terça-feira, outubro 31, 2006

Há bruxas à solta

Poderá ser um problema técnico, uma vingança das sopeiras ou, mais provavelmente, um ataque de bruxas, mas a verdade é que a minha Internet se recusa a trabalhar. Sim porque estamos na noite das bruxas, mais uma importação do Tio da América, para fazer dos nossos filhos novos e admiráveis consumistas do futuro. Resolvi por isso dedicar aqui alguns bonecos às mais famosas bruxas cá do Jardim e começo com a nossa bruxulenta Cavaca, preparando no seu caldeirão, o nosso futuro. Pelo cheiro que exala nada de bom podemos esperar.
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Sem ligação à Internet



MORREU

A minha ligação à Internet deu o triste pio.

Resta a lenta ligação do portátil...até ver.

Um Cherne Nuclear

Eu cá há coisas que me irritam e outras que me cheiram mal. Irrita-me que o Cara de Cherne, venha lá do seu trono de Rei Bobo para nos vir impingir a opção nuclear com a subtileza de um elefante numa loja de porcelanas. Foi Primeiro-ministro deste país, sem saber o que fazer, fugiu para o luxo europeu, que embora seja lá longe também é pago com os impostos de quem trabalha, e vem agora dizer que a União Europeia não obriga, mas ajuda quem desejar fazer centrais nucleares. Cheira-me mal, quando há por aí um lobby cheio de vontade de fazer fortuna com a energia nuclear, surja a notícias de aumentos de 16% na electricidade, e logo de seguida, aquela figurinha apareça por cá a impingir-nos a opção nuclear. Coincidências acontecem, mas quando há muitos mil milhões em jogo não posso deixar de estranhar. Sei que sou eu que sou paranóico, que tenho a mania de levar tudo para a teoria da conspiração, mas que posso eu fazer. Como disse o Fernando Pessoa, primeiro estranha-se, depois entranha-se.
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segunda-feira, outubro 30, 2006

Temos Lula à Brasileira

Por aquilo que me tenho apercebido sobre o que se passa no Brasil, o Presidente Lula, eterno candidato da esquerda, durante o seu primeiro mandato decepcionou muita gente que o tinha apoiado. As suas cedências ao grande capital e o não ter feito uma guerra aberta à corrupção, antes tendo dela tirado proveitos, fez com que muitos tenham deixado de acreditar nele. Não sou especialista, nem tenho acompanhado o que se tem passado por terras de "Portugal à solta, mas uma coisa é certa. A pobreza, aquela mais profunda e entranhada que havia no Brasil, foi atacada e essa gente hoje vive melhor. Salários mais altos e os produtos do cabaz das necessidades básicas mais baratos. Houve por isso alguns benefícios que não se podem esconder e que fizeram do Brasil um país um pouco melhor.
Eu, pessoalmente estou contente pela vitória do Lula, não tanto pelo próprio Lula, mas por ter derrotado um candidato da direita, Alckmin, que representa tudo de mal que é a Opus Dei.
Por o nosso Popeye ter derrotado o Brutus, estou contente. pelo Brasil e por todos nós
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A eleição do Sócrates

José Sócrates foi reeleito Secretário-geral do PS, no congresso, com 97% dos votos. Perante tal unanimidade, coisa que já não via há mais de 32 anos em Portugal, que se poderei eu dizer? Nada que me lembre, e por isso aqui lhes deixo um passatempo.

DESCUBRA AS DIFERENÇAS
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Campanha - Salve as Criadas

Mais duas imagens desta campanha, começando com um modelo já visto, já que a sua criação nos leva de volta às grandes limpezas da Primavera em Belém. Já a segunda, embora seja nova, mostra também ele uma criada do passado.


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domingo, outubro 29, 2006

Campanha - Salve as Criadas

Nestas duas criadas, temos um antigo modelo "Moita Flores", o tal que só ficará satisfeito quando houverem tantos "domésticos" como domésticas e, um actual, do esforçado, mas pouco credivel, Pires de Lima.
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Campanha - Salve as Criadas

Aqui estão mais duas das nossas criadas. A velha imagem da lavadeira Sócretina a esfregar as nódos de promessas existentes na roupa suja socialista, e uma nova imagem de uma velha Betty Mendes ou Mendes Boop, de acordo com o gosto de cada um.
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Campanha - Salve as Criadas

Integrado na nossa campanha" salvem as Criadas" mais dois modelos. Um antigo e anteriormente já aqui publicado e um outro novissimo, criado já após a nova lei das Finanças Regionais.
Modelo "Cavalgando o cavalo do poder em tempo de vacas magras", com a colaboração do "Bicho da Madeira".
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sábado, outubro 28, 2006

Campanha - Salve as Criadas


Mais dois modelos de criadas para todo o serviço, uma representando uma de um passado mais mais tradicional, (e já aqui publicada anteriormente) e outra mais moderna, modelo "Sonsa Sócretina".

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Campanha - Salve as Criadas

Hoje quero falar aqui, daquelas figuras que nos acompanharam na nossa juventude. Refiro-me à “Empregada doméstica”, em tempos conhecida como a criada, e que nada tem a ver com a pelintrice de uma mulher-a-dias. Aquela dormia, comia, vivia em casa dos patrões.



Mas, o que é importante é divulgar esta personagem, agora em vias de extinção e que só subsiste em zonas protegidas, e onde pessoas empenhadas gastam os seus parcos rendimentos na sua preservação. Falo de lugares de gente remediada como é um exemplo a Quinta da Marinha.



Empenhados na divulgação de tão nobre actividade, muitas figuras públicas aceitaram posar para fotografias vestindo diversos modelos criados pelas maiores costureiros. Aqui ficam 3 exemplos, sendo dois deles já imagens antigas, de gente que muito tem contribuído para a causa e uma nova acabadinha de tirar.


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Grandes Portugueses - O Cherne

Tive algumas duvidas na nomeação deste personagem para a listagem dos Grandes Portugueses, porque se por um lado há quem diga que partiu para a aventura europeia qual emigrante em busca de uma vida melhor, outros dizem que não passa de um oportunista, que aproveitou a necessidade que a Europa tinha de um banana para colocar na Presidência da união, para fugir de uma situação económica e a um país que, a cada dia, lhe fugiam mais por entre os dedos. Como se isto não bastasse, ainda nos deixou como herança um Santana Lopes à frente do governo.
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sexta-feira, outubro 27, 2006

Dilema Existencio-Ministerial

Mergulhado na vida
E absorto
Vou seguindo
Atentamente
A polémica do aborto
Não posso dizer se estou seguro
Ou indeciso
Mas uma coisa é certa
Aumenta a confusão
Movem-se, encapotados,
Propósitos sinistros
Interrogo-me aflito
- Se acabam os abortos
Onde ir buscar ministros?
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Poema retirado do "Página em Branco" e assinado por "Temível Gonçalvista"
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Os Grandes Portugueses

Surgiu agora, em forma de programa televisivo, a ideia de escolher os Grandes Portugueses que andaram por este Jardim à beira-mar plantado. A RTP, incentivadora desta ideia, começou por fazer uma lista indicativa de alguns nomes que poderiam ser alternativas para essa escolha. Ai, não surgia o nome, e muito bem no meu entender, de um tal António Salazar, o que desde logo gerou controvérsia junto de alguns saudosistas desse passado cinzentão. Erradamente a televisão pública arrepiou caminho e acrescentou o seu nome, ao rol dos “colunáveis”, o que só por si é uma ofensa, já que uma figura tão sinistra, que criou uma PIDE, utilizou a perseguição politica, a censura, a prisão, a tortura, o assassinato e manteve uma guerra colonial durante mais de uma década, como forma de perpetuar o poder, não é certamente um Grande Português. No entanto, para todos aqueles que ainda suspiram por esses tempos aqui fica a minha visão do animal.
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Porque ontem foi quinta-feira

O que ontem se passou na zona de Belém está no segredo dos anjos. O barulho do aspirador, com que a Maria limpava o novo linóleo que colocou por sobre as carpetes do corredor – É uma pena andar a pisar estes tapetes tão lindos, justificara-se ela ao Aníbal, pouco deixava ouvir.
Sabemos no entanto que o Sr. Silva mostrou a sua preocupação à Socretina por aquilo que viu acontecer em terras húngaras.
- Vê lá tu que querem demitir o primeiro-ministro só porque ele disse que tinha mentido na campanha eleitoral. Se a moda pega não há governo que se aguente.
Assustada a Sócretina não pôde deixar de exclamar:
- Mas Aníbal, tu que já andaste nesta mesma vida em que eu ando, sabes que eu não menti mais que qualquer outra, ou mesmo que tu para vires morar aqui nesta casita tão bem situada e com uma vista tão boa para o rio.
- Eu sei minha Sócretina. Não te preocupes que o papá Silva está aqui para te defender, disse ele enquanto um imperceptível e fugaz sorriso lhe assomou no canto do lábio.
Olhando para um pequeno papel que estava sobre a secretária do Silva, a Sócretina conseguiu ler: “ A Manuela telefonou a dizer que logo passa por cá”.
-Abraça-me, meu anjo, disse ela sentindo um arrepio percorreu-lhe a espinha e com uma ruga de preocupação a surgiu-lhe na testa.
Lá fora no corredor, continuava a jorrar aquele irritante som do aspirador.
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quinta-feira, outubro 26, 2006


A RTP pública reciclou Maria Elisa da sua actividade "paradiplomática". Apesar de reciclada, exala um odor nauseabundo, possui um poder de toxicidade elevado e encerra um oportunismo mediático. É um produto não biodegradável com um ciclo de vida eternizado pela RTP. E, é pena!
AMARCORD

Moda Lisboa 2006

Para que não se pense que não ligo à opinião de quem me visita, aqui fica o resultado da votação dos modelos da Moda Lisboa 2006. A vitória ficou para “A Santinha sonsa” apresentado por Paulo Portas, o segundo lugar para o modelo “Bicho da Madeira” apresentado por Alberto João Jardim a pouca distancia do terceiro lugar que ficou para “Já te Isaltinás-te” de Isaltino Morais. Bem perto ficaram ainda o “Força Paulo estou contigo” apresentado pela dupla Nobre Guedes / Paulo Porta e pelo quinto lugar “Anjinho de Pau Carunchoso” passado por José Sócrates.
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Os Grandes Portugueses

Este é o meu voto. O Grande Português, que está por detrás dos maiores Políticos, Jornalistas, Presidentes de clubes, Vip’s, Tias, e toda essa outra gente que conta neste país.
Até chegar a esta decisão, reflecti muito. Olhei para a história, mas já estão todos mortos, passei pelo Elefante Branco, percorri o Intendente, o Parque Eduardo VII, passei por Belém, pela porta da Casa Pia, e vi muitos desses grandes portugueses que por ai andam, e a dúvida manteve-se. Só mesmo o Emplastro mostrou essa capacidade espantosa de estar por detrás de todos eles. Por isso tem o meu voto.
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quarta-feira, outubro 25, 2006

A fila do desemprego

"..... Em primeiro lugar, grave não é que se diminua em 3%. Grave é que, enquanto se vai cortar em coisas que são importantes para estimular a economia ou defender a justiça social, se mantenha a aposta nos projectos megalómanos e irresponsáveis da Ota e do TGV para Madrid. Por que é que o PSD não faz disso cavalo de batalha? Porque, tal como sucede com o PS, nesses ruinosos projectos estão envolvidas as empresas que lhes garantem o grosso dos seus financiamentos, para onde os seus dirigentes esperam retirar-se mais tarde ou que os seus deputados / advogados irão patrocinar, após cessada a sua passagem pela politica?....."
Miguel Sousa Tavares no Expresso
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O pequeno Mendes

Nunca considerei o Marques Mendes como um grande político, e a sua atitude em relação às SCUTs só vem provar que lhe falta dimensão para poder aspirar a mais altos voos. A sua primeira reacção, ao considerar que o governo tinha feito bem em rever a sua posição relativamente às SCUTs, que o colocar portagens em três delas era um facto positivo e só pecava por não o fazer em relação a todas as outras, foi correcta para quem sempre defendeu ser um erro a sua existência. A sua segunda reacção, ao deixar-se ir na onda das pressões dos seus opositores internos no PSD, de criticar a medida por ser uma quebra das promessas eleitorais, já lhe ficou mal.

Está mais que claro que o governo vai justificar a sua atitude com o cumprimento dos critérios definidos para a existência da gratuitidade dessas auto-estradas, e o PSD perde a oportunidade de demonstrar verticalidade e consistência nas suas posições, trocando-as por ataques populistas. Ao aceitar seguir por este caminho, Marques Mendes, cedeu à sua necessidade de afirmação interna no partido em contraponto com as suas ideias do que seria correcto para o país. Não é o ser contra ou a favor das SCUts que está aqui em causa, mas sim a honestidade politica de alguém que se diz preparado para governar este país. Parece que, da primeira vez que não apareceu a criticar as posições do governo, sem ter por único critério o serem posições do governo, não durou muito para as pressões interna do partido falarem mais alto.
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Aaaaaaaaiiiiiiiiiii!

Não sei quem me rogou uma praga, mas estou aqui para morrer. Dói-me tudo, o corpo, a cabeça parece quer vai rebentar e passeio-me entre o tremer glacial e o suar tropical. Até vir aqui ao computador tem sido, em alguns momentos, um sacrifício. Peço por isso desculpa por não ter dado a atenção devida, tanto aos comentários feitos, como às visitas que não tenho feito, a outros blogs.
Por isso me penitencio.

Greve Geral da Função Pública

Vem ai a greve da Função Pública. O Governo diz que não pode dar mais, os Funcionários Públicos que já não podem aceitar menos. Mesmo que desejasse dar o benefício da dúvida ao governo, aceitando as desculpas da crise, do défice, dos sacrifícios para todos, a posição do governo é indefensável. Desde há muitos anos que, este governo e os anteriores, definiram a função pública como o seu inimigo maior e a razão que justifica todos os males. A depreciação das qualidades e do trabalho dos trabalhadores da Função Pública e o apregoar ampliado das suas regalias tem sido a táctica escolhida para justificar muitas das medidas tomadas. O Sócrates até tenta fazer a figura de bonzinho, recusando as propostas do despedimento pura e simples de 50 mil, 100 mil ou 200mil como tem sido apregoado por alguma direita e por essa cambada do Compromisso Portugal, mas as atitudes anteriores não lhe dão muita margem de manobra. Eu não sou funcionário público e acredito que haverá razões de ambos os lados, mas se não há dinheiro para aumentos, não poderia o governo trocar isso por outras regalias sociais? Porque não mais dias de férias em 2007 ou outra qualquer medida do mesmo género? Não será possível chegar-se a um entendimento? Eu acredito que sim.
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terça-feira, outubro 24, 2006

Um Menezes de cabaça para baixo

«A direcção do PSD acusou ontem Luís Filipe Menezes de fazer "o jogo de José Sócrates", depois de o presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia ter defendido a apresentação de uma moção de censura ao Governo socialista.»
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Depois de o PSD nos ter dado dois Primeiros-ministros do calibre de um Durão Barroso e um Santana Lopes, chega quase a assustar ver que também este cromo queria governar-nos. Com a oposição a ter ideias destas, o Sócrates bem nos pode lixar, que a oposição se lixa a si própria. Porque será que esta gente quando não tem algo de inteligente para dizer não se cala? Viveríamos, certamente, num mundo muito mais silencioso.
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Cavacos na Hungria

A Dança das revoluções
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Um Roubo com Pré-aviso

O presidente da Associação Portuguesa de Bancos, João Salgueiro, diz que a banca sabe bem o que fazer para não pagar impostos, depois do Ministério das Finanças ter deixado claro que a partir de 2007 os juros obrigacionistas pagos a investidores de sucursais no estrangeiro vão ser sujeitos a IRC e IRS.
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Aqui fica a prova provada da boa-fé da banca. No mesmo dia em que se sabe que as Finanças, perdoaram o IRS e IRC em algumas operações financeiras e, ainda oferece mais dois meses de isenção para o futuro, por considerar que essa fuga foi feita de boa-fé, venha o Presidente da Associação Portuguesa de Bancos, um ex-ministro das finanças, mostrar essa mesma boa-fé da Banca relativamente aos seus compromissos fiscais, ao afirmar que os Bancos já sabem bem como continuar a não pagar.
Parece-me que agora o governo só tem uma opção; fazer com carácter de urgência, uma lei que tape o buraco legal que vai permitir ao Banco ganhar dinheiro sem pagar o respectivo imposto. Se nós sabemos, o que vai roubar um ladrão, quando e como, só somos roubados se formos cúmplices do ladrão. Será que vamos, uma vez mais, ver a banca sair a rir de mais uma trapalhada?
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segunda-feira, outubro 23, 2006

O Tabu do aborto

“O Presidente da República deverá analisar esta semana a proposta de referendo sobre o aborto aprovada na quinta-feira pelo Parlamento não tendo até agora tomado uma posição pública sobre a convocação ou não da consulta popular.
«Só na sexta-feira ao fim do dia recebemos o Diário da República com a publicação da resolução da Assembleia da República. Agora, o Presidente da República tem oito dias para enviar para o Tribunal Constitucional», afirmou Cavaco Silva”
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Depois de se ter realizado este mesmo referendo há oito anos, confesso que não entendo muito bem mais este “tabu” do Sr. Silva. Só terá que lhe dar o seu aval e nem mesmo o envio para o Tribunal Constitucional faz sentido. Aprovado por uma larga maioria do Parlamento, e sem que ninguém questione a sua constitucionalidade não vejo qual é o problema de, pegar na caneta e, lhe botar o “bacalhau” o mais rapidamente possível. É isso que todos esperamos dele.

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The Believer

Inspirado na obra "The believer" de James Ryman
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"As Finanças perdoaram à banca o IRS e IRC que o sector deveria ter entregue ao Estado, a título de retenção na fonte, sobre os juros pagos a investidores em obrigações emitidas a partir de sucursais financeiras fora do país.
As Finanças decidiram então que a retenção não é obrigatória até 2007 e justificam a decisão com a ideia de que os bancos agiram de boa-fé quando não realizaram a retenção de imposto. O Governo admite a “forte convicção”, por parte dos bancos, “de que o regime fiscal aplicável seria o da não obrigação de retenção na fonte”, cita o Jornal de Negócios."
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Com esta da boa fé dos bancos é que me lixam. Com tanta gente, tão competente na procura de formas legais de pagar menos impostos, custa a crer que tenham qualquer dúvida sobre cada parcela de impostos que tenham de ser pagos. Acreditando na ideia de boa fé dos bancos, fica ainda a dúvida de porque vai continuar essa fuga aos impostos a ser possível por mais dois meses. Não deveria a lei começar a ser aplicada na íntegra já a partir de hoje?
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O Regresso do Sr. Lopes?

Este homem, que pelo que nos contou foi espancado pelos próprios familiares quando estava ainda na incubadora, parece decidido a renascer de novo. Corajoso, sem dúvida, porque agora já nasce velho, com um passado que não pode apagar e muitas anedotas que nunca se deixarão de ouvir. Apareceu a criticar o seu líder por não ser tão acutilante nos ataques ao governo como deveria ser. Vem dizer aquilo que para ele o Marques Mendes deveria dizer. Bastaram umas manifestações e umas infantilidades do governo, para que todos comecem a pensar se não estará na hora de começar a ocupação do trono no PSD. Basta a ideia, de que poderá haver uma possibilidade, por mais pequena que seja, de o Sócrates possa não ganhar as eleições em 2009, para que os aspirantes a primeiros-ministros se comecem a perfilar no horizonte. Com Luís Filipe Menezes também já a mexer-se lá pelo norte, esperemos pelos próximos capítulos.
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domingo, outubro 22, 2006

Uma Semana Difícil

Este governo de “infantilidades andou com uma semana difícil. Um veio apregoar o “fim da crise” para logo outro nos apresentar um orçamento de estado que até nos aleijadinhos vem bater justificando-se com a necessidade de combater a crise que afinal não tinha terminado. Claro que no meio de tudo isto nem tudo são desgraças e pelo menos aprendemos qualquer coisa. Uma é que quem ganha mais de 500 euros já faz parte dos “ricos” e, que mesmo sem sabermos, cada um de nós deve uma porrada de dinheiro à EDP. Pelo menos foi isso que um qualquer Secretário de estado, nos veio dizer para justificar um aumento de quase 16% na electricidade. Estava num dia mau, e logo o ministro veio procurar os buracos na lei, que ele próprio tinha feito, para conseguir encontrar um truque para que o aumento seja só de uns miseráveis 6%. Grande amigo este Manuel Pinho. Vieram depois as más-línguas dizer que, embora o orçamento seja de contenção, que os Ministros iam ter uma aumento do mesmo tamanho do aumento da electricidade, ou seja de 6%. Mas, afinal, também tinha a ver com um mau dia e era um erro no orçamento. Não ficámos a saber se foi um erro feito na sua feitura ou se só o passou a ser depois de sair nos jornais, mas que se lixe, é só mais uma consequência de um mau dia.

Complicada esta semana para o governo, mas quando olhamos não vemos o Papá Sócrates em lado nenhum. Ou, quando prestamos mais atenção lá andava ele pela Finlândia, com os Caras de Cherne todos da Europa para receberem um Putin vindo do frio russo. Agora, com o papá já em casa para dar tautau a todas estas infantilidades, e com a presentação de uma ou duas medidas mais populistas, tudo voltará ao normal, com as nossas vidas mais difíceis e as sondagens a espantar todos, por se ver o Sócrates a subir quase ao mesmo ritmo da miséria que cria.
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A Sanfona Marques Mendes

Quando olhei para os últimos posts que fiz, notei algo de estranho. Por onde anda o Marques Mendes que há tanto tempo que não lhe faço o “boneco” (embora, para esse qualquer fotografia dele, já seja um boneco). Comecei a pensar no porquê e não é certamente por falta de aparecer na comunicação social. Antes pelo contrário, não há dia em que nas rádios e televisões, lá está ele a falar. Fala, fala, mas no fim diz exactamente a mesma coisa que tinha dito ontem, anteontem, há uma semana, ou há não sei quanto tempo que não lhe fiz o ultimo “boneco”. O homem transformou-se numa sanfona mecânica, numa cassete Marques Mendes. É o desnorte do governo, as trapalhadas, dependente da notícia do dia o que o governo fez mal, e termina a exigir explicações ou que quer o Primeiro-ministro vá à Assembleia.
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Tenho pena porque já sinto saudades de me divertir com o “Ganda Nóia”, pequenino, a falar muito e a mexer aquelas mãozinhas no ar. Não que dissesse coisas muito mais inteligentes, mas pelo menos dava-nos vontade de rir. Agora, que lhe arranjaram, um “treinador” que lhe diz como se vestir, mexer, uma aparição televisiva diária e lhe meteram um discurso na cabeça para repetir incessantemente as mesmas palavras, tornou-se chato.
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Por isso, da próxima vez que me lembrar de fazer um boneco do Marques Mendes, vou simplesmente fazê-lo, provavelmente sem sequer tentar justificar o porquê. Não procurarei razões onde elas não existem e simplesmente satisfarei a minha vontade de o retratar da forma que os meus olhos o vêm.
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sábado, outubro 21, 2006

Há por ai um Blog que também É TEU

Existe um novo blog por ai. Chama-se “Página em Brancohttp://1kualker.blogspot.com e, embora não saibas também é teu. É um blog comunitário, ou seja qualquer um lá pode colocar aquilo que desejar. Tanto o User Name (1kualker) como a Password (123456) estão visíveis e disponíveis para permitir a todos o acesso. Todos os posts, ficarão assinados por um tal “Unknown”, e se desejares que saibam quem colocou o post, terás de assinar por baixo, se não o desejares ninguém saberá quem o fez. É uma página em branco aberta a tudo e a todos. Usa-a quando e conforme quiseres. Ali, pode haver de tudo, menos censura. Aproveita, também é teu..

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

Pensa, Diz, Faz

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Pensa! O pensamento tem poder.
Mas não adianta só pensar.
Você também tem que dizer! DIZ!
Porque as palavras têm poder.
Mas não adianta só falar.
Você também tem que fazer! FAZ!
Porque você só vai saber se o final vai ser feliz depois que tudo acontecer.
E depois a gente pensa.
E depois a gente diz.
E depois a gente faz... o que tiver que fazer!
O que tiver que fazer!
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Extracto de "Se liga ai" de Gabriel o Pensador.
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Não explicam, pá!

Há muito que a existência de SCUTs é criticada pela oposição, à direita do PS, que defende o princípio do utilizador pagador, e são apontadas como um dos maiores problemas do défice do estado. Sempre que se procura encontrar financiamento para qualquer outro assunto, como aconteceu agora com a segurança social, ai está a oposição a dizer: -Acabem-se com as SCUTs, e utilize-se esse dinheiro poupado. Ainda recentemente o Presidente da Associação de Municípios, Fernando Ruas, no debate com o Ministro António Costa, no programa Prós e contras, utilizou esse argumento como forma de encontrar dinheiro para um maior financiamento das autarquias. O aplauso dos autarcas presentes foi imediato.

Vem isto a propósito de agora, que o governo resolveu colocar portagens em três delas, o discurso ficar todo baralhado. O PSD vem dizer que ainda bem que o governo mudou de opinião, mas os seus autarcas que são atingidos por esta medida, berram por injustiça e exigem que a SCUT que serve o seu Conselho não deve ser paga. Isto é são contra as SCUTs, todas elas, menos a que os servem a eles. O CDS, que tanto pediu o seu fim, acusa Sócrates de fraude eleitoral e exige a presença do governo na AR para se explicar. As confederações Industriais e as empresas de transportes vêm afirmar a sua discordância com esta medida e afirmam que ela vai prejudicar as empresas, e eu já não percebo nada disto.

Afinal haver SCUTs é bom ou é mau?

Se é bom, será que a introdução de portagens em três delas é um erro?

Se é mau, porque tanta reclamação de quem sempre afirmou que deveriam ter portagens?
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sexta-feira, outubro 20, 2006

Uma Maria tirada do pó

Andava eu para aqui a mexer nesta pasta cheia de imagens (tenho que ver se me organizo e arrumo isto tudo) e encontrei uns bonecos que já tinha feito há já algum tempo, já não sei muito bem porquê. Como já ando cansado de estar aqui sempre a dizer mal, ponho esta imagem e não digo mais nada.
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Um dia de cão


Depois de numa das mais parvas afirmações feita por um politico, neste caso o secretário de Estado da Indústria, ao culpar os consumidores pelo aumento do preço da energia eléctrica, veio agora desculpar-se dizendo que “foi um mau momento”. Pelos vistos, o Ministério da Economia, está a lutar para ganhar o prémio do Ministério com as desculpas mais parvas para as afirmações mais ridículas. É que recentemente o próprio Ministro, Manuel Pinho, já se tinha desculpado da sua afirmação, de que a crise tinha acabado, considerando-a como uma “infantilidade”.
É assim, entre infantilidades e maus momentos que nos vão pedindo sacrifícios e prometendo um mundo melhor. Num mau momento andamos todos nós, e infantilidade é continuar a acreditar que, com estas politicas e esta gente, chegaremos a algum lugar. Para eles, foi “Um dia de cão”, para nós é um “futuro de merda”.
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O Cantor Lirico

Ontem foi dia de espectáculo de Teixeira dos Santos. O homem cantou que se fartou, e depois de, nos dias anteriores, terem atirado para a praça pública uma série de medidas de arrepiar os cabelos, pondo tudo e todos, a berrar e a lançar impropérios, eis que agora chegam as medidas que nos passam a mão pelo pêlo. Para amaciar ai estão novas regras para os Administradores de empresas públicas, o fim das pensões milionárias e vitalícias aos administradores do Banco de Portugal, e uma maior colecta fiscal aos Bancos. Termina, num trinado para dizer que afinal a electricidade não vai aumentar os quase 16% mas se deve ficar por uns módicos 8%. Ufa, que alivio, só 8%.
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Fica o povinho contente, porque afinal as dificuldades são para todos, e esquece-se daquilo que, na véspera, o tinha indignado.
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Tudo muito bonito, mas ainda me ficam umas perguntas por responder. Do estatuto dos Administradores de empresas publicas, ficamos na mesma, porque feitas as contas nada nos garante que estas regras são melhores e mais baratas que as anteriores. É que na questão do Banco de Portugal, há um gato com o rabo de fora. Isto é, cada Administração nunca pode ser nomeadas para mais de dois mandatos de 5 anos. O que lhes foi retirado é o direito de passarem a receber a reforma vitalícia ao fim de um mandato, isto é, como a grande maioria cumprirá sempre dois mandatos, acabarão sempre por vir a ver a tal milionária pensão ser-lhes atribuída. Já que estou a falar do Banco de Portugal, seria bom saber se já poderemos ver o tal estudo que tinha sido encomendado sobre os salários e reformas que ai são pagos. Foi anunciada num outro qualquer anterior anúncio de orçamento e até agora nada. Da banca, também não entendi nada. Não vai aumentar a taxa de IRC sobre os pobres bancos, ou seja, vão continuar a pagar muito menos que todas as outras empresas embora sejam os que têm os maiores lucros, mas garante, o Ministro, que vão pagar mais. Ou seja, na dose de rebuçados que nos foi dada para amaciar a azia da véspera, esta montanha de medidas populares pode não mais ser que um cenário. Por trás continua tudo na mesma.
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quinta-feira, outubro 19, 2006

Porque hoje é quinta-feira

Quinta-feira, dia da visita semanal da Sócretina a Belém. A Maria certamente que já acordou mal disposta, e como sempre acontece nestes dias, já se deve ter posto a esfregar desenfreadamente a roupa interior ou o chão de alguns dos quartos. A Sócretina lá deve ir a cantarolar e aos saltinhos, afinal ela gosta tanto de comer uns pastelinhos ainda quentes. O Sr. Silva espera ansiosamente por mais este momento de intimidade: “Quando me lembro da altura em que era eu que tinha de vir todas as semanas, para visitar aquela bochechona que só pensava em correr comigo, é que vejo como valeu a pena aqueles dez anos, longe disto tudo, e a ajudar o meu pai a por gasolina nos carros” pensa ele, espreitando para a rua por entre os cortinados com folhos de renda que a Maria disse que ali ficariam muito mais bonitos que os antigos reposteiros de veludo.
Finalmente o reencontro e o esquecer os amuos da semana passada. O Sr. Silva sabe que a Socretina está a passar por uma fase difícil, com problemas mesmo dentro da própria família.
-Tem calma, Sócretina, sabes que podes contar sempre comigo para te ajudar.
-Oh Silva, és tão querido. Que seria de mim sem o teu apoio com estes invejosos todos à espera de uma oportunidade para me escorraçarem
, - disse a Sócretina enquanto lá por dentro sabia bem que, se algo começasse a correr mal, ele rapidamente a trocaria por outra qualquer. “Este não é de confiança, mas que hei-de eu fazer. Se me zango com ele ainda me põe na rua e depois é que estava lixada”.
-Silva, vai fechar a porta e depois vem para aqui para começarmos a trabalhar. Apetece-me tanto.
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Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

A MORTE DE FRANSELMO NÃO PODE TER SIDO EM VÃO!



A MORTE DE FRANSELMO NÃO PODE TER SIDO EM VÃO! (CONTRA AS USINAS DE ÁLCOOL NO PANTANAL!) Gomercindo Clovis Garcia Rodrigues*


De novo volta à baila no meu querido Mato Grosso do Sul, a questão das usinas de álcool no Pantanal... E volta de forma “sorrateira”, “escondida” num projeto de lei, o 152/2006 de autoria, como não poderia deixar de ser, do ainda Deputado Estadual Dagoberto Nogueira, eleito, infelizmente, em minha opinião, Deputado Federal, com tramitação incrivelmente rápida na Assembléia Legislativa do MS.
O obscuro projeto, exatamente para tentar esconder seus verdadeiros objetivos, traz uma “redação concisa” que, aparentemente, não diz nada e que pode passar despercebido para a maioria da população e, até, para a mídia local e nacional.
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Diz a redação do “projeto de lei”: “Altera a Lei nº328, de 25 de fevereiro de 1.982.
Art.1º - Fica suprimido o art.4º da Lei nº328, de 25 de fevereiro de 1.982, renumerando os demais.x
Art. 2º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.” (Destaquei)
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Para entender os verdadeiros “objetivos” de dito projeto, que, pelo que sei, está em fase avançada de tramitação na Assembléia Legislativa do Mato Grosso do Sul, vou relembrar um já falecido professor de Direito Penal do meu Curso de Direito na UFAC: “olha o título! Olha o título!”, quando a gente ficava sem saber onde “encaixar” determinada conduta ilícita.
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Olhando o “título” – e ressalte-se que “título” aqui tem sentido diferente daquele comum no Código Penal, mas é usado de forma exemplificativa, porque cabível - do projeto, tem-se que ele “altera a Lei nº 328/1982” do Mato Grosso do Sul. E o que diz o “título” daquela lei: “Dispõe sobre a Proteção Ambiental do Pantanal Sul-Mato-Grossense.”
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Então, temos que o objetivo maior da Lei nº 328/1982 é o de promover a proteção ambiental do Pantanal sul-mato-grossense, do que, qualquer alteração em tal lei, pode ter por caráter obscuro – e aqui está o meu entendimento quanto ao “Projeto de Lei nº 152/2006” – exatamente desfigurar a lei, torná-la apenas “objeto decorativo”, porque descaracterizada a sua finalidade maior.
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Quando o malsinado “Projeto de Lei nº 152/2006” fala em “suprimir” o art. 4º da Lei nº 328/1982 ele quer dizer que está suprimindo o seguinte:
“Art. 4º - Fica proibida a ampliação da capacidade instalada das destilarias de álcool ou usinas de açúcar de que trata o artigo 1º, que já se achem instaladas e em operação na data da publicação desta Lei.”
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Ou seja, como se vê, busca criar facilidades para a ampliação da “capacidade instalada” das destilarias que já existiam em 1982. E tais “facilidades” podem ser nocivas?
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Claro que sim, e aqui está a ruptura com o objetivo maior da Lei nº 328/1982, pois todos sabemos que por mais que tenha avançado a pesquisa, a ciência, a tecnologia, não conseguiram fazer com que a produção de álcool não gere vinhoto, que pode ser de 12 a 15 litros de vinhoto, ou restilo, por litro de álcool. Na “justificativa” de seu malsinado “Projeto de Lei” o Deputado Dagoberto Nogueira diz que:
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“Muito se argumenta sobre o efeito poluidor do vinhoto ou restilo que é o resíduo aquoso do processo de fermentação da garapa, e seu risco potencial para o Pantanal. Este resíduo, rico em nutrientes e matéria orgânica, ao contrário do que ocorria em muitas usinas à época da aprovação da Lei 328 de 1982, em apreço, é hoje reutilizado integralmente nas lavouras, melhorando a composição orgânica do solo e substituindo boa parte dos adubos que teriam que ser esparramados.”
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O que o Deputado não diz, nem pode dizer, é que até ser utilizado, e não necessariamente “integralmente”, o vinhoto, que sai do processo produtivo muito quente (em torno de 100º graus), tem de ficar “armazenado” em lagoas, para resfriamento e para a eliminação de resíduos de álcool. Aqui está o risco. Uma “lagoa de armazenamento” de vinhoto pode se romper, pode transbordar se atingida por grandes chuvas e, em caso de acidentes dessa monta – que não é raro e há, inclusive, exemplos recentes! – todo o vinhoto é canalizado para os cursos d’água e, neste caso, como é extremamente poluente (desoxigena a água!) pode causar uma situação irreversível para o Pantanal, dada a sua fragilidade.
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Aqui, então, o “Projeto de Lei nº 152/2006” DESFIGURA e DESTRÓI a Lei nº 328/1982, este o seu “caráter obscuro”, escondido de todos, tratado “a sete chaves” até mesmo, pelo que tenho acompanhado, por boa parte dos Deputados Estaduais do Mato Grosso do Sul.
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Volto agora ao “título”, mas, ao título deste escrito: a morte de Franselmo não pode ter sido em vão! Não é possível que o sacrifício de um dedicado ambientalista do Mato Grosso do Sul, que chamou a atenção do mundo, possa ser “esquecida” de forma tão torpe pelos ilustres Deputados Estaduais do Mato Grosso do Sul.
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Franselmo, como tantos outros que lutaram por um mundo melhor, mais humano, menos “desastrado”, menos destruído, com garantia de sobrevivência para as gerações futuras, para os nossos filhos e netos não pode ser esquecido. Sua morte trágica, seu protesto com a única forma que encontrou à época para chamar a atenção para uma situação de extrema gravidade não podem ser esquecidos e destruídos por uma redação simplória que, aparentemente não diz nada, mas que, no fundo, DESTRÓI TUDO: “Fica suprimido o art.4º da Lei nº328, de 25 de fevereiro de 1.982...”
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Suprime o artigo e tira o “espírito da lei”. É como o poema de Eduardo Alves, “No Caminho, com Maiakovski”:
“...
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Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem;
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil delesentra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.
...”
Agora é hora de falarmos... porque depois será tarde de mais...
para que a vida e a morte de FRANSELMO não tenham sido em vão!
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Em defesa do Pantanal, do meio ambiente e da vida!
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Tenho dito!
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*Gomercindo Clovis Garcia Rodrigues é matogrossense do sul (Caracol 1959), formado em Agronomia (UFMS/Dourados – 1982) e Advogado militanteem Rio Branco - AC (OAB/AC 1997), formado pela UFAC (fev/1998), ambientalista, amigo de Chico Mendes, com quem trabalhou, membro do Comitê Chico Mendes e autor de “Caminhando na Floresta”. Foi, como estudante de Agronomia em Dourados e vice-presidente do DCE-UFMS, membro da Campanha em Defesa do Pantanal que resultou na Lei nº 328/1982.
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Texto enviado por Claudia Girelli
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Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

Tirar o Cavalo da Chuva

A ministra da cultura, sim é verdade, temos uma em Portugal para quem não tenha dado por isso, depois de afirmar que estava disposta a intervir no problema do Rivoli do Porto, talvez por ter visto o Sr. Silva sacudir a água do capote ao dizer que aquilo era um problema da Câmara do Porto, resolveu, também ela, retirar o cavalinho da chuva e dizer que só falava com os autores do protesto depois de saírem do teatro. Isto apesar de se saber que, numa atitude inqualificável, Rui Rio, tinha mandado cortar a luz, a água, e a possibilidade de receberem comida bem como colocar o ar condicionado no máximo de frio para forçar a saída dos actores barricados. Este dizer, “não é nada comigo, não é nada comigo”, está a tornar-se num hábito na cultura politica portuguesa. É pena que assim se procure fugir de tomar posições sobre aquilo que se pense ser ou não justo, simplesmente para fugir às responsabilidades. É pena que, ao se ver alguém tomar medidas como as tomadas pelo Presidente da Câmara do Porto, só se preocupem em criticar a legalidade da acção de quem protesta e não com a violência da atitude do Sr. Rio.
Como já se sabe, o protesto acabou com a entrada da polícia de intervenção, pela calada da noite no teatro, e pela detenção dos ocupantes.
Louvo aqui a coragem daqueles que, bravamente, lutaram por aquilo que pensam ser justo e pela vitória que conseguiram ao colocar o assunto no primeiro plano das notícias nacionais, critico as forças políticas, todas, desde os partidos até aos políticos no poder pelo receio que demonstraram de tomar posição e desprezo o Presidente da Câmara do Porto pelas suas atitudes ditatoriais e violentas da dignidade e da integridade física dos autores do protesto.
A população do Porto, deveria era juntar-se e mudar de um Rui Rio para um Rua e Rio com ele.
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Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

IMPUNIDADE?

Hoje no jornal vem a notícia de que o governo pertende retirar benefícios fiscais aos defecientes. As razões são por demais conhecidas. Escritas, ditas, em voz alta, repetidas, marteladas, massacradas, as vezes que forem necessárias para convencer o pagode : é preciso cortar na despesa do Estado, para diminuir o déficit.
A mim o que me parece é que há, aqui em Portugal e em muitos outros países, um déficit de decência, decoro, humildade, altruísmo, humanidade, honestidade, verdade.
Esse déficit começa nas pessoas que nos "governam", que foram eleitas pelos portugueses depois de se terem apresentado às eleições onde, com caras muito sérias, mentiram, ao dizerem-se sérios, competentes, com o espírito de serviço à causa pública e bem comum.
Esta práctica dos políticos um pouco por todo o lado, tem saído impune. E continuará a ser assim. Até que alguém conteste com sucesso este escândalo quotidiano, já com décadas no nosso país.
A meu ver, os governos começam a perder a legitimidade para governar. Porquê?
Podemos observar que em Portugal a participação dos eleitores em eleições legislativas não passa dos 65%. O que em cerca de 8 milhões de pessoas com direito a voto dá cerca 5,2 milhões de pessoas que votam e 2,8 milhões que não votam. O partido vencedor com maioria de 44% recebe cerca de 2,3 milhões de votos. Verifica-se assim que Portugal, que tem à volta de 10 milhões de habitantes, é governado por pessoas de um partido que representa menos de 25% da sua população. Mas.....
De acordo com a lei, o governo é legítimo. Porque chegou ao poder através de um processo que está previsto na lei. Esta situação em Direito tem o nome de legitimidade de título. No entanto para se exercer o poder de acordo com a lei é necessário preencher outro requesito : o da legitimidade de exercício. Ora a legitimidade de exercicio resulta do modo como é exercido o poder.Por exemplo: eu ganho as eleições com 85% dos votos (por hipótese absurda ) mas isso não me dá o direito de governar como um ditador, ou desrespeitar a lei, ou governar contra a maioria das pessoas.
É muito provável que os governos em Portugal estejam atingir o limite da legitimidade do exercício do poder. Será que vão continuar impunes mesmo após passarem esse limite? Como poderá ser mudada esta situação?
Texto enviado pelo Vivi
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Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

quarta-feira, outubro 18, 2006

CHEGÁMOS À ANTÁRCTIDA !

Portugal chegou no início deste ano à Antárctida através de um grupo de jovens cientistas portugueses investigadores na área da geomorfologia do Planeta. Chegámos com a ajuda dos "nuestros hermanos", que lá assentaram arraiais no século passado pelos finais da década de 80. Os nossos cientistas estão muito interessados em estudar uma coisa que se chama "permafrost" (não tenho a certeza de ter ouvido bem na TV) e, estão entre os pioneiros desta investigação.

O "permafrost" é o nome dado à camada de solo terrestre que se encontra congelada em permanência. Esta camada ocupa cerca de 25% da superfície continental da Terra.Na Antárctida, este "permafrost" é por assim dizer puro mas no Alasca, norte do Canadá e Sibéria, contém matérias orgânicas.É nestas regiões que se encontra a maior parte do "permafrost". Os cientistas já sabem que o "permafrost" tem vindo a descongelar devido ao aumento médio da temperatura no Planeta. Ao descongelar, provoca a decomposição das matérias orgânicas nele contidas, libertando carbono e metano para atmosfera. Este evento causa um efeito de estufa decorrente da mistura destes dois gases com os existentes na atmosfera ( óxigénio, azoto, e outros).
A Antárctida não é um país. É uma região gerida por um tratado, o Tratado da Antárctida. Parece que este tratado já foi assinado por 80% dos países do Mundo, e parece que Portugal ainda não assinou...
Esta "aula" foi dada por um jovem cientista português, naquela entrevista com a Ana Sousa Dias no canal 2 da TV.
Texto recebido de Vivi
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Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN

Eu culpado os mando à merda

" A culpa do aumento de 15,7% da electricidade para os consumidores domésticos em 2007 é do consumidor, porque esteve vários anos a pagar menos do que devia."São os consumidores que devem este dinheiro. Não é mais ninguém."Foi o Consumidor Doméstico, quem mais consumiu tarifas no passado e isso gerou défice."Este défice tem de ser pago por quem o gerou."
Secretário de Estado da Indústria, António Castro Guerra
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Tenho tentado ser paciente e evitar utilizar o vernáculo neste blog, mas não sei até quando isso será possível. Esta personagem, vinda de um obscuro gabinete ministerial, quase me fez perder a cabeça. Com que então a culpa do preço da electricidade mais cara da Europa, ir aumentar em quase 16%, é do consumidor. Será que fomos nós, consumidores, quem fixou os preços no passado?
Se existe esse tal défice (estou farto das mentiras escondidas por detrás desta palavra), então como é possível que a EDP tenha no ano passado tido os seus maiores lucros de sempre?
Quem teve a ideia de privatizar o sector para agora vermos as nossas facturas a disparar por ai acima?
Quem teve a ideia de liberalizar o sistema, com a promessa de que com a concorrência os preços iriam descer, para agora vermos que tudo isso não passavam de balelas?
Que obrigação tenho eu de pagar, antecipadamente, os investimentos de privados em energias renováveis, para lhes aumentar ainda mais os lucros?
Que nos andem a adormecer com conversas fiadas sobre o défice do estado, a crise, o pacto de estabilidade e que andem economistas da treta a contar histórias da carochinha, nas televisões, rádios e jornais, nós ainda vamos comendo e calando. Agora, que nos venham chamar de burros, de mentecaptos e de atrasados mentais apontando-nos o dedo como sendo os culpados das suas burrices e desonestidades, já é demais. O Sr. Secretário de estado, e toda a corja existente no meio onde paira, que vão à merda. Estou fartinho de vocês e acreditem que o desprezo que lhes voto, nunca, mas mesmo nunca, será expresso num voto em vocês. Não prestam, são lixo, são aldrabões, são desonestos. Não sei até quando os portugueses estão dispostos a aceitar calados este estado de coisas, mas no dia em que o povo resolver tomar nas suas mãos a limpeza de todo este esterco, eu estarei na primeira fila dos que os vão correr a pontapé.
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Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI