segunda-feira, novembro 28, 2011

Ah fadistas deste nosso Portugal


Anda por todo o lado a celebração da classificação do Fado como património imaterial da humanidade pela Unesco. Sem ser um admirador ferrenho há fados de que gosto e outros de que gosto menos, mas mais que a classificação que lhe deram o que mais me interessa é que haja quem o cante e cante bem. O que gosto menos é da recordação dos tempos do "Fado, Fátima e Futebol" que infelizmente estão cada dia mais parecidos com os tempos actuais. Fátima é o que é e já não há Papa que não tenha de a visitar pelo menos uma vez e o Futebol todos sabemos o que representa e como é utilizado pelo poder quando surge uma oportunidade para camuflar a realidade. Temos agora o Fado para que nos esqueçamos do fado que este governo, este sistema e este capitalismo de mercados nos carregam em cima. Pois que viva o Fado mas aquele que alguns tão bem cantam e não aquele que é sinónimo de um destino inevitável. É que inevitável só a morte, nunca a forma como vivemos a nossa vida se não a encararmos como o nosso fado.

9 comentários:

  1. Millôr Fernandes lançou um desafio através de uma pergunta:

    Qual a diferença entre Político e Ladrão ?


    Chamou a atenção a resposta de um leitor:

    Caro Millôr , após longa pesquisa cheguei a esta conclusão:
    a diferença entre o ladrão e o político é que um eu escolho, o outro me escolhe. Estou certo?
    Fábio Viltrakis, Santos-SP.

    Eis a réplica do Millôr:

    Puxa, Viltrakis, você é um gênio..
    Foi o único que conseguiu achar uma diferença!
    Parabéns!!

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  2. KAOS, E QUANTO CUSTOU A TODOS NÓS ESTE PASSEIO?
    FOI UMA COMITIVA DO MELHOR, COMANDADO
    PELO CANECO
    A ESSES NÃO CHEGA A CRISE. FOI A CAMARA MUNICIPAL DE LISBOA, FOI A RTP MAIS A RDP, TUDO A VIAJAR À CONTA DO ZÉ
    GRANDE FADO QUE TEMOS, PARA SUSTENTAR ESTES TURISTAS

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  3. Isso mesmo Anónimo

    Quanto dinheiro foi gasto?

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  4. A propósito do post:
    "Volta Salazar, estás perdoado!"

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  5. Anónimo das 19:33
    A esse nunca perdoarei mas felizmente esse nunca voltará pois já está bem morto e enterrado

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  6. Pois kaos, enterrado, mas parece-me que ultimamente tem reencarnado amiúde. Eu nos últimos 7 anos conto pelo menos duas reencarnações.

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  7. e as criancinhas ???? nos supermercados (algumas com 5/6 anos) ao jeito da mocidade portuguesa todos fardadinhos a preceito de saquinho na mão a apelar á caridadezinha pois de pequenino, é no nosso regime nacionalcapitalista que é necessário educar a criançada que numa sociedade democrática existem ricos e pobres e aos pobres faz-se caridade (e porque não encher as dispensas de algumas tias pelo meio) aos ricos fica bem dar a cara por um acto solidário e voluntarioso e se aparecer a TV melhor ainda se metem uns trocos ao bolso que a publicidade paga e a gente paga-a depois no preço do produto.
    Acabem os feriados, fim de semana de 15 em 15 dias, emprego para as crianças

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  8. O CR7 para ganhar o que ganha, sua mais em 45 minutos que tu hás-de suar em toda a tua vida. Não sejas invejoso e vai trabalhar - e suar - que isto passa-te.

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  9. Agora vamos "contaminar" o mundo neoliberal com isto:

    "Ó gente da minha terra
    Agora é que eu percebi
    Esta tristeza que trago
    Foi de vós que a recebi"

    O fado faz parte dos fundamentos ideológicos do corporativismo, que crê numa ordem divina, cósmica, imutável, e na submissão do indivíduo, incluso do rei absoluto, a essa ordem. Isto é profundamente hostil ao liberalismo, o antigo em em versão neo, que crê no humanismo e individualismo, no primado do indivíduo sobre o Universo e cuja mística é hedonista

    E, não tarda nada, por todo o mundo vão estar a cantar a Wall Street (também há muito fado nesta letra):

    Addio, adieu, aufwiedersehen, Goodbye,
    Amore , amour, meine liebe, love of my life.
    Se o nosso amor findar,
    Só me ouvirás cantar,
    Addio, adieu, aufwiedersehen, Goodbye,
    Amore , amour, meine liebe, love of my life.

    Este amor não tem grades, fronteiras, barreiras, muro em Berlim,
    É um mar, é um rio,
    É uma fonte que nasce dentro de mim.
    É o grito do meu universo,
    Das estrelas p'ra onde eu regresso,
    Onde sempre esta música paira no ar.

    [refrão]

    Este amor é um pássaro livre,
    Voando no céu azul,
    Que compôs a mais bela canção deste mundo de Norte a Sul.

    E as palavras que eu uso em refrão,
    Fazem parte da mesma canção,
    Que ecoa nas galáxias da minha ilusão

    [refrão]

    [refrão]

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