sexta-feira, março 18, 2011

Cenas tristes

Mais uma cena do PEC de Teatro em cena em S.Bento.

8 comentários:

  1. Isto já parece a central nuclear japonesa: os geradores de emergência, que estavam lá para proteger a central contra terramotos e tsunamis (entre outras coisas) foram a primeira coisa que falhou. E foi esse falhanço a causa directa do acidente. Noutras centrais japonesas, também afectadas pelo tsunami, não falharam todos os geradores. E isso talvez por pura sorte, porque tem havido relatos de que os gestores dessas empresas falsificam os relatorios de conformidade com as normas de protecção a terramotos e outras catástrofes naturais. Tal como os nossos governantes e banqueiros, que falsificam relatórios sobre as suas dívidas e solidez financeira das instituições que dirigem.

    Também os que falharam primeiro, no nosso país, são aqueles que supostamente estão lá para nos proteger dos terramotos e tsunamis financeiros que afligem Portugal. Só sabem dizer que a crise é a origem de todos os males.

    Mas, quem colocou o país nesta posição económica indefensável? Estou farto de aturar bobos, idiotas e as suas desculpas.

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  2. Fazer entrar Portugal na UE e, ainda pior, na moeda única foi colocar, do dia para a noite, a nossa indústria e agricultura sem qualquer protecção contra a competição vinda de países muito mais desenvolvidos do que o nosso. Foi como colocar toda a nossa economia ao alcance de um tsunami.

    Estamos a ponto de ir passar por dez anos terríveis, que serão comparáveis à década de 1990, na Rússia. Nessa década, a esperança de vida média da Rússia desceu 10 anos. O efeito disto, se calcularmos o número total de anos de vida perdidos pela população, é da ordem das centenas de milhões de anos de vida. Foi um brutal genocidio da populaçao idosa.

    Assim sendo, este nosso regime será responsável por uma violência contra o ser humano indesculpavel. Quando irão, esses senhores, reconhecer a sua culpa?

    Sabemos que há salvação para Portugal. A salvação do país requer uma política corajosa, como a que foi seguida por Nestor Kirchner da Argentina, depois do colapso financeiro do país em 1999.

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  3. 'Nestor Kirchner da Argentina, depois do colapso financeiro do país em 1999.'É de bom tom ,mas a Argentina o que é perante o avanço civilizacional na URSS de 1917?Nada,está novamente nas mãos dos 'investidores' e não tarda nada vai-se parecer com o México(lembra-se?).Pois,é um narco país,quase um estado pária,mafiosos dirigidos pelos grandes patrões do norte!!!

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  4. O "avanço civilizacional" da URSS deu no que deu. Não estou aqui para fazer propaganda o Ocidente, mas também não se deve negar as evidências. A URSS, baseou o seu desenvolvimento numa utilização intensiva de recursos naturais e mão-de-obra. Quando já não havia mais população para migrar para as cidades e a taxa de natalidade começou a decrescer, entrou em dificuldades. A partir da década de 1960, começou-se a sentir uma crise de falta de mão-de-obra, que nunca se conseguiu resolver, e acabou por levar ao fim da URSS em 1990.

    Depois disso, a política liberal de Bóris Yeltzin, que abriu o país à importação de produtos estrangeiros mais competitivos, arruinou a economia e provocou um grande recuo dos níveis de desenvolvimento humano (incluindo os da esperança de vida). O mesmo se passou em Portugal, quando a nossa industria e agricultura, habituadas ao mercado protegido do regime de Salazar, foram expostas de repente a competiçao com as dos outros paises da UE.

    Se de facto pretendermos evitar um colapso económico desse tipo em Portugal, será necessário agirmos rápido no sentido de recuperarmos alguma independência e algumas ferramentas de política económica (como a moeda própria), como fez a Argentina. Não digo que iremos ficar muito bem, mas será a única forma de evitar um colapso civilizacional muito doloroso, no nosso país.

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  5. É claro que há também a "solução" chilena, que consiste em convencer o capital estrangeiro a voltar a investir em Portugal. É isso que preconizam Sócrates & Passos Coelho, sem grande sucesso até ao momento. Por isso se apressam a iniciar a "época de saldos": precarizar ainda mais e baixar mais os salários.

    Mas têm, porém, o enormíssimo problema de a demografia não ajudar ao projecto. Os países do hemisfério Sul têm demografias e populações rurais mais apropriadas que Portugal tem para oferecer aos exploradores de mao-de-obra barata.

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  6. 'O "avanço civilizacional" da URSS deu no que deu. '
    É uma grande mentira não é?Pois estou à espera do Pai Natal

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  7. Para uma pessoa tão esclarecida sobre intervenções armadas que tal dar-nos a conhecer o seu pensamento sobre uma hipotética intervenção armada na Líbia? Deixamos o grande Líder massacrar a população, ou deixamos os américas intervirem para depois os massacrarmos a eles?

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  8. "É uma grande mentira não é?" [O avanço civilizacional]

    Os avanços civilizacionais não são mentiras; só são algo bem diferente do que nos dizem os seus defensores. O caso greco-romano é paradigmático; apesar do "regime" (esclavagista) ter colapsado, ficaram as obras culturais, filosóficas e científicas.

    Há avanços e recuos. Platão escreveu que a História andava em círculos. Eu acho que avança em espiral, cada volta completa acrescenta um pouco mais de civilização ao que se tinha anteriormente.

    Pois a 2ª Lei da Termodinâmica é aplicável a todos. O Ocidente vai cair, como caiu a União Soviética. Daqui a 40 anos, não vai haver automóveis, auto-estradas, aviões, e tudo o resto que o consumismo nos diz ser o âmago da civilização. Com sorte, vai sobrar alguma ciência e engenharia simples que nos permita sobreviver até nos desenvencilhamos da dívida (em entropia) que a nossa civilização contraiu.

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