terça-feira, novembro 30, 2010

O talhante do nosso futuro

Portugal não foi um ponto da ordem de trabalhos no Ecofin de ontem mas, para tentar afastar quaisquer receios dos seus colegas, o ministro Teixeira´dos Santos prometeu "adoptar reformas no sector da saúde, do mercado de trabalho, do transporte e também no acompanhamento da própria evolução nas contas públicas".
O ministro português das Finanças saiu sem clarificar à imprensa que medidas prometeu em concreto.
Já o comissário Olli Rehn saudou as reformas estruturais em curso em Portugal, adiantando: "Encorajamos as autoridades a intensificar essas reformas" sobretudo no mercado laboral, disse, uma terminologia que vem usando há algum tempo.
in "Económico"


Como se não bastassem as dificuldades que se aproximam, com menores salários, mais impostos e aumento dos preços, com todo o desemprego que alastra, com toda as vidas precárias que já temos já prometem que vão cortar na saúde, nos transportes públicos e nos direitos do trabalho.
Reune-se o Conselho das finanças da União Europeia e as ordens são de carregar nos trabalhadores e nos que menos têm. Crise, todos estão em crise, mas vê-los todos de fatinho a sorrirense na televisão, ver as grandes empresas e os bancos aumentarem os seus lucros beneficiando da crise que eles próprios criaram, sem lhes ser pedida nenhuma responsabilidade nenhum contributo para ajudar, mostra que quem governa não são os tais homens de fatinho e sorridentes, esses não passam de paus mandados da insaciável ganância dos Senhores do capital mundial. Esta é a Europa onde estamos e este o destino que nos oferecem quem nos governa. É isto que queremos para nosso futuro? Acreditam mesmo que não há um outro futuro possivel melhor que este? Eu não.

1 comentário:

  1. Há quem diga que os economistas opinadores nas TV são alarmistas, prestam um mau serviço ao País e
    levam os Portugueses ao desespero!
    Não concordo!
    Estes são verdadeiros, tentam dar a saber a toda a realidade que nos foi escondida até há pouco, e é
    absolutamente necessário termos, talvez um pouco tarde demais, os OLHOS bem abertos!...

    Zé de Aveiro

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