quarta-feira, novembro 29, 2006

Salas de chuto

"Salas de chuto", (ICAR), deverão avançar em Lisboa, com duas experiências-piloto, no primeiro trimestre de 2007. A intenção foi ontem aventada pelo vereador da Acção Social da Câmara de Lisboa, Sérgio Lipari Pinto.
Embora existam pequenas variações, as “salas de chuto” de outros países não se limitam a promover o consumo asséptico de estupefacientes. O seu objectivo central é reduzir os riscos associados ao consumo de drogas (como a morte por overdose e a propagação da SIDA e das hepatites), mas também tentam facilitar o acesso a tratamentos de desintoxicação e a outros cuidados de saúde e apoiar a reintegração social dos toxicodependentes. Estes, poderão contar com apoio médico, psicossocial, alimentar, de higiene e receberão informação sobre programas de tratamento.

Normalmente gosto de brincar aqui no meu blog, mas este assunto é sério demais para isso. Espero que estas novas salas provem ser uma boa medida e que ajudem a definitivamente acabar com esse flagelo que são as drogas duras. Já morreu gente demais devido ao seu consumo, e muitas vidas poderão ser poupadas se a ajuda estiver perto daqueles que tiveram a infelicidade de ser apanhados na malha da toxicodependência. Para todos aqueles que são pais, este é certamente um dos seus maiores pesadelos.

Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

18 comentários:

  1. Um assunto sério que tanta infelicidade causa. Só quem vive de perto com os casos sabe avaliar.
    Espero eu também que essa iniciativa seja eficaz apra que as pessoas vão tomando consciência do mal que fazem a si próprios.
    Beijinhos

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  2. Espero bem que estas "salas de chuto" contribuam para um consumo mais seguro e que se possível levem à reabilitação vários toxicodependentes. Este é de facto um verdadeiro flagêlo que afecta a nossa sociedade e nem que seja meramente por razões de saúde já considero as ditas salas uma boa medida. Faço votos para que sejam um sucesso.
    Um Abraço.

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  3. Kaos, estou de acordo contigo.
    So desejo e espero que esses centros funcionem com a máxima qualidade e a ssistência que seja possível num país como o nosso, onde normalmente imitamos MAL os outros.

    nsto, do que não gosto mesmo é do termo consagrado: "Salas de chuto".
    Faz-me lembrar aqueles cubículos em muitos aeroportos onde até eu, fumador, me sinto mal quando lá entro.
    Muita gente menos informada sobre esta iniciativa e as suas instalações, é levada, pelo nome, a pensar que se trata de salas onde se juntam os drogados em grandes "droganços colectivos".
    Claro que não é nada disso!

    Um abraço e parabéns por mais um bom boneco.

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  4. tb:
    É importante que em lugar de se apontar o dedo acusador se procure ajudar esta gente a salvarem as suas vidas.
    bjs

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  5. outsider:
    Conheci alguns casos de pessoas que se perderam nesta vida e por isso sei como é urgente fgazer algo para mudar a situação. Espero relamente que isto venha a dar bons resultados.
    abraço

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  6. Jorge:
    Também não gosto do nome, mas isso não é o mais importante. Salvarem-se vidas e sobretudo tentar que novos consumidores não surjam, isso sim é importantissimo. espero que os resultados venham a mostrar que este é o bom caminho.
    abraço

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  7. o assunto é, realmente, sério e grave...
    mas, como tudo neste rectangulo, as icar nunca cumprirão a sua função....

    a Igreja Católica Apostólica Romana é que não vai gostar do nome das salas....

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  8. aminhapele29/11/06 22:43

    Com este nome ou com qualquer outro,espero que o resultado seja positivo.
    Gostei da seriedade com que abordou a questão.

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  9. Gostava de partilhar algum optimismo quanto às salas de chuto. Mas, estou mal informada. Ainda não percebi como é que um drogado que mora nos Olvivais faz para se dirigir a uma sala de chuto que fica no outro lado da cidade.
    Enfim...

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  10. Concordo com o q dizes. è um excelente começo e não tenho assim tanto pessimismo em relação a esta medida como em relação a outras. Pelos vistos a simples troca de seringas já evitou muitas mortes de SIDA, pelo que ouvi hoje na rádio, e no início tb havia muita gente a duvidar da eficácia da medida.
    Fico, além do mais, muito feliz por não se lembrarem os nossos políticos de fazerem um referendo sobre o assunto. Deviam fazer o mesmo em relação à despenalização da IVG, fora uma série de outros assuntos em relação aos quais todos eles têm apenas e só covardia para legislarem...
    bjs

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  11. De acordo. Esperemos que resulte em Portugal, como resultou noutros países.
    Abraço.

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  12. A Maria José Nogueira Pinto é que apareceu logo a berrar contra, lá do alto do seu puritanismo. Deve gostar mais de ver a cidade invadida por toxicodependentes desgraçados da vida que continua a dar chutos pelas esquinas na maior das promiscuidades e arriscando-se a toda a hora a apanhar SIDA com as seringas infectadas que partilha desesperadamente. Cada vez suporto menos o puritanismo lusitano!

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  13. luikki:
    Se isso vier a acontecer é pena, que, como já morreram amigos meus que estavam "agarrados" gostava mesmo de ver o fim desta calamidade.
    abarço

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  14. aminhapele:
    Este não é um assunto para se brincar e é importante que se resolva.
    abraço

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  15. alien:
    Neste momento vão só abrir duas para testar o modelo. Espero que depois se espalhem pela cidade. de qualquer maneira quero acreditar que os toxicodependentes possam desejar deslocar-se para poderem fazer aquilo que fazem com mais calma e condições. isto espero eu, mas não sei.
    bjs

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  16. Esteva:
    tens toda a razão, mas temos os politicos que temos e há que aproveitar quando estãoa aolhar para o lado e deixam passar algo de bom. A IVG é um direito que não deveria ser nunca negado a ninguém, e se todos nos unirmos desta vez ai vencer o sim. Pelo menos esse é o meu voro.
    bjs

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  17. Corcunda:
    Esperemos
    abraço

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  18. Kaotica:
    Eu já nem ligo a essa gente. É também pelo mesmo motivo que são contra o aborto e outras calamidades que matam imensa gente na nossa sociedade. Puritanas sem qualquer valor
    bjs

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