terça-feira, fevereiro 13, 2007

O doce sabor da vitória

Estes devem ter sido, dos políticos portugueses dois dos que ficaram mais felizes com a vitória do Sim no referendo sobre a IVG. Isto, não só por desejarem o fim dessa lei retrógrada, que humilhava e enviava as mulheres para a cadeia, mas sobretudo porque foi, talvez, a primeira vez que puderam festejar o sabor da vitória em actos eleitorais. Também eu tenho de reconhecer que já estava a ficar cansado de ver o meu voto estar sempre do lado dos perdedores. Sei que isto nada vai alterar de substancial na política portuguesa, e que em 2009 lá estará o meu voto, de novo, a não ser mais que um “voto de oposição” contra os vencedores da noite. De qualquer forma soube bem.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

20 comentários:

  1. Sobretudo é bom sabermos que algo mudou, ainda que seja pouco. E que as barreiras da repressão se vão quebrando mesmo que muito ténue ainda.
    Gostei.
    jinhos

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  2. Podés crer, uma das primeiras coisas que me passou pela cabeça no domingo foi. ena pá, é a primeira vez que "ganho" umas eleições... mas é como dizes, nas próximas volto a votar nos úçtimos, ihih!
    beijinho

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  3. Não podíamos continuar com a mesma lei retrógrada. A ver se isto serve alguma coisa para mexer nas cabeças de maior parte da malta! Saudações tecnotretianas!

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  4. gostaria de os vez ganhar mais vezes e por muito mais...o rectângulo, saíria beneficiado!
    abraço

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  5. Louçã afirmou que os católicos portugueses votaram maioritariamente SIM. Esta, NÃO, pá!...
    Quanto a terem ganho alguns partidos, não faço a mesma leitura e recuso qualquer aproveitamento partidário dos resultados do referendo. Em coerência com o que sempre afirmei - esta era uma votação puramente individual- não posso dar parabéns a partidos, mas sim aos partidários do fim daquela lei obsoleta e abjecta.

    Um abraço.

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  6. O importante é que uma lei que não servia os interesses de ninguém (a não ser de quem ganha dinheiro com o aborto clandestino), pode e vai agora ser mudada.
    Um Abraço.

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  7. Kaos tive de rir nesta parte: " a primeira vez que puderam festejar o sabor da vitória em actos eleitorais." lol
    Beijos
    p.s com o SIM finalmente entramos no sec XXI

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  8. Kaos,
    Considero que foram as mulheres as grandes vencedoras!
    2009 ainda vem longe, mas quero votar para ganhar!

    Independentemente de ganhar ou perder, e ainda cidadão, estou mais interessado em ver outra credibilidade na actividade política e no funcionamento das instituições. Só então fará sentido debater-se liberalismo, socialismo, seja o que for. Questiono-me cada vez mais se a ida às urnas não faz parte de uma peça trágico-cómica, em que também participo como figurante. E esse papel, eu recuso!

    Abraço

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  9. O Louçã ainda vai ter de se confessar junto dos apoiantes católico-anarquistas que o apoiam, a fim de unir as suas preces com as do penso higiénico.
    Um abraço

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  10. tive alguma dificuldade em perceber quem era a pessoa de vermelho: é que parece mesmo a Odete Santos!!!

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  11. tb:
    Era bom que as coisas podessem melhorar mais rápidamente que nós não somos eternos.
    bjs

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  12. Esteva:
    Será destino nosso?
    bjs

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  13. pipinha:
    Duvido muito que isto mude mais do que aquilo que realmente mudou. politicamente estamos mais que parados.
    bjs

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  14. luikki:
    Pior do que estes não fariam certamente e socialmente só poderia melhorar.
    abraço

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  15. Jorge:
    Não falo de partidos no post, mas de vitórias pessoais. Um pouco para mostrar que muitos de nós não estamos na equipa ganhadora há muito tempo.
    abraço

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  16. outsider:
    E já não era sem tempo. Uma das coisas que não desculpo ao Guterres é não ter aprovado isto no parlamento em 98.
    abraço

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  17. Alien:
    Uma triste realidade esta que vivemos até agora e que finalmente acabou e, que finalmente também deu uma vitória eleitoral a estes dois.
    bjs

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  18. Kane:
    Somos realmente figurantes dessa tragico-comédia, mas só mantendo-nos lá podemos alterar o guião. Assim e trabalhando a niovel de participação civica e de defesa daquilo que consideramos ser justo.
    abraço

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  19. Lee:
    O Louça vive na dualidade da insignificante oposição ou da aceitação das regras liberais para se chegar mais ao poder. O ser ou não ser.
    abraço

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  20. different:
    talvez de tão parecidos em ideologia se tenham também tornado parecidos na imagem.
    abraço

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