quinta-feira, março 26, 2009

Complicadas convivências

Esquerda na europa

Vêm aí eleições e eu que quero, e vou certamente votar à esquerda, continuo com uma dúvida. Como é possível governar, como é possível a um partido chamado comunista ou a um gerado na extrema-esquerda, aplicarem as suas politicas económicas num ambiente capitalista e neo-liberal como é a união europeia. A ideia de desejarem uma outra Europa pode ser muito correcta, mas certamente não esperam que aconteça tudo ao mesmo tempo e, como certamente sabem, Portugal pesa pouco na definição das políticas europeias. A Europa que existe é esta, a de marionetas com cara de cherne, dos Sarkozys, dos Berlusconis sem esquecer a do Euro. Será possível aplicar o socialismo num terreno profundamente capitalista? Como será possível a convivência sem ruptura? Desejada ou não, essa ruptura perece-me inevitável e, se não formos nós a sair muito provavelmente são eles que nos põem fora.

17 comentários:

  1. Pois é!

    Palavras e mais palavras.

    Enquanto alguns se sentam à mesa à espera que lhe sirvam o almoço, com as televisões sempre por perto, a passar a imagem deles como grandes políticos, outros trabalham no duro, em regra esquecidos, deturpados, ironizados e até hostilizados por essas mesmas televisões.

    Mas quem trabalha deixa registo, assim como quem quase não o faz.

    PCP 2 deputados 13 relatórios 1398 intervenções 671 perguntas

    BE 1 deputado, 1 relatório, 41 intervenções e 13 perguntas

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  2. Muito bem dito.
    E gostava de ver isso acontecer. Por mim vou também votar à esquerda a ver o que isto dá.

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  3. Partilho as duvidas, e a decisão. Espero que encontrem rapidamente aliados nessa Europa pois só assim isto pode mudar e não se esqueçam que eles estão unidos como unha com carne e organizados no club Bilderberg e demais organizações.

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  4. Também não vejo a forma se for a esquerda (PCP ou BE) a ganhar as eleições em Portugal como vai ser a nossa postura na Europa.

    Eis possíveis cenários:

    1-Colocam-nos um par de patins e RUA.

    2-Vamos ser nós a sair de livre vontade.

    3-Nem uma coisa nem outra, os ditos partidos convertem-se ao capitalismo e fica tudo como está.

    4-Vamos ser tão "importantes" que serão os restantes países da UE a seguir-nos as pisadas e passados dois/três anos toda a Europa será comunista.

    5-opinem vocês.....

    Na minha modesta opinião só a opção (2) é a correcta.

    Abraço

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  5. Eu vou anular o meu voto!
    Votar para quê?

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  6. joão pires26/3/09 18:49

    -Em reforço do que disse BG.

    "Deputados no Parlamento Europeu - explicando-me melhor
    Porque podem ter surgido dúvidas na leitura do meu "post" abaixo, venho (tentar) tornar tudo mais claro:

    Agrupando por partidos (ou coligações) e mandatos, com os 12 mandatos que o PS obteve nas eleições de 2004, que foram cumpridos por 14 candidatos nas suas listas (por substituição de António Costa por Hasse Ferreira e de Fausto Correia por Armando França) foram feitos, na legislatura de 5 anos (e até agora) 37 relatórios, 1667 intervenções e 501 perguntas; com os 7 mandatos que o PSD obteve foram feitos 37 relatórios, 637 intervenções e 100 perguntas; com os 2 mandatos que a CDU obteve, cumpridos por 3 candidatos nas suas listas (por minha substituição por Pedro Guerreiro, mas contando apenas como um mandato para a legislatura porque nunca estivemos em deputado ao mesmo tempo), foram feitos 13 relatórios, 1398 intervenções e 671 perguntas; com os 2 mandatos obtidos pelo CDS-PP foram feitos 3 relatórios, 891 intervenções e 382 perguntas; o mandato do Bloco fez 1 relatório, 41 intervenções e 13 perguntas.
    Em quadro, pode ver-se que a CDU, com apenas dois mandatos, fez mais intervenções no plenário que o PSD, com sete, e teria feito mais que o PS se não contassem as vezes que os seus vice-presidentes (primeiro António Costa e, depois, Manuel dos Santos) falaram na condução das sessões como intervenções, e fez quase sete vezes mais perguntas que o PSD e mais que o PS:

    Depois, para que seja directamente comparável, há que dividir as "prestações" pelos mandatos obtidos, e é daí que resulta o quadro por mandatos, em que a vantagem dos que estiveram e estão no PE eleitos nas listas da CDU é absolutamente esmagadora:

    E não se argumente com a maior facilidade de intervenção ou de ter relatórios (sobre perguntas nem se pode pôr a questão) por se fazer parte de um grupo mais pequeno pois os tempos são partilhados proporcionalmente ao número de deputados de cada grupo e os relatórios distribuídos por forma a que o peso de deputados dos grupos é muito condicionador e determina pontos que funcionam como quotas. Só com muito trabalho é que se lá vai...
    Se a estes dados estatísticos se somasse a actividade no País haveria que perguntar se, sendo cada voto é igual a cada voto, aqueles que elegem os que mais trabalham não se sentem mais (e melhor!) representados."
    A Luta Continua

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  7. joão pires26/3/09 18:53

    Desculpem mas esqueci de informar que o texto sobre os Eurodeputados é da autoria de Sérgio Ribeiro e se encontra no Blog O anónimo do sec xxi
    de onde o tirei sem autorização do Autor A quem peço desculpas pelo atrevimento mas valores mais altos se levantam.

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  8. Meus amigos enquanto continuarmos a contabilizar trabalho feito pelos vários partidos,como se uma liguilha se tratasse não vamos lá.
    Portugal precisa de união e não de sectarismos à esquerda.
    Nós não somos numeros somos cidadãos que merecemos viver com dignidade.
    Esta camarilha da uníão europeia já mostrou que isto não resulta.
    Vamos unir esforços para correr com esta cambada e acabar com a "mama". Deixemo-nos de clubismos!!

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  9. Ah, sim, então já não há diferença entre quem trabalha e quem não trabalha, tudo em nome da unidade, claro.

    Olha, por acaso, as televisões nem costumam pensar assim:

    Em regra trazem ao colo quem nada ou muito pouco trabalha e lixam quem se esforça no duro para melhorar as coisas e evitar que se tornem ainda piores.

    Dizem que o amor é cego. Na política convém ter os olhos muito bem abertos.

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  10. BG:

    Deixemo-nos de ódios de estimação.
    O culto da personalidade deve ser irradicado da política.
    Quem vai para um cargo eleito pelo povo devia ter mais repeito pelos cidadãos que nele votou.
    O que se verifica em TODOS os partidos é uma cópia dos antigos deputados da AN.
    Em todos os quadrantes politicos há a cunha, o culto da personalidade e o clubismo.
    Até na net quem não é de certa "cõr" é escurraçado de blogs colectivos, para que se possam gladiar internamente numa autentica fogueira das vaidades.
    Como queres que haja unidade em Portugal?
    Será que se não pensarmos de acordo com a "cartilha" não temos direito à indignação?
    Já agora o trabalho é em todas as frentes e todos dias, não se traduz sómente em estatisticas.
    Um abraço

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  11. Mariazinha!

    Essa é uma resposta que se destina a responder a coisa alguma. Por isso se refugia em generalidades para fugir à questão concreta que levantei.

    No caso concreto, as estatísticas são o espelho de trabalho realizado.

    Que não reflectem todo o trabalho realizado pelos 2 deputados do PCP. incensáveis a calcorrear o pais.

    Eu sei, porque já organizei iniciativas em que estiveram.

    Também já organizei iniciativas em que esteve o MP, fique tranquila. E aí fiquei chocado quando o ouvi a assumir a história da carochinha que é a estorieta oficial sobre a a criação da CEE.

    A discussão pode prolongar-se eternamente, que isso em nada alterará a realidade dos factos, espelhado no foi tornado público na passado fim de semana.

    Um abraço para si também

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  12. Caro BG estou tranquilissima.

    Só não posso aceitar é sectarismos e quanto às generalidades,pois assim seja!
    Sabe que há conversas que por mais que nos esforcemos mais parecem monologos...

    Viva o poder popular!

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  13. Olá, o Kaos não se deve importar...

    Desconheço onde há sectarismo no dizer a verdade dos factos.

    Mas uma coisa é a realidade, outra é querer vê-la.

    Enfim, evidentemente, querendo fechar os olhos ou adoçar certas realidades não é um caminho que não sei onde leva, mas à unidade não é, concerteza.

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  14. joão pires27/3/09 19:32

    -É velho como o Mundo o cinismo e a hipocrisia de certa gente. Quando confrontados com o concreto e irrefutável refugiam-se no discurso da ambiguidade e do charlatanismo no preconceito...o que este género de gente não sabe ou não quer saber; lá saberem, porquê! - não enganam ninguém durante muito tempo.
    Tudo isto é muito antigo e já por diversas vezes foi desmascarado.
    -É o discurso que AC, chamou e com toda a justiça de "Radicalismo
    Pequeno Burguês de Fachada Socialista"

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  15. nem mais, e esta apologia da resignação é justamente o que favorece a direita.
    Um tipo tosco ou um neo-pide de fachada xuxa.

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  16. É muito fácil seguir lideres e acreditar em ideias feitas. Mais difícil é olhar e ver. Para mim um discurso tem de ser coerente.

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  17. joão pires1/4/09 19:37

    "Mais difícil é olhar e ver. Para mim um discurso tem de ser coerente."
    -Eu não diria mais; nem melhor!

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