segunda-feira, dezembro 29, 2008

Prémios Kaos 2008 - Israel e Palestina

Morticia

"A secretária de Estado norte-americana responsabiliza o Hamas pelo fim do cessar-fogo com Israel, no dia em que a aviação hebraica bombardeou a Faixa de Gaza, matando mais de 200 pessoas, em retaliação pelos ataques com “rockets” contra o seu território."

É Natal, tempo de paz e amor, tempo de Israel ser o Pai Natal e uma vez mais, como faz todos os anos por esta altura, bombardear a Faixa de Gaza. Só neste primeiro dia, o número de mortos já ultrapassa os duzentos e os feridos em milhares (onde se podem contar muitas mulheres e crianças), mas deve ser a ira divina a cair sobre os infiéis. Esta administração Bush não podia abandonar o poder sem garantir mais mortes e mais destruição e Israel recusa-se a aceitar que não é com bombas que vai fazer a paz. Jogam-se os interesses dos poderosos e tudo se procura fazer para justificar um ataque, (que até pode ser nuclear), sobre o Irão e a Síria. O Obama. a grande esperança de alguns, daqueles que ainda querem acreditar no Pai Natal, diz-se determinado em voltar a sua raiva e as suas bombas para o Afeganistão, (há que garantir que a produção de heroína se mantêm), mas brevemente vai aproveitar a obra "Bushiana" para, de bases colocadas no Iraque, expandir o negocio das grandes corporações mundiais. Até quando a morte vamos aceitar que o lucro de alguns, (muito poucos) seja feito a custa da morte de mulheres e crianças? Até quando vamos aceitar calados os bombardeamentos e a força bruta contra populações civis e indefesas. Até quando vai continuar esta brutalidade sem sentido. Até quando dar voz àqueles que se venderam ao poder Americano aceitando sacrificar o seu próprio povo? Até quando, as vítimas do genocídio Nazy vão repetir esse genocídio sobre o povo a quem ocuparam as terras? Até quando?

14 comentários:

  1. Os israelitas estão a mais em israel e os portugueses estão a mais no El Andaluz. Do Douro para baixo o território de Maomé está ocupado por infiéis.

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  2. Ói, e pára o baile!Este anónimo é um especialista de alto gabarito do tipo Sarah Palin.

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  3. Aqui não há santos. Diga-se em abono da verdade que nem aqui nem em lado nenhum. A questão israelo-árabe é muito complexa, de difícil análise. O problema em si não foi criado por nenhuma das partes em questão. Uma viu ser-lhe atribuída uns terrenos num dos cantos do Império e a outra viu-lhe um estranho entrar porta dentro.

    Em termos históricos, os Judeus têm tanto direito ao território actual da Faixa de Gaza e cis-Jordânia como os italianos têm à Serra da Estrela. Os árabes, por seu lado, bem podiam ser menos belicosos e aceitar, pelo menos, uma realidade regional, que é o facto de Israel existir como Estado de Direito. Misturando neste caldeirão a Cidade Santa de três religiões, e não há hipótese. Vai haver conflito enquanto houver Jerusalém. O que penso ser suspeito é o timing desta operação israelita. É descrita como uma batalha de aniquilação do Hamas. Bem, se tal fosse verdade, nem viria tão grande mal ao mundo, uma vez que o Hamas até nem é daquelas organizações a quem devamos mostrar muito respeito... O problema permanece nos civis, que originam sentimentos de vingança contra judeus civis, e assim por diante. Mas também me lembro como começou a guerra do Líbano, por causa, alegadamente, de dois soldados israelitas. Civis ou não, Israel nunca definiu, tal como os árabes, qualquer fronteira. É uma guerra que não escolhe alvos.

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  4. Ao Anonimo 1 só lhe posso aconselhar que volte a pegar nos livros de história que anda meio confuso.

    Cirrus:
    Concordo com muito daquilo que dizes, mas há quem não se canse de acirrar odios para manter a guerra e Israel aumentar os limites do seu território. Não podemos esquecer que o Hamas ganhou as eleições na Palestina (contra uma autoridade palestiniana corrupta e vendida, que enriquece alguns enquanto o povo é mantido na miséria. Como acontece no Libano o povo apoia quem lhe constrói hospitais e melhora as condições de vida). Dizem que estes ataques são uma resposta aos roquetes lançados pelo Hamams contra territórios ocupados(zonas ocupadas para fazer faixas de protecção onde depois constroiem colonatos, após o fim do cessar fogo, mas por outri lado dizem que esta operação estava a ser preparada há mais de seis meses. Nem mentir bem sabem nem mostram qualquer consciência ou humanismo. Basta ver as imagens das crianças feridas e mortas para vermos o valor que esta gente dá à vida humana. Depois há ainda este hábito de escolherem sempre esta época de Natal para fazerem estes ataques e esta mortandade. Claro que todos os nossos governos, vendidos como estão, nos vendem a imagem que desejam e nos mentem como sempre fazem
    Um bom 2009 para ti

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  5. Foi precisamente o timing que me fez parecer suspeita a operação.

    Quanto ao facto de o Hamas ser eleito pelo povo, bem, Hitler também foi e isso não fez dele menos perigoso. Pelo contrário.

    Há ideias enraizadas na mente colectiva do ocidente sobre os árabes que não passam de preconceitos, isso admito, até porque conheço razoavelmente bem aquelas gentes. Quando se faz uso desses preconceitos, faz-se bem em pensar nas nossas condições de vida e compará-las com as condições de vida em Gazah ou em Ramallah. Depois, se acharmos que, mesmo assim, devemos tecer os nossos comentários mais ou menos racistas, mais ou menos generalistas, então força! Os árabes não são nenhum bicho de sete cabeças, nem são nenhuns santos. Todos devemos, no entanto, pensar que os árabes também têm filhos e família, embora estejam a ficar sem elas enquanto escrevemos estas linhas.
    Entendo, sinceramente, muitos dos pontos de vista dos israelitas. Sofreram no passado horrores indescritíveis, sofrem ainda hoje pela mão de bombistas suicidas e roquetes que caiem aleatoriamente no seu território. As represálias são assim. Há quanto tempo andamos com represálias para trás e para a frente? Por este andar, ideologicamente, não vejo final para o conflito.

    Por outro lado, todos sabemos quem está por detrás de cada uma das barricadas. De um lado estão os EUA e do outro o Irão. Não é tão simples como isto, mas por agora serve. Todos sabemos que ninguém, do mundo ocidental, dá um tusto pelos "monhés", antes apoiam Israel placidamente, e isto inclui, até, alguns países árabes. Alguém decidiu, como Hitler decidiu contra os judeus há 7 décadas atrás, que um povo não tem o direito de existir. Alguém vai ordenando um genocídio lento, mas organizado desse povo. A dívida para com os judeus é muito grande. Demasiado grande. Agora, serão os palestinianos a pagar a factura.

    Se alguém entrar pelo meu quintal dentro e construir uma casa para morar, pode contar com a minha guerra.

    Até isso acontecer, Bom Ano Novo!

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  6. Pelos vistos a solução final não foi assim tão final......É pena

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  7. O problema de alguns Anónimos é que para alem de não assinarem o que dizem e de so dizerem disparates, nunca se sabe se é sempre a mesma besta a falar ou se sao varias bestas diferentes.

    Quanto à questão em causa: Cirrus, desta vez nao posso concordar contigo. Fico estarrecido de cada vez que ouço este tipo de discurso "todos têm culpa, todos são condenáveis". É verdade que qualquer acto violento é condenável. Mas nao se pode equiparar o sofrimento inflingido por uns rockets semi-artesanais e aquele que se consegue com o mais vanaçado poderio militar do mundo. É como dizer que, atirar uma pedra é tao condenavel como dar um tiro em alguem. É uma questão simples de matemática: quantas pessoas morreram do lado israelita nesta mais recente fase do conflito. E quantas morreram em Gaza? E destas, quantas eram civis, incluindo crianças. Por favor tenham nocao das proporcoes das coisas. Condenem a violência de ambas as partes, sim, mas por favor nao a coloquem ao nivel uma da outra. Por favor nao simplifiquem as coisas com um "todos têm culpa". Sim, todos têm culpa... só que uns têm MUITO MAIS CULPA que outros. Uns inflingem MUITO MAIS SOFRIMENTO que outros. Uns lutam com pedras e rockets, outros com misseis teleguiados e tanques. Todos fornecidos pelo indefectavel aliado, o principal responsavel pelas mortes que continuam a acontecer: os Estados Unidos da Amaerica. Porque nao haja confusão: quem mata os Palestinianos sao armas Americanas nas mãos de soldados Israelitas. Para responder à pergunta do Kaos, "Até quando?", a resposta é relativamente "simples": até os EUA se comportarem com o minimo de decencia e um pingo de isencao, até o lobby judeu nos EUA deixar de determinar a politica esterna Americana, até Israel deixar de ser o 51º Estadao dos EUA... isto é, nunca...

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  8. queria dizer "externa", claro.

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  9. Meu caro, tem uma visão absolutamente alinhada com a minha desta questão. Não quero equiparar o sofrimento do lado palestiniano com o do lado israelita. Quis apenas ser correcto numa questão essencial: a represália leva à represália e daqui não saímos. Não que esta questão seja a mais importante, uma vez que, como diz, enquanto os EUA tiverem a posição que têm, não vai haver fim para o conflito.

    E poder-se-à dizer que há ajudas humanitárias a Gazah, e muito mais coisas. Como se disse da última vez que aqui foi discutido este problema, salvo erro, em Outubro. Primeiro, há que pensar se essa ajuda humanitária não fica retida nas fronteiras com Israel. É óbvio que sim. Segundo, Israel recebe, todos os anos, 300 MIL milhões de dólares do orçamento de estado norte-americano. Não é uma ajuda humanitária, é, como diz, o orçamento para mais um estado dos EUA.

    A questão das pedras e rockets, no entanto, é uma falsa questão. Penso que, neste momento, se os palestinianos tivessem acesso a outro tipo de armas, não hesitariam em usá-las, como fazem os israelitas. O problema está na intenção, não nos meios. No entanto, como os judeus querem praticar o lento genocídio dos palestinianos, e, como os alemães lhes fizeram, escravizá-los enquanto não os matam a todos...

    Para além disto tudo, há questão territorial, uma vez que os palestinianos perderam todas as terras que detinham antes da mudança judaica ao seu suposto berço civilizacional, questão extremamente discutível, uma vez que, historicamente, os hebreus só ocuparam a Palestina por volta de 1100 A.C., tendo de fazer guerra aos então chamados filisteus, precisamente os antepassados dos palestinianos actuais. Quem tem mais direitos? É fazer as contas. Talvez o italianos reclamem Portugal. Afinal, os Romanos também nos ocuparam a seguir a Viriato...

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  10. Caro Cirrus,

    Como sempre tens uma opiniao construtiva e sensata. Concordo com a maior parte do que dizes mas tenho de discordar veementemente dum unico ponto: o teu penultimo paragrafo, que advoga que o que conta é a intenção e que se os Palestinianos tivessem acesso às mesmas armas que os Israelitas fariam o mesmo que eles. Talvez assim seja, é bem provavel. Mas a realidade é que NÃO TÊM e isso tem consequências practicas nao negligenciaveis... É que "querer matar" alguém nao causa tanto sofrimento como MATAR alguém. É que, seja porque razões for, o certo é que dum lado morrem muito mais pessoas que do outro. Que melhor estaria o mundo se, apesar da sua vontade de destruição, Hitler nao tivesse podido (apesar de o desejar) causar o sofrimento que causou. Que melhor estaria o mundo se os EUA tivessem querido lancar bombas atómicas em Hiroshima e Nagasaki mas nao as tivessem. Que melhor estaria o mundo se os EUA tivessem querido dispor de Napalm e todo o tipo de armamento que usaram no Vietname mas nao lhe tivessem acesso. O querer fazer mal é condenável. Mas muito mais condenável é querer fazer mal, dispor dos meios para o fazer, e fazê-lo sem vergonha nem pudor.

    Um abraço

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  11. Sim, concordo. Não há comparação com o sofrimento que Israel pode infligir aos palestinianos com a recíproca. Aliás, parece-me claro que o valor da vida, neste momento da história, para os judeus, é muito baixo, desde que não seja a sua própria.

    Contudo, há que relembrar também os inocentes que morrem em atentados mais ou menos aleatórios. Não falo em civis, pois em Israel não há civis, a não ser as crianças de tenra idade.

    Mesmo assim, esperemos que haja uma qualquer inflexão na política externa americana. Como já afirmei por aqui, não acredito muito, mas há que ter esperança.

    Um Bom Ano!

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  12. Israel é um estado terrorista e já o era antes da sua fundação, semenando bombas por todo o lado. Quem tenha memória que se lembre.
    Israel é um povo que devido ao seu procedimento criminoso e nazi não tem mais o direito de existir. Deveriam deitar-se-lhes em cima tantas bombas de napalm até que não restasse um só sionista vivo.
    Para recapitular a história deste povo maldito que leva a guerra e o desentendimento desde milénios, veja-se aqui;
    http://www.leaopelado.org/exodus.htm
    aqui: http://mais-mentiras.blogspot.com/2008/12/os-novos-nazis.html
    e aqui: http://leaopelado.blogspot.com/2007/03/terrorismo.html
    Na página do primeiro link há links de grande importância para outros autores.

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  13. Israel está a usar bombas de tungsténio, com efeitos não menos maléficos quue o napalm.
    Dizem-nos que 25% dos mortos são civis, mas encobrem que 20% desses são crianças. Alguém acredita que essas crianças assassinadas o tivessem sido por estarem a servir de escudos?

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