domingo, setembro 24, 2006

O Pixote português

Neste filme, Marquês Mendes faz um esforço tremendo para mudar a forma como é visto pelos eleitores. Contrata uma empresa para tentar fazer o milagre de lhe melhorar a imagem, mas de “gandá nóia” nunca vai conseguir passar. Depois de mais de um ano em que ninguém lhe liga nenhuma, suplica ao Presidente que peça à Sócratina para lhe fazer o favor de assinar o pacto para a justiça com ele. Mendes encheu o peito de satisfação e pensou lá para os seus botões: gandá vitória. Esquece que, a longo prazo, a Sócretina usará este facto para mostrar que, mesmo com maioria absoluta, ouvia e falava com a oposição. Mas, isso é mais para o fim do filme, e quando se falou de pactos para a segurança social, Marquês Mendes, queria mais do mesmo. A Sócretina, puta velha, deu-lhe sopa sabendo muito bem que a proposta do Marquês era totalmente inviável e só colocaria o país num buraco ainda maior. Claro que os neo-liberais do grande capital, deram imediatamente ordem para que os seus “sabujos” saíssem em defesa da proposta. É vergonhosa a forma como foi dado tempo de antena aos seus defensores, nas rádios, televisões e jornais. Afinal, essa gente está-se bem nas trintas para esse país e para os seus habitantes, só pensando no lucro e no poder. Facto que pode ser comprovado pelos milhares de trabalhadores que despedem, sem dó nem piedade, em nome de mais uns euros nas suas carteiras.
Sem mais ideias, o Marquês Mendes, nada mais consegue fazer que criticar todas as medidas, sejam elas o encerramento de maternidades, escolas, ou a tentativa de disciplinar os gastos das regiões e autarquias por um lado, para por outro, exigir a redução de despesas.
Desesperado, vem “exigir” que o novo Procurador-geral da Republica seja escolhido também por ele. A Sócretina mandou-o ler a Constituição, escolhe, mas lá tem a simpatia de lhe telefonar para o informar do nome. O Presidente agradece-lhe a boa educação e nomeia o homem.
Daí até ao fim, mesmo com os jornais e televisões a puxar por ele, tudo o que consegue fazer é pôr-se em bicos dos pés para tentar ser visto. São lindas aquelas imagens em que se vê o Presidente com o emplastro a espreitar de um lado e o Marquês do outro enquanto a Maria lhe dá com a mala na cabeça. Acaba por ser corrido do seu cargo depois de mais uma vitória da Sócretina nas eleições. O filme termina com o seu desaparecimento para nunca mais ser visto.
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Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

8 comentários:

  1. oh... ele há-de ser visto pois... como "miniministro" ou secretário de Estado algures num próximo governo da "rotação democrática Lado B", isto é: de um governo do PSD.

    vai uma aposta?

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  2. o "artista" vai precisar de uma derrota nas eleições para ser corrido?

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  3. o Rui tirou-me as palavras da boca que é como quem diz as letras dos dedos :)
    bjinhos

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  4. Rui e Tb, não estou lá muito de acordo comvosco! Acho que, após as próximas eleições o Minimini vai ter de, pelo menos, fazer uma longa travessia no deserto. Mas também acho que isso é muito pouco importante. Com ele ou outro qualquer a política do "Lado B" vai ser sempre a mesma! Igual à do "Lado A"

    Parabéns por outro post na "mouche" Kaos.

    Abraço

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  5. Rui:
    Quando sair de Secretário geral vai para comentador ou então para a administração de uma qualquer empresa do estado.
    abraço

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  6. luikki:
    Depende das sondagens do governo. Não vai haver gente no PSD com vontade de perder as eleições em 2009.
    abraço

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  7. tb:
    O Rui é terrivel na sua sagacidade. Acerta sempre no alvo.
    bjos

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  8. pseven:
    Como disse ao Rui deve ir poupar a imagem numa qualquer empresa publica ou para Bruxelas. Mais tarde pode aparecer como Ministro convidado e quase independente.
    abraço

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