sexta-feira, dezembro 03, 2010

Sumo à moda europeia


O Governo nega as intenções de efectuar uma nova reforma estrutural no mercado laboral, mas o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Trichet, não deixa margem para dúvidas: se não está a pensar fazê-lo, devia.
Também o comissário europeu para os Assuntos Económicos, Olli Rehn, veio fazer declarações nesse sentido: «As medidas que temos recomendado estão relacionadas com a necessidade de aumentar a flexibilidade do mercado de trabalho e evitar a dualidade entre trabalhadores permanentes, que têm excessiva protecção, e contratados a prazo, que não têm protecção». Na prática, «isto inclui a revisão da definição de despedimento por justa causa e a redução substancial dos custos de despedimento, que são muito altos».

Realmente com esta Europa não podemos ter grandes esperanças para o futuro. Não há "besta" europeia que não nos pressione para alterar as leis laborais e dali só vêm más noticias e medidas ultra-liberais para nos lixarmos. Para esta Europa alguns trabalhadores têm protecção a mais e outros são precários sem protecção e a solução para resolver esta injustiça é facilitar o despedimento para que todos passem a ser precários.

2 comentários:

  1. Há muito tempo que já não são as "bestérrimas" portuguesas a "comandar" os destinos dos "portugas"!
    São os "bestiais" dessa pseudo-europa que nos puseram as patas em cima porque era "fixe" sermos
    "europeus", e o resultado está à vista!
    Pior que ser cego é aquele que não
    quer ou não lhe convém ver!...
    Triste, muito triste!...O mais triste ainda é sabermos que não mais levantaremos cabeça com o futuro das novas gerações a apresentar-se muito negro!...
    Merda para tudo isto!...

    Zé de Aveiro

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  2. O Trichet é adepto da escola "liberal" da economia que defende, entre outras coisas, o "choque fiscal" (baixar impostos, reduzir serviços públicos e entregá-los a privados) como forma de "revitalizar a economia" (leia-se, entregar serviços públicos -- que foram investimento público -- a privados, e a custo zero, para lhes aumentar os lucros). É uma bem conhecida forma de favorecer a grande burguesia absentista e preguiçosa, que não gosta dos riscos de investir no mercado livre, e então dedica-se ao comércio ou arranja "mercados regulados" (leia-se, protegidos), no sector dos serviços sociais e de saúde, como forma de acumular sem correr riscos. Essa alta burguesia, com as sua soberba (este pecado é mais que suficiente para a pôr no inferno da História), inventa para si mérito onde ele não existe. Ela constitui uma autêntica nobreza, que tudo o que quer é minar os fundamentos de uma sociedade livre, construir um feudalismo baseado na posse de dinheiro (e no poder que essa posse determina), enfraquecendo os estados e os poderes democraticamente eleitos. Iludem-se, porém, como anteriormente se iludiram os romanos. Desse medievalismo que afanosamente preparam pouco ou nada irão lucrar; a sua gula desmedida (como se viu no Iraque) destrói os estados e entrega, paulatinamente, o Ocidente aos "bárbaros".

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