sexta-feira, novembro 21, 2008

Já só há meia Sinistra

meia Ministra

A Sinistra Ministra veio hoje informar que muitas das parvoíces que existem na avaliação dos professores ia ser retirada. A pouco e pouco vai descascando a avaliação e de tanto se baixar já se lhe começam a ver as cuecas, o que não abona muito em favor da sua dignidade. Já todos entenderam só poderia manter alguma demitindo-se aceitando que este processo de avaliação um nado morto. Já só existe meia avaliação e outro tanto de Ministra. Poupe na agonia e demita-se.
Mais estranho é que esta procura em acabar com a contestação dos professores passe sempre pela avaliação, quando o principal problema não está aí, mas sim no Estatuto da Carreira Docente e na divisão arbitrária dos professores em Titulares e não titulares. Pensar que os problemas podem ser resolvidos sem resolver este é pensar que se pode matar a “Hidra” sem lhe cortar a cabeça.

7 comentários:

  1. sarcástico21/11/08 18:14

    A apresentação das medidas feita ontem à imprensa foi mais uma operação com vista ao "vamos tentar garantir a maioria absoluta para as próximas eleições".
    1)- só é avaliado quem quer(???), penso que os profissionais sérios nunca disseram não querer ser avaliados, mas acontece que a tónica da avaliação incide no despacho das quotas de "bom" e "excelente" determinadas pelo ministério das finanças, agora se entende um dos motivos que terá levado o ministro a ser "galardoado" pelo Financial Times...é tão polivalente que até percebe de educação...
    2)- ficou por dizer que credibilidade tem um experiente orientador de estágios poder, de acordo com a lei, vir a ser avaliado pelo seu ex-estagiário ou que lógica tem um docente com doutoramento ser avaliado por um colega com licenciatura.
    A situação criada no ponto anterior, provém da forma como se criou o acesso a titular - foi contagem de pontos por se ter coordenado as actividades lúdicas da escola ou por se ter sido director de turma nos últimos 7 anos, etc... outras tarefas que exigiram muito empenho científico e pedagógico ficaram esquecidas se já passadas do prazo de validade.
    Não defendendo lançamento de ovos por motivos de civilidade, parece ter esta estratégia alcançado alguns (tímidos) resultados com alterações ao estatuto do aluno: e esta, hein? Como afirma uma amiga, a palavra de ordem passou a ser: "o ovo é quem mais ordena", tempos pós-modernaços é o que é.

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  2. Esta senhora, por acaso não terá uma cápsulazita de cianeto, nem nada?...
    Nem uma luger p08, para enfiar um balázio na tola?...
    Os oficiais da Gestapo, tinham...

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  3. Kaos

    A alucinada vai descascando, vai tirando que brevemente o diploma só tem o regime tranitório e a assinatura dela.

    Bjs

    Isabel

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  4. E eu, per caso, tamém vi isto, ali no Porto, e achei bem, do que melhor já se viu:

    “Educação: o busílis da questão”, http://servir-o-porto.blogspot.com

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  5. A Mim Me Parece22/11/08 01:11

    Esta hidra tem pelo menos três sinistras cabeças: a da Lourdes, a do Walter e a do Pedreira.

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  6. Estou contra o medelo de avaliação criado para os professores, não por serem professores, mas porque não concordo, pronto. Estou contra o modelo de Estatuto de Carreira Docente, não por serem professores, mas porque sou contra, pronto.

    O que eu não entendo é porque é que os professores, aquando da aplicação de leis similares ao resto dos trabalhadores da Administração Pública, não vieram para a rua. Os funcionários públicos deste país, dos quais não faço parte, há já muito tempo estão a ser avaliados e têm reestruturações nas suas carreiras muito similares às que foram impostas aos professores. Vamos protestar contra esta situação? Obviamente, mas protestemos contra todas as situações. O Muito Bom ou o Excelente já são dados por quotas há algum tempo, e a solução fácil para todos foi dar Bom a toda a gente, atrasando assim aqueles que são muito bons ou excelentes dois anos na progressão da carreira. Algum funcionário público percebe a sua avaliação? Não. Quem os avalia? Os chefes. Porquê? por que se entende que os funcionários não têm capacidade de julgamento suficiente para avaliarem pares. Os professores, à primeira vista, são pessoas de excelente julgamento, grndes carácteres, que não estão sujeitos a invejas e tricas mesquinhas contra os seus pares. Parto deste princípio porque são pedagogos, conceito que impede que sejam maus avaliadores. Caso contrário, demitam-se, pois são responsáveis pela educação dos filhos dos outros, ou parte dela. Não posso entender as reservas que têm em ser avaliados pelos pares.
    De modo sucinto: só acordaram agora? Ou com o mal dos outros podem bem? Não estamops todos mal neste país? Não devemos combater juntos? Não devemos combater a incompetência? Não há professores incompetentes? Como se vão distinguir sem avaliação?

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