quinta-feira, julho 01, 2010

Pós-graduação

vamos todos para a escolinha


O Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES), Mariano Gago, afirmou: «Temos cerca de um milhão de pessoas com diploma de ensino superior. Se estivéssemos ao nível, nesse indicador, dos países mais desenvolvidos da OCDE teríamos dois milhões». Existem «120 mil estudantes de licenciatura contra 62 mil estudantes de pós-graduação». «Do ponto de vista médio é grande o caminho que temos pela frente, o caminho de sermos capazes de atrair estudantes de pós graduação».
As metas recentemente definidas pela União Europeia são de atingir globalmente, em 2020, cerca de 40 por cento da população com o grau de ensino superior, numa faixa etária entre os 30 e os 34 anos.

E se estivéssemos ao nível de Cuba provavelmente teríamos 9 ou 10 milhões, mas isso em nada alteraria que metade dos que temos estejam desempregados ou a trabalhar em call centers ou em caixas de supermercados. Claro que sabemos que com a treta de “Bolonha”, agora um licenciado é quase um analfabeto com a duração dos cursos a passar de 5 para 3 amos. Quem realmente desejar ter um “verdadeiro canudo” tem de seguir para pós-graduação, mas aqui já é mais a doer, …. no bolso. As Propinas numa licenciatura já exigem enormes esforços às famílias, as pós-graduações tornam-se insuportáveis. E tudo para quê? Para ficarem no desemprego ou arranjarem um trabalho precário com o salário mínimo. Bem podem os “Olhos lindos do Sr. Engenheiro” e a União Europeia vir definir metas e objectivos, que enquanto seguirem a politica do empobrecimento e falência da industria, agricultura e pescas, que só cria desemprego e precariedade, não há licenciaturas nem pós-graduações que nos valham.

1 comentário:

  1. Só se trabalha para as estatísticas!
    Com Bolonha, novas oportunidades e Super Oportunidades, Licenciaturas em Saldo, etc. etc... todos seremos um dia Doutores... nem que seja Licenciados em Desemprego,Licenciados em Salários Mínimos, Licenciados em Rendimentos de Inserção... a trabalhar em bares, tascas e a chegar saliva aos selos no correio...

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