sábado, março 31, 2007

E quem manieta o monstro da mentira

"Os portugueses não aceitariam que cortássemos nas pensões e nas despesas de saúde. Numa população crescentemente envelhecida, estas despesas aumentam inevitavelmente. Mas conseguimos moderar o seu crescimento. Em 2006, agarrou-se o monstro. Está a ficar manietado, já não anda à solta".
Teixeira dos Santos fez esta afirmação para se defender de notícias que afirmavam que a despesa pública tinha disparado no ano de 2006.

Vem agora ao Tribunal de Contas acusar os últimos quatro governos de esbanjarem muitos milhões anualmente em gastos nos gabinetes ministeriais, sendo o de Sócrates o mais gastador. Li algures por ai que essa despesa tinha aumentado 65% entre 2003 e 2006 para ver agora o governo dizer que foi reduzida em 14%.

A pergunta que aqui faço é a de saber em quem acreditar. No governo que já nos mostrou mentir quando lhe dá jeito, ou numa comunicação social, presa aos interesses das grandes grupos económicos que a detêm e controla? Provavelmente ambos mentem ou pelo menos fazem leituras transviadas e habilidosas da realidade.

É grave o estado de uma democracia e está em perigo a liberdade quando os cidadãos de um país não podem confiar em quem existe para os informar do que acontece no país e no mundo, nem naquilo que diz quem nos governa.

Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN

30 comentários:

  1. (sssuuuuuuuuppppiiirrooooooo)
    pagamos-lhes os salários para fazerem-nos de parvos :S

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  2. É a chamada democracia do Capitalismo...existem por td o lado...

    Excelente cartaz novamente ;-) O maneta é um monstro a abater!

    Bjos

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  3. A Despesa Corrente passou de 64.567 para 66.323 milhões de euros em 2006, aumentando 1.756 milhões de euros.
    Teve um acréscimo de 2,7%, superior à inflação.
    Ver um excelente post do Pinho Cardâo no Quartarepublica sobre o assunto.

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  4. Mas alguém acreditava que eles iam diminuir as despesas?

    Algum deles veio a público afirmar que prescinderia de alguma regalia, incluindo as reformas chorudas com que saem no fim?

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  5. Henry Pote31/3/07 21:27

    Depois de todo este esbanjamento de dinheiros públicos denunciado pelo Tribnal de Contas, que legitimidade têm estes governantes do "chuchalismo" ultra-direitista para continuarem no poder e a exigirem mais e mais sacrifícios aos portugueses?
    Legitimidade têm todos os espoliados, oprimidos e desempregados para exigirem a expulsão imediata destes perdulários tachistas que estão a conduzir o país para o caos enquanto outros se locupletam com lautos ordenados e indemenizações!
    Com o desemprego a aumentar as empresas a fecharem em cadeia e as receitas do Estado a sofrerem os rombos que se conhecem, o colapso está à porta!

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  6. Kaos!
    Tenha lá calma!
    MENTIR?
    Isso diz-se lá do Sr ministro!...

    Que horror, kaos!

    Às vezes são é esquecidos!
    O que é bem outra coisa!...
    N'acha?
    JL

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  7. Henry Pote31/3/07 22:02

    Peço desculpa pela gralha do meu comentário anterior.
    De facto, onde se lê "indemenizações" deverá ler-se "indemnizações". Assim é que é. Cada macaco no seu galho, pois então!

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  8. Henry Pote31/3/07 22:20

    Cris
    Eu sempre acreditei que iam reduzir as despesas.
    Despedir funcionários, sobrecarregar de trabalho os que ficam, congelar os miseros salários que pagam a professores e funcionários, fechar urgências hospitalares, fechar maternidades, fechar escolas, então não é isso que eles estão a fazer para reduzir despesas?
    Tudo isto dava para rir se não fossem coisas demasiado sérias e que mexem com a vida de todos e de cada um de nós!!!

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  9. ilhéu à deriva31/3/07 22:26

    Mas atão o qué qué feito do terrebil sôr alberto, o indomáble bitcho da madeira?

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  10. é evidente que o tc não mente!
    a tentativa de o describilizar já vem de longe e é semore usada da mesma forma canalha....
    e ainda mais grave que o aumento da despesa pública é o brutal aumento do endividamento do "estado", facto de que esta corja terá de dar explicações muito bem fundamentadas.
    abraço

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  11. resta-me acreditar em ti Kaos.
    mas
    quando o monstro da mentira passar pela minha rua, leva com a minha moca
    de rio maior, ainda está virgem e está louca por experimentar umas mocadas.

    abraço

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  12. Eu já tou farta de dizer que isto já lá não vai com mocas , mocadas nem Tc's...eles mentem com quantos dentes têem nas cloacas que teem em lugar de bocas.

    Como dizia o marado do Jullius Cesar ...quero sangue , sangue.
    Tem que haver sangue se não nada feito. E de preferencia ao DOMINGO
    que é quando se trabalha mais ...(alguns)
    Há que tacar fogo , muito fogo pesado .
    Fiquem bem e pensem na proposta do Jullius...
    Beijão grande

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  13. Fecham: escolas, urgências, maternidades, Saps, congelam os miseros salários dos Funcionários Públicos e ainda assim o estado consegue gastar mais do que em anos anteriores, sobre tudo à conta dos clientes do governo... é caso para dizer: vão para a puta que os pariu !!! seus mentirosos de merda!!! vão lá pedir sacrificios a quem vos fez a orelhas !!!

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  14. henry pote, seu acreditadeiro. O que ainda faz com que isto não tenha estourado de vez é mesmo a capacidade de encaixe que temos. enfim, nada dura para sempre.

    boas interrupções de lavoro para todos

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  15. raposa:
    O pior é que devia haver em quem podessemos acreditar. Assim teremos de confiar no nosso saber e procurar a verdade na vida de quem cá vive. Essa não pode ser escondida.
    abraço

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  16. sulista:
    Isso tem um nome Liberalismo, em que o capitalismo pôe a mascara de democrata enquanto nos suga o sangue. Tão mau e tão perigoso como o outro. Quando se apertar com ele a cara de vampiro aparecerá.
    abraço

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  17. Ruy:
    Pbrigado, vou lá dar uma vista de olhos.
    abraço

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  18. Cris:
    O mais preocupante é a mentira. Claro que não iam baixar a despesa, mas temos de castigar a falta de honestidade tanto do governo como da comunicação social que o apoia ou o ataca.
    bjs

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  19. Henry:
    Só demonstrando isso, passando por cima da Comunicação social vendida, com os seus debates e comentadores. A verdade tem de vira ao decima.
    abraço

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  20. jlf:
    Má memoria tenho eu e não me esqueço das aldrabices que dizem. Que há pior que não podermos acreditar em quem devia estar a trabalhar ( e bem pago) para nós. Eu é que não me esqueço que são uns grandes filhos da mãe
    abraço

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  21. Henry:
    Eu nem reparei nisso e erros devem ser mais que muitos nas respostas que aqui dou. Dedos trocados e distrações acontecem. O importante é que se entanda a mensagem.
    abraço

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  22. A Democracia neste país é há muito tempo uma falácia... o primeiro ministro é burlão?! Falsificador?Mentiroso?!Os jornalistas venderam-se ao sistema e ao governo a censura existe e nós portugueses não vamos fazer nada ? Vamos deixar que esta corja nos domine e nos esprema até à última gota de sangue?

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  23. Henry:
    Eles poupam de um lado, do nosso e gastam do outro o deles. Afinal cada vez há mais amigos, mais compadres e mais gente a comprar.
    abraço

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  24. ilhéu:
    Esse está a preparar inaugurações para a campanha e todo satisfeito que nos vamos esquecendo dele. Esse tem o seu feudo particular, mas não é melhor do que os de cá, só mais burgesso.
    abraço

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  25. luikki:
    Terá? A quem e quando. Até hoje todos fizeram o que desejaram, foram-se embora e ficou tudo na mesma.
    abraço

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  26. adesenhar:
    A mentira passa todos os dias, não pela tua rua, mas por tua casa. Basta ligares a televisão e ela está lá.
    abraço

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  27. Laurentina:
    De uma forma ou de outra há que fazer a mudança e sobretudo rapidamente.
    Com Julius, Brutus ou de qualquer outra forma.
    abraço

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  28. manuel:
    Eles poupam à nossa custa, mas depois gastam a pagar para que essas medidas sejam "vendidas" ao povinho pela comunicação social. Isso também custa dinheiro.
    abraço

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  29. cris:
    Se não paramos de encaixar acabamos por cair. Há que ripostar.
    bjs

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  30. Junior:
    Pelos vistos temos deixado. Está nas mãos de todos nós acabar com isso se houver a vontade para o fazer. A pergunta a fazer é se sabemos o que queremos colocar no lugar deles.
    abraço

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