«Não vou pedir maioria absoluta», disse Ferreira Leite aos jornalistas, explicando depois esta posição: «Acho que não é preciso pedir-se». «Estar a tentar pressionar os eleitores para resultados que nem sempre correspondem ao desejo dos eleitores não é próprio de uma democracia».
Pressionar os eleitores? Claro que isso nem lhes passa pela cabeça. Só nos pedem que escolhamos que Primeiro-ministro queremos para os próximos quatro anos: O Sócrates ou a Manuela Ferreira Leite com o Paulo Portas às costas. Uma coisa tenho a certeza, se só aparecerem estas duas alternativas de poder os resultados eleitorais não corresponderão mesmo ao meu desejo como eleitor, o que por si não belisca a democracia. O que não é próprio é que só tenhamos para escolher entre dois partidos de “alterne”, entre as duas faces da mesma moeda do sistema. Que transformem o que chamam ciclos de poder em autênticos monociclos de poder.
Pressionar os eleitores? Claro que isso nem lhes passa pela cabeça. Só nos pedem que escolhamos que Primeiro-ministro queremos para os próximos quatro anos: O Sócrates ou a Manuela Ferreira Leite com o Paulo Portas às costas. Uma coisa tenho a certeza, se só aparecerem estas duas alternativas de poder os resultados eleitorais não corresponderão mesmo ao meu desejo como eleitor, o que por si não belisca a democracia. O que não é próprio é que só tenhamos para escolher entre dois partidos de “alterne”, entre as duas faces da mesma moeda do sistema. Que transformem o que chamam ciclos de poder em autênticos monociclos de poder.



5 Opiniões:
Mais depressa se apanha um mentiroso do que um coxo.
O que eles praticam em segredo, será anunciado sobre os "telhados" (na TVI)
e quem disse que a avózinha merece ser escutada?
Pode não merecer mas infelizmente, por incapacidade da esquerda de fornecer uma alternativa de poder, procurando aquilo que os pode unir em vez de vincar o que os divide, é ouvida e corremos o perigo de poder vir a ser Primeiro-ministro deste país.
Pois é a demoscrácia é mesmo isso: quem chega lá acima arrisca-se a ser eleito, mas nós é que os elegemos. E não vale a pena reclamar. Quem não gostar que avance e proponha outra coisa.
Eu é que já estou farto desta lamúria colectiva em que nos tornamos. Já não há pachorra. Metam-se na casa de banho e lavem as vossas feridas, mas tenham algum pudor.
Cá por mim tenho um lema: como não tenho artes para alterar o sistema adapto-me a ele mas não reclamo, tento tirar o que ele tem de bom para me dar. E sou daqueles que teima em votar sempre. Mesmo que seja em branco que é arma poderosa na democracia para que o Zé Ninguem mostrar que está insatisfeito
Eu reclamo porque tenho esse direito mas também proponho alternativas, que não sendo as ideais podem ajudar. Terrível é quando um povo é colocado na situação de escoher entre dois males. Calar nunca
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