domingo, maio 30, 2010

Mais um Passeio pela Avenida

cgtp

E pronto, lá fui eu passear-me pela Avenida, chamada de Liberdade, para lutar contra a injustiça social que se vive no país e pelo infame ataque aos mais fracos e desprotegidos que está a ser feito em nome da crise. Ingenuamente quis acreditar que hoje pudesse ser diferente, que fosse uma manifestação de todos contra estas políticas, e não mais um desfile da CGTP que acabou em lindos discursos arrematados pelo obrigatório Hino da Internacional (que erradamente confundi com o Nacional). Fui e não gostei porque se gritou mais CGTP, CGTP que palavras contra o governo. A palavra capitalismo parece que se tornou tabu, a participação dos não alinhados, dos que dizem coisas diferentes, como a palavra "capitalismo", são rodeados pelos "stuarts" da manifestação e forçados a desfilar no passeio. De Greve Geral não se falou e ficou em aberto a possibilidade de todas as formas de luta permitidas pela Constituição (como se na véspera da Manifestação já não o fossem). Não se sabe para quando, como se não fosse agora a hora de as fazer. Não se sabe quais, como se não fosse a hora de serem todas começando pela Greve Geral. Uma jornada que devia ter sido de luta e foi simplesmente mais uma de propaganda. Fui, porque todos nunca seremos demais para acabar com a injustiça e a miséria, voltarei a ir porque pouco é melhor que nada, mas acredito que é preciso fazer muito mais. Aliás, passeios destes já acontecem há muitos anos e os trabalhadores continuam a ver os seus direitos e poder de compra cada vez mais reduzidos.

10 comentários:

  1. A diferença entre o à e o há!

    Aliás, passeios destes já acontecem à muitos anos e os trabalhadores continuam a ver os seus direitos e poder de compra cada vez mais reduzidos.

    O Kaos ou quem por ele escreve é uma pessoa inteligente. Por isso deixo aqui um exercício a ver se aprende a escrever correctamente. Até lá bons posts.

    Exercício 1
    Andar __ volta com um assunto não resolve nada. __ formas melhores de se viver a vida. ___ que saber não pensar demasiado, ir ___ fonte do problema e resolvê-lo. Por vezes a solução é simples (____ sempre uma solução para tudo) e quando a encontramos dizemos: ___, como é que eu não me lembrei disso antes!

    ResponderEliminar
  2. Caro amigo
    Também lá estivemos. Aquilo que escreve foi também o nosso sentimento. Permita-nos a transcrição;

    ESTADO do SITIO
    Lá por fora, uns, entre outras coisas, continuam os esforços para garantirem o futuro.
    Sá Couto e grupo Lena agradecem os esforços do "accionista".
    Vamos ver se desta vez, Chavez não vai falhar.
    Cá por dentro, voltámos a ter um afloramento contestativo em versão "soft".
    Pensamos que era exigível um pouco mais de "força" daquelas quase 300 mil pessoas.
    Não vimos frases agressivas, atitudes provocatórias, gritos de inconformidade, nem sequer um gesto hostil na proximidade da casa do visado.
    Nem sentimos a garra ou a raiva que já são por demais justificadas.
    O peso da multidão contrastou com a passividade da mesma.
    Confirmou-se. Continuamos num estado de sonolência incapaz de incomodar, quem por outro lado continua bem desperto a tratar da sua "vidinha".
    Enquanto uns dormem outros absorvem.

    Entretanto continuamos a ler e ouvir opiniões.
    Devo dizer que não gostei da intervenção de Hernâni Lopes no programa Plano Inclinado. Sabemos que a problemática da macro economia não é susceptível de debate num programa televisivo de 50 minutos. Assim sendo as frases ou as posturas assumidas originam interpretações que por vezes nem correspondem aquilo que os intervenientes gostariam que fosse entendido. Mas é.
    Não se pode pretender agora, que alguns aspectos do modelo seguido há quase 20 anos, sejam possíveis de serem replicados, para se tentar resolver a situação do País no momento actual.
    Fiquei com a ideia que Hernâni Lopes acha essencial um acordo PS / PSD e que isso será a chave para a resolução do problema. Mas ..... olhe que não! olhe que não.
    Henrique Medina Carreira, complementou ou invocou algumas situações que sempre terão de ser tidas em conta para a possibilidade de o País inverter esta marcha suicida em que se encontra. E aí, nós estamos de acordo.

    Vamos ver se conseguimos ser explícitos e objectivos:
    1º O País nunca conseguirá encontrar a solução adequada, enquanto persistir a actual classe politica e o Sistema que a sustenta. Não adiantam acordos ou coligações. O sistema apodreceu e precisa de ser desmantelado.
    2º Ninguém de bom senso pode concordar que na situação actual as medidas que levam ao agravamento de impostos e restrições a "granel", conduzam ao aumento da nossa credibilidade externa ou a uma redução significativa das nossas responsabilidades de pagamento.
    Estas medidas de curto prazo e curta visão, irão mesmo dificultar o crescimento do tecido económico de base.
    3º O País nunca conseguirá atingir níveis de desenvolvimento adequados, enquanto se mantiverem as actuais estruturas judiciais.
    4º Ou enquanto o sistema democrático que invocamos mas que não temos, continuar a estar baseado em leis, especial e ardilosamente preparadas para perpetuarem no poder as actuais estruturas politicas dominantes. Com isto fomentou-se e permite-se a corrupção, o compadrio e a isenção de responsabilidades politicas ou judiciais.
    Assim sendo, não há solução para o País.

    O direito básico que terá de assistir ao Povo é o de poder ELEGER ou DEMITIR quem exerce funções politicas.
    Enquanto isto não for possível, não teremos Democracia nem País.
    Estaremos condenados a ver os primeiro ministros a preocuparem-se mais com interesses privados e particulares do que com a governação cuidada do património do Estado.
    É lhes permitido governar mal, utilizar o património do Estado em beneficio próprio, fazerem as leis que lhes garantem impunidade, escolherem e nomearem quem lhes interessa para os lugares que lhes convêm. Isto é, fazerem o que querem sem que tenhamos possibilidade de lhes exigir responsabilidades.
    Acha isto admissível ?
    Gostaria de se revoltar já, ou prefere ainda esperar mais um pouco para ver o que é que Passos Coelho irá fazer ?

    ResponderEliminar
  3. "(...)em lindos discursos arrematados pelo obrigatório Hino Nacional."

    Se é obrigatório, falharam, porque ninguém cantou hino nacional nenhum.
    Foram cantados o hino da CGTP-IN e A internacional.

    Equívoco sem maldade certamente, presumo eu...

    ResponderEliminar
  4. A chegada do Kaos ao local desmobilizou os manifestantes e "a coisa" já não teve a força que podia ter tido.

    ResponderEliminar
  5. Duvido que lá tenha estado pois assim não teria feito um post a diminuir uma manifestação com uma força tão intensa nem teria dito que ouviu o Hino Nacional, que não passou.

    ResponderEliminar
  6. Pergunte-se então quais os objectivos do Kaos e o que é que o move para vir com estas diatribes? É que os cabecilhas da CGTP que lá estavam na manifestação são apoiantes dos tipos de 1975 que o Kaos também apoia. O que é que o diferencia deles? Deve ser falta de tacho...

    ResponderEliminar
  7. É realmente há com H. É o mal de fazer posts pela noite dentro e sem tempo para grandes revisões.
    Peço desculpa se não foi o Hino Nacional mas sim a Internacional que se ouviram mas nessa altura já estava tão chateado com aquilo tudo que tudo me parecia igual.
    Quantos ao que apoio é assunto meu e que aqui digo como e quando quero. Felizmente não necessito de tachos nem nunca os procurei. Sempre prezei muito a minha liberdade e nunca me vendi. Sou desalinhado das maiorias e das disciplinas partidárias porque acredito que todos podemos e devemos pensar pelas nossas cabeças. O que se passou na Avenida foi mais uma manifestação da CGTP como tantas outras nestes últimos anos. Não é assim que vão derrotar o PEC e a destruição dos direitos dos trabalhadores. É hora de lutar e não de fazer propaganda. Infelizmente, muitos ainda continuam presos aos velhos conceitos e modelos. É pena

    ResponderEliminar
  8. Caro
    Kaos, ontem tive de de me deslocar à capital (não a do Marx, a cá do quintal), e quando saía da Estação Central dita do Rossio, apanhei com aquele desfile duns fulanos com aquelas estranhas cornetas, ao que parece, chamadas de "vuvuselas" ou coisa parecida, e fiquei com a impressão que a noite do 12 para 13 de Junho tinha chegado mais cedo, só faltaram as sardinhas assadas, os marchantes se calhar até são os mesmos.
    Pois é, aquilo nao passaou duma marcha folclórica como outra qualquer, só que ao invés de representar os mui dignos bairros de Lisboa, representam os interesses não dos patós que lá desfilaram, mas dos produtores que promoveram aquele circo.
    Em 1º Lugar, há que perceber uma coisa, se o motivo foi o PEC I e os PEC'S que se irão seguir, estão enganados no número da porta, quem manda não é o Sr. Sócrates, são os barões de Bruxelas e os seus patrões os homens do capital, e esses estão-se a cagar para os patós dos "tugas", quando lhes apetecer, mandam novos PEC's e os pacóvios do costume pagam e não bufam, depois, acho estranho que os promotres desse circo, que promovem uma manifestação contra o aumento dos impostos e perda de regalias dos portugueses, sejam os mesmos que apoiam o Governo nos "grandes investimentos", TGV's, Pontes e Aeroportos que irão ainda criar mais dívidas e dessa forma aumentar os valores a pagar, logo, novos impostos e novas reduções de regalias, por isso, o que é que essa gente marchante tem na cabeça? Merda de galinha???
    Será, que não percebem que esses circos apenas trazem vantagens a quem os promove que assim vão à gamela buscar mais umas migalhas???
    Se querem fazer manifestações a sério, pensem lá um pouco, quem é que vos enraba a toda a hora, quem será, já pensaram???
    São esses mesmos, os tipos da massa, então juntem-se todos façam fila e levantem o vosso dinheirinho dos bancos, é muito mais eficaz e aí podem ser vocês a comandar a orquestra, senão, limpem as mãos à parede com as manifestações que fazem.
    Um abraço.

    LUSITANO

    ResponderEliminar
  9. Anónimo por opção31/5/10 15:42

    Obrigado ao Lusitano e em especial ao Kaos por pensarem pelas suas próprias cabeças. Cada vez mais vimos as centrais sindicais ou outras organizações similares a servirem-se do povo para interesse dos seus altos desígnios.

    Para que servem as manifestações e qual os seus efeitos práticos para o Povo?

    Este é um povo que bem precisa ser manipulado, pois não consegue em qualquer situação da vida, quer no futebol, quer na religião quer na política pensar por si mesmo…um verdadeiro bando de ovelhas que segue com a maior das facilidades qualquer um que mostre jeito para ser pastor!

    Se todos os portugueses, ou pelo menos a maioria deles, pensassem pela sua cabeça e não se deixassem manipular talvez não tivéssemos chegado ao estado calamitoso em que o País se encontra neste momento.

    Porque isto não fica assim. Quando as medidas tomadas e ainda a tomar, começarem mesmo a doer talvez a atitude seja outra. O pior é que já será tarde demais!

    ResponderEliminar
  10. Este tipo de luta, apesar de ter um enorme impacto junto das organizações que os promovem, nunca duvidei de tal, mas, caros amigos e camaradas, para o Sócrates, o Passos, o Cavaco e o sistema em geral, comem disto ao pequeno almoço, quem ganha são os restaurantes, tascas e afins que se encontram na passagem da/das manifestações, para além dos chinocas a fornecer t'shirts, bandeirinhas e bonés. Que impacto teria estas 100, 200, 300 mil pessoas (mais os que não puderam integrar a dita) na Praça do Comércio e permanecer lá até domingo. Quem tem receio que o povo se revolte? Quem tem medo do que poderia acontecer? Quem tem medo duma greve geral por tempo indeterminado? O sistema? Sim, mas não só.

    Abraço

    ResponderEliminar

Ocorreu um erro neste dispositivo