domingo, junho 03, 2012

O plano individual de recuperação para estudantes...vai trabalhar


Em vez de a escola preparar planos individuais de trabalho para os estudantes que têm demasiadas faltas, o Ministério da Educação e Ciência defende que essas crianças e jovens façam trabalho a favor da comunidade, entre outras iniciativas, anunciou Nuno Crato. Quanto à responsabilização anunciada dos encarregados de educação pela falta de assiduidade dos filhos esta passará pela promoção de uma “forte censura social”. Esta "censura" pode levar "à redução de apoios sociais à família ou à aplicação de multas".

Sou mesmo ingénuo. Vejam lá que pensava que, há uns anos, quando foi anunciado um plano individual de trabalho para os alunos que tivessem dado muitas faltas isso se tratava de tentar fazer o aluno recuperar nos estudos e não aplicar um castigo. Afinal parece que não e este ministro na sua postura de "maior exigência" transforma o estudo em trabalho. Não explicou ainda se vai promover a reintrodução da régua de cinco olhos, a chibata ou o pau de marmeleiro na vertente disciplinar.
Esta gente está-se absolutamente nas tintas para a educação e tudo o que parece desejar é reduzir os custos da escola pública, mesmo que isso a sua qualidade do ensino, e criar mais rapidamente mão de obra barata. Ainda me lembro dos tempos em que o analfabetismo atingia os 70% em Portugal, de mesmo depois de um primeiro esforço de alfabetização da lamuria que o grande problema de Portugal estava na baixa qualificação dos trabalhadores para agora, quando existe a mais qualificada geração de sempre, se mandar os jovens emigrar e se regride nas politicas educativas para modelos que nos relembram os velhos tempos em que saber ler não era para todos.

20 comentários:

  1. Anónimo3/6/12 12:59

    Essa gente é assim,é a sua(deles) natureza.este nuno crato enganou-me mas,nunca mais o vou esquecer como um pulha,um títere,um palhaço ao serviço das bancas.A PQ o P!!!

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  2. Este blog tem muito interesse.
    Vejam também www.anticolonial21.blogspot.com

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  3. Bom dia, Kaos!
    A imagem está magnífica, mais uma vez e concordo com o texto.
    Excepto num aspecto: a abolição do Plano de recuperação para os alunos faltosos será um bem e um alívio para os professsores. Na maior parte das vezes era uma sobrecarga, pois esses planos tinham de ser feitos(pelos professores, mais aflitos com aqueles alunos do que eles próprios!) não só para alunos que tivessem estado doentes, mas à maioria dos faltosos, que ficavam no café da esquina e quando regressavam às aulas esperavam que a escola lhes fizesse "essa papinha". E daí toda a responsabilidade do mais que provável insucesso do aluno era descarregada na escola e nos docentes.
    Ao longo de décadas,por exemplo nos nossos tempos de alunos, um aluno que estivesse doente e/ou tivesse de faltar sempre teve de se "mexer" e pedir emprestados os cadernos aos colegas e procurar, de sua livre iniciativa e sob a atenção dos pais, pôr-se a par das matérias em falta. Nunca foi um grande drama.
    Infelizmente o sistema passou a cada vez facilitar mais a própria responsabilidade e a autonomia do aluno e o Estatuto do Aluno mariadelurdesco ainda em vigor veio ainda com mais força colocar esse ónus na estafa dos professores (mais uma vez desautorizados e sobrecarregados por via dessses "Planos individuais") para conseguir manobrar o sucesso e as suas estatísticas e acabando com a reprovação por faltas e por falta de justificação das faltas.
    Portanto acabar com essas tarefas que só afligiam os professores e raramente os alunos será um bem.
    Já o novo estatuto ainda só anunciado aos bocadinhos para a Comunicação social e com essa ridícula expressão de "censura social" aos pais que ainda não se vislumbra em que consiste (e que ainda por cima, com a questão desses cortes de subsídios insinuar que os que se comportam mal são sempre os mais carenciados...), já esse novo estatuto ainda muito vago mas já com alguns preconceitos inerentes, a ver vamos no que dá. mas parece-me que será muito fogo de artifício para ficar tudo mais ou menos na mesma,com a mesma burocracia e ignorância pelo MEC do que é a realidade concreta das escolas, pois para já as ideias que revelaram em pouco devolvem, como anunciam, a autoridade aos professores.
    Mas concordo que parece só lhes faltar a trazer de volta "a menina de cinco olhos"!
    Não há meio termo nem bom senso e vivemos aos círculos, legislando por modas!
    Beijinhos

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  4. Concordando com a Margarida, há que distinguir faltas justificadas de faltas injustificadas.

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  5. Anónimo3/6/12 13:36

    O Kaos quer a anarquia, o regabofe a palhaçada.......não vales nada Kaos.

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  6. Margarida
    Por o sistema estar errado, por sobrecarregar os professores não quer dizer que a ideia esteja errada. Por outro lado tentar meter tudo no mesmo saco, aluno doente ou aquele que simplesmente falta porque lhe apetece, é redutor (é como dizer que não devia haver subsidio de desemprego porque há quem não queira trabalhar). O sistema tem de ser justo e há que saber olhar para as diferenças e não descartar os direitos e aquilo de bom que existe simplesmente porque o sistema o faz tornar-se injusto para o eliminar.

    Anónimo
    Anarquia, regabofe e palhaçada...que bom...yupiiii.
    Mas felizmente temos gente séria e consciente como tu.

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  7. Este post é demagógico. Diz-se mal, porque sim. Só quem não é professor não compreende a tremenda injustiça do modelo até aqui vigente, em que alunos faltam porque lhes apetece e depois são os professores a arcar com as consequências. Acredito que o modelo agora aprovado venha alterar de forma substancial este estado de coisas... e, ao contrário do que é aqui sugerido, estabelece-se com clareza a distinção entre quem falta de forma perfeitamente justificada, nomeadamente por motivo de doença, e aqueles que faltam porque sim, porque podem fazê-lo não só com impunidade, mas também com alguém inocente a pagar pelos erros dos outros.

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  8. António Ramalho
    Parece que quem não é professor não entende nada de nada. Quando foi do problema da Avaliação dos professores, das greves, das manifestações,(que apoiei e por quem lutei), da traição dos sindicatos tantas vezes ouvi esse argumento. O sistema tem de ter professores suficientes, não sobrecarregar os que existem, para prestar um melhor serviço, mas parece que preferem a forma mais fácil de resolver o problema. Quando se recorre a "castigos" é porque faltam ideias e capacidade de estimulação dos alunos, o mal está no sistema. Mas, é o que temos e pelos vistos também quem devia lutar pela sua melhoria prefere simplesmente escolher a opção mais fácil.

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  9. Kaos:
    O sistema, neste caso o Estatuto do aluno em vigor está errado, sim. Logo porque foi criado por MLR a maior bruxa-carrasca do sistema de Educação Português de sempre, que quando criou este estatuto etava a tentar dar um rebuçado aos pais, pra que se pusessem contra os professores, no "ganhar a população" (perdendo os professores) demagógico que a sinistra clamava. Fez esse estatuto apenas para iludir alunos e criar facilitismos despejando a responsabilidade total do sucesso (geralmente impossível nestes casos) sobre os professores.
    Não meti no mesmo saco os que faltam por doença com os outros: quem o fez foi esse estatuto de MLR, que decidiu que não interessavam as faltas e que era o mesmo uma falta justificada de uma injustificada, pois todas seriam submetidas ao mesmo tratamento.ou seja, ao tal plano individual do aluno. Foi o que aconteceu nas escolas e se tornou um Inferno, não por dar trabalho, pois se o trabalho é justo e produtivo nem cansa muito, mas por causa da desautorização docente (muito lurdesca) que despoletou. Já antes de dessa época, sem estatutos ou leis os professores tratavam de verificar se um aluno que se atrasara nas matérias por motivos alheios à sua vontade se punha a par das mesmas, sem precisar de "Planos" ou papelada burocrática a que os próprios alunos nem ligam, ou bem que crêem que lhes dará acesso imediato à recuperação sem esfoeço próprio.E havia, como disse acima, a muito saudável auto-responsabilização do aluno pelo seu acompanhamento das matérias e presença nas aulas!
    Eu sei que tu, sem seres professor e como pai atento e dedicado que és ,colaboraste em todas as lutas dos docentes dos últimos anos. Mas acredita, de quem está por dentro destas questões, que o abolir desse plano burocrático de recuperação foi um bem para todos(alunos e professores), não só um acabar com trabalho docente.Não é a opção fácil, mas é a justa, pois era uma aberração, era mais uma vez uma desconfiança na capacidade de os professores saberem avaliar se os alunos não sabem porque têm ainda dificuldades a superar ou se não sabem porque não se preocuparam. Garanto-te que muitos alunos gozavam com este sistema, que era para eles deseducativo. Tanto que muitas escolas acabaram por limitar o poder dessa regra do estatuto, um bocado à revelia do mesmo, senão os docentes não fariam outra coisa senão planos e testes de recuperação! Lembro até a caricata explicação de Valter lemos para essa norma: que os alunos que faltavam eram então testados sobre as matérias das aulas... a que haviam faltado!(e Como se uma aula do ensino básico fosse alguma conferência de cátedra´, cortada às postas...)
    E atenção. Não incluo a obrigação de justificar as faltas nos "castigos " aos alunos.
    Isto não é escolher opção fácil, mas acabar com aberrações. O resto do estatuto ainda está vago e por divulgar, as lutas contra tanto disparate têm sido duras, os professores têm sido ignorados mas muitos continuam atentos,porém ao menos que no meio de tanta lei pífia que alguma coisa seja corrigida.

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  10. Quanto ao trabalho comunitário, também não sou de opinião que devesse ser usado para castigar os alunos que faltam às aulas.
    Outra coisa seria para casos de processos disciplinares, como há anos eram usados em muitas escolas(em vez das inúteis e contraproducentes suspensões),bem como a privação de idas a visitas de estudo, nos seus regulamentos internos que depois a centralização e controlo pelo Ministério veio a proibir e substituir por autênticos processos judiciais ( com o ministro David Justino, creio).Certo que o trabalho(tarefas na escola) como castigo podia parecer um contrasenso, mesmo para questões disciplinares, mas obrigava o aluno a estar na escola, a cumprir tarefas que o faziam ver que era preferível comportarem-se bem do que estarem a varrer e a lavar a louça na cantina. A função de psicóloga caseira e educativa das funcionárias auxiliares nessa altura também os ajudava a meditar nas asneiras que haviam feito...

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  11. Kaos
    A comentadora que me precedeu já esgotou a generalidade dos argumentos que eu poderia aqui utilizar. Resta-me, portanto, concordar com ela no essencial.
    Acrescento apenas dois aspectos em relação aos quais a minha opinião muito pessoal não colhe - pelo menos habitualmente - a concordância generalizada:
    1. Sou a favor do princípio da avaliação do desempenho docente, estando inclusivamente receptivo à possibilidade de ser avaliado pelos meus próprios alunos; tal não significa, todavia, que seja favorável ao modelo actualmente vigente, o qual, por não se basear em indicadores objectivos, se presta a injustiças e, concomitantemente, a vassalagens;
    2. Acredito que o comportamento humano se orienta pela mais básica das regras: punições e recompensas. Neste sentido tudo quanto encoraje a responsabilização do ser humano pelos seus próprios actos acaba por se revelar de um grande virtuosismo pedagógico. Quem descasca e corta a fruta aos seus filhos corre o risco de, ao invés de ver retribuído o seu exemplo de generosidade, estar a criar mimalhos egoístas e irresponsáveis que se revelam mais capazes de exigir dos outros do que de si próprios.

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  12. Desculpem meter a colher, não tenho conhecimentos para discutir estes assuntos - tenho a 4ªclasse tirada de noite - mas sempre digo que já faltou mais para o regresso da palmatória, da colocação dos espertos na fila da frente e os "burros" das filas de trás, por os alunos "burros" voltados para a parede com umas orelhas enfiadas na cabeça, etc.. Nem o famigerado Hermano Saraiva, aquando da sua passagem pelo ministério da educação fascista se lembrou de tal. Enfim....

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  13. A.Ribeiro4/6/12 10:18

    ferroadas, para dizeres isso mais vale estares calado, este tema é muito sensivel e está aqui a ser comentado de forma civilizada,é melhor dares meia volta e regressar à escola.

    Agora tu Kaos, não sei donde vens , quem tu és, nem me interessa. Apenas constato que és um demagogo de 1ª apanha. Será que os comentários do Antonio Ramalho e da Margarida Alegria, não te convencem? Porque não admites que nem sempre tens razão?

    Eu digo-te: PORQUE TU SÓ VIVES DO BOTA ABAIXO! "KAOS" É REALMENTE O MELHOR NOME QUE PODIAS TER ESCOLHIDO, EMBORA "DE-MAL-COM-A-VIDA" TAMBÉM NÃO ESTIVESSE MAL!

    Parabéns A.Ramalho e Margarida, pelos vossos comentários, continuem por aqui.

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  14. Mas eu passei procuração a alguém?

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  15. Anónimo4/6/12 14:27

    Pretender que todos são capazes de ser bons alunos, e tornarem-se doutores e engenheiros, é tão pateta como pretender que todos podem jogar à bola como o Cristiano Ronaldo ou o Messi... Nem na União Soviética alguma vez se pensou assim...

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  16. Ramalho: Acreditas na estória da Branca de Neve?

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  17. A. Ribeiro,
    Comentei para dar a minha opinião, como faço aqui amiúde e para esclarecer o que achava que podia ser outro ponto de vista.
    Não o fiz para atacar o caríssmo Kaos a quem muito prezo e respeito!
    Que fique bem claro isso e não seja aproveitado por pessoas a quem tomara ter o poder interventivo deste grande blogger e excelente pessoa!
    Nem para ser aproveitado por outras pessoas que me queiram virar contra ele ou vice-versa, por entre o saltitar em blogs , o saltitar em amizades ou entre copos!
    Abraço,amigo Kaos!

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  18. Anónimo5/6/12 11:11

    Última hora:
    Face Oculta. Juiz do processo manda destruir todas as escutas das conversas entre Armando Vara e José Sócrates

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  19. Near Dental
    Foi precisamente na História da Branca de Neve que fui colher a experiência que 31 anos de ensino não me deu. Como descobriu?

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  20. As crianças e jovens são os primeiros e últimos grandes
    prejudicados pelo desnorte de medidas avulsas, medíocres e sempre dirigidas para uma entidade que não existe isolada: o aluno. O aluno é uma CRIANÇA/JOVEM QUE ANDA NA ESCOLA...
    o "nonsense" é tão absoluto, que arrasta todos os intervenientes na Escola sem que, sequer, se apercebam disso! Aos alunos: crianças e jovens, pede-se a excelência, a compostura, a disciplina e o descernimento que a sociedade não tem! Isso é possível?
    Filipa Gonçalves

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