terça-feira, abril 25, 2006

25 Abril 2006 - As minhas imagens de um dia

Quem viu e ouviu os nossos actuais políticos, seja do governo ou da oposição só pode sentir alguma pena e muito nojo. É triste ver no que estes senhores, que periodicamente se lembram de nos vir pedir o nosso voto, procuram transformar a memória e o significado daquele glorioso dia.

O inquilino de Belém informou-nos que hoje não se celebrava só o 25 de Abril de 1974, mas também o de 1975 e 76 por se terem realizado as primeiras eleições num e aprovado a constituição noutro. Não querendo tirar importância e esses dois factos, a verdade é que, hoje é dia feriado, por se celebrar o 25 de Abril de 1974 e tudo o que ele simboliza. Procurar “dissolver” este facto e este significado noutros acontecimentos é uma forma de lhe retirar a relevância e a importância que realmente teve. A continuar assim ainda nos vai informar que também é o dia de aniversário da mulher do tio do seu primo que é casado com a cunhada do padrinho daquele rapaz que é bombeiro e também irmão do sobrinho do amigo do sogro daquele gajo que tem uma fábrica de aparas no Rego. Haja paciência.

Depois o nosso primeiro-ministro que, após aplaudir o discurso da Múmia de Boliqueime, em lugar de ir ter com o povo que o elegeu que desfilava pela Avenida da Liberdade, abriu a porta da sua residência de S. Bento para receber meia dúzia de coscuvilheiros. Mais parecia uma sopeira a mostrar como tinha a casa muito bem arrumadinha e limpa. Também não se entendeu a ideia de contratar palhaços se afinal ele por lá ia estar, tendo ainda a possibilidade de pedir a outros ministros para estarem presentes. Um gasto desnecessário dos dinheiros públicos.

O pequeno pequeno líder, Marques Mendes, não se viu. Temos de notar que também era difícil.

Quanto ao Ribeiro e Castro nem tenho palavras para o descrever. Vir defender que estávamos também a celebrar o 25 de Novembro é uma ofensa a todos aqueles que contribuíram para a liberdade deste país. Este gajo, que no antigo regime não passaria de um ignorado membro da União Nacional, e que só é alguém na política actual por não haver no seu partido ninguém medianamente capaz, vem armar-se em arauto da liberdade. O povo português bem te elegeu para estares em Bruxelas, mas tu insistes em aparecer por cá. Vai-te embora.

Quero ainda deixar a minha homenagem a todos aqueles que hoje, uma vez mais, desceram a Avenida da Liberdade em nome do 25 de Abril de 1974. Os mais velhos pela perseverança e aos mais novos pela esperança que representam Obrigado a todos.

Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

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