domingo, novembro 26, 2006

Comentadores de Portugal - Eduardo Prado Coelho

Ler o que Eduardo Prado Coelho escreve, faz-me sempre imaginar o que deverá ter pensado a primeira pessoa, que em 1910, que olhou para o retrato de “Ambroise Vollard” pintado pelo Picasso.
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Se foi pintado por aquele gajo tão famoso, então deve ser bom, mas não percebo nada.
A diferença, aparece pouco tempo depois quando o quadro do Picasso nos prende, a atenção e os sentidos, para logo se revelar aos nossos olhos em toda a sua arte, enquanto o texto do outro só me dá a vontade de ir ler outra coisa qualquer.

Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN

14 comentários:

  1. há muito que não o leio...
    e lamento a sorte dos que o tem como prof.

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  2. Julgo que esse senhor pelo conteúdo do que escreve já revela alguma senilidade e
    eventualmente até pode ser precoce, pois não me parece já ter atingido a idade da reforma.

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  3. lol, bem visto e verdadeiríssimo!
    bjs

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  4. O E.P.C. é um daqueles ratinhos de Biblioteca sempre prontos a devorar livros à falta de queijo.
    Conheci-o há muitos anos, ainda o pai, Jacinto, era vivo e aterrorizava as aluna sda Fac Letras de Lisboa.
    Ele, E.P.C., sempre muito redondinho - agora é que emagreceu imenso - voava baixinho por aqueles corredores sempre, mas sempre, com uma caterva de livros entre os braços.
    Para além dessa paixão, cultivou em larga escala outro prazer mais mundano: o gosto exagerado pelas mulheres. em bom português, direi que era um grande putanheiro.

    Intelectual "desde que nasceu", o seu discurso não será, de facto, aberto ao comum dos mortais.
    No entanto, em conversa, é simpático e capaz de conversar como gente normal, embora lhe salte às vezes a tampa, para deixar sair uma citação qualquer a propósito de qualquer assunto.
    Mas sabe o que diz. Garanto.

    Um abraço
    Jorge - O sineiro

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  5. luikki:
    Eu tenho dias em que tento, mas acabo sempre por desistir.
    abraço

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  6. contradições:
    Aquilo que escreve sempre foi assim demasiado ermético para o meu gosto. Quando fala já não é assim tão mau. Penso que não é defeito, já é mal de construção.
    abraço

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  7. Esteva:
    Vejo que também já soifreste a tentar lê-o.
    bjs

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  8. Jorge:
    Eu até já gostei de o ouvir falar, mas quase desespero a ler os seus escritos. O caso nitido de intelectual de esquerda para elites.
    abraço

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  9. Kaos, não é bem sofrimento, é irritação. Acho-o um tipo demasiado livresco para o meu gosto, com demasiadas certezas e tem, no meu entender, um terrível defeito: dá-se bem com toda a gente e dificilmente diz mal de alguém em particular. Veja-se, a título de exemplo, os famosos artigos de balanço sobre o que foi publicado durante o ano: ele lista absolutamente tudo e quando diz que não gosta de alguma coisa eu até penso que o homem está doente... Na, não vou à boa com ele.
    bjs

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  10. Esteva:
    Essas "certezas" de que falas são comuns a quase todos os comentadores (se não fosse assim se calhar não eram chamados para comentar), e isso torna-se muitas vezes irritante. Eu realmente também prefiro mais o estilo "bruto" do Miguel Sousa Tavares que as falinhas mansas do EPC.
    bjs

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  11. O nome Pardo assentava-lhe melhor..., não achas?
    jinhos

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  12. tb:
    Concordo perfeitamente. :)
    bjs

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  13. Disseram-me que a Almôndega Semiótica está com ar de receber guia de marcha para o Além, em breve...

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  14. Arrebenta:
    Não desejo esse mal a quase ninguém e este não é certamente um desses.
    abraço

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