terça-feira, setembro 23, 2008

A Estratégia da Aranha

A Estratégia da Aranha

«Santana Lopes, Helena Lopes da Costa e Miguel Almeida foram constituídos Arguidos por suspeita de corrupção e falsificação de assinatura, na atribuição de casas municipais em Lisboa Imunidade foi levantada aos deputados Helena Lopes da Costa e Miguel Almeida devendo o mesmo suceder a Santana Lopes na próxima semana.
Os deputados sociais-democratas Helena Lopes da Costa e Miguel Almeida, consideraram que, tanto a existência deste caso como a sua divulgação pública, "só pode ter a ver com o receio" de que Santana Lopes venha a ser de novo candidato à Câmara Municipal de Lisboa.»

Há já algum tempo publiquei aqui vários posts dedicados à “Estratégia da Aranha” e aquilo que se passava na CML. Todos sabemos o que aconteceu, os processos que foram abertos e as acusações feitas. A situação politica e económica chegou a um tal estado que obrigou a eleições para a Câmara e muito contribuiu para o descrédito do PSD e a queda do Marques Mendes.

Estranhei quando surgiram as notícias da possível escolha de Santana Lopes para se recandidatar a Lisboa depois do descalabro que a sua passagem pela autarquia representou. Mais estranhei ainda por a Manuela Ferreira Leite nos querer vender uma imagem de competência, rectidão e sobriedade (um Cavaco de saias). Esta escolha era o reconhecimento de que aceitava tudo e todos para acalmar as discordâncias internas do partido, que não olhava a meios para tentar ganhar a qualquer custo. Um exemplo que até nos pode fazer imaginar que poderia vir a considerar apoiar os Valentins e os Isaltinos das nossas autarquias. O desespero muitas vezes faz destas coisas.
Mas, o caricato desta situação atingiu o ridículo quando os dois deputados constituídos arguidos vêm acusar a justiça de actuar em benefício de alguns e por razões politicas, por recearem a candidatura do Santana Lopes. Se assim fosse este caso seria bem mais grave e pressupunha a corrupção na justiça e a sua total obediência ao poder vigente. Este sim seria um caso gravíssimo. Claro, que neste caso tudo indica que não é mais que uma desculpa esfarrapada de quem foi co-responsável por um dos mais negros períodos da Câmara Municipal de Lisboa.

Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN

5 comentários:

  1. mais arguidos(?!)
    hum...
    muito mau sinal.
    São mais alguns para a bicha das indemnizações e engrossar a fila da tua excelente imagem do post " O preço da Justiça"!
    Lá vai barão (€)
    ou
    estão a entrar no meu bolso,
    mais uma vez.
    FDP

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  2. Neste assunto é melhor não haver precipitações.

    Santana Lopes talvez não seja nenhum santo.

    Mas desde que o José de Sousa tomou o poder, verifica-se que certas notícias aparecem nos jornais nos momentos mais oportunos.

    E prefiro não falar da oportunidade da investigação criminal, exactamente aquela que o José de Sousa procurou regular (ex vi legis e não só), com os resultados que se conhecem... e os mais que se conhecerão...

    Só que ele - espero eu - não vai ficar 40 anos no poder, e há uns casos por aí, se não prescreverem até lá, à semelhança dos que prescreveram...

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  3. De qualquer forma, não deixa de ser estranho que o caso tenha vindo ao de cima assim que se abriu a possibilidade do regresso do inDesejado á CML! Começo a acreditar no Santana vítima: gentes do PS com D ou sem D trataram logo de ir á cartola.
    Pobre Santana!
    Um abraço sem piedade e sem ilusões

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  4. No tempo dos da «esquerda» foram atribuídas casas em Lisboa pelo município a – entre outros – Baptistas-Bastos e ao Mário Cesariny, tudo gente notoriamente de poucas posses. Aliás o cabrão do Baptista até teve a lata de dizer que era um pobrezinho para chular a sua casita.
    Querem ver que ainda vamos concluir que o Sempre em festa do Santana ainda foi o que deu menos casitas aos amigos?

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