segunda-feira, novembro 14, 2011

A Grande Farra

Como se a Itália tivesse ganho um campeonato do mundo, milhares de italianos festejam nas ruas a queda do Berlusconi. Caiu um porco, uma personagem abjecta onde se cruzavam, a corrupção, a máfia, a falta de educação e de respeito, os negócios, a justiça, a mentira, a badalhoquice, a porcalhice, e todas as outras coisas que degradam a condição humana. Pediu a demissão depois de fazer aprovar mais um pacote de medidas de austeridade impostas pelo IV Reich. Também na Grécia o Papandeus caiu vitima dos mercados e garantindo mais um pacote imposto pela Europa. Em ambos os casos, a queda destes governantes, bem ou mal eleitos, vai substitui-los por burocratas comprometidos com o sistema económico europeu e que não passaram por qualquer crivo eleitoral.
Vivemos numa Europa construída nas costas dos cidadãos, que sempre lhes negou a possibilidade de manifestarem a sua opinião nos tratados que foi assinando, numa Europa governada pelo par Merkle-Sarkozy è revelia da opinião de todos os outros. Agora vemos que até os governantes dos países começam a ser substituídos por burocratas da confiança dos Senhores da Europa. Já começo a imaginar, quando estas medidas de austeridade mostrarem não funcionar e for necessário pedir mais ajuda e aplicar mais austeridade, que ainda vamos ver um Constâncio ou um Borges a ser nomeado Primeiro-ministro. Onde vai isto parar?

1 comentário:

  1. Como diz um amigo, isto só muda quando o povo bater no fundo e se consciencializar que afinal, andou enganado todos estes anos. É o próprio sistema capitalista que "fabrica" este tipo de "gente", e, ele próprio, ao rejuvenescer-se, manda para a rua, quando lhe convém, estas aberrações.
    Penso que o problema está mesmo em nós, ainda não soubemos, salvo raríssimas excepções, contrariar o sistema como deve ser. Muitos de nós pensam que o capitalismo se destruirá a ele próprio, puro engano, o mesmo renasce sempre das cinzas, exemplos não faltam. O sistema tem de ser mudado por dentro, ou seja, tem de ser com acções de boicote ao dito, por exemplo, cancelamento das nossas contas bancárias, com o respectivo levantamento de todo o dinheiro que lá estivesse, era um bom início, outras haverá com certeza, ou seja, atacá-los por dentro.

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