sábado, julho 23, 2011

Ditadura do desemprego


Vem aí um terramoto liberal no mercado de trabalho. O governo aprovou em Conselho de Ministros o diploma que reduz as indemnizações por despedimento: é primeira medida para revolucionar o mercado laboral, um processo que será directamente conduzido pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.
O secretário de Estado do Emprego, Pedro Martins, considera que o desemprego não vai diminuir por via da recuperação económica e o executivo recusa deixar as coisas como estão. Pedro Martins terá mesmo dito que as reformas laborais "avançam com ou sem o acordo da concertação social" e terá informado os líderes sindicais que compreendia a sua oposição, às reformas, na medida em que elas representam uma perda de poder dos sindicatos.

Será esta a famosa "suspensão da democracia" proposta pela Manuela Ferreira leite e agora adoptada pelo Passos Coelho?
Já não basta aquilo a que chamam concertação social ser quase um pró-forma onde os governos, os patrões e a UGT têm feito aprovar todo o tipo de perda de direitos do trabalho para agora já nem se darem a esse trabalho e imporem a sua vontade à força?
Quando o próprio governo considera que o desemprego não vai diminuir por via da recuperação económica que esperança dão para aqueles a quem esta lei é uma condenação ao desemprego eterno.
Esta gente que não consegue colocar-se no lugar de quem sofre a desgraça do desemprego, de quem não tem a capacidade de compreender o sofrimento de quem vê os filhos com fome, não presta. Esta furia liberalizadora sem razão ou justificação não passa de gente mesquinha que não merece qualquer respeito. Não prestam.

2 comentários:

  1. 1 - Ao pé destes Manuela Leite é uma santa de altar.

    2 - Esta gente não vê que não é com baixos salários e perca de direitos que diminui o desemprego e aumenta a produtividade.

    3 - Enquanto tivermos governantes que nos olham como números e não como pessoas, a produtividade não aumenta.

    4 - Liberalizar os despedimentos não vai trazer novos empregos, pelo contrário, os nossos patrões querem o lucro fácil e funcionários descartáveis.

    5 - O maior erro (entre outros) que este governo vai cometer é baixar a TSU e o consequente aumento compensatório do IVA nas taxas mínimas, façam as contas e verifiquem quanto poupam empresas com mais de 500 trabalhadores ou mesmo menos, e depois digam-me onde os preços vai baixar ou as mesmas aumentam os postos de trabalho. É MENTIRA. Ao baixar a TSU o governo permite aos patrões a aquisição de mais uns Ferraris, uns palacetes no Algarve e/ou desvio de verbas para offshores, acreditar que esta gente faz alguma coisa pelo seu Povo, é acreditar no Pai-Natal.

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  2. CASINO ESTORIL
    Collective dismissal of 112 workers at the Casino Estoril
    Under these conditions shall not constitute a scandal and immorality proceed to the destruction of the life expectancy of many people? For more when the average age of women and men fired stands at 49.7 years?
    Unfortunately, news of a more collective dismissal has been made in our country in a situation of triviality, to which the media attribute less importance, thus giving the true hidden human dramas that are always associated with loss the livelihood of a man, a woman or a family.
    But beyond the near silence of the media, what's most striking citizens affected by this scourge is the impassive state who is responsible, through the bodies established for that purpose, monitor and enforce the constitutional and legal imperatives to protect the employment.
    And the most shocking thing is still the State's own participation, either by default or the performance of duties, especially for active complicity in the commission of acts that objectively favor the dismissal of workers.
    We refer, gentlemen of the Republic, the dispassion of organizations such as ACT-Authority for Labour and DGERT (special department of the Ministry of Labor), who asked to enforce the substantive conditions of the dismissal, did nothing by the evidence witnessed.
    I understand, finally, that the operation of games of chance is that the state gives in the form of an administrative contract, a monopoly, to private operators.

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