sexta-feira, outubro 08, 2010

Existe uma União Europeia?

O novo Governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, anuncioun o Boletim de Outono que Portugal, em virtude das medidas de austeridade, deverá entrar em nova recessão no ano de 2011, com o aumento do desemprego e muito possivelmente da necessidade de aplicação de niovas medidas de austeridade. É o PEC IV, e não é preciso ser economista ou bruxo para saber que haverá um cinco e um seis e um sete,... O sistema não funciona, não tem saídas porque se alimenta de números, lucro e ganância. O capitalismo global trata os países mais pobres como os estados tratam os menos desfavorecidos eo seu país. É a guerra crua da competitividade, o que nos pode bem fazer perguntar; Que raio faz um país numa chamada União Europeia se a politica é a de cada um por si? Só nos impoêm o cumprimento das regras do sistema, mesmo sabendo que o sistema nos está a matar.

3 comentários:

  1. Das três uma. Ou somos sadomasoquistas ou loucos. A terceira, no quanto pior melhor, mas só para muito poucos ...

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  2. O governador do Banco de Portugal propôs, a criação de uma agência independente para acompanhar a evolução das finanças públicas. E quem paga essa agencia (MAIS DESPESA A FINANCIAR UMA AGENCIA SE CALHAR CONSTITUIDA POR AMIGOS DO GAJO + UNS LOBBIES)

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  3. Os nossos políticos perderam a capacidade para decidir com acerto.

    A única solução para Portugal que faz sentido economicamente seria retomarmos uma moeda própria. Numa primeira fase seria necessário não colocá-la no mercado cambial, mas indexá-la ao Euro a uma taxa deslizante. Assim se faria uma desvalorização controlada da moeda. Haveria alguma inflação, mas a produção nacional (especialmente a de bens de primeira necessidade, a começar pela agricultura e indústria textil) torna-se-ia gradualmente mais competitiva.

    Uns anos mais tarde, com a economia recuperada, a situação financeira estável e o Escudo a salvo de ataques especulativos, podia-se fazer o referendo que há uns anos devia ter sido feito, para os portugueses decidirem se querem o Euro ou o Escudo.

    Quanto mais adiarmos o inevitável, pior vai ser. Em 2014, com ou sem austeridade, não vamos ter €€€ para pagar as dívidas. Isso é certo e seguro.

    Ainda ontem me contaram uma história que diz bem do estado do nosso país. Uma pessoa candidatou-se ao rateio de umas casas da EPUL. Estava sem grande esperança, pois estava quase no fim da lista. Acontece que quase toda a gente que estava antes dela desistiu, e calhou-lhe um dos apartamentos. Quando foi ao banco tratar do empréstimo, percebeu porquê. Os spreads estão altíssimos. Muitas pessoas não conseguem pagar; outras, pura e simplesmente, não estão para ser roubadas. Isto é um tanto insólito, pois as casas da EPUL são vendidas a preços abaixo do seu valor de mercado. A falta de procura do crédito é uma situação característica dos períodos de deflação.

    Se os bancos não estão a vender o seu "produto" (o crédito), então como podem sobreviver? Como vão pagar os salários, ao fim do mês, se deixam de ter lucro?

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