quinta-feira, junho 07, 2012

O Abismo


O Passos Coelho veio dizer-nos que "os portugueses já não estão perante o abismo”. A mim, olhando para os números e para as previsões da execução orçamental, da recessão, do desemprego, da pobreza, dos juros e da dívida num país estagnado e numa Europa a desmoronar-se, custa-me entender esta versão da realidade, mas para os que já caíram no desemprego, os jovens que não encontram um primeiro emprego, para quem já perdeu a casa, já vendeu os anéis, não tem dinheiro para comprar os medicamentos que necessita, vê os filhos com fome e vive no desespero há muito que foram empurrados para darem o passo em frente. Para eles o abismo já se transformou em queda vertiginosa e sem esperança.

3 comentários:

  1. Anónimo7/6/12 20:46

    Não sei se alguém se deu ao trabalho de consultar as mais de 50 páginas desta iniciativa fascizóide cujo único objectivo é branquear a triste e dolosa actuação destes infelizes que nos desgovernam, mas a proposta é para inglês ver: estes 100.000 empregos fazem lembrar a proposta de alguém que há uns anos prometia criar 150.000. O projecto é uma confusão pegada e as excepções são mais que muitas...Mudou o governo mas continuam a explorar sempre os mesmos e continuam também a beneficiar os "coitadinhos" do costume. Quando é que as pessoas resolvem exigir que se ponha um ponto final a isto? 1.200.000 desempregados, todos os dias aumentam e os responsáveis por este estado de coisas (e pelo agravamento em particular do desemprego, diga-se)continuam impávidos e serenos com iniciativas fingidas e ocas e continuam a defender políticas miseráveis de empobrecimento que merecem a censura pública de todos os portugueses que ainda acreditam no País e querem viver em Portugal. Insurjam-se e vamos para a rua!!

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  2. Anónimo7/6/12 21:35

    PS e PSD igual a:

    o oooooooo
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  3. Isso de por a TSU e os fundos europeus a pagar salários é mais um roubo de dinheiros públicos (como vêem, não é só o Sócrates) para tentar iludir o Zé Tuga. Mas é um roubo triste, pois já não há muito no cofre para roubar. De facto, se disto resultasse alguma coisa de bom para o povo até que seria, a prazo, mais um desastre para o país. Pois todos vimos, no tempo dos governos do Cavaco, o que resultou de se por o Estado e os fundos comunitários a pagar os salários que deviam ser pagos pelas empresários do Vale do Ave: o maior número de Ferraris per capita do mundo, e empresas ineficientes que, anos mais tarde, faliram todas.

    Depois não venham dizer que é bota abaixo. Repetir os mesmos erros vezes merece crítica dura e acérrima.

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