sexta-feira, fevereiro 23, 2007

Zeca Afonso

Há 20 anos partiu um amigo

Amigo
Maior que o pensamento
Por essa estrada amigo vem
Por essa estrada amigo vem
Não percas tempo que o vento
É meu amigo também
Não percas tempo que o vento
É meu amigo também

Em terras
Em todas as fronteiras
Seja bem vindo quem vier por bem
Se alguém houver que não queira
Trá-lo contigo também

Aqueles
Aqueles que ficaram
(Em toda a parte todo o mundo tem)
Em sonhos me visitaram
Traz outro amigo também

23 comentários:

  1. visitante disse, ou23/2/07 02:27

    ... Aqueles, aqueles que ficaram em sonhos me visitaram.

    Traz outro amigo também.

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  2. Amigo, maior que o pensamento...
    Zeca p'ra sempre!
    Bjs

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  3. deste amigo é sempre bom matar saudades.
    beijinho

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  4. Zé Leitão23/2/07 12:25

    Grande Zeca
    ai que saudades, ai ai...

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  5. Bela homenagem a este grande lutador pela liberdade. Nunca é demais recordar gente assim.
    Até já Zeca...
    Um Abraço.

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  6. Visitante:
    Oa amigos nunca são demais para construir um sonho.
    abraço

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  7. Carminda:
    Que venham os amigos por esta ou por outra qualquer estrada. Ainda há Abril para cumprir.
    bjs

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  8. Esteva:
    Estes são os amigos que vale a pena ter para sempre. Estão sempre connosco.
    bjs

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  9. Leitão:
    Outros tempos outras lutas...ou talvez não. Há tanto para mudar.
    abraço

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  10. Outsider:
    Tinha de ser simples que era como ele gostava das coisas. Ele merece tudo poo tudo o que nos deixou.
    abraço

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  11. Henry Pote23/2/07 17:28

    "Admito que a revolução seja uma utopia, mas no meu dia-a-dia procuro comportar-me como se ela fosse tangível. Continuo a pensar que devemos lutar onde exista opressão, seja a que nível for”.
    Assim escreveu o Zeca.
    Os teus amigos jamais te esquecerão!

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  12. Venham mais cinco...
    Escolheste a mesma fotografia que eu.
    Faltam-me palavras para celebrar um Homem que,por si,é um Hino à Liberdade.
    Vê o PEDECABRA e o TIROMANTE.
    Um abraço.

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  13. E há pessoas que deixam saudade e cuja falta se sente e nota. Ele é uma delas.
    Bjinhos

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  14. Vou levar-te a imagem, acho eu. Já sei que posso
    :)
    bigada e beijinho

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  15. sempre!
    e espero não ver, nunca mais, o monstro de boliqueime a fingir que canta "grândola, vila morena"!
    abraço

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  16. "Se alguém houver que não queira
    Trá-lo contigo também."

    Acho que sempre entendi o que Zeca queria dizer, mas nunca fui capaz de aceitar bem estes dois versos. devem ser a minha única discordância com ele.

    ADORO o José Afonso e fiz-me homem a admirá-lo.

    Um abraço.

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  17. Henry:
    Alguém disse que uma utupia só o continua a ser até que se removam os obstáculos que impedem a sua realização. Garnde Zeca
    abraço

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  18. a minha pele:
    Yambém eu não desejei entrar em lugares comuns. A sua poesia diz tudo muito melhor do que eu alguma vez o poderia fazer.
    abraço

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  19. tb:
    Ele pertencia aos imprescendiveis e ainda pertence.
    bjs

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  20. tb:
    Esta imagem não é minha, foi tirada assim direitinha da net (só lhe deu um pouco mais de contraste para ficar melhor no fundo negro).
    bjs

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  21. luikki:
    Também me senti ofendido nesse dia. Uma data triste.
    abraço

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  22. jpg:
    Também eu cresci a ouvir e a admirar a musica e o homem. Quanto a esses dois versos de que falas há outras formas de os ler. Se á alguem nosso amigo é nossa obrigação mostrar-lhe novos caminhos. Seja como for, o Zeca faz-me falta.
    abraço

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  23. Tirado de outro blog27/2/07 19:44

    José Afonso era um defensor da revolução armada, da ditadura do proletariado e dos princípios perigosamente lunáticos da esquerda mais radical, glorificando a acção política violenta em várias das suas canções, nas quais propunha, por exemplo, "atirar aos fascistas de rajada". Empenhou-se no PREC ao ponto de se afastar da vida musical e andou envolvido nas demenciais campanhas de "dinamização cultural" do MFA. Cantou no RALIS na noite do 11 de Março, defendeu as arbitrariedades e ilegalidades da Reforma Agrária, esteve com os pára-quedistas de Tancos no 25 de Novembro, apoiou Otelo Saraiva de Carvalho e os presos terroristas do PRP. Ontem, 20 anos depois da sua morte, os media portugueses não se cansaram de repetir que José Afonso foi "um símbolo da liberdade".

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