quinta-feira, novembro 23, 2006

Os sprinters e o corredor de fundo

Os protestos dos deficientes que estavam à beira de perder benefícios fiscais em 2007, devido à proposta do Executivo, deu frutos. O Governo cede, mas só em alguns pontos.
Quem decidiu dar ouvidos às queixas dos deficientes foi o grupo parlamentar do PS, que propõe a introdução de um regime transitório nas deduções à colecta dos sujeitos passivos com deficiência. O corte de benefícios, como se previa na proposta de Orçamento do Governo, só estará integralmente em vigor em 2009. Até lá, o corte de benefícios será gradual. Para isso, no ano que vem, apenas será considerado 80% do rendimento dos deficientes, e em 2008 apenas 90%.
In “Agencia Financeira”

Pois é, uma pequena vitória nas eliminatórias para os deficientes, mas a medalha de ouro da vitória na final irá sempre parar aos cofres do governo. Não vou aqui fazer juízos de valor sobre esta medida, já tão criticada por uns e defendida por outros, isso deixo à consciência de cada um.

Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

18 comentários:

  1. Estas 'flores' da Socratada ficam ao preço da chuva e com elas querem tapar os olhos ao pessoal, tentando convencer-nos de que até são uns tipos porreiros e zelosos do bem-estar do povo...
    Cosméticas de merda!
    Ou como diria um velho amigo, 'Merdelhum'...

    Um Xi da Porca

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  2. esta era precisamente uma das facetas mais discutíveis deste orçamento. O facto de terem ocorrido aqui alterações mostra que o famoso "edifício" da teimosia socrática não é afinal tão inflexível como parece...

    especialmente quando lhe falha a razão!

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  3. se a intenção real fosse tirar aos deficientes que mais tem para dar aos que menos tem, estaria certa....
    mas o que vai acontecer é que até 2009 vão tirar a todos...

    mas como o gajo vai sem capacete....

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  4. Como não estou bem por dentro do assunto, naõ comento a medida em si. Mas, tenho a certeza que quem no final das contas ganha, não somos nós...
    Um Abraço.

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  5. Não posso nem devo comentar um assunto que desconheço.
    De qualquer modo, pelo pouco que li, creio que o Governo irá retirar os benefícios na mesma, só que...a prestações. A ser assim, tratar-se-á de uma simples manobra dilatória.
    E já devem ter outra na manga, para que recuperem ali o que aparentemente perdem aqui!

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  6. O objectivo penso que é tirar o máximo quer a deficientes, quer a doentes, quer a qualquer tipo de contribuinte que se possa esmifrar.
    O problema mais difícil para o governo é precisamente tirar aos que menos necessitam.
    Abraço.

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  7. Pois, é como a tarifa da EDP. Este ano é só 6%.
    Bem haja governo por olhar por nós, ah,ah,ah.

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  8. Porca:
    É isso mesmo, dão um choriço mas ficam com o porco

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  9. Rui:
    Bastou uma sondagem menos boa para abrir logo um bocadinho o garrote, mas é mais espectáculo que factos concretos.
    abraço

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  10. luikki:
    Para esta gente ganhar 500 euros já faz de alguém um prevelegiado. Nunca passram por dificuldadese ou nunca pensariam assim.
    abraço

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  11. Outsider:
    Foi exactamente isso que tentei dizer no post. Quem acaba sempre por levar a taça são eles.
    abraço

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  12. jorge:
    Esta gente nunca joga para perder. No minimo isto não passa de um investimento para retirar maiores lucros.
    abraço

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  13. Corcunda:
    Aqueles que nunca terão problemas são os grandes grupos económicos. dai para baixo é sempre a sacar (menos nos que Têm mais e vai aumentando até à pobreza extrema).
    abraço

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  14. Meu bom amigo, adivinhe lá quem é o autor deste excerto, que, no fundo, tanto tem a ver consigo:

    "Em Portugal os mortos são todos bons e os vivos todos maus. A explicação é simples: tudo é escasso, os bens são escassos, logo cada vivo ocupa um lugar a mais, o lugar que poderia ser o meu. A enorme inveja social que domina a vida pública e privada em Portugal é a consequência dessa escassez."

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  15. Ruy:
    A inflação é de 3%, a luz 6% e os ordenados 1,5%. Some-se a isto aumentos de impostos e lá vamos nós ficar mais pobres a cada dia que passa.
    abraço

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  16. anonimo:
    Desculpa lá ter de contrariar mas esse texto não tem nada a ver comigo. Neste caso estás enganado no destinatário. Isso só seris possivel se eu fosse um defensor desta sociedade, acreditasse no neo-liberalismo global em que vivemos e só desejasse que tudo fossem rosas. Mas não, eu acredito numa outra forma de viver e de vivencia em sociedade em que todos possamos viver com dignidade e em que este mundo seja defendido da voraz gula de alguns. Mas isso é outra história.
    Fica bem

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  17. Mas depois aprovam coisas que vão sair dos impostos de todos nós, para entrarem direitinhos nos bolsos de meia dúzia...estas coisas deixam-me fora de mim. o que é bastante difícil!
    bjinhos

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  18. tb:
    A tua boa disposição é o melhor remédio para suportar tudo isto e mesmo assim dizes que te deixam fora de ti. Vê lá como deve ser com mal-humurado como eu.
    bjs

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