terça-feira, abril 17, 2012

Discurso mal cheiroso


O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou em entrevista à revista brasileira "Veja" que a actual situação da economia portuguesa foi gerada por "más decisões internas", que nada têm a ver com a política europeia. "Os desequilíbrios existentes em Portugal são resultado de más decisões tomadas por nós mesmos. Usámos mal o dinheiro, seleccionámos mal os projectos de obras públicas, aumentámos os impostos, não abrimos a economia. Os líderes europeus não agravaram os nossos problemas, pelo contrário, ajudaram-nos".
O primeiro-ministro defendeu ainda que a crise deve ser encarada como uma "oportunidade" para corrigir, entre outros erros, os "desvios existentes nos serviços sociais".

Para quem disse que nunca recorreria ao discurso de culpar o passado para desculpar a sua governação não está mal. Já não culpa só o governo do Sócrates, vai até ao próprio Cavaco e as suas politicas quando chovia dinheiro da Europa. Tem razão, aí há muitas culpas, mas não espere que nos esqueçamos que foi líder da JSD, deputado e sempre defendeu as politicas do seu partido quando este foi governo. Mudam-se os tempos, mudam-se os sapatos para engraxar. Agora são os da Merkosy e do grande poder financeiro. Mas, mesmo vivendo uma crise que só é culpa dos outros ele vai transformar esse fardo que lhe atiraram para cima numa oportunidade para acabar com as politicas que arruinaram este país. Não a merda que fizeram a banca e os mercados, não a destruição do sistema produtivo imposto pela Europa, mas as politicas sociais. A culpa é dos mais pobres, dos desempregados, dos pensionistas, dos doentes. Para ele foram estes que esbanjaram o dinheiro do país e o conduziram à bancarrota. Cheira mal quando esta personagem fala.

7 comentários:

  1. A grande preocupação é que ele culpe o anterior governo.
    Seria uma maravilha que o governo socretino passasse incólume à catástrofe que causou.
    Já assim acontece nos mérdia dominados,agora se o Pssos se calasse e nos mérdia estrangeiros também vigorasse esse silêncio ocultador,seria ouro sobre azul.
    Porque este governo,aos olhos dos miopes do costume é uma espécie de cordeiro pascal.
    Veio para ser sacrificado e expiar os pecados da corja do sucialismo.
    Isto além de irracional,passados tantos anos do golpe abrilesco,já é doentio.

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  2. AAAAAHHHHHHH Grande Salazarista !!

    Quem fala assim não é gago.
    Sugestão:
    Navega nas caravelas e vai reconquistar as Àfricas como fizeram os nossos antepassados visigodos que reconquistaram a Ibéria....
    Há cada retardado !

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  3. este badameco que sempre foi um inútil há-de engolir o vomitado...

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  4. quem fala assim não é gago enche os bolsos agora garante os bolsos cheios no futuro enche os bolsos aos lobbies aos amigos familiares á merkel ao sarkosi etc enquanto espremer e der vai disto e quando não der umas bastonadas da bofia no pessoal sempre ha-de dar mais qualquer coisinha

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  5. A fuça deste audacioso malabarista está no sítio certo!
    É pena que não esteja no cu de todos os portugueses!

    Zé de Aveiro

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  6. é nesta posição que esta trupe há-de ser comida...

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  7. Não sei se é mentira, ignorância, ou as duas coisas juntas. Será que Coelho ignora que a condução macroeconómica nacional está nas mãos da UE desde a altura em certos usurpadores assinaram, em nosso nome, os tratados europeus? E que o "Governo" Português não tem competência para determinar as taxas de juro, as taxas de câmbio, ou a taxa de inflação? E que, depois de assinado o "memorando" da Troika, deixou sequer de ter competência para determinar a política fiscal? A incompetência dos imperadores salta à vista, e tudo lhes corre mal quando têm que promover coelhos e gaspares a governadores proviciais.

    Quanto aos que ainda não digeriram a "abrilada", os mesmos que estão para Portugal pós 1974 como os orleanistas estavam para a França pós 1789, não terão o sucesso que pretendem. Pois aquele Portugal que ambicionam, o dos que obedecem e dos que governam por "direito divino", o Portugal das mulheres domésticas, com o véu, perdão, o lenço a tapar os cabelos e o terço na mão, a enviar preces a entes imaginários, já não existe. Morreu, precisamente, às mãos gananciosas do empresariado português.

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