quinta-feira, outubro 07, 2010

Voa voa, dinheirinho, voa


Há alguns dias fomos informados dos novos impostos, do corte em salários e prestações sociais, tudo porque os "mercados", os novos deuses do mundo moderno, assim o exigiam. O País já não aguentava juros mais caros e corriamos o risco de ver aterrar na Portela o FMI. Que medo dissemos todos a tremer.
Agora, é esse mesmo FMI que aí vinha, que nos vem diz que estas medidas tomadas pelo nosso governo nos vai atirar para uma nova recessão e fazer aumentar o desemprego. Mas, pelo menos deveriamos ver os mercados a aplaudir e a baixarem-nos os juros da divida. Deveriamos, mas não vimos, porque agora duvidam da nossa possibilidade de pagar a divida exactamente por estarmos em via de entrar em recessão. Por isso aumentaram-nos ainda mais os juros.
Presos por ter cão e presos por não ter. Como sair deste circulo vicioso? Pessoalmente só vejo uma solução, quebrar o circulo, mudar de sistema. Haja vontade e coragem para isso.

5 comentários:

  1. Farto de Pulhas8/10/10 00:42

    http://xadrezices.blogspot.com/2010/10/poupancas-do-estado.html


    Vejam como são "poupadinhos"

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  2. Com estes gajos não há solução. Aliás, o Ocidente entrou em bancarrota moral e intelectual, e o caminho da decadência imperial é, para eles -- como já foi para nós -- o destino inevitável. Já é tempo de Portugal acordar. Haja coragem, neste país! Pois anda a nossa Nação assim violentada pelo Ocidente, tal qual uma esposa que come porrada do marido, todos os dias, e não se queixa mas pede desculpa pois encheu-se de vergonha (não sei de quê).

    BASTA!

    Este casamento chegou ao fim. Acho que Portugal precisa de outros amigos, e outros amigos era o que não nos faltaria se decidíssemos saír.

    Sobre o perigoso fascínio que o Ocidente exerce sobre Portugal, Cesário Verde escreveu:

    DESLUMBRAMENTOS

    Milady, é perigoso contemplá-la
    Quando passa aromática e normal,
    Com seu tipo tão nobre e tão de sala,
    Com seus gestos de neve e de metal.

    Sem que nisso a desgoste ou desenfade,
    Quantas vezes, senguindo-lhes as passadas,
    Eu vejo-a, com real solenidade,
    Ir impondo toilettes complicadas!…

    Em si tudo me atrai como um tesoiro:
    O seu ar pensativo e senhoril,
    A sua voz que tem um timbre de oiro
    E o seu nevado e lúcido perfil!

    Ah! Como me estonteia e me fascina…
    E é, na graça distinta do seu porte,
    Como a Moda supérflua e feminina,
    E tão alta e serena como a Morte!…

    Eu ontem encontrei-a, quando vinha,
    Britânica, e fazendo-me assombrar;
    Grande dama fatal, sempre sozinha,
    E com firmeza e música no andar!

    O seu olhar possui, num jogo ardente,
    Um arcanjo e um demónio a iluminá-lo;
    Como um florete, fere agudamente,
    E afaga como o pêlo dum regalo!

    Pois bem. Conserve o gelo por esposo,
    E mostre, se eu beijar-lhe as brancas mãos,
    O modo diplomático e orgulhoso
    Que Ana de Áustria mostrava aos cortesãos.

    E enfim prossiga altiva como a Fama,
    Sem sorrisos, dramática, cortante;
    Que eu procuro fundir na minha chama
    Seu ermo coração, como a um brilhante.

    Mas cuidado, milady, não se afoite,
    Que hão-de acabar os bárbaros reais;
    E os povos humilhados, pela noite,
    Para a vingança aguçam os punhais.

    E um dia, ó flor do Luxo, nas estradas,
    Sob o cetim do Azul e as andorinhas,
    Eu hei-de ver errar, alucinadas,
    E arrastando farrapos - as rainhas!

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  3. Com estes gajos não há solução. Aliás, o Ocidente entrou em bancarrota moral e intelectual, e o caminho da decadência imperial é, para eles -- como já foi para nós -- o destino inevitável. Já é tempo de Portugal acordar. Haja coragem, neste país! Pois anda a nossa Nação assim violentada pelo Ocidente, tal qual uma esposa que come porrada do marido, todos os dias, e não se queixa mas pede desculpa pois encheu-se de vergonha (não sei de quê).

    BASTA!

    Este casamento chegou ao fim. Acho que Portugal precisa de outros amigos, e outros amigos era o que não nos faltaria se decidíssemos saír.

    Sobre o perigoso fascínio que o Ocidente exerce sobre Portugal, Cesário Verde escreveu:

    DESLUMBRAMENTOS

    Milady, é perigoso contemplá-la
    Quando passa aromática e normal,
    Com seu tipo tão nobre e tão de sala,
    Com seus gestos de neve e de metal.

    Sem que nisso a desgoste ou desenfade,
    Quantas vezes, senguindo-lhes as passadas,
    Eu vejo-a, com real solenidade,
    Ir impondo toilettes complicadas!…

    Em si tudo me atrai como um tesoiro:
    O seu ar pensativo e senhoril,
    A sua voz que tem um timbre de oiro
    E o seu nevado e lúcido perfil!

    Ah! Como me estonteia e me fascina…
    E é, na graça distinta do seu porte,
    Como a Moda supérflua e feminina,
    E tão alta e serena como a Morte!…

    Eu ontem encontrei-a, quando vinha,
    Britânica, e fazendo-me assombrar;
    Grande dama fatal, sempre sozinha,
    E com firmeza e música no andar!

    O seu olhar possui, num jogo ardente,
    Um arcanjo e um demónio a iluminá-lo;
    Como um florete, fere agudamente,
    E afaga como o pêlo dum regalo!

    Pois bem. Conserve o gelo por esposo,
    E mostre, se eu beijar-lhe as brancas mãos,
    O modo diplomático e orgulhoso
    Que Ana de Áustria mostrava aos cortesãos.

    E enfim prossiga altiva como a Fama,
    Sem sorrisos, dramática, cortante;
    Que eu procuro fundir na minha chama
    Seu ermo coração, como a um brilhante.

    Mas cuidado, milady, não se afoite,
    Que hão-de acabar os bárbaros reais;
    E os povos humilhados, pela noite,
    Para a vingança aguçam os punhais.

    E um dia, ó flor do Luxo, nas estradas,
    Sob o cetim do Azul e as andorinhas,
    Eu hei-de ver errar, alucinadas,
    E arrastando farrapos - as rainhas!

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  4. Com estes gajos não há solução. Aliás, o Ocidente entrou em bancarrota moral e intelectual, e a decadência imperial é, para eles -- como já foi para nós -- o destino inevitável. Já é tempo de Portugal acordar. Haja coragem, neste país! Pois anda Portugal assim violentado pela União Europeia, tal qual um marido enfermo que leva pancada da sua ímpia milady, todos os dias, coisa de que já nem se queixa e, ainda por cima, pede perdão!

    BASTA!!!

    Este casamento chegou ao fim. Acho que Portugal precisa do convívio de outros amigos, e outros amigos era o que não nos faltaria se tivessemos a coragem de os mandar à m*rda.

    Citando "Deslumbramentos", do nosso Cesário Verde:

    Mas cuidado, milady, não se afoite,
    Que hão-de acabar os bárbaros reais;
    E os povos humilhados, pela noite,
    Para a vingança aguçam os punhais.

    E um dia, ó flor do Luxo, nas estradas,
    Sob o cetim do Azul e as andorinhas,
    Eu hei-de ver errar, alucinadas,
    E arrastando farrapos - as rainhas!

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