sexta-feira, setembro 03, 2010

Quem se lembra da Velha Farmácia?

Centenas de medicamentos fundamentais para tratar o cancro, doenças raras e cardiovasculares saíram temporariamente do mercado ou deixaram mesmo de existir, estando a escassez por vezes relacionada com a desactualização de preços e baixa margem dos laboratórios.

Se um medicamento não dá o lucro que desejam, acaba-se com ele. Os doentes que necessitam dele que se lixem, que sofram e que morram. Os grandes laboratórios e as farmacêuticas não estão na saúde para o bem-estar das pessoas, para lhes retirar o sofrimento ou salvar vidas. Estão lá pela ganância e pelo lucro. Nunca são responsáveis pois não lhes é exigida nenhuma moral ou responsabilidade para com os cidadãos. Como em tudo, se não dá lucro a responsabilidade é passada para o Estado. A saúde é um negócio de biliões que alguns querem colocar nos seus bolsos. Acabar com a saúde pública transferindo-a para os privados tem sido uma batalha do grande capital desde o 25 de Abril. Muito já conseguiram e já há quem se proponha acabar o trabalho. Fala-se muitos dos milhões gastos pelos grandes laboratórios em investigação, mas nunca se refere que muitos deles gastam ainda mais em propaganda e a convencer os médicos, (em conferencias realizadas em hotéis de luxo em belos paraísos tropicais), a receitarem o seu medicamento. Quem está metido no negócio da saúde tem obrigações sociais que nunca deveria deixar de poder cumprir. A vida humana vale mais que qualquer lucro que se possa ter, ou pelo menos devia valer.

1 comentário:

  1. Isso são coisas que não interessa saber. A corrupção passiva é muito forte e enraizada que na maioria dos casos já é normal.

    Saudações Chaladas

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