quinta-feira, junho 14, 2012

Mentir aos serviço do poder


«O pacote de apoio europeu de até 100 mil milhões de euros à banca espanhola terá que ser devolvido num prazo de 15 anos com cinco anos de carência e um juro de 3%o, noticiou hoje o jornal El Mundo.
O diário avançou algumas das condições do pacote financeiro, acordado no sábado passado numa reunião do Eurogrupo, mas cujos contornos estão ainda a ser finalizados em negociações entre Espanha e os parceiros europeus.
Se estas condições forem confirmadas, o programa de apoio não terá efeito no défice do Governo nos próximos anos - no qual cairiam os juros - e, como tal, não afetará os objetivos do Executivo.
 
Afinal parece que na reunião do Eurogrupo, contrariamente ao que afirmou o Vitor Gaspar, sempre se decidiram as linhas mestras do empréstimo de 100 mil milhões à banca espanhola.  Uma vez mais faltaram à verdade para assim não verem as medidas de austeridade a Portugal suavizadas e podendo continuar a justificar as medidas de austeridade, os cortes nos salários, nos direitos laborais e sociais e desbaratar as empresas públicas, impondo o capitalismo liberal e selvagem em nome da nova ordem mundial, pouco se importando se isso condena este país à pobreza e à miséria.

7 comentários:

  1. Eu parece-me que, infelizmente para os espanhóis, a procissão ainda vai no adro. Tal como nos aconteceu há um ano atrás, entraram agora em cena as três sacerdotisas do oráculo de Wall Street, ou seja, Moody's, Fich e S&P. e os juros da dívida pública espanhola já vão nos 7%. Isso fará com que os "mercados" não emprestem mais dinheiro ao Estado espanhol, obrigando-o a pedir a "ajuda externa". E a Itália também está na calha.

    De facto, a colonização dos "PIGS" já estava decidida há algum tempo, como aproveitamento da "oportunidade" que constituiu a crise do subprime. Em Wall Street previu-se, acertadamente, que a introdução do euro em países com diferentes competitividades iria fazer com que aumentassem as desigualdades económicas.

    Mas em Bruxelas (não em certas capitais europeias, bem entendido) hesita-se muito mais do que em Washington e Wall Street pois percebeu-se, pelo que se passa na Grécia, que toda esta manobra se tornará politicamente impossível de realizar. Vejam as advertências de Durão Barroso acerca da subavaliação das dificuldades políticas.

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  2. Investiguem por favor!!!
    http://www.youtube.com/watch?v=qi_E2w3BTJA&feature=g-all-u

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  3. Este borrego, ainda não me devolveu o meu IRS, que tanta falta me faz...

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  4. A grande jogada dos espanhois é que apesar de tudo apenas vão precisar de de cerca de 30 MM até ao final do ano. Ora com os 100 MM que já garantiram para a banca, vão financiar-se internamente. Capichi?

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  5. Não pode ser com os 100MM, pois o taxa de juro cobrada aos bancos pelo Estado espanhol é de 8,5%. Esse dinheiro não serve para emprestar a baixo juro. Ele vai servir como reserva de capital, nada mais do que isso.

    Espanha pode, isso sim, ir pedir ao BCE a 1%, usando o dinheiro vivo que receberam do Estado como garantia, para depois emprestar o dinheiro que pediram ao BCE com um spread bem gordo. Chama-se a isto alavancagem. Teria que subir bem alto, esta alavancagem, porque as necessidades de financiamento de Espanha são da ordem das centenas de milhar de milhões de euros.

    O problema é que isso foi tentado em Portugal e deixou de funcionar quando as taxas de juro do mercado secundário começaram a subir. Os bancos não vão arriscar taxas de juro muito mais baixas que as do mercado secundário pois se assim fizerem ficam com "activos tóxicos" nos seus livros de contabilidade. Esse "lixo tóxico" não pode depois ser negociado nem pode servir de garantia a empréstimos subsequentes, seja no BCE, seja no mercado interbancário.

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  6. QUEM NÃO SABE MENTIR NÃO É BOM POLITICO NÃO FOI O OUTRO TIRAR UM CURSO DE FILOSOFIA?

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  7. Deliciosa imagem, meu amigo! : ))) bjos pa 'cês todos

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