domingo, abril 30, 2006

O Arraial do Marques Mendes

O que Marques Mendes anda por ai a dizer na sua campanha solitária para uma liderança que mais ninguém quer (por agora):
«Incapaz de impor austeridade nas despesas do Estado».
Com os protestos do próprio Mendes cada vez que o tenta fazer.
Criticando o
«brutal aumento dos impostos».
Não fez mais que o governo de que também ele, Marques Mendes, fez parte. Ou será que já se não se lembra do aumento do IVA feito pela Manelinha no governo do Cherne.
«Visão do passado do Governo, de quem pensa que o investimento público é o motor da economia», o «futuro está no investimento privado».
Vejo os grandes grupos económicos a ter lucros fabulosos, a fazerem OPA’s uns aos outros, mas não os vejo investir um cêntimo que seja em unidades produtivas no nosso país. Onde está afinal esse famoso investimento privado, de que todos falam, mas ninguém vê?
«Um Governo sério devia dar prioridade à Justiça, mas foi exactamente o contrário o que aconteceu», afirmou, acusando o Executivo socialista de se centrar no «show-off» da redução das férias judiciais, na «tentativa obstinada» de substituir o Procurador-Geral da República e nos «conflitos gratuitos» com a Polícia Judiciária.
Concordo que a justiça está uma vergonha, nomeadamente ao permitir à classe politica e aos mais poderosos saiam impunes dos crimes que cometem através de estratagemas legais. Quanto às férias, ao Procurador e à PJ pena foi não conseguir aplicar essas medidas na totalidade.
«Onde pára o ministro da Economia? O que faz? O que diz? Se anda desaparecido e nada diz, é preferível acabar com o cargo, sempre custaria menos dinheiro ao Estado e aos contribuintes».
Realmente não sei bem se faz muita falta ao país a sua existência, mas também a do Marques Mendes não me parece ter assim tanta utilidade como isso. Podia desaparecer que não íamos sentir muito a sua falta.
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Também eu não gosto nem concordo com a política cínica do Sócrates, mas ver o Marques Mendes criticar é no mínimo ridículo. Que direito tem aquela coisa de vir criticar, se quando lá esteve, ainda fez pior. Ou pensa ele que o estado das coisas é só responsabilidade de um ano de governação Socretina.
Se nunca estivemos muito bem, podemos agradecer o estarmos agora muito mal a Cavaco Silva, pai do défice, responsável pelo fim da nossa indústria produtiva e guru da política económica que ainda hoje nos mantêm na “eterna crise”. Haja vergonha neste arraial folclórico da política portuguesa.
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Contribuição para o Echelon: Waihopai, INFOSEC

5 comentários:

  1. sim... se esta é a alternativa que temos... estamos bem tramados.

    resta-me esperar que pelo menos sócrates não parta mais loiça que o duo q o precedeu e que no meio de tanta inclinação neoliberal e de direita, acerta nalgumas.

    essa é - ainda - a minha esperança.

    e deste mendes... só espero que seja comido brevemente pelos barões do psd

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  2. Deste neo-liberalismo já nada espero e entre o Mendes e os barões venha o diabo e escolha. Isto está mau.

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  3. realmente estámos sem saída.....e sem escolha!
    esta "morgada" só vai estar em cena enquanto não aparecerem os tuBARÕES....

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  4. Fantástico !!!
    É de Kaos como este, que eu gosto !

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