sexta-feira, agosto 25, 2006

Majestosas aberrações


350 escolas destruídas no Líbano.
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"Ministério da Educação admite instalar escolas pré-fabricadas e juntar alunos de várias escolas. Cerca de 350 escolas foram destruídas ou gravemente danificadas no Líbano durante os 34 dias de conflito entre o grupo xiita Hezbollah e Israel, indicou hoje o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).
O ministro da Educação libanês, Khaled Kabbani, indicou que o regresso às aulas, inicialmente previsto para meados de Setembro, deverá ser adiado para 09 de Outubro.
O Ministério da Educação admite instalar escolas pré- fabricadas, juntar os alunos de várias escolas tendo em conta os seus trajectos e fazer funcionar alternadamente duas turmas no mesmo dia. "
Retirado de
Portugal Diário 2006/08/24 18:42

Agora nós:
Senhora Ministra da Educação: Venho sugerir-lhe que passe a consultar o seu homólogo libanês sempre que lhe surgirem problemas no ministério para resolver. Vai ver que ele está habituado a lidar com contrariedades e em muito a poderá ajudar a encontrar as melhores soluções.

Já agora:
Senhor Vasco Pulido Valente foi você que afirmou em mais um
artigo asqueroso do Público que:

No fundo, o homem comum não acredita que uma civilização fracassada, miserável e medieval possa prevalecer contra a majestade da Europa e da América.

Se bem me lembro, referia-se às nações islâmicas. O senhor, que se diz professor, acha realmente que um país recentemente bombardeado, vivendo num débil período de cessar-fogo, e que mesmo assim se empenha em reconstruir o mais depressa as suas escolas destruídas de forma a minorar os danos infligidos ao seu povo, é uma nação fracassada, miserável e medieval? E dizem-se estas pessoas livres, cristãos e ocidentais…

Vão dar banho ao cão! Ah, e podem limpar as mãos à parede com a majestade da Europa e da América!
Um texto da Kaotica

Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

6 comentários:

  1. O gajo que deixe o vinho, pá!...

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  2. mais um idiota a quem, sabe-se lá porquê, deixam escrever umas barbaridades num jornal que já foi melhor... bom texto , kaotica. **

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  3. Claudinha26/8/06 01:21

    ainda bem que alguem tocou neste assunto...o Sr. valente tem um parafuso fora do sítio e ao editor deste jornal não tem o minimo de bom senso e cultura...(escrevo assim quando me apetece chamá-los nomes)
    O MAGESTOSO império europeu e americano esta indo a banca rota com as familias cada vez mais endividadas, corrompidas...vivemos numa gaiola onde dizem-nos compulsivamente que somos livres...mas somos escravos de uma polica economissista e predadora onde os valores verdadeiramente humanos são alijados...
    Sr. Valente,faça-me um favor: olhe para o "submundo subdesenvolvido" e aprenda o que é realmente o amor de um povo por sua terra, sua cultura e principalmente aprenda que a palavra de um homem é uma só...e é sempre para defender o seu povo de seus algózes...
    Ah!!!!! e antes que eu me esqueça...vá a merda!!!!!

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  4. Claudinha26/8/06 01:21

    sorry..acho que exagerei!!!!

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  5. Desculpem, não queria ser desmancha-prazeres, mas não se estão a enganar? O VPV é tão céptico que nem as opiniões próprias confessa, talvez porque, como a natureza, também tem horror ao vávuo. Mas o que ele está dizer é que o cidadão (?) comum ocidental se julga tão superior a todos os outros povos que nem sequer acredita que uns estranhos que rezam de joelhos num tapete virados para Meca possam pilotar aviões, ser engenheiros nucleares e por aí fora sem, por isso, aderir ao feroz individualismo hiperliberal. Se não é a favor da economia de mercado, da Disneylandia e sei lá que mais,
    se, em vez de adorar o deus-voto-uma-vez-em-quatro-anos, aceita as hierarquias e os seus chefes tradicionais, um indivíduo desses só pode ser um pobre coitado a viver na Idade Média e o povo a que pertence só pode ser atrasado e miserável. E mesmo quando prova que é capaz de planear um atentado às Torres Gémeas ou de construir uma central de enriquecimento de urânio, o liberalzinho de serviço achará sempre que «essa gente» deve é ser «varrida do mapa» e «remetida à sua própria insignificância» porque não aceita ou não compreende os benefícios de ser pró-americano. Pois bem, para o VPV, os tempos em que o cidadão comum podia dar-se ao luxo(duvidoso, concordemos) de pensar assim estão-se a acabar: Israel com esta guerra acaba de lhe dar uma das derradeiras machadadas. Não me custa nada imaginar o VPV a rir-se pelo canto da boca: mais duas ou três vezes que ele tenha assim razão e já não estaremos cá sequer para dar por isso.
    PS: não leram o artigo do Rui Tavares, «Como se pode ser persa» no Público de sábado?

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