quinta-feira, abril 19, 2012

Ir a espanha para libertar o gás.


O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, está em Madrid para analisar com o ministro espanhol da Indústria, Energia e Turismo, o dossier da energia. O encontro com José Manuel Soria, marcado para as 17 horas, pretende, analisar «todo o dossier» relativo ao sector da energia. O Governo comprometeu-se a criar condições para o aumento da concorrência no sector do gás, com o objectivo de reduzir o preço, no dia em que de manhã o regulador propôs um aumento das tarifas de 6,9 por cento.


Ainda me lembro quando se falava do Mercado Ibérico da Electricidade e de como isso iria produzir concorrência e a baixa dos preços. Uma concorrência tão útil que o preço da electricidade aumenta exponencialmente. Ou a famosa concorrência na gasolina que não pára de subir. Agora é a vez do gás ser libertado nas mãos dos mercados pelo nosso Super-Álvaro.
Enquanto não se entender que existem bens essenciais, bens que não podem estar sujeito ao livre arbítrio, à ganancia e à avidez, que têm de servir as pessoas e não os mercados esta espiral de loucura só tende a aumentar. Perceber isto é perceber que o discurso do inevitável deixa de o ser para se tornar no discurso do assim não pode ser para a inevitabilidade passar a ser a busca de outras alternativas e a prática de outras soluções.

2 comentários:

  1. A máfia energética já comprou o Rei de Espanha (que se vende por pouco), tem agora também estes usurpadores e mentirolas debaixo do braço, com o embuste da dívida. Por que será que a Repsol, depois de ter adquirido fraudulentamente a YPF (companhia argentina de exploração petrolífera) a destruiu por descapilização, má gestão e endividamento, a ponto de a produção de gás da mesma ter caído para metade. Por isso, foi agora nacionalizada.

    Enquanto isso, estes senhores seguem o rumo seguido pela Argentina antes de 2003, vendendo a nossa segurança energética ao desbarato, a interesses estranheiros cujo único objectivo é a destruição de um concorrente.

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  2. É é curioso como a Espanha, que sob Aznar e Juan Carlos tão alegremente participou no saque da Argentina mas agora se vê, ela própria, na triste condição de vítima de saque, pagando agora o povo espanhol a factura da má gestão da sua economia pelas elites locais da especulação financeira.

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