sexta-feira, agosto 05, 2011

Os especialistas especialissimos


O Governo de Pedro Passos Coelho tinha, até ontem, contratado 51 especialistas para os seus gabinetes. Um número total que poderá estar incompleto, já que falta ainda colocar no portal do Governo as nomeações nos ministérios da Educação, Negócios Estrangeiros e Justiça. A admissão de especialistas foi dos aspectos mais criticados pelo Tribunal de Contas na primeira e única "Auditoria aos Gabinetes Governamentais". No relatório de 2007, os governantes eram criticados por recorrerem, "de modo ilimitado e sem justificação ou fundamento expressos, à admissão de pessoal". A auditoria citava, "como exemplo, os especialistas", cuja nomeação se traduzia numa "forma de tornear o cumprimento das limitações impostas ao número de pessoal do quadro dos gabinetes governamentais". Além de alertar para o facto de não existir número-limite para a contratação e de avisar sobre a ausência de um tecto para o vencimento dos especialistas.
Num mês, o actual Governo ficou perto do número de especialistas contratados pelos antecessores. Nos primeiros quatro anos de José Sócrates em São Bento, entraram 74 especialistas. Nos dois anos de Durão Barroso tinham sido admitidos 70. Nos meses de Santana Lopes foram 48.
O Ministério da Economia, está no centro do fenómeno. Os vencimentos dos nomeados por este sector governativo destacam-se do restante executivo. Até ao momento, o ministro desta pasta, Álvaro Santos Pereira, é responsável pela nomeação de 40 por cento dos especialistas do Governo.

Tão poupadinhos que eles iam ser, mas bastou um mês para se ver que a sua poítica em nada varia dos anteriores, carrega-se em quem trabalha, nos que menos têm, a classe média, cortam-se salários, aumentam-se impostos e preços e "jobs for the boys".Pagam os mesmos de sempre.

4 comentários:

  1. A Mim Me Parece5/8/11 00:48

    Ó Kaos, a mim parece-me que acabou de deixar passar uma oportunidade óptima para elogiar Santana Lopes.

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  2. A mim não me parece, afinal o homem só lá esteve meia duzia de meses e tinha muitos dos lugares ocupados pelos homens do Durão Barroso que por lá andou antes.

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  3. O Santana Lopes se estivesse uma legislatura inteira, seria mais ou menos assim:

    Vice 1º ministro/a e de estado - Cinha Jardim
    Ministro/a da administração interna, agri-cultuta, pescas e inovação - Lili Caneças
    Ministro/a das finanças - Vale e Azevedo

    Entretanto todos os ministérios teriam como assessoras acompanhantes de luxo mesmo que não falassem correctamente a língua de Camões.

    Em relação aos tais "especialistas" a quem eu chamo chulos, são os tais que nada sabem fazer mas governam-se bem.

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  4. Se a estupidez pagasse impostos, o País não estaria na miséria!

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