domingo, abril 30, 2006

O Arraial do Marques Mendes

O que Marques Mendes anda por ai a dizer na sua campanha solitária para uma liderança que mais ninguém quer (por agora):
«Incapaz de impor austeridade nas despesas do Estado».
Com os protestos do próprio Mendes cada vez que o tenta fazer.
Criticando o
«brutal aumento dos impostos».
Não fez mais que o governo de que também ele, Marques Mendes, fez parte. Ou será que já se não se lembra do aumento do IVA feito pela Manelinha no governo do Cherne.
«Visão do passado do Governo, de quem pensa que o investimento público é o motor da economia», o «futuro está no investimento privado».
Vejo os grandes grupos económicos a ter lucros fabulosos, a fazerem OPA’s uns aos outros, mas não os vejo investir um cêntimo que seja em unidades produtivas no nosso país. Onde está afinal esse famoso investimento privado, de que todos falam, mas ninguém vê?
«Um Governo sério devia dar prioridade à Justiça, mas foi exactamente o contrário o que aconteceu», afirmou, acusando o Executivo socialista de se centrar no «show-off» da redução das férias judiciais, na «tentativa obstinada» de substituir o Procurador-Geral da República e nos «conflitos gratuitos» com a Polícia Judiciária.
Concordo que a justiça está uma vergonha, nomeadamente ao permitir à classe politica e aos mais poderosos saiam impunes dos crimes que cometem através de estratagemas legais. Quanto às férias, ao Procurador e à PJ pena foi não conseguir aplicar essas medidas na totalidade.
«Onde pára o ministro da Economia? O que faz? O que diz? Se anda desaparecido e nada diz, é preferível acabar com o cargo, sempre custaria menos dinheiro ao Estado e aos contribuintes».
Realmente não sei bem se faz muita falta ao país a sua existência, mas também a do Marques Mendes não me parece ter assim tanta utilidade como isso. Podia desaparecer que não íamos sentir muito a sua falta.
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Também eu não gosto nem concordo com a política cínica do Sócrates, mas ver o Marques Mendes criticar é no mínimo ridículo. Que direito tem aquela coisa de vir criticar, se quando lá esteve, ainda fez pior. Ou pensa ele que o estado das coisas é só responsabilidade de um ano de governação Socretina.
Se nunca estivemos muito bem, podemos agradecer o estarmos agora muito mal a Cavaco Silva, pai do défice, responsável pelo fim da nossa indústria produtiva e guru da política económica que ainda hoje nos mantêm na “eterna crise”. Haja vergonha neste arraial folclórico da política portuguesa.
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Contribuição para o Echelon: Waihopai, INFOSEC

Volta a Portugal de Ribeiro e Castro

O presidente do CDS-PP, Ribeiro e Castro, anunciou hoje que vai fazer uma volta a Portugal para contactar com as bases do partido até ao congresso.
No almoço com jornalistas, o presidente do CDS-PP apresentou um documento sobre o seu primeiro ano de liderança, que indica ter estado 135 dias em Lisboa e em Sintra, onde integra a Assembleia Municipal, 107 em volta pelo país e 88 em Bruxelas, Estrasburgo ou noutros locais da União Europeia.
Por este andar ainda vai chegar o dia em que apresentarão à comunicação social documentação com o número de vezes que utilizaram as casas de banho da Assembleia, da sede do Partido, do avião a caminho de Bruxelas, ou da sua própria casa. Ficamos a aguardar.
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Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

Más influências de boas ideias

"White on White" de Kazimir Malevich . (1918)
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Más influências! Continuo a ser vitima das más influências daquilo que parecem ser “boas ideias”.
Outro dia escrevi sobre as novas regras para a Segurança Social e considerei tudo como remendos, adiamentos de algo difícil de resolver. O necessário era mudar o sistema, a forma de encarar a Segurança Social, como um fim em si, e não como um meio para outra qualquer coisa. Depois a proposta do “Vertigo” nos comentários ao post e a proposta do PCP na Assembleia da República fez-me embalar na “boa ideia” e esquecer o essencial. O começar a interiorizar a necessidade de mudar o sistema e não apresentar remendos melhores, mas sempre remendos.
Temos de quebrar com o regime, alterar os seus fundamentos, a sua estratégia e objectivos (os confessáveis e os outros). Temos de contrapor com novos princípios, que vão desde o corte radical na política de esbanjamento dos recursos naturais até à ideia de felicidade. Temos de mudar objectivos para assim alterarmos também as formas de os atingir. Temos de mudar da quantidade para a qualidade.
Se tenho soluções para tudo? Nem pensar, não tenho soluções para nada, só a ideia. A ideia que pode fazer com que surjam novas ideias, novas soluções e quem sabe alguém, mais capaz do que eu, que as organize numa ideologia. Uma nova ideologia que seja ela própria o contraponto à falta de ideologias (o que só por si já é falso vivendo nós numa, o capitalismo).
Pois é, tenho de estar mais atento, mais consciente para não me deixar embalar nas “boas ideias”.
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Contribuição para o Echelon: THAAD, package

sábado, abril 29, 2006

A mim não me enganas tu

Cavaco Silva vai estar hoje na abertura da Ovibeja, como há quase dois meses ocupa um palácio em Belém. Temo pela segurança das pobres ovelhas como tenho temido pela de nós todos.
Discursos sobre os mais pobrezinhos e cantar o “Grândola” durante uma campanha eleitoral não faz de Cavaco aquilo que ele não é. Ajudado pelos nossos brilhantes analistas da nossa “isenta” comunicação social ainda não entendeu que para se “Ser” não basta parecer.
A mim não me enganas tu.
A mim não me enganas tu.
A panela ao lume.
E o arroz está cru.
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Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

A constância do Constâncio na constante constância

O governo decidiu prolongar o reinado do nosso Xá do Banco de Portugal. Enquanto aguardamos pelos resultados da comissão criada para estudar o valor das reformas no Banco de Portugal, há uma pergunta que se tem de fazer:
Será que esta renomeação foi feita como pagamento pelos relatórios e serviços prestados ao governo ou tem como objectivo pagar desde já os próximos?
Do ponto de vista neo-liberal é efectivamente a melhor escolha, já que existem poucos políticos neste país que consigam possuir uma tal cara-de-pau ao defender a redução de salários, para os outros, enquanto aprova para si salários e reformas de fazer inveja a qualquer Xá das Arábias.
Os mais ingénuos e Sócretistas, podem ver nesta nomeação uma poupança para o estado. Assim pagam somente o salário de governador e poupam na pensão ao Constâncio.
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Contributo para o Echelon: SIGDASYS, white noise

Congresso do PSD

Há uns anos, levar um congresso do PSD às costas era trabalho duro, aquilo a que se chamava um trabalho de homem.

Hoje, no estado em que as coisas estão, ao olhar para o congresso que se aproxima já todos podemos esperar pela chegada do “Miúdo do PSD”.
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Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

sexta-feira, abril 28, 2006

O Masoquismo português

O PS ficou mais sozinho na frente das intenções de voto dos portugueses, segundo o Barómetro DN/TSF/Marktest. Os socialistas somam agora 43 por cento, mais 13 pontos percentuais que o PSD, que está em queda, com o Bloco de Esquerda a manter a terceira posição.
É caso para dizer: - Quanto mais me bates mais gosto de ti.
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Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

Saiba como chegar a santo

Adaptado da obra "Saint Praxidis" de Jan Vermeer Van Delfet

As condições e os trâmites que elevam um cristão aos altares da Igreja Católica são um dos temas de uma entrevista ao cardeal José Saraiva Martins publicada no livro que foi apresentado na Universidade Católica de Lisboa.
Com a chancela da Alêtheia Editores, "Como se faz um Santo" é uma conversa entre o cardeal português, prefeito da Congregação para as causas dos santos, com o jornalista italiano Saverio Gaeta, onde são referenciados os vários passos da administração secular e espiritual da Santa Sé.
O subtítulo da obra objectiva um dos principais temas da conversa: «quando, porquê, em quanto tempo, com que tipo de milagres é que um cristão é elevado à honra dos altares».
Saraiva Martins explica que «a santidade não significa realizar algo de extraordinário, longe do alcance do homem comum, mas sim fazer coisas ordinárias, no trabalho, na escola, na família, no sacerdócio ou na vocação consagrada».
Por outro lado, acrescenta o cardeal português citando São Luís de Orione (canonizado há dois anos), há que ser santo «mas temos de o ser de maneira que a nossa santidade não se limite ao culto dos fiéis, nem à Igreja».
Saraiva Martins defende, assim, que a santidade «deve ir mais longe e lançar na sociedade tanto esplendor de luz, tanta vida de amor que os santos da Igreja, sejam os santos do povo e da salvação social».
Até à Páscoa de 2005 a congregação do cardeal português tornou 545 cristãos beatos entre eles, os pastorinhos de Fátima, Francisco e Jacinta, e 203 santos, o que, segundo Gaeta equivale «a mais de um quarto dos 2.932 servos e servas de Deus que ao todo receberam honras de altar desde 1588» quando o Papa Sisto V constituiu um grupo encarregado de verificar os milagres e virtudes dos candidatos à canonização.
O livro foi apresentado, em Lisboa, pelo sacerdote Peter Stilwell e pelo ex-ministro das Finanças António Bagão Félix.

In “Portugal Diário” de 09.04.2006

Como vêm é quase tão simples chegar a Santo como a Santos, e se o Bagão Felix tem aspirações a conseguir, vou começar a ser ordinário já para a semana que mereço muito mais que ele. Não sei bem quais são as vantagens, mas mal não deve fazer.

Contributo para o Echelon: Sayeret Tzanhanim, PARASAR

quinta-feira, abril 27, 2006

Onde é que eu já ouvi esta música

Adaptado da obra "The-Old-Guitarist" de P.Picasso (1903)
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Sócrates vai hoje apresentar as novas medidas para o aumento da idade e fórmula de cálculo para a diminuição do valor das reformas. Por este andar em 2096 ainda vamos ouvir, quando penosamente apoiados na nossa bengala nos dirigirmos para o emprego, que Sócrates vai de novo ao Parlamento para anunciar as novas medidas para a sustentabilidade da Segurança Social.
Parece que mais uma vez a solução encontrada é a mais fácil para quem governa, sobrecarregar quem já trabalha, em vez de ir substituindo os trabalhadores que atingissem a idade da reforma, por jovens mais qualificados, e por isso também mais bem remunerados. Isso, cumulativamente com a criação de novo emprego, que poderia surgir, por exemplo, de uma redução do horário laboral, faria aumentar o número de trabalhadores activos e consequentemente uma maior receita na cobrança dos impostos a juntar à diminuição do número de subsídios de desemprego a pagar. Ficava a segurança social com mais dinheiro para cumprir com as suas obrigações resultantes do contrato que assinou com os beneficiários. É claro que para isto poder resultar, era também necessário abandonar esta ideia totalmente economicista do lucro fácil e exponencial e ver o trabalho também como um bem social que cabe aos estados fornecer aos cidadãos.
Já sei que agora vêm com o argumento da globalização e da competitividade. A pergunta que se deve fazer é qual o melhor modelo económico para um país? Aquele que cria o desemprego, a ruína do estado em nome de uma liberalização globalizante e que já mostrou não dar resposta aos anseios das populações, ou um em que o estado encontre um equilíbrio que lhe permita dar uma vida digna a todos os cidadãos do seu país.
Assim, mais uma vez vamos ter o Sócrates a dar-nos a mesma música, como fez no passado e voltará a ter de fazer durante os próximos anos.
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Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

O DESCALABRO DA DESGOVERNAÇÃO: A avidez é a verdadeira mentora da crise

É inacreditável, mas é o país que temos .
Era a manchete do Expresso de Sábado e custa acreditar. A nossa petrolífera tem vindo a ser albergue de parasitas e toca de incompetentes. Veja-se:
Um quadro superior da GALP, admitido em 2002, saiu com uma indemnização de 290.000 euros, em 2004. Tinha entrado na GALP pela mão de António Mexia e saiu de lá para a REFER, quando Mexia passou a ser Ministro das O.P. e Transportes.
O filho de Miguel Horta e Costa, recém licenciado, entrou para lá com 28 anos e a receber, desde logo, 6600 euros mensais.
Freitas do Amaral foi consultor da empresa, entre 2003 e 2005, por 6350 euros/mês, além de gabinete e seguro de vida no valor de 70 meses de ordenado.
Manuel Queiró, do PP, era administrador da área de imobiliário(?) 8.000euros/mês.
A contratação de um administrador espanhol passou por ser-lhe oferecido 15 anos de antiguidade (é o que receberá na hora da saída), pagamento da casa e do colégio dos filhos, entre outras regalias.
Guido Albuquerque, cunhado de Morais Sarmento, foi sacado da ESSO para a GALP. Custo: 17 anos de antiguidade, ordenado de 17.400 euros e seguro de vida igual a 70 meses de ordenado.
Ferreira do Amaral, presidente do Conselho de Administração. Um cargo não executivo(?) era remunerado de forma simbólica: 3.000 euro por mês, pelas presenças. Mas, pouco depois da nomeação, passou a receber PPR's no valor de 10.000 euros, o que dá um ordenado "simbólico" de 13.000 euros...
Outros exemplos avulsos:
Um engenheiro agrónomo que foi trabalhar para a área financeira a 10.000 euros por mês;
A especialista em Finanças que foi para Marketing por 9800 euros/mês.
Neste momento, o presidente da Comissão executiva ganha 30.000 euros e os vogais 17.500. Com os novos aumentos, Murteira Nabo passa de 15.000 para 20.000 euros mensais.
A GALP é o que é, não por culpa destes senhores, mas sim dos amigos que ocupam, à vez, a cadeira do poder. É claro que esta atitude, emula do clássico "é fartar, vilanagem", só funciona porque existe uma inenarrável parceria GALP/Governo. Esta dupla, encarregada de "assaltar" o contribuinte português de cada vez que se dirige a uma bomba de gasolina, funciona porque metade do preço de um litro de combustível vai para a empresa e, a outra metade, para o Governo. Assim, este dream team à moda de Portugal, pode dar cobertura a um bando de sanguessugas que não têm outro mérito senão o cartão de militante. Ou o pagamento de um qualquer favor político.
E AINDA DIZEM QUE A CRISE É CULPA DA FUNÇÃO PÚBLICA !!!
Texto recebido por Email
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Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

PACHECO PEREIRA XVIII

Pacheco Pereira deu-nos hoje, na "Quadratura do Círculo", a sua opinião sobre o Cravo vermelho e o 25 de Abril. Cheirou mal e sssssssssssibilou. Pfuh.

Contributo para o Echelon: Kwajalein, LHI

quarta-feira, abril 26, 2006

Eu não sou parvo!

Correm boatos de que Santana Lopes, pela mão de António Mexia, assumirá o cargo de assessor jurídico da EDP.

Se isso acontecer, mais uma vez se provará que pertencemos a um país onde a esperteza é a moeda sempre valorizada. Um país onde o compadrio é promovido como virtude e a pobreza como um destino.

Enquanto nos pedem rigor e austeridade, assistimos a esta chico-espertice congénita, esta desonestidade, que cresce e evolui em escândalo.

É este oportunismo autóctone que é um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento.

Jorge Matos
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Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

Prova dos nove contra os aldrabões

O Presidente identificou um Portugal de "dualismos" e de "profundas disparidades”.
Cavaco Silva identificou a "desigualdade na distribuição da riqueza”: "Não é legítimo pedir mais sacrifícios a quem viveu uma vida inteira de privação".
Cavaco Silva no discurso comemorações 25 abril (2006)

Estas generalidades cristãs foram prontamente apoiadas por Sócrates. Afinal quem não se preocupa com os pobrezinhos!
(até a Cartilha da escola primária do Estado Novo tinha um texto denominado de “Os Pobrezinhos”).

Contudo a conjuntura existencial dos benefícios dos que gravitam em torno das mordomias do Estado, que não tem meios para acudir a todos (dizem!), encerra uma descarada hipocrisia.
A começar por este novo defensor dos pobrezinhos:

2.679 Euros do Banco de Portugal
5.007 Euros da Universidade Nova de Lisboa
2.876 Euros por ter sido primeiro-ministro
+ Remunerações de Presidente da Republica.

Cavaco Silva, que no seu exercício se rodeia de dignatários do capitalismo mais selvagem e primitivo, apresenta-se como criatura do oratório, chupada, com um sorriso cínico e convicção de quem ofereceu a vida pelos interesses do Estado, a pensar nos pobrezinhos, tão engraçados... É demasiado sinistro! Humor negro... só alguns gostam!
A abordagem da desigualdade é a das relações que geram a pobreza e o privilégio. Cavaco Silva falou da pobreza como factor de desigualdade, escamoteando a organização social polarizada em torno do lucro e privilégios como factor de pobreza. Como se a pobreza caísse do céu !

Jorge Matos
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Contributo para o Echelon: Kwajalein, LHI

Retratos de trabalho de uma sopeira em S.Bento

Adaptado da obra “A Lady’s Maid Soaping Linen” de Henry Robert Morland, 1760

Neste 25 de Abril, Sócrates, abriu as portas do Palácio de S. Bento permitindo a visita a centenas de coscuvilheiros interessados em ver como vive um primeiro-ministro. Como boa dona de casa, Sócrates, encontrava-se na altura a lavar uma roupita, à mão, dando o exemplo de como se pode poupar energia no país. Para entreter as suas visitas, contratou ainda alguns palhaços em virtude de os seus ministros se encontrarem todos ausentes de Lisboa aproveitando a ponte.
Contribuição para o Echelon: THAAD, package

Anjinhos de pau carunchoso

O tribunal de Gondimar considerou que Pinto da Costa e agora Valentim Loureiro estavam inocentes das crimes de que eram suspeitos. Todos os processos ficaram por isso sem efeito. Dois pobres anjinhos.

Contribuição para o Echelon: THAAD, package

O Cravo do 25 de Novembro

Ribeiro e Castro

Afinal, segundo as suas palavras, é a ele que devemos agradecer a nossa liberdade de hoje. Ele é o verdadeiro cravo do 25 de Novembro, seja isso lá o que for. Depois das suas anteriores declarações sobre o terrorismo,Che Guevara, o homem hablita-se a ser considerado como o político que mais e maiores asneiras consegue dizer no continente. A nível nacional temos o imbativel Bicho da Madeira, campeão há já vários anos.
Contributo para o Echelon: Kwajalein, LHI

Reporter do 25 de Abril 2006

Alberto João Jardim
O Bicho da Madeira a observar os "Cubanos" na Avenida da Liberdade.

Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

terça-feira, abril 25, 2006

25 Abril 2006 - As minhas imagens de um dia

Quem viu e ouviu os nossos actuais políticos, seja do governo ou da oposição só pode sentir alguma pena e muito nojo. É triste ver no que estes senhores, que periodicamente se lembram de nos vir pedir o nosso voto, procuram transformar a memória e o significado daquele glorioso dia.

O inquilino de Belém informou-nos que hoje não se celebrava só o 25 de Abril de 1974, mas também o de 1975 e 76 por se terem realizado as primeiras eleições num e aprovado a constituição noutro. Não querendo tirar importância e esses dois factos, a verdade é que, hoje é dia feriado, por se celebrar o 25 de Abril de 1974 e tudo o que ele simboliza. Procurar “dissolver” este facto e este significado noutros acontecimentos é uma forma de lhe retirar a relevância e a importância que realmente teve. A continuar assim ainda nos vai informar que também é o dia de aniversário da mulher do tio do seu primo que é casado com a cunhada do padrinho daquele rapaz que é bombeiro e também irmão do sobrinho do amigo do sogro daquele gajo que tem uma fábrica de aparas no Rego. Haja paciência.

Depois o nosso primeiro-ministro que, após aplaudir o discurso da Múmia de Boliqueime, em lugar de ir ter com o povo que o elegeu que desfilava pela Avenida da Liberdade, abriu a porta da sua residência de S. Bento para receber meia dúzia de coscuvilheiros. Mais parecia uma sopeira a mostrar como tinha a casa muito bem arrumadinha e limpa. Também não se entendeu a ideia de contratar palhaços se afinal ele por lá ia estar, tendo ainda a possibilidade de pedir a outros ministros para estarem presentes. Um gasto desnecessário dos dinheiros públicos.

O pequeno pequeno líder, Marques Mendes, não se viu. Temos de notar que também era difícil.

Quanto ao Ribeiro e Castro nem tenho palavras para o descrever. Vir defender que estávamos também a celebrar o 25 de Novembro é uma ofensa a todos aqueles que contribuíram para a liberdade deste país. Este gajo, que no antigo regime não passaria de um ignorado membro da União Nacional, e que só é alguém na política actual por não haver no seu partido ninguém medianamente capaz, vem armar-se em arauto da liberdade. O povo português bem te elegeu para estares em Bruxelas, mas tu insistes em aparecer por cá. Vai-te embora.

Quero ainda deixar a minha homenagem a todos aqueles que hoje, uma vez mais, desceram a Avenida da Liberdade em nome do 25 de Abril de 1974. Os mais velhos pela perseverança e aos mais novos pela esperança que representam Obrigado a todos.

Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

Cravos Vermelhos

Afinal a nossa Múmia de Boliqueime sempre utilizou o cravo vermelho na sessão comemorativa do 32º aniversário do 25 de Abril. A diferença é que não os utilizou na lapela, mas sim nos cascos.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

Era um puto de 16 anos e não houve aulas


Acordei naquela manhã como em qualquer outra manhã, com a correria do lavar, vestir, comer, o beijinho de – Até logo e porta-te bem e o correr de novo para apanhar o comboio das quarenta e dois. Vão entrando mais amigos e mais colegas, os de Oeiras da Parede até todos juntos entrarmos pela escola dentro. Logo surgiu o Director e alguns professores a dizer-nos que não havia escola, – Vão todos para casa.
Logo ali a ideia, que fazer com este dia livre. Discutia-se a hipótese Praia da Zambujinha quando, chega a notícia de que há uma revolução em Lisboa com soldados e tanques. Nem se discutiu mais e lá fomos todos a correr, uma vez mais, para a estação. A confusão, o que seria, haveria tiros e as informações de quem também viajava e que tinha ouvido dizer.
Cais do Sodré e lá fomos nós, de novo a correr, Tanques, soldados e o, – Para trás, – Vão para casa. Ali passámos todo o dia correndo Lisboa de baixo para cima e de cima para baixo. Foi durante esse dia que Portugal, um país a preto e cinzento, ganhou cor. O vermelho dos cravos, o brilho dos risos, tudo era alegria e cor. Foi como se o mundo se tivesse aberto e jorrado toda uma nova gente que até ai eu nunca tinha conhecido. Gente solidária, amiga, alegre, colorida. Cor, havia cor por todo o lado. Até os velhos fatos cinzentões pareciam ganhar cor com aquele simple cravo na lapela.
Foram tais as sensações e emoções que vivemos nessas intermináveis horas, hoje já tão curtas, que fizeram daquele dia um dos mais inesquecíveis da minha vida. Nem mesmo o raspanete monstruoso e uma mãe, preocupadíssima, quando finalmente cheguei a casa, já noite, alteraram o sentir desse dia. 25 de Abril, Sempre.

Aqui sentado , olho para a jarra cheia de cravos vermelhos que a minha companheira ali colocou hoje e não posso deixar de pensar – Fui um puto com muita sorte e ainda sou.

segunda-feira, abril 24, 2006

As minhas imagens do 24 de Abril de 1974

Sou filho de dois engenheiros Agrónomos, funcionários públicos que, como todos os portugueses, viviam com grandes dificuldades. Nasci durante o regime salazarista e foi ai que cresci, num país “cinzentão” e triste. Foi na ignorância e sob a propaganda fascista que entrei para o liceu (felizmente nunca fiz parte da Mocidade Portuguesa nem participei naqueles arraiais propagandistas do 10 de Junho). Nada sabia de politica para além daquilo que ia ouvindo em família. Não entendia, na altura, quando o meu pai, muito sério, me dizia para nunca contar a ninguém aquilo que ouvia lá em casa, era perigoso. Fui crescendo ao som das conversas em família do Marcelo (embora diferentes hoje também as há), sob a ameaça de um futuro com uma guerra colonial já ali à frente e a entender que existia uma pide. Para isso muito contribuiu as conversas ouvidas entre os meus pais e um tio com quem escutei pela primeira vez José Afonso e que me ofereceu uma fitas gravadas com músicas de Jacques Brel. Não posso dizer que com 15 anos fosse alguém politicamente esclarecido, mas já começava a entender que algo não estava bem. Falava-se da possibilidade de o meu irmão, mais velho dois anos que eu, ter de ir para a Suiça fugindo à guerra, uma das realidades nos ia assombrando à medida que crescíamos.
No meu último ano do liceu, formei com alguns amigos meus o GRE, que entre nós queria dizer “Grupo revolucionário da escola” e junto dos outros “Grupo recreativo da escola”. Nunca fizemos nada de revolucionário nem estivemos perto disso (não tínhamos conhecimentos políticos para isso), mas fazia-nos sentir como se pertencêssemos a algo secreto e contestatário relativamente aquela sociedade em que vivíamos. Foi com esse grupo que no 25 de Abril, sai a correr da escola a caminho da Praça do Comércio para assistirmos à revolução.
Contribuição para o Echelon: psyops, infiltration

Retratos de trabalho de uma guerra colonial

Preocupações, crises políticas pá? A culpa é dos partidos pá! Esta merda dos partidos é que divide a malta pá, pois pá, é só paleio pá, o pessoal na quer é trabalhar pá! Razão tem o Jaime Neves pá! (Olha deixaste cair as chaves do carro!) Pois pá! (Que é essa orelha de preto que tens no porta-chaves?) É pá, deixa-te disso, não destabilizes pá! Eh, faz favor, mais uma bica e um pastel de nata. Uma porra pá, um autentico desastre o 25 de Abril, esta confusão pá, a malta estava sossegadinha, a bica a 15 tostões, a gasosa a sete e coroa... Tá bem, essa merda da pide pá, Tarrafais e o carágo, mas no fim de contas quem é que não colaborava, ah? Quantos bufos é que não havia nesta merda deste país, ah? Quem é que não se calava, quem é que arriscava coiro e cabelo, assim mesmo, o que se chama arriscar, ah? Meia dúzia de líricos, pá, meia dúzia de líricos que acabavam todos a fugir para o estrangeiro, pá, isto é tudo a mesma carneirada!
Extrato do poema "FMI" de José Mário Branco

Contribuição para o Echelon: psyops, infiltration

Retratos de trabalho do país cinzento III

Marcelo Caetano

Ocupou a cadeira partida de Salazar e para muitos foi uma ideia de esperança na mudança. Nada podia ser mais falso e manteve a guerra e a opressão no país. A sua maior imagem de marca foram as famosas conversas em família na RTP. Caiu com o regime no dia 25 de Abril e foi levado de Chaimite para também ele ir morrer longe. Não deixou saudades.

Contribuição para o Echelon: Waihopai, INFOSEC

O Gungunhana da Madeira

GUNGUNHANA
O nosso Bicho da Madeira afirmou: “Eu sou um homem do 25 de Abril, peguei no que o 25 de Abril de 1974 pretendia democratizar, descolonizar e desenvolver e foram estas três coisas que se fizeram na Madeira”.

Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

domingo, abril 23, 2006

Retratos de trabalho de vira casacas


Veiga Simão, José Hermano Saraiva e Adriano Moreira

Estes três senhores foram defensores, colaboradores e cúmplices do antigo regime fascista. Como camaleões mudaram a sua cor exterior sem nunca mudarem quem foram e são. Acredito que podemos mudar as nossas ideias e as nossas opções, mas não aceito alguém que, num qualquer momento por uma qualquer razão, tenha aceite ser cúmplice do crime e da tortura. Esses nunca terão perdão, pelo menos o meu.
Contributo para o Echelon: SPINTCOM, ISS-ADP, Merv

Retratos de trabalho do país cinzento II

Américo Tomás
Mais conhecido pelo "Cabeça de Abóbora", esta múmia representa a imbecilidade do regime. Corta-fitas oficial e autor de famosos ditos tais como "É a primeira vez que aqui venho desde a última vez que aqui estive".
Muitos lhe disseram - "Vai morrer longe". Fez-nos a vontade.
Contribuição para o Echelon: THAAD, package

Retratos de trabalho do país cinzento

António Salazar

A múmia paralítica do fascismo, principal responsável pela transformação de Portugal num país cinzentão. Velho azedo e caduco morto por uma cadeira.

Contribuição para o Echelon: THAAD, package


PACHECO PEREIRA XVII

Depois de ver o post do "O Arrebenta" no The Braganzzzzza Mothers, lá fui eu pacientemente, ler o texto do Pacheco Pereira ao blog do homem. Embora já ande um pouco farto, daquela escrita longa e pomposa, fiz um esforço para chegar ao fim. Penso que ai cheguei um pouco como "O Arrebenta", farto, com muito por onde discordar, mas sem a paciência necessária para contrapor a tudo aquilo. Ele ainda se deu ao trabalho de o fazer relativamente a um parágrafo eu nem isso.

A mim, apetecia-me republicar o meu post “Pacheco Pereira XVI” (publicado no dia 20.04.06), “Juiz de consciências”, utilizando as leis por si escritas, condenando ou ilibando tudo e todos pelos crimes que só ele conhece. A verdade é que, não havendo apelo nem recurso para as suas penas, acaba transformado no próprio carrasco.
Contributo para o Echelon: SIGDASYS, white noise

sábado, abril 22, 2006

A dois meses da eleição e a 32 anos da revolução

Salazar foi eleito e demorou 48 anos para se poder retirar a sua fotografia das paredes. Dentro de 3 dias é comemorado o 32º aniversário desse dia.

Faz hoje 2 meses que Cavaco Silva também foi eleito. Esperemos que os nossos filhos e netos não tenham de esperar tanto tempo para ver a sua fotografia arrancada das paredes deste país. É nossa obrigação tudo fazer para que isso nunca mais volte a acontecer. Foi o que prometemos, naquele glorioso dia, em que Portugal ganhou cor, enquando gritávamos "fascismo nunca mais". E, o prometido é devido.

Retratos de noites solitárias em Belém


Cavaco Silva foi assombrar os soldados Portuguêses em missão na Bósnia e no Kosovo
Contribuição para o Echelon: secops, DCSS

Um Coelhinho da Páscoa que chegou tarde



Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

sexta-feira, abril 21, 2006

Baby

'Bibian Norai' é uma ex-actriz porno que participa no Salão Erótico de Lisboa e que ensaiou mentalmente um filme para adultos com alguns políticos nacionais.
“O melhor para protagonista. Pela pinta parece um homem bem dotado. Uma máquina capaz de satisfazer inúmeras mulheres. Será o meu amante, a quem sacarei todo o dinheiro.”
"PINTA DE BEM DOTADO" (PAULO PORTAS)

Fiquei perplexo, por razões óbvias. Contudo, li o resto da notícia e percebi o critério da apreciação.

No regresso a Lisboa, Bibian Norai trouxe a sua noiva, Sónia Baby. Uma andaluza de 24 anos que há seis meses participa em filmes pornográficos, onde tem “feito sucesso com acrobacias vaginais”.


A partir de hoje aos saudosistas do PP bastará clamar: Baby !
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Jorge Matos
Contributo para o Echelon: Sayeret Tzanhanim, PARASAR

Tratamento de resíduos perigosos

O Procurador-Geral da República, Souto Moura, revelou esta sexta-feira que a investigação do Ministério Público (MP) ao caso do «envelope 9», que envolveu escutas telefónicas a altas figuras do Estado, está «praticamente feita».

«Houve um incidente que subiu ao Tribunal da Relação, mas que já está resolvido», afirmou Souto Moura, sublinhando que «neste momento estão reunidas todas as condições para que o juíz designe a abertura dos computadores [ao jornal 24 horas que divulgou a notícia]».
«Logo que isso seja feito, a investigação está praticamente feita», reforçou o Procurador-Geral da República não querendo avançar quanto tempo demorará até ser terminada.
Souto Moura reitera o impensável: — em vez de apurar como e por ordem de quem é que tais elementos foram parar ao processo, decide apurar como é que tal noticia foi parar ao jornal.

Souto Moura nada investigou, mas alega que a investigação está “ praticamente feita”. A criminalização dos jornalistas pela violação do segredo de justiça parece estar para breve.

Se assim acontecer, e não for demitido (independentemente do tempo de mandato que lhe resta), será, porque o governo não possui uma política de tratamento de resíduos perigosos.
Jorge Matos

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

Cavaco ataca nos Balcãs

GEN. PATON CAVACO SILVA

Depois das crianças doentes, "A Múmia de Boliqueime" não abranda e foi assombrar os soldados Portuguêses em missão na Bósnia e no Kosovo. Como se não bastasse o facto de estarem há já três meses longe do seu país e dos seus familiares, tiveram ainda de se alinhar na parada, à chuva e frio, para ver passar, diante dos seus olhos, uma vassora ambulante, uma visão de demo. Depois não se admirem, quando mais tarde, o estado tiver de lhes dar uma compensção por traumas de paz.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

quinta-feira, abril 20, 2006

Isaltino, O Minhoca, volta a atacar em Algés

Tenho evitado falar, a quente, de mais uma falta de respeito de Isaltino de Morais para com a população que o elegeu. Pela segunda vez consecutiva, esse senhor não compareceu na Assembleia de Freguesia extraordinária de Algés onde deveria ser tratado o caso do novo Centro de Saúde. Já relatei a sua primeira “falta de comparência” num post que aqui coloquei há já algum tempo intitulado “Uma minhoca sem espinhas”. Posteriormente, o minhoca, deu como desculpa, através de uma notícia num jornal local, de tal se deveu ao facto do agendamento não ter sido correctamente efectuado. Agora, quando mais uma vez deixou “pendurados” os cidadãos de Algés que, pacientemente aguardavam por ele, afirma não ter que se deslocar a Assembleias de Freguesia. Quem desejar falar com ele que se dirija a Oeiras. Não entendi se tal atitude tem a ver com o facto de se sentir com o “Rei na barriga” ou se terá alguma dificuldade de se mover, por já sentir uma bola de ferro acorrentada à sua perna, devido às acusações de aldrabices e compadrios de que é acusado. Uma coisa é certa, a população de Algés não vai esquecer mais esta ofensa.

Contributo para o Echelon: Kwajalein, LHI

ESCRAVOS DA MATERIA ANUNCIADA

Segundo os dados da MediaMonitor, RTP1, 2:, SIC e TVI passaram 1320 horas de publicidade comercial no primeiro trimestre de 2006.
De Janeiro a Março de 2006 foram 172529 as peças publicitárias passadas nos écrãs da RTP1, 2:, SIC e TVI, considerando todos os tipos de publicidade à excepção das auto-promoções dos canais.
Este montante equivale a uma média diária de 1917 inserções de publicidade nestes canais. A TVI emitiu 40.1% deste valor, com 69134 inserções. Na SIC passaram 360965 peças (35.3% do total), na RTP1 foram emitidas 38395 (22.3% do total) e a 2: passou 4035 (2.3% do total).
Este valor representa um acréscimo de 5.9% face ao trimestre homólogo do ano anterior. A RTP1 foi o canal que registou maior variação homóloga em número de inserções, com mais 17.2%. A 2:, pelo contrário, observou uma variação de menos 15.0%.

...desde a cabeça até o bico dos sapatos, são mensagens, letras falantes, gritos visuais, ordem de uso, abuso, reincidência, costume, hábito, premência, indispensabilidade, e fazem de mim homem-anúncio itinerante, escravo da matéria anunciada.
Drummond


A publicidade consolida-se hoje como um hegemónico discurso de adesão ao consumo, bem como promessa de um mundo idílico.
A realidade social que produz carros e cremes de beleza é a mesma que produz o preconceito e ignora a desigualdade.
A publicidade é hoje mais formadora da nossa subjectividade do que oensino escolar.
Ela é a maior expressão da nossa época, quantitativamente pelos investimentos que mobiliza, e qualitativamente por seu protótipo cultural, pois o consenso da razão contemporânea parece ser feito de imagens de sonho que nos convidam: “sejam como nós, imagens publicitárias”.

Jorge Matos
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Contribuição para o Echelon: THAAD, package

Pena de Morte - Uma vergonha do sec. XXI

"Los Fusilamentos del 3 de mayo en Madrid" de Francisco Goya,1814

Segundo a
Amnistia Internacional, pelo menos 2.148 pessoas foram executadas no mundo, em 2005. Só na China, o total de penas de morte aplicadas foi de 1770 (82%). Este país, o Irão, a Arábia Saudita e os Estados Unidos somam 94% do total de execuções.
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Foram 22 os países que aplicaram penas de morte em 2005 foram:
China - 1770
Irão - 94
Arábia Saudita - 86
EUA – 60
Bangladesh
Bielo-Rússia
Indonésia
Iraque
Japão
Jordânia
Coreia do Norte
Kuwait
Líbia
Mongólia
Paquistão
Singapura
Somália
Taiwan
Uzbequistão
Vietname
Iémen
Autoridade Nacional Palestiniana.
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Todavia, a Amnistia Internacional adverte que o número de penas de morte aplicadas no ano passado "é apenas a ponta do iceberg", uma vez que muitos países mantêm "um grande secretismo" acerca do número de execuções que levaram a cabo.A organização calcula que o número de pessoas condenadas à morte e que aguardam execução poderá oscilar entre as 19500 e as 25.500.
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Uma das glórias de que Portugal se pode gabar é de ter sido o primeiro país europeu a abolir a pena de morte.
Link.
“Está pois a pena de morte abolida nesse nobre Portugal, pequeno povo que tem uma grande história. (...) Felicito a vossa nação. Portugal dá o exemplo à Europa. Desfrutai de antemão essa imensa glória. A Europa imitará Portugal. Morte à morte! Guerra à guerra! Viva a vida! Ódio ao ódio. A liberdade é uma cidade imensa da qual todos somos concidadão”
Victor Hugo, 1876, a propósito da abolição da pena de morte em Portugal.
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Contributo para o Echelon: Kwajalein, LHI

PACHECO PEREIRA XVI

Adaptado da obra Portrait of Judge Galpin de John Heseltine
Juiz de Consciências

quarta-feira, abril 19, 2006

Deputados justificam faltas. Mais valia estarem calados

Foi uma vergonha o que passou a Assembleia da Republica na semana passada, quando os deputados se “baldaram” mais cedo fazendo com que não fosse possível fazer votações por falta de quórum. Uma vez mais foram os políticos e o sistema que ficaram mal vistos, e a democracia desacreditada. Mas se isto já era mau pior fica quando ouvimos as justificações de alguns deputados.
Guilherme Silva deputado do PSD afirmou que
“Somos nós deputados que criámos esta situação”, “os Parlamentos de todo o mundo fecharam na Semana Santa”. “E depois ficamos admirados quando temos este resultado dos deputados não estarem lá. Fizemos tudo para que isso acontecesse”.
Narana Coissoró do CDS/PP, que considerou que
“houve negligência do próprio Parlamento”, “Sabiam que era véspera de começar um fim-de-semana longo e que os deputados não estariam assim tão interessados”. “Quem lida com o Parlamento sabe que há determinados dias em que os acontecimentos levam as pessoas a faltarem. Por exemplo, não se pode marcar uma votação por exemplo, quando o Benfica-Barcelona estavam a joga, ou quando há um acontecimento grande que as pessoas querem ver”.

Ou seja, para Guilherme Silva não devemos ficar admirados com o que aconteceu, já que, os deputados, quais meninos de escola, deveriam ter tido férias da Páscoa. Só pergunto porque? Os outros trabalhadores deste país são dispensados do trabalho por ser semana santa? Eu não fui, e mais que admirado fiquei triste com a atitude dos deputados.

Narana Coissoró ainda consegue fazer pior. Que historia é esta de por ser véspera de fim-de-semana os deputados não estarem assim tão interessados? O que é que uma coisa tem a ver com a outra? Os deputados têm de estar sempre interessados, é esse o seu trabalho e o seu compromisso com os cidadãos. Se assim não é então vão-se embora e deixem ir para o seu lugar quem esteja. Como se isto não bastasse, ainda vem defender que não se deve trabalhar quando há algo que as pessoas querem ver, dando como exemplo um jogo de futebol. Que eu saiba não é considerada, falta justificada se um trabalhador não for trabalhar por haver um qualquer acontecimento que ele queira ver. Efectivamente parece haver muitas coisas mais importantes para os deputados que realizar o trabalho para que foram eleitos. Quem faz tais afirmações deveria ser proibido de ocupar um cargo de tamanha importância para o país. Rua com eles.

Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

Um anjinho de pau carunchoso

Adaptado da obra The Angel of Revelation de William Blake
Paulo Portas

Um Anjo, um Santo. Quem o oiça falar no seu pomposo programa, “O Estado da arte”, pensa estar a ouvir um homem bondoso, incapaz de fazer mal a uma mosca e muito preocupado com todos nós. Com a espantosa capacidade de dizer o que cada um de nós está a pensar com principal preponderância para o que vai na cabeça da esquerda. Pode por isso dizer, eles pensam isto portanto são isto, ou dito de outra forma, faz a festa, lança os foguetes e ainda vai apanhar as canas. O que ele se esquece é que nós o conhecemos bem. Já por cá anda há tempo suficiente para nós sabermos muito bem quem ele é. Lembramo-nos dos tempos do Independente, do caso da Universidade Moderna, e do seu desempenho como Ministro. Sabemos o que pensa e o que faz. Não nos engana com aquele seu ar compreensivo e angélico. Afinal, estamos a falar do Paulo Portas, o “fardas” para os amigos.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

terça-feira, abril 18, 2006

QUATRO ARGUMENTOS EM TORNO DE UM FALSO ALIBI

1. A afirmação de que Irão está a desenvolver armas nucleares é um mero pretexto para a guerra. O NIE (National Intelligence Estimate) prevê que o Irão não será capaz de produzir ogivas por talvez uma década. Da mesma forma o responsável máximo da AIEA, já disse reiteradamente que a sua agência de vigilância não encontrou "qualquer evidência" de um programa de armas nucleares.

2.Não são os programas de armas nucleares, mas os planos económicos do Irão colocam uma ameaça à América. A administração Bush quer a todo custo impedir que o governo iraniano abra uma bolsa que negoceie o petróleo em euros. Se isto acontecer, centenas de milhares de milhões de dólares seriam despejados de volta nos Estados Unidos, esmagando a sua economia. Eis porque Bush está a planear levar o país à guerra contra o Irão. É uma defesa óbvia do actual sistema global e da continuidade do domínio da divisa de reserva, o dólar (O petróleo é cotado em dólares e vendido tanto no NYMEX como no International Petroleum Exchange (IPE) de Londres, possuídos ambos pelos americanos)

3. O monopólio americano da divisa é o verdadeiro vertex do esquema. Enquanto os países forem forçados a comprar petróleo em dólares, os Estados Unidos podem fazer perdurar a sua impunidade orçamental e os gastos astronómicos na defesa. A única ameaça a esta estratégia é a perspectiva da competição de uma bolsa independente de petróleo, forçando o flutuante dólar a competir frente a frente com uma divisa mais estável.

4.A tentação nuclear do Irão (mesmo admitindo que verdadeira) funciona como ecran de ocultação da possibilidade de uma nova bolsa de petróleo. A propaganda obsessiva contra o perigo islâmico tem servido para dar cobertura ao desencadear de um conflito em defesa do dólar.
Jorge Matos

Contribuição para o Echelon: JSOTF, Hollyhock

Megafesta abre Casino em Lisboa

Não tenho nenhum preconceito contra grande número dos vícios.
Sei, por outro lado, que os casinos fazem aumentar a prática do jogo e não sou insensível à dimensão social do problema.
Na pompa da abertura do casino, o que me repugna é que seja vendido como uma componente de receitas para a solução orçamental.
Quando o Governo enfatiza a necessidade de austeridade e trabalho como solução para o atraso português é no mínimo paradoxal que legitime essa propaganda .
A legitimação explícita do casino, quase como obra pública, confere ao Governo a imagem de quem tem estratégias de desenvolvimento que se radicam no jogo dos casinos.
Jorge Matos

Contributo para o Echelon: Sayeret Tzanhanim, PARASAR

Parem lá de se drogar com a merda do dinheiro

Olho para os jornais e já não posso ver que o BCP fez uma OPA sobre o BPI que também fez uma OPA sobre o próprio BCP e o BES também fez uma OPA sobre os dois, mais os espanhóis e os outros todos que se OPAm a si próprios mais os que não OPAm mais queriam Opar os Opados e os Belmiros os Jardins e o raio que os parta. Parem de brincar feitos OPAácios, com esses olhos esbugalhados de viciados no dinheiro e no lucro fácil. Dinheiro, dinheiro, dinheiro, parecem drogados em busca do “chuto”. Parem lá com isso e deixem de falar em crise e na despesa do estado, na lei laboral e na constituição e peguem nos vossos chorudos lucros anuais e façam algo de útil e construtivo pelo país onde vivem. Invistam na produção, na criação de postos de trabalho, criem riqueza real para o país. Ajudem o vosso país que lhes permitiu ganhar as fortunas que ganharam e tudo lhes facilitou. Vocês devem isso ao país, ou na vossa ingratidão lhe vão continuar fazer o “toma” do Zé-povinho. Sejam honrados, sejam portugueses… porra.

Contribuição para o Echelon: psyops, infiltration

CDS/PP - LIDER MAIS SEXY XIV - A

Alternativas para uma liderança mais sexy
Teresa Caeiro

A pedido de vários amigos e visitantes do blog de "mais cor de carne" para darem a sua opinião. Seja feita a sua vontade.

Contribuição para o Echelon: Waihopai, INFOSEC

segunda-feira, abril 17, 2006

CDS/PP - LIDER MAIS SEXY XIV

Alternativas para uma liderança mais sexy
Teresa Caeiro
Contribuição para o Echelon: Waihopai, INFOSEC

Capitalismo: Fuga para a frente a caminho do abismo

Adaptado da obra "Liberty Leading the People" de E.Delacroix,1830

Não sou, felizmente, economista. É até uma raça de gente que me irrita, já que é das poucas profissões onde o errar, mesmo quando prejudica milhões, não é punido. Mesmo, não sendo economista, há certas incongruências que me parecem demonstrar o erro do actual capitalismo reinante. Para além da justiça ou injustiça do sistema, preocupa-me é a sua total insustentabilidade. O modelo baseia-se na ideia da criação de riqueza pelo consumo. Eu dou-te um emprego, pago-te um salário com que tu vais depois comprar os meus produtos, gerando mais valias que poderão ser investidas na criação de mais produtos para tu poderes consumir. No entanto, a cada momento cresce a oferta de produtos e, inevitavelmente, se chega ao ponto em que já não há quem tenha o poder de compra suficiente para garantir o funcionamento do sistema. É então necessário reduzir custos na produção para garantir que os nossos produtos possam ser competitivos. Despedem-se funcionários e reduzem-se salários. Isto faz com que diminua o poder de compra e assim muitas empresas vão à falência criando ainda mais desemprego.
Como fazer então para garantir a venda dos produtos e o funcionamento do sistema?
A solução encontrada passa por um novo negócio, o crédito. Somos todos incentivados a comprar com o recurso ao empréstimo. Compra agora e logo pagarás depois. Enormes campanhas publicitárias garantem a criação do desejo do consumo lado a lado com a oferta de crédito fácil. Perante tantas facilidades o sistema recomeça a trabalhar, até ao momento em que não há já dinheiro para pagar os créditos recebidos.
Globalização, novos mercados, mão-de-obra mais barata num recomeço do ciclo. Para muitos países, como é o caso de Portugal, o “patinar” sem saber como sair da crise que então se instalou, com aumento do desemprego e sem possibilidade de manter os níveis de vida existentes. Mais pobreza e miséria a surgirem sem o estado poder fazer face ao problema devido às regras que próprio capitalismo lhe impõe.
A questão que coloco aqui é a de quando o ciclo também se fechar nos novos mercados que fazer?
O Capitalismo tem utilizado a técnica do fugir para a frente. Quando os problemas surgem, em vez de se pensar nas suas causas, aplicam-se remendos e avança-se inexoravelmente para um fim anunciado. Só que, como o capitalismo também é a filosofia do “eu”, do que se lixem os outros, os de agora e os do futuro. Isto até ao momento em que as sociedades conseguirem travar a explosão de revolta que inevitavelmente se aproxima. Arma-se por isso o capitalismo em nome da defesa contra o terrorismo e da violência, com mais sofisticados sistemas de vigilância e repressão. Procura em nome da segurança formas de controlo da revolta, que como a história já nos demonstrou surgirá, qual tsunami, avassaladora e imparável.

Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO