quarta-feira, abril 02, 2008

Vai estrear brevemente numa empresa perto de si

Flexigurança

«O ministro do Trabalho e da Solidariedade Social Vieira da Silva sobre as novas regras do Código de Trabalho, falou em três vectores essenciais, designadamente uma diminuição dos contratos precários, uma maior negociação entre patrões e sindicatos, mas também uma maior flexibilização por parte dos trabalhadores. "Precisamos de uma economia mais flexível e essa economia necessita" de mudanças nas relações de trabalho, que devem passar por uma maior "capacidade de adaptação, por exemplo na organização do tempo de trabalho". O titular da pasta do Trabalho explicou ainda que o "terceiro grande objectivo" passa por "diminuir o grau de assimetria, que é excessiva, entre os trabalhadores portugueses". Já os sindicatos têm afirmado que com maior flexibilização haverá mais despedimentos, Vieira da Silva preferiu assim falar em capacidade de adaptação às dimensões do trabalho.»


Aí vem ela, não a flexigurança que sendo má ainda implicaria dar algum apoio aos desempregados, mas simplesmente a flexibilidade. Fala o Ministro de três vectores essenciais. O primeiro, a diminuição dos contratos precários até parece ser bom, mas facilitando o despedimento sem justa causa todos os contratos são precários pois podem terminar em qualquer momento. O segundo não é nada, pois falar numa maior negociação entre patrões e sindicatos, algo que nada significa se depois uma das partes decidir impor em vez de negociar. Uma forma de passar a mão pelo pêlo dos sindicatos, prometendo-lhes protagonismo e poder. O terceiro diz bem o que é, a possibilidade de os patrões passarem a dispor do tempo dos trabalhadores a seu belo prazer. Porque não também uma maior flexibilidade da parte dos patrões para, por exemplo os pais poderem ter tempo para ir buscar os filhos à escola tornando desnecessário a violência de os fechar numa escola 11 horas por dia?
Depois aparece ainda um estranho “Terceiro grande objectivo” (quais são os outros dois?) em que fala de acabar com o grau de assimetria entre os trabalhadores. Como? Vai aumentar os salários a quem ganha menos ou congelar e diminuir a quem ganha mais? Com os patrões que temos a primeira hipótese não parece ser a mais plausível, digo eu. Esta gente já nem esconde que vai haver mais despedimentos e consequentemente mais desempregados. Os pulhas chamam-lhe “adaptação às dimensões do trabalho”, como se isso resolvesse a miséria que o desemprego cria. Esta dimensão pressupõe que trabalhemos mais quando o patrão desejar, para assim poderem mandarem mais gente para a rua. E vai ter de ser na rua que teremos de combater pelo direito ao trabalho e à dignidade, com ou sem os sindicatos. A luta tem de ser nossa, de todos, para que ainda possamos ter um futuro para nós e os nossos filhos.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

3 comentários:

  1. Anónimo2/4/08 18:10

    E o quarto vector é,enfiá-lo pelos cornos abaixo destes filhos da puta vendidos à bandidagem do capital.o jorge coelho vai para administrador da Mota Engil,E não há corrupção?Ah!pois não há,estamos todos(quase) a ver!

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  2. Anónimo2/4/08 20:42

    Com tanto recibo verde flexibilidade deve ser sinónimo de canibalismo.

    O Lord Coelho devia ser enfiado na cadeia, a chave atirada ao rio Douro (é o que leva mais água), e o património devia ser todo nacionalizado (até porque de facto é de todos nós).

    Não passam todos de uns grandes FDP.

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  3. Anónimo2/4/08 23:49

    Porra que o gajo vai favorecido ao máximo, no físico como no carácter, a toda a linda, a costa direita, o olho consertado, desfeit a marreca, o sobrolho aliviado, mais parece um artista, um actor de nomeada, o gajo, e no entanto bem sabemos o manhoso que lá mora, nesse paz d'alma.

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