mais falta saber, que mais sinais se vai esperar para todos decidirmos que isto tem de mudar, que é, agora sim, inevitável correr com esta gente e seguir outro caminho. O capitalismo desenfreado, os Mercados, os Bancos, não são a solução, são sim o problema. Eles sabem e continuam e nós não fazemos nada?


O futuro vai emigrar?


Passos Coelho, apresentou aos professores a emigrarem como forma de resolver o problema do desemprego. Já os jovens licenciados tinham sido aconselhados a "saírem de Portugal" como solução de vida.
Que raio de governo é este que atira fora a massa cinzenta que temos. Que país restará desta austeridade, desta destruição da economia, destes baixos salários, sem direitos laborais e sociais, de toda esta sangria do futuro. Um país arrasado, pobre, miserável é o que nos prometem. E que raio de país é este que ouve isto e não diz basta, não vai para a rua revoltado e exige a mudança, exige a esperança, exige um futuro. Correr com esta corja, "emigrá-los" de vez é necessário e urgente. A única forma de o fazer é demonstrar nas ruas essa vontade.

segunda-feira, dezembro 19, 2011

A Privatização da EDP vai dar à luz


«No caso da E.ON, além de contactos directos entre as administrações das empresas – dos quais terá surgido a ‘promessa’ dos alemães a Mexia da sua continuidade como CEO e de um lugar de administrador não-executivo na eléctrica germânica –, houve um envolvimento directo dos líderes políticos. Numa conversa recente com Passos Coelho, noticiada pelo Financial Times, a chanceler Merkel enfatizou os benefícios para Portugal da proposta da E.ON.»

Lá se vai mais um anel, e já não há muitos. Segundo parece, quem oferece mais por ele, por cima da mesa, são os chineses, mas tudo indica que no fim o alemão acabará por ser a língua oficial da EDP. A Merkel já perguntou, "não nos faz uma atençãozinha?", o Mexia já vê os milhões que ganha por ano a poderem aumentar com mais um cargo de administrador-não-executivo e quem sabe se para outros não ficará guardado um "bom emprego" para garantir o "futuro". Isto é um negócio para nos venderem a luz, mas como sempre tudo acaba por me parecer muito escuro.
Certo é que as águas já rebentaram e, se a ecografia não enganar, a criança vai-se chamar E.ON.

Os pobres de amanhã ainda mais pobres que os de hoje



O primeiro-ministro, actualmente com 47 anos, foi questionado sobre que pensão espera receber quando chegar à idade de se aposentar e respondeu: "Sensivelmente metade daquela que existia antes de 2007. Talvez um pouco mais para todos aqueles que entraram na vida activa nos últimos dez anos, o que não é o meu caso, que entrei há bastante mais".
Sobre o futuro do sistema de Segurança Social, de acordo com o líder do executivo, "qualquer que tenha sido a carreira contributiva, os pensionistas sabem que não obterão da Segurança Social uma pensão superior a um determinado valor e que, portanto, devem fazer aplicações (geridas ou não pelo Estado), de forma a terem uma pensão mais generosa do que está estabelecida".


Este é o futuro que nos prometem, a redução das pensões como se agora já fossem muito altas (mesmo pelas contas do governo, mais de 80 por cento são inferiores a 600 euros). Claro que nos oferecem uma alternativa, descontarmos ainda mais para "aplicações" ou seja seguros que nos garantam que as reformas chegam para podermos sobreviver. Este sempre foi o sonho do liberalismo em Portugal, transferir o dinheiro da segurança social do estado para os privados. Falam da insustentabilidade do sistema actual, mas são eles que tudo fazem para o destruir e tornar inevitável a sua falência. Um bom exemplo é a passagem dos 6 mil milhões do fundo de pensões da Banca para a segurança social, o que ajuda o governo a dizer que cumpriu p limite do défice, até ultrapassando as exigências, mas cria uma nova despesa à segurança social de 500 milhões de euros em cada ano.
A única forma de resolver este problema era fazendo com que o dinheiro das pensões fosse considerado num orçamento independente do orçamento de estado, impedindo assim que esse dinheiro, que é nosso pois vem dos nossos descontos e que nos devia garantir uma pensão digna, seja gasto sabe-se lá onde.


PS: Mais uma mentira do Passos Coelho, "...entraram na vida activa nos últimos dez anos, o que não é o meu caso, que entrei há bastante mais". O homem nunca fez nada na vida, foi jotinha do PSD até aos 40 anos, tirou um curso à pressa na Lusíadas e, durante meia dúzia de anos foi ser gestor nas empresas de lixo do seu mentor "Ângelo Correia".

domingo, dezembro 18, 2011

Obrigadinho, Oh Silva


Numa mensagem de boas-festas divulgada no site da presidência da República, o Presidente Cavaco Silva ao lado da mulher, desejou aos portugueses um ano de 2012 «tão bom quanto possível».

Se em vez de vir dizer banalidades e desejar uma ano tão bom quanto possível fazia melhor em fazer o possível por não o transformar num ano impossível de ser razoável quanto mais bom. Nem tem de fazer muito, vete as leis inconstitucionais que lhe caírem na secretária e corra com esta escumalha que assumiu o poder à custa da mentira e da aldrabice. Isto sim seria possível, mas sendo ele quem é e como é todos sabemos que é pedir-lhe o impossível. Podia ao menos, se nada vai fazer, deixar de ser hipócrita e calar-se. Já transformava o ano de 2012 um pouco melhor. Quanto é possível, claro.

sábado, dezembro 17, 2011

Um negócio muito submarino



«O dois ex-executivos da Ferrostaal e a própria empresa julgados por suborno de funcionário públicos estrangeiros na venda de submarinos a Portugal e à Grécia aceitaram a proposta de conciliação do tribunal, foi hoje anunciado. Ao fazê-lo, admitiram pagar subornos à Grécia e a Portugal, neste caso na pessoa do ex-cônsul honorário em Munique, Jürgen Adolff.
O ex-administrador da Ferrostaal Johann-Friedrich Haun e o ex-procurador Hans-Peter Muehlenbeck terão assim de pagar uma coima de 36 mil euros e 18 mil, respectivamente, e serão condenados a uma pena suspensa que não excederá dois anos, como propôs o juiz do processo, Joachim Eckert, na abertura do julgamento, esta manhã, na capital da Baviera.» Um negócio bem submarino onde se sabe que foram pagos subornos mas ninguém parece importar-se em saber a quem.

...ou então não pagamos.


“A primeira responsabilidade de um primeiro-ministro é tratar do seu povo. Na situação em nós vivemos, estou-me marimbando para os credores e não tenho qualquer problema, enquanto político e deputado, de o dizer. Porque em primeiro lugar, antes dos banqueiros alemães ou franceses, estão os portugueses”, disse Pedro Nuno Santos no último fim-de-semana, durante um jantar de Natal socialista de Castelo de Paiva.
No mesmo discurso, disse estar-se “marimbando” para o banco alemão que emprestou dinheiro a Portugal nas condições em que o fez, lembrando que o país tem um trunfo: “Nós temos uma bomba atómica que podemos usar na cara dos alemães e franceses - ou os senhores se põem finos ou nós não pagamos. As pernas dos banqueiros alemães até tremem”.

Quanto mais cedo o percebermos melhor e que haja quem o diga, mesmo sabendo que vai ser mandado calar pelos seus "pares" é bom porque há sempre quem o oiça e pense. A mentira da inevitabilidade cada vez faz menos sentido par cada vez mais gente.

sexta-feira, dezembro 16, 2011

O Ministro dos pobrezinhos


Todos os dias me vejo na necessidade de escolher duas notícias, dois temas ou duas ideias para ir alimentando este blog. Nos últimos tempo não me posso queixar da falta de assuntos, leis, mentiras que me possam servir de indignação e inspiração, mas por outro lado é sempre mais do mesmo. É a Crise Mundial, a Europeia e a nacional, os egoísmos, os mercados, as hipocrisias, o capitalismo e o poder, tudo em grande e em passo acelerado. Já não há pudor nem respeito para com a dignidade das pessoas, já vale tudo. Atirar alguém para a valeta da pobreza já não incomoda ninguém. Só pegando no ministro Pedro Mota Soares, sempre tão cândido e tão preocupado, podia falar do aumento do desemprego que já quase bate os 13%, da respectiva diminuição do subsidio para esse desempregado, tanto em valor como em tempo, nas instituições de apoio social, agora entregues à gestão privada ou nas reformas que vão ter um valor máximo tanto para descontar como para receber, passando parte dos descontos para o privado, sempre os privados, ou até do Audi ou de outra coisa qualquer. Mas, sinceramente, preocupa-me mais a imagem total, a destruição de toda a segurança social, transferindo os lucros para os privados e substituindo direitos sociais por caridadezinha. Não é esse o país e a sociedade em que gosto e quero viver.

“Ladrão”, “Gatuno”, “Palhaço”.


«Quer à chegada quer à saída do Centro de Arte Moderna Gerardo Rueda, em Matosinhos, cerca de três dezenas de populares manifestaram descontentamento, vaiaram o primeiro-ministro e gritaram insultos, tais como: “Ladrão”, “Gatuno”, “Palhaço”.»

O Sócrates teve de esperar 4 anos até lhe começarem a fazer esperas para o vaiarem, este nem precisou de esperar 6 meses. Com a crise que vai por uma Europa, sem soluções nem democracia para travar os Mercados e a politica de empobrecimento deste governo irresponsável, é bom que se habitue e as suas mães que perdoem quando lhes chamarem "Putas", que é ao filho, e não a elas, que querem ofender. E eles, como elas sabem bem, merecem.

quinta-feira, dezembro 15, 2011

Vem aí mais uma "Noite das Facas Longas"?


O Congresso americano aprovou a Lei Nacional de Autorização de Defesa, que dá poder ao Governo Federal de usar as Forças Armadas contra a sua própria população, de prender por tempo indeterminado americanos em qualquer lugar no mundo, sem nenhuma acusação formal e sem o devido processo legal.

Já aqui falei muitas vezes daquilo que alguns gostam de desprezar com a ideia da Teoria da Conspiração. Já falei dos Bilderberg, dos Iltuminati, da Nova Ordem Mundial e também doa Campos da FEMA. (Federal Emergency Management Agency) e nos autênticos campos de concentração construídos no centros doa EUA e onde guardam milhões de caixões plásticos. Teoria da conspiração ou não, a verdade é que esses Campos de Concentração FEMA existem e foram recentemente activados. Agora cada um que tire as suas conclusões, que olhe para os factos, pesquise na internet sobre estes assuntos, que se assuste com o que vai descobrir. Depois há que agir, há que fazer alguma coisa. É a liberdade e a vida, nossa e dos nossos filhos, que está em causa.
Porque nada disto é notícia na nossa comunicação social?

Uma coisa a que chamam Presidente


Vivemos tempos difíceis, governados por gente desprezível e que poucas esperanças nos dá para o futuro. No nosso sistema, o Presidente da Republica é uma figura com poderes limitados mas em que alguns são importantes. É a ele que cabe a tarefa de garantir o respeito e o cumprimentos da Constituição. Precisávamos de um Presidente inteligente, justo, corajoso, honesto, democrático, livre e com princípios humanos e morais acima de qualquer dúvida. Infelizmente temos o que temos e colocar alguma esperança naquilo que temos é pouco ou nada. Se as instituições, como aconteceu sempre em ditaduras, desrespeitam as suas funções e as leis que as regem, atropelando-as e deixam de ver os cidadãos como seres humanos com direitos e necessidades, o que nos resta é sermos nós a exigirmos esses direitos e reclamar essas necessidades. Somos gente e exigimos o funcionamento da democracia. Ninguém vai fazer isso por ti nem por mim, somos todos nós, juntos, que o temos de fazer.

quarta-feira, dezembro 14, 2011

Natal é quando a Merkel quizer


A Alemanha terá lucrado 9.000 milhões de euros com a crise das dívidas soberanas, que a par da subida das taxas de juro dos países mais endividados levou à descida das taxas de juro alemãs.

Nunca há nada que seja mau para todos e esta crise não é excepção. Há sempre os abutres e as hienas à espera.

Taxas moderadoras da vida


Afinal o Ministro Paulo Macedo, quando nos informou que as Taxas Moderadoras iam duplicar, um aumento de 100%, ou não sabia ou se "esqueceu" de dizer que algumas, como no caso das consultas nos Hospitais Distritais, iam triplicar de preço. Mas, como disse o Primeiro-Ministro Passos Coelho, ainda estamos "muito longe de esgotar o 'plafond' de crescimento das taxas moderadoras" para aplicar no Serviço Nacional de Saúde.
Já nem ser colocar em causa a saúde e a vida das pessoas faz esta gente ter consciência e parar. A sua agenda neo-liberal de preparar o terreno para a privatização da saúde e os "negócios" assim o exigem. Criam a miséria de um lado para diminuir na despesa e aumentam as taxas do outro para aumentar as receitas. As pessoas, essas são um empecilho do lado dos problemas e lucro do lado das vantagens.
Isto não se faz quando é daquilo que pode fazer a diferença entre viver e morrer.


terça-feira, dezembro 13, 2011

Anorexia Económica


É doença, é uma patologia, os sintomas são evidentes e a causa conhecida. Emagrecer ainda mais a nossa economia só pode levar à desgraça do país. Trate-se do doente removendo as causas., que têm caras e nomes. A cura só pode estar na determinação de todos nós, na forma como soubermos exigir a mudança. Não é com fome, pobreza e miséria que se cura a anorexia económica. Vamos não aceitar o remédio que nos querem impor, mas vamos escolher a liberdade, a democracia, o trabalho e a justiça social como tratamento.

segunda-feira, dezembro 12, 2011

É entrar! É entrar, que o aldrabão sou eu



«Francisco José Viegas acredita que apesar da subida do IVA nos espectáculos em 2012, de 6% para 13%, o sector não vai sentir uma quebra da procura. “Acreditamos que vamos conseguir manter públicos na cultura e em alguns casos aumentar, precisamente porque as pessoas fazem opções”, disse o secretário de Estado.

Esta gente é parva e acredita mesmo naquilo que diz ou mente com todos os dentes porque não sabe o que dizer? É que ninguém que não seja minimamente atrasado mental consegue ver que com a redução de salários, aumento de impostos e de preços dos bens essenciais, mais a precariedade e o desemprego e em milhões de casas pobreza e até fome, as pessoas a primeira coisa que vão deixar é o supérfluo, aquilo que não é essencial à sobrevivência do dia a dia. Os cinemas, teatros e outros espectáculos vão certamente ressentir-se e muito. O Secretário de Estado sabe-o e por isso mente.

Está a doer-me a cabeça


O país está doente e insiste em tomar a medicação que lhe é imposta por uma Europa Merkleana que, em vez de ser uma cura, só agrava a doença. Digo isto porque também eu não escapei a uma constipação que me deixa rabugento e mal disposto. Mal já eu ando com o que se passa neste país e agora mais as dores de cabeça, no corpo. Não me apetece ouvir notícias nem estar para aqui a fazer o sacrifício de escrever sabendo que tudo fica na mesma. Vou fazendo os bonecos que pelo menos estou distraído.

domingo, dezembro 11, 2011

BPN. O roubo continua


O Estado acordou esta sexta-feira a venda do BPN ao Banco BIC, que tem como accionistas de referência a filha do Presidente angolano, Isabel dos Santos, e o português Américo Amorim, mas ainda pode ter de injectar mais dinheiro na instituição, admitiu o presidente do BIC, Mira Amaral. «Nós acordámos comprar o banco com o seguinte balanço: 2,2 mil milhões de euros de crédito, 1,8 mil milhões de euros em depósitos, e rácios de solvabilidade acima de 9%, que é o limite mínimo exigido pelo Banco de Portugal».
O presidente do BIC desconhece «qual a situação líquida do banco neste momento», por isso, diz, também não sabe «quanto é que o Estado terá de meter ainda no BPN para atingir a situação que foi acordada no contrato promessa, mas admitiu que o valor em causa se poderia aproximar dos 500 milhões de euros. «O Governo tem de capitalizar o banco para atingir os rácios acordados, mas não sei quanto é que ainda terá de lá meter».

Grande negócio, um banco com 2,2 mil milhões de euros de crédito, 1,8 mil milhões em depósitos, e rácios de solvabilidade acima de 9% por 40 milhões de euros. Para nós, que ainda veremos pelo menos mais 500 milhões lá enterrados não o será, mas para o Mira Amaral, a Isabel Santos e o Américo Amorim é o chamado negócio da China. Que imposto irá aumentar ou quanto nos vão retirar do salário para pagar isto ainda se está para ver.

O comboio da Democracia...descarrilou


Ouvi hoje a porta-voz da CP, Ana Portela, dizer que se os trabalhadores fizessem a greve planeada para dias 23, 24 e 25 de Dezembro e 1 de Janeiro, o pagamento dos salários, estão em risco, invocando o prejuízo de mais de 2 milhões de euros com as greves efectuadas este ano. (Uma gota no oceano da dívida da CP que é de 3.3 mil milhões de euros). Mais, a dita cuja afirmou que normalmente pagam o salário de Dezembro no dia 23, mas com as greves marcadas para esse dias e seguintes não haveria dinheiro para pagar por não haver receitas de bilheteira. Vão pagar aos trabalhadores no dia 23 com as receitas de bilheteira de dia 23, 24 e 25?
Este tipo de atitudes, demagógicas e que procuram voltar trabalhadores contra trabalhadores e ameaçar quem faz greve é ilegal e imoral. Mostra bem o pensamento politico e pouco democrático de quem governa no quero posso e mando, desdenhando das leis. Já começaram ditaduras com gente mais democrática que esta e só a defesa da liberdade e do respeito pelos direitos consagrados na Constituição, feita por todos, nas ruas deste país. Há alguém interessado em ter um novo Botas, agora chamado de Gaspar, durante mais 48 anos. Eu já vivi lá e não gostei.


sábado, dezembro 10, 2011

Um buraco insaciável


O secretário regional do Plano e Finanças, Ventura Garcês, revelou nesta terça-feira que a dívida pública da Madeira ascendia a seis mil milhões de euros, em Outubro, mais 200 milhões do que inicialmente contabilizado.

Um grupo de cientistas revelou a existência dos maiores buracos negros alguma vez encontrados no Universo, sendo que o maior tem aproximadamente 10 vezes o tamanho do nosso sistema solar.

Não sei se estas notícias estão relacionadas, mas para encontrar grandes buracos não é necessário olhar para o espaço infinito. A Madeira, o BPN, tudo aqui tão perto, tão à vista de todos mas que todos parecem preferir esquecer. O Bicho da Madeira, depois de ter enviado os seus lacaios eleitos para a Assembleia da Republica fazerem chantagem o governo no orçamento do Estado, vem agora exigir ao Coelho o cumprimento das promessas feitas por debaixo do pano. Desbocado como é, abre a bocarra e sai tudo cá para fora, já o Coelho, mentiroso como já mostrou ser, atrapalha-se e tem muito para sofrer com o Jardim da Madeira. Não fosse o dinheiro nosso, pago com os nossos subsídios, reduções de salários, impostos e cortes nos direitos sociais até poderia ser um espectáculo interessante de assistir. Assim é mais uma vergonha para juntar a tantas outras com que nos têm presenteados estas duas personagens.

sexta-feira, dezembro 09, 2011

Mais meia-hora de retrocesso civilizacional


No país com os salários mais baixos da Europa, em que ainda cortam os subsídios de Natal e de Férias, em que a precariedade, os falsos recibos verdes, os contratos a prazo são cada vez mais longos, em que em nome da flexibilidade os horários ficam cada vez mais à vontade do patrão sem que a vida pessoal do trabalhador interesse para nada resolveram agora alargar o em meia hora diária o tempo de trabalho. Tudo em nome de um falso conceito de produtividade que a única coisa que vai fazer é criar mais desemprego e mais pobreza. O capitalismo selvagem impõe a sua lei forçando um retrocesso civilizacional do qual não se conhece ainda os limites. Será que ainda voltaremos um dia a ver de volta os velhos mercados de escravos? Vontade parece não lhes faltar e tudo em nome da ganância dos especuladores. O povo lutou durante séculos para conquistar os seus direitos e a possibilidade de viverem uma vida com dignidade e talvez tenha chegado a altura de voltarem a pegar nas "armas" da revolução e da revolta para os reconquistar. A luta por uma nova democracia mais participativa e verdadeira é o caminho e a solução, porque como já muitos afirmam, o mal não é a crise, é o sistema.

Europa amestrada


Há para aí mais uma cimeira Europeia, (custa cerca de 10 milhões de euros,segundo a agência EFE), para discutirem a forma como vão alterar os Tratados Europeus transferindo soberanias nacionais para debaixo da pata dos Senhores da Europa. Os povos, esses nada podem dizer porque só essa ideia deixa a Merkle nervosa. Mas não é da Cimeira que quero falar, mas de dois "cãozinhos amestrados" que por lá vão andar, (são mais mas vou referir só estes dois). Quem não se lembra de ver o Durão Barroso a fazer grandes discursos inflamados em defesa dos Eurobonds e o diferendo do Sarkozy com a Merkle sobre o assunto? Ambos os defendiam mas bastou a patroa Alemã dizer NEIN, e já ambos vêm dizer que os Eurobonds são um disparate e que nem se deve pensar nisso. O que gostava mesmo era ver, durante a Cimeira, era a Merkel dizer-lhes, -Deita! Rebola! e eles a atirarem-se, logo ali, para o chão às voltinhas com as patinhas para o ar.

quinta-feira, dezembro 08, 2011

Diga Aaaaaaaah!


Só duas notícias tão diferentes tão iguais.

«O ministro da saúde, Paulo Macedo, revelou ontem o valor das novas taxas moderadoras. Uma ida a uma Urgência num hospital polivalente passa a custar 20 euros, em vez de 9,60 euros, e uma consulta num centro de saúde custará cinco euros, em vez de dois euros e vinte e cinco cêntimos.»
[CM]

«A história repete-se. Em algumas das mais recentes nomeações para conselhos de administração de centros hospitalares voltou a acontecer a tradicional dança de cadeiras, apesar das recomendações da troika: saíram gestores do PS, entraram gestores com ligações ao PSD e ao CDS. E, noutras nomeações ainda em preparação, fervilham as movimentações partidárias para a escolha de militantes ou simpatizantes dos partidos no poder.
O memorando de entendimento assinado com a troika refere expressamente que os presidentes e membros das administrações hospitalares "deverão ser, por lei, pessoas de reconhecido mérito na saúde, gestão e administração hospitalar" - uma medida a aplicar já no quarto trimestre deste ano. A assessoria do Ministério da Saúde defende, porém, que a obrigatoriedade de concursos para novos dirigentes apenas se aplica "nos casos dos institutos públicos e das direcções-gerais", ou seja, na administração directa do Estado. E alega que os hospitais EPE (entidades públicas empresariais) "não têm o mesmo estatuto" e a escolha fica nas mãos dos accionistas - que são os ministérios da Saúde e das Finanças.» [Público]


Sobem-se as taxas moderadoras em mais de 100% transformando-as em co-pagamentos inconstitucionais e sobem a falta de vergonha, de decência e de moral.

Como se constrói uma ditadura


Já nos cortaram nos direitos sociais e nos salários, já nos fazem viver numa democracia de fachada mas cada vez mais se nota um ambiente de insegurança e medo. Não a normal acontecer com o aumento de roubos e assalto sempre que a fome e a miséria se tornam no dia a dia de milhões de cidadãos, mas a praticada pelo próprio poder e pelas forças que nos deviam defender dessa insegurança e desse medo. A violência criada e fomentada por agentes policiais infiltrados à civil na manifestação do dia 24 de Novembro é disso uma prova concreta e a falta de resposta dos responsáveis a demonstração de quem a promove.
Mas há mais a acontecer, as ilegalidades e inconstitucionalidades do orçamento, e agora o desrespeito do Ministro Miguel Macedo perante a opinião da Comissão Nacional de Protecção de Dados que considerou inconstitucional a proposta do Governo sobre a instalação de câmaras de video vigilância, afirmando que o parecer da comissão como uma «declaração política» e argumentando que «o Governo não legisla sobre o parecer da CNPD». O que o Ministro faz tábua rasa dos órgãos criados para garantir o respeito pela lei, pela Constituição e pela defesa do direito e das liberdades e garantias dos cidadãos. Este governo desrespeita tudo e todos pelo que antes que o Gaspar se transforme em Salazar temos de correr com esta gente.

quarta-feira, dezembro 07, 2011

Anda por aí um travo salazarento


«Agora é tempo de acabar com os direitos adquiridos e encontrar uma carta dos deveres atribuídos a todos os portugueses, de alto a baixo. Agora é tempo de acabar com utopias e ilusões, soberanias e independências. Agora não é tempo para o exercício de democracias directas ou indirectas. Agora já não há tempo para hesitações ou referendos sobre o que se vai passar na Europa e em Portugal. Se Vítor Gaspar tem razão quando diz que “não há dinheiro”, não é menos verdade que Portugal não tem tempo a perder com formalismos próprios de gente rica. A ordem está falida e os frades famintos. »
(Editorial do i de António Ribeiro Ferreira)

A falta de decoro, de vergonha e dos mais básicos princípios democráticos que começam a surgir na nossa sociedade é preocupante e mostra a importância de todos nos unirmos na defesa de um valor fundamental que é a liberdade. Sem ela somos escravos de um qualquer Senhor que imporá a sua lei à força da perseguição e da violência. Este texto deste tal António Ribeiro Ferreira é um atentado à própria liberdade que lhe permite escrevê-lo e dar a sua opinião. Mas, o que se torna mais grave é que este texto reflecte em grande parte a postura e a forma como este governo se tem comportado. Como muito bem escreveu o "amigo" do blog o Jumento, "Este artigo é a melhor opinião que já se escreveu em apoio dos valores ideológicos de Vítor Gaspar".

2.000 milhões de euros. Querias? Toma!


O primeiro-ministro revelou numa entrevista a existência de um excedente de 2 mil milhões de euros, mas reforçou, no Porto, que não há almofadas.

Não há almofadas mas há dois mil milhões que lhe caíram do céu e que nós ainda iremos ter de pagar. Isto vem dos 6 mil milhões conseguidos com a transferência dos fundos de pensões da banca para o Estado. Quatro ficam já com os bancos e sobram dois para poder gastar neste Natal em prendas para os amigos. Com este dinheiro, se o desejasse, podia dispensar o corte no subsidio de Natal, podia aliviar um pouco a violência com que está a sobrecarregar os portugueses e a miséria e pobreza que está a criar. Podia mas não quer.
Seis mil milhões que todos nós acabaremos por pagar pois a segurança social vai passar a ter de pagar as pensões da banca que segundo parece são mais de 500 milhões de euros por ano. Depois lá virá a velha conversa da necessidade de mais anos de trabalho e menores reformas para a sustentabilidade da Segurança Social.