quinta-feira, julho 26, 2007

A Entrevista do Sócrates

Não vi a entrevista que o Sócrates deu à SIC. Só ouvi comentários sobre a mesma e houve uma afirmação que me chamou a atenção. Parece que disse que há menos "cáries" hoje do que aquelas que havia quando este governo tomou posse. Chamou-me a atenção porque não entendo que raio de entrevista foi esta, em que com tantos problemas graves porque passa este país, tenham encontrado uma forma de falar de cáries. Mais estranho ainda quando, a ser verdadeira a afirmação, tal não se deverá certamente a uma politica governamental. Afinal, embora existam diversos centros de saúde equipados com os mais modernos equipamentos, só existe um dentista no Serviço Nacional de Saúde. Há aqui algo que não bate certo.
Já agora deixo também a nota que afinal, em que parece que ele não prometeu arranjar 150 mil novos empregos durante esta legislatura, mas ia tentar arranjar se fosse possível. Isto demonstra, que parecendo que não é possível isso se deverá a um falhanço da politica deste governo.

Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

8 comentários:

  1. Kaos, o homem depois da "porrada" que o Manuel Alegre deu através do Público tinha que vir à televisão assim como quem não quer a coisa, numa entrevista quase de última hora dizer que o País está bem e tal e tal... como se o pessoal que o estava a ver e ouvir fosse todo estúpido. Eu acho até que ele nem deve saber que não há dentistas no SNS.
    E o mano Costa lá lhe deixou "dourar a pilula" aquilo até parecia uma televisão do Estado.
    Vergonha!
    Bjs

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  2. Vi apenas uma parte da entrevista, presenciei esse delize das cáries e também pensei logo nos dentistas do SNS. Mas esse deslize é apenas a cereja no grande bolo de nojo que foi a entevista! Não vi tudo, a minha televisão corria perigo!

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  3. Caro Kaos: não se perdeu nada por não se ver.
    O homem mentiu. Depois de mentir, continuou.
    Em seguida voltou a mentir.
    Pelo meio mistificou, intimidou, sempre contando com a complacência e o medo dos entrevistadores que o deixaram arengar à vontade.
    Ainda teve tempo para ser o costume:arrogante e malcriado.

    Introduziu uma nova nota no discurso: não soube que a DREN norte tinha feito o que fez, não soube que tinha existido um casting de crianças para uma cerimónia no centro cultural de Belém, não soube as baixas médicas estavam a ser resolvidas da maneira que estavam, não soube de nada, não viu nada, não ouviu nada.

    Um verdadeiro anjo celestial.

    Não detecta medo na sociedade portuguesa,não concorda com Manuel Alegre, ESTÁ TUDO A CORRER BEM, estamos a cumprir o pacto de estabilidade, a prioridade é fazer o tratado europeu, os portugueses compreendem a necessidade das reformas, enfim,a " CASSETE" recitada de cor .

    Parecia o PCP e o Cunhal com a diferença que o Cunhal era a sério e este é só ar.

    33 anos depois do 25 A. 74 considero-me a nível pessoal e colectivo completamente defraudado com este país.

    Isto é o grau zero.

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  4. Henry Pote26/7/07 15:13

    Mas ainda há quem tenha pachorra para ouvir os dislates dessa nefasta figura?

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  5. Do muito pouco que ouvi do blá-blá do costume, não fiquei com dúvidas de que o nosso país (a brincar) está 100% modernizado, não há carências do que quer que seja, não há falta de empregos e todos nós vivemos bem : os nossos conterrâneos que emigram é só porque querem ir passear e repousar num país diferente. E, etc., etc., ....

    Em Portugal só há falta de duas coisas : VERGONHA e DECÊNCIA NA COMUNICAÇÃO SOCIAL.

    Nada mais falta ao povo Lusitano e, a prová-lo, ainda hoje (2007.07.26) os TRÊS canais da nossa paupérrima televisão, abriram o noticiário (horário nobre - deixem-me rir) com a transferência de um jogador de futebol para Espanha !!!
    O mais importante deste triste país é o futebol, porque convém (aos "competentes"(?) políticos) que assim seja ... e é.
    O ex-presidente Sampaio dizia que havia vida para além do défice ... mas parece que não há para além do futebol.

    O país, o povo, são tristes mas, ainda mais triste, é ser governado pela incompetência e informado por uma comunicalção social TÃO DEPENDENTE, DECADENTE E SEM BRILHANTISMO.

    excrente

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  6. Henry Pote26/7/07 21:05

    O país e a Comunicação Social estão a passar por um dos períodos mais nojentos da História recente. Como é possível atribuir doze minutos (contei-os eu, logo na abertura do Telejornal da SIC das 20 horas) a uma assunto tão "transcendente" como essa transferência de um profissional do pontapé na bola?
    Mas há mais. Exactamente à mesma hora, o canal 1 da RTP, transmitia, em canal aberto, um jogo particular, com prejuizo evidente do habitual telejornal.
    Será que já não há noção do ridículo, ou o país perdeu definitivamente o siso neste período tão cinzento e ameaçador das nossas liberdades? Será que querem voltar a amordaçar-nos servindo-se como nos velhos tempos salazarentos do ópio que é essa completa inutilidade futeboleira?
    HAJA VERGONHA!!!!

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  7. Veliberalino27/7/07 22:17

    E na próxima entrevista irá falar de caspa.

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  8. É normal que não haja registo de cáries... a malta anda sem tusto para ir ao dentista. Continua o mesmo cara de pau. Eu não vejo noticiários. Só porque a vê-los ia para o Júlio de Matos a seguir aos primeiros dez minutos. É só lodo...


    Bj

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